Livro x Filme: Para todos os garotos que já amei

Quase todo mundo já falou sobre a adaptação da Netflix de Para todos os garotos que já amei. E, ao mesmo tempo em que eu não queria repetir o que já estão dizendo sobre o filme, também não queria deixar de falar sobre ele. Então, decidi fazer um pouco diferente e abordar apenas os aspectos que considero cruciais na história de Jenny Han – e que, felizmente, vi retratados no longa. Adianto que adorei a adaptação e já estou ansiosa pelas sequências!

Representatividade

Representatividade não é simplesmente “transformar” um personagem em negro, gay, deficiente, trans, etc. E sim, retratar toda a bagagem que os negros, gays, deficientes, trans, etc. carregam. Só assim, o personagem pode de fato representar uma minoria e ser autêntico. E é exatamente o que Lara Jean faz. Ao mesmo tempo em que valoriza a origem coreana (que, aliás, é sua grande conexão com a mãe falecida), LJ não é um estereótipo. Eu tenho 30 anos, e fiquei absolutamente encantada por me identificar com a personagem, e não apenas fisicamente. Imagina a importância que isso pode ter para crianças e adolescentes orientais!

A ausência da mãe

Eu amo muitos aspectos de Para todos os garotos que já amei. Mas o que realmente me conquistou foi a forma com que Lara Jean lida com a ausência da mãe. Para ela, a morte não é um tabu e falar sobre sua mãe é uma maneira de mantê-la viva dentro de si. E se a saudade machuca, não compartilhá-la dói ainda mais. Não à toa, é assim que LJ, a garota romântica que tem medo de dirigir, mostra sua força – e também é isso que acaba conectando-a a Peter Kavinsky.

A relação entre irmãs

Assim como Lara Jean, tenho duas irmãs – só que sou a Kitty da família. Graças a Deus, não tenho uma irmã chata como a Margot (que ficou bem mais legal no filme). Mas sempre vi muito de mim e das minhas irmãs nas garotas Song. Cada uma tem seu jeito de ser, além de defeitos e qualidades. Mas nada é maior do que a cumplicidade e o amor que existe entre elas. É como se as irmãs se completassem e, o melhor, estivessem sempre dispostas a aprender e ensinar umas às outras.

A relação do pai com as filhas

O Sr. Covey sabe que um pai nunca poderia substituir uma mãe. Mas faz o melhor que pode e se sai muito bem! Para mim, a cena mais emocionante do filme é quando ele e Lara Jean estão na lanchonete, compartilhando dor e saudade, mas também amor e boas lembranças.

Vocês gostaram da adaptação?

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