Ninguém vira adulto de verdade – Sarah Andersen

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Em Ninguém vira adulto de verdade, Sarah Andersen compartilha suas tirinhas que retratam o que é ser um jovem adulto nos dias de hoje. Vida social, autoestima, timidez e inseguranças são apenas alguns dos temas abordados por Sarah no livro. Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, a autora transforma causos cotidianos em mini-histórias honestas e, ao mesmo tempo, extremamente divertidas e de fácil identificação!

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Como disse na resenha de Repeteco, tenho gostado cada vez mais de quadrinhos. E já havia me interessado pela versão original de Ninguém vira adulto de verdade, que me lembrou um pouco do ótimo Hyperbole and a half. Então, quando soube que a Editora Seguinte iria lançá-la em português, já engordei minha wishlist.

E como esperado, a leitura do livro de Sarah Andersen foi rápida (tive que me controlar pra não ler tudo de uma vez) e regada a risadas. A autora tem um senso de humor que mescla ingenuidade com acidez e me identifiquei de verdade com várias tirinhas! Com Ninguém vira adulto de verdade, Sarah não apenas retrata a vida moderna de um jovem adulto, como também mostra que todos temos inseguranças que parecem ser bobas, mas afetam nossa vida e convivência social diretamente. Ou seja, ninguém está sozinho!

E para dar uma amostra do que Ninguém vira adulto de verdade realmente é, separei três das muitas tirinhas que amei:

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Título original: Adulthood is a myth
Editora: Seguinte
Autor: Sarah Andersen
Ano: 2016
Páginas: 120
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Repeteco – Bryan Lee O’Malley

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Katie é  uma chef bem-sucedida, que comanda o conceituado restaurante Repeteco. Sua vida não poderia estar melhor, até o dia em que tudo dá errado: o caso com outro chef sai dos trilhos, os negócios não parecem fluir, a melhor garçonete do restaurante se machuca e, para piorar, seu ex- namorado reaparece. Quando esse terrível dia chega ao fim, Katie encontra uma misteriosa garota em sua casa, que tem a receita para uma segunda chance. Sem pensar duas vezes, a chef aceita a oferta sem pensar nas consequências.

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Eu AMO histórias com viagem no tempo e realidades paralelas! Por isso, quando vi a sinopse de Repeteco (no Encontro de blogueiros da Companhia das Letras), fiquei louca para ler – e ainda é em quadrinhos, gênero que estou gostando cada vez mais! Ainda não conhecia a obra de Bryan Lee O’Malley, que é autor de Scott Pilgrim, mas foi inevitável elevar as expectativas. O que acabou não sendo um problema, porque adorei a leitura!

É verdade que o enredo de Repeteco não é o mais original do mundo. E também há que se dizer que o autor não explora o tema de maneira particularmente inédita ou especial. Mas o diferencial do livro é justamente a arte, o que acredito que seja o foco. As ilustrações de O’Malley são muito engraçadinhas e o texto não fica atrás, tornando a obra ainda mais divertida e fácil de ler.

No entanto, apesar de ser um livro descontraído, Repeteco nos faz refletir bastante sobre nossas atitudes e o quanto, muitas vezes, nos deixamos levar por uma ambição cega e descabida. No caso, Katie deseja que tudo seja perfeito e, com a chance que lhe é dada, não admite abrir mão de nada, nem priorizar um aspecto de sua vida. E quantas vezes nós não fizemos exatamente mesmo, com a diferença de que não tivemos uma segunda chance para consertar nossos erros?

Título original: Seconds
Editora: Quadrinhos na Cia. 
Autor: Bryan Lee O’Malley
Ano: 2014
Páginas: 336
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas

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Ed e Lorraine Warren: Demonologistas – Arquivos Sobrenaturais – Gerard Brittle

Em Ed e Lorraine Warren, Gerard Brittle dá voz ao casal, que narra os diversos casos sobrenaturais que compõem seus currículos de demonologista e clarividente, respectivamente. Entre eles, os célebres episódios de Enfield e Amityville, ambos contados também no cinema – em Invocação do Mal 2Horror em Amityville. Além dos relatos detalhados, o livro também contém fotos que registram fenômenos paranormais, como levitação de objetos.

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Quem acompanha o blog há algum tempo já sabe que sou muito fã de histórias de terror. E Invocação do Mal, que conta dois casos de Ed e Lorraine, é uma das minhas franquias preferidas do gênero. Sendo assim, não poderia deixar de ler Ed e Lorraine Warren! Em sua maior parte, o livro segue o estilo “perguntas e respostas”, como se o leitor estivesse realmente em uma palestra ministrada pelo casal. Ou seja, o conteúdo é extremamente detalhado e até mesmo didático. Durante a leitura, aprendi bastante sobre o tema, desde termos (como preternatural) até o que pode propiciar ou evitar uma possessão.

No entanto, ao mesmo tempo em que é uma verdadeira aula sobre o tema, Ed e Lorraine Warren é de arrepiar. A quantidade de detalhes que compõe o livro contribui para isso, mas o que realmente impressiona é pensar que (pelo menos em tese) é tudo real. E se você for como eu, e tiver uma predisposição a acreditar no “outro lado” e em manifestações sobrenaturais, tem a receita pronta para o sucesso!

É importante dizer também que o casal transmite muita credibilidade, que no cinema é reforçada pelas ótimas atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga. Então, para mim, foi difícil desvincular as figuras do livro dos atores, o que fez com que eu acreditasse ainda mais em cada palavra. A leitura só não foi melhor porque achei que Ed e Lorraine Warren perde o ritmo do meio para o fim e se torna até um pouco repetitivo. Mas para quem, assim como eu, ama terror (ficção ou não), vale a leitura!

Título original: The Demonologist: the extraordinary career of Ed and Lorraine Warren
Editora: DarkSide Books
Autor: Gerard Brittle
Ano: 2002
Páginas: 272
Tempo de leitura: 9 dias
Avaliação: 3 estrelas

Sobre Black Mirror e The OA

Sempre digo que sou péssima para séries, e sou mesmo. Mas, desde que assinei a Netflix, a situação melhorou um pouquinho. E depois de assistir Stranger Things, me rendi a Black MirrorThe OA. Obviamente, não sou especialista no assunto, mas queria dividir com vocês um pouquinho do que achei de cada uma. Vamos lá?

BLACK MIRROR

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Black Mirror surgiu em 2011, mas foi só em 2016, com a chegada na Netflix, que se tornou sucesso. As novas tecnologias são a base da série, no entanto, o verdadeiro foco é como elas afetam o comportamento humano e as interações sociais.

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Como na maioria das obras de ficção (especialmente aquelas com doses distópicas), Black Mirror leva tudo ao extremo. No entanto, esse talvez seja o segredo para que o telespectador se identifique e veja, em cada episódio, seu pior lado refletido – “black mirror”, hã, hã? Haha! Piadas à parte, a série propõe dilemas morais pertinentes e interessantes, nos fazendo perceber que nem sempre somos tão legais, generosos e justos quanto gostamos de pensar que somos. Incomoda? Sim. Mas a gente adora? Claro!

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Para quem não consegue acompanhar séries, como eu, Black Mirror é uma boa pedida porque cada episódio é independente. O que é bom porque não exige uma dedicação especial, mas, por outro lado, também não gera aquele efeito  de “PRECISO VER OUTRO EPISÓDIO AGORA, OPS, ASSISTI TUDO EM DIA”. Então, se você está em busca de uma série para assistir despretensiosamente, fica a dica. Só é bom saber de antemão que Black Mirror é uma injeção de pessimismo e desesperança em um mundo onde não existem finais felizes.

Episódios favoritos: The National Anthem e The Entire History of You, da primeira temporada; Be Right Back, da segunda temporada; Nosedive, Playtest e Shut up and dance.

THE OA

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The OA é mais uma produção original da Netflix, e a primeira temporada está no ar desde 16 de dezembro de 2016. Eu, obviamente, nem sabia da existência da série, até que, nas férias de final de ano, meu namorado comentou que havia lido comentários positivos. E lá fomos nós! São oito episódios, no melhor estilo “PRECISO VER OUTRO EPISÓDIO AGORA, OPS, ASSISTI TUDO EM UM DIA”. E a história gira em torno de Prairie, uma jovem cega que volta para casa depois de 7 anos desaparecida. O pequeno detalhe é que, de alguma forma, Prairie – que agora atende pelo nome de OA – voltou a enxergar.

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Criada por Zal Batmanglij e Brit Marling (que vive Prairie/OA), The OA une drama, suspense e ficção científica em uma trama complexa e cheia de reviravoltas. A série tem sido tanto elogiada, quanto criticada e alguns acham que a história perde o rumo do meio para o final da temporada. Eu, particularmente, gostei bastante, principalmente porque a trama aborda a existência (ou não) de vida após a morte e outras questões filosóficas.

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A minha dica para assistir The OA com mais chances de gostar é: abra a mente e mergulhe na história. O que acaba sendo uma metáfora da própria trama.

E aí, quem assistiu Black Mirror e/ou The OA? Gostaram?

Top 10 livros de 2016

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Gravar mais vídeos para o blog era uma meta para 2016, que ficou para a história – afinal, não gravei nenhum, haha! Mas, para começar 2017 com o pé direito, decidi começar a cumprir essa meta, ainda que atrasada. E para reestrear o canal no YouTube (se inscreve lá!), escolhi falar um pouco sobre os meus 10 livros preferidos de 2016! Vamos lá?

A maioria dos livros que falei no vídeo já foi resenhada aqui no blog! E a resenha você encontra aqui!

E vocês, quais foram os livros que mais gostaram em 2016? Têm indicações para mim? <3

Projeto Desventuras em série: expectativas para a adaptação da Netflix

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A apenas 9 dias da estreia da primeira temporada de Desventuras em série, chegou a hora de falar sobre as expectativas em relação à adaptação produzida pela Netflix!  Quando vi as primeiras fotos de Neil Patrick Harris como Conde Olaf, ainda não havia começado a leitura da saga de Lemony Snicket, mas foi o suficiente para saber que coisa boa vinha por aí. Ao que tudo indica, a primeira temporada conta as histórias dos quatro primeiros livros e, depois de lê-los, ficou impossível manter as expectativas sob controle!

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O primeiro ponto a destacar é a caracterização dos personagens e, como os livros contêm ilustrações, temos uma boa ideia de como eles devem ser. Os irmãos Baudelaire são praticamente idênticos aos desenhos, mas devo dizer que, apesar de ser mais bonitinha do que nos livros, Sunny foi a que mais me chamou a atenção. Já o Conde Olaf é um espetáculo à parte e deixou Neil Patrick Harris praticamente irreconhecível. Assim como na obra original, o personagem se disfarça de várias outras figuras ao longo das tramas, o que parece ter sido mais um desafio bem cumprido pela produção da série.

A Series Of Unfortunate Events

Ao que tudo indica, a Netflix também não deixou a desejar em recriar os cenários e toda a atmosfera sombria e, ao mesmo tempo, lúdica de Desventuras em série. Os atores, por sua vez, parecem ter incorporado muito bem o humor que mescla acidez e ingenuidade, e que é tão característico de Lemony Snicket. Para finalizar, os trailers contam com partes emblemáticas das histórias. E aí, fica impossível esperar menos do que o melhor!!

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Esse foi mais um post do projeto Desventuras em série, em parceria com a Companhia das Letras/Seguinte. E para saber o que os outros blogs, vlogs e Instagrams literários esperam da adaptação, é só clicar:

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
Lendo & comentando
Moonlight Books
Não apenas histórias
No mundo dos livros
Resenhando sonhos

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Sobre Alucinadamente Feliz, de Jenny Lawson

Não sou de abandonar leituras, pois sempre acabo me perguntando se o livro iria melhorar ou, na pior das hipóteses, curto falar mal das obras com propriedade (hahaha!). Mas, ao mesmo tempo, sou a favor de que ler seja um hobby, um prazer, e não uma obrigação ou cobrança. Por isso, quando uma leitura não flui de jeito nenhum, abandono (quase) sem dó. Em 2016, porém, havia terminado todos os livros que comecei e estava muito orgulhosa – sempre largo alguns durante o ano. Até que comecei Alucinadamente Feliz.

Só vi elogios ao livro de Jenny Lawson, então, nem passou pela minha cabeça que a leitura poderia não me agradar. Jenny sofre de depressão, ansiedade, distúrbio de automutilação, transtornos de personalidade e despersonalização e tricotilomania. E, no livro autobiográfico, ela mostra como decidiu lidar com todas essas condições mentais: vivendo de maneira alucinadamente feliz. Então, além dos comentários positivos, fui atraída também pela sinopse e premissa da obra, já que me interesso bastante por transtornos mentais e gosto quando os tratam de maneira honesta. No entanto, mesmo assim, a leitura não me agradou e eu me vi obrigada a abandoná-la.

Não sei dizer o que exatamente deu errado. Quando comecei Alucinadamente Feliz, li umas 50 páginas rapidinho e estava achando o livro super divertido, apesar da temática. De repente, empaquei de uma maneira irritante e não conseguia sair do lugar por nada – e não era por falta de tempo ou vontade de ler. Foi quando parei de rir das piada de Jenny e comecei a achá-las forçadas demais. Eu amo humor negro/ácido, mas não conseguia encontrar uma maneira de me identificar com as piadas da autora.Então, resolvi me render e desisti.

De novo, não sei o que deu errado. Então, não estou aqui para fazer ninguém desistir da leitura e, sim, para compartilhar a minha experiência com o livro. Como disse antes, Alucinadamente Feliz recebeu muitos elogios, inclusive de gente que tem opiniões parecidas com as minhas. Então, até pretendo retomar a leitura e ver no que dá. Mas, por enquanto, a obra de Jenny Lawson é apenas a única leitura abandonada de 2016 :(

Título original: Furiously Happy
Editora: Intrínseca
Autor: Jenny Lawson
Ano: 2015
Páginas: 352

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