Sobre Thyago Furtado

Dizem que quanto mais gostamos de uma coisa, mais difícil fica de falarmos sobre ela. E isso explica por que eu demorei tanto para escrever esse post. Mas, antes de falarmos sobre “Thyago Furtado, o cantor”, vamos voltar um pouquinho no tempo.

Eu e o Thyago nos conhecemos em 2009 e, aos poucos, descobrimos muitas coisas em comum. Entre elas, a paixão pela música e por cantar – com a diferença de que ele canta bem e eu só finjo, hahaha! Foram muitas noites e madrugadas produzindo duetos (alguns realmente bons e outros desastrosos –  my bad!), inúmeras discussões sobre música (temos o gosto muito parecido) e vários first listen de álbuns muito aguardados por nós.

Eis que, depois de gravar muitos covers (Unfriend You é, de longe, a minha favorita!), o Thyago começou a ter ideias de letras e melodias originais. E esse foi o primeiro passo para que, em agosto de 2016, ele lançasse seu primeiro EP, pela OH/Sony Music. Batizado Paranoia, o EP conta com 5 faixas autorais que retratam um momento específico da vida de Thyago. Entre as inspirações, estão artistas mais alternativos, como Mumford & Sons, Of Monsters & Men, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros e Little Comets. “Não queria me deixar influenciar pelo que estava rolando de mais comercial. Quando chegou a fase de produção, achei que misturar elementos eletrônicos, daria um toque diferente”, conta.

E o resultado não poderia ser mais maravilhoso: com letras honestas e profundas e melodias cheias de elementos, as músicas criam uma atmosfera única e nos transportam para um universo particular e, ao mesmo tempo, compartilhado. Eu amo todas, mas sugiro começar pela arrebatadora Release e pela deliciosa Please!

Orgulho define o que sinto por Paranoia. E não só por ser o começo da realização de um sonho do Thyago. Mas principalmente porque são músicas que eu ouviria facilmente, mesmo que não fossem dele! E é muito bom sentir que, de alguma forma, faço parte de tudo isso <3

Matéria Escura – Blake Crouch

Jason Dessen é um professor universitário muito bem casado com Daniela Vargas, com quem tem um filho de 15 anos, Charlie. Mas, apesar da vida feliz e confortável que levam, Jason e Daniela vivem à sombra do que poderiam ter sido se tivessem escolhido caminhos diferentes – ele, um gênio da física, e ela, uma artista de sucesso. Certa noite, Jason é raptado por um homem mascarado e, quando acorda em um laboratório, se descobre em um mundo paralelo, onde é exatamente tudo o que poderia ter sido.

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Qualquer história que envolva realidades paralelas automaticamente chama a minha atenção. E quando a obra em questão é também um thriller, não existe a menor possibilidade de eu não querer lê-la. Esse é exatamente o caso de Matéria Escura, de longe a trama mais louca que li nos últimos tempos. A história já começa com tudo, intrigando o leitor e construindo um enredo no melhor estilo “bola de neve”. O resultado é uma leitura angustiante, frenética, enervante e quase impossível de largar.

Em uma mistura de Efeito Borboleta com InterstellarMatéria Escura tem a Teoria do Caos como base. Ou seja, durante a leitura, você vai esbarrar muitas vezes no famoso “e se…?”, tanto em relação à história de Jason, quanto suas próprias escolhas e arrependimentos. Um dos pontos que mais me chamou a atenção no livro foi a forma como Blake Crouch equilibrou todos os ingredientes da trama: ficção científica, suspense, romance, psicologia e reflexões que o leitor leva para a vida.

Eu me interesso muito por universos paralelos, tanto do ponto de vista científico, quanto do sobrenatural. Por isso, a leitura de Matéria Escura foi extremamente interessante para mim e suscitou muitas reflexões. No final das contas, explorar um pouco do multiverso reforçou duas certezas: ninguém é uma coisa só e ser feliz não significa ter tudo na vida e, sim, ter o que realmente importa.

Título original: Dark Matter
Editora: Intrínseca
Autor: Blake Crouch
Ano: 2016
Páginas: 358
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4,5 estrelas

Um Amor Incômodo – Elena Ferrante

Aos 45 anos, Delia perde a mãe, Amalia, encontrada morta em uma praia, vestindo apenas um sutiã caro que nada tinha a ver com ela. É quando Delia volta à Nápoles, sua cidade natal, para acompanhar o funeral e, inundada por lembranças da infância, decide investigar a misteriosa morte de Amalia, com quem sempre teve uma relação conturbada. Mas será possível descobrir a verdade sobre a morte de uma pessoa, sem revisitar o que se sabe de sua vida?

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Depois de ler e amar A Filha Perdida, é óbvio que não contive as expectativas em relação a Um Amor Incômodo. Mas, contrariando todas as probabilidades, Elena Ferrante me decepcionou. O livro foi o primeiro romance da autora, e sua escrita elegantemente crua está ali. No entanto, a história é arrastada (5 dias para ler míseras 176 páginas!), confusa e, em muitos momentos, parece não ter um propósito.

Assim como em A Filha PerdidaUm Amor Incômodo tem a maternidade como ponto de partida. No entanto, a trama é narrada do ponto de vista da filha, em vez do da mãe. E, curiosamente, embora tivesse mais motivos para me identificar com Um Amor Incômodo, não houve conexão alguma entre Delia e eu. E quando falo em conexão e identificação, não quero dizer semelhanças objetivas e, sim, empatia, compreensão e até compaixão. Resumindo: Delia, com sua sinceridade vulgar, não me conquistou, tampouco me envolveu.

Com toque de mistério,Um Amor Incômodo mescla o presente e o passado de Delia, fórmula que eu adoro. No entanto, a narrativa difusa da protagonista é quase um tiro no pé: em vez de deixar o leitor curioso e intrigado, confunde e enerva. Mas, para mim, o pior mesmo é que, diferente de A Filha PerdidaUm Amor Incômodo não suscita reflexão. Até porque não tem como existir nesse mundo sem ser filha de alguém e não se escolhe de quem se nasce.

Título original: L’amore Molesto
Editora: Intrínseca
Autor: Elena Ferrante
Ano: 1992
Páginas: 176
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 2 estrelas

Sobre Tove Lo

Já tem uns 3 anos que Tove Lo conquistou seu espaço no cenário musical. Ou seja, sei que a cantora sueca não é novidade. Mas faz pouco tempo que ela entrou na minha playlist do Spotify (eternamente grata pela insistência da Rafa <3), e simplesmente dominou geral! Primeiro, com HabitsTalking Body e Cool Girl. Depois, com Lady WoodVibesInfluence. E quando eu vi, já estava baixando todas as músicas – e completamente apaixonada (claro que ela sendo maravilhosa no show do Lollapalooza contribuiu para isso!).

Assim que ouvi Tove Lo pela primeira vez, tanto a voz quanto o estilo pop-indie-com-pegada-eletrônica me lembraram Ellie Goulding (que eu também amo)! Mas a influência grunge, especificamente de Courtney Love (e do Hole), confere à cantora sueca uma rebeldia, que é dark, é sexy, é suja e compassiva – sim, tudo ao mesmo tempo. E assim, Tove Lo uniu a “música fácil” (no melhor sentido da expressão) do pop com o toque sombrio do grunge e a pegada dançante da música eletrônica. Ou seja, tudo o que eu amo!

O resultado foi que, de repente, fui acometida por uma vontade absurda de ouvir Tove Lo O-DI-A-IN-TE-I-RO! E, viciada que estou, não consigo mais guardar esse sentimento só para mim, haha! Então, resolvi fazer uma playlist com as minhas 10 músicas preferidas da maravilhosa!

Pode ser que, daqui um mês, eu já tenha enjoado de ouvir Tove Lo. Mas do jeito que vai… Acho que ela veio para ficar de vez no meu Spotify <3

Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter #1) – J. K. Rowling

Depois de perder os pais quando tinha apenas 1 ano, Harry Potter foi adotado pelos tios. Na casa dos Dursley, porém, o garoto vivia em um armário debaixo da escada e era tratado com total negligência. Até o dia em que recebe uma carta, convidando-o a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. É onde ele descobre a verdade sobre a morte dos pais e ganha um novo inimigo:  o temido Lorde Voldemort.

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Acredite: eu, leitora assídua desde os 17 anos, cheguei aos 28 sem ler ou assistir sequer um livro/filme da saga Harry Potter. Como não sou fã de fantasia, nunca me interessei pela obra de J. K. Rowling (na verdade, até tentei ler HP na adolescência, mas desisti logo no começo). Até que, há uns 2 anos, decidi que precisava ter uma opinião sobre a série, fosse ela positiva ou negativa. Além disso, confesso que, diferente de antigamente, estava cada vez mais curiosa para, enfim, conhecer um universo que tantas pessoas amam tanto!

Sempre tento manter as expectativas sob controle (o que não quer dizer que consiga), mas, no caso de Harry Potter, foi simplesmente impossível. Como disse acima, é tanta gente, de tantos perfis diferentes, apaixonada pela série, que eu me sentiria muito “errada” se odiasse. Ao mesmo tempo, não conseguia me imaginar tão envolvida com uma história de fantasia. Como li apenas Harry Potter e a Pedra Filosofal, é claro que é impossível dizer qual será o nível da minha paixão, e se um dia ela irá existir. No entanto, não descarto a possibilidade de me tornar uma Potterhead!

Adentar o mundo de HP foi uma experiência interessante e diferente de tudo. Porque, por mais que nunca tivesse lido ou assistido os livros/filmes, é claro que já me deparei com muitas informações, piadas e spoilers (que, sabiamente, sempre apaguei da memória automaticamente). Então, enfim, conhecer um pouquinho desse universo e, de alguma forma, fazer parte dele é uma delícia – por exemplo, o Chapéu Seletor me direcionou para Sonserina!

Harry Potter e a Pedra Filosofal é inegavelmente um livro infanto-juvenil. No entanto, a forma como J. K. Rowling constrói a trama e os personagens não deixa dúvidas de que há muito potencial para a evolução da série. Eu, particularmente, amo sagas que “crescem” junto com o leitor. E, embora esteja um pouco longe da idade de Harry e companhia, sinto que vai ser uma delícia acompanhar essa evolução. E com tantos caminhos para percorrer, já estou ansiosa pelas reviravoltas, surpresas e emoções!

Título original: Harry Potter and the Philosopher’s Stone
Volumes seguintes: Harry Potter e a Câmara SecretaHarry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K Rowling
Ano: 1997
Páginas: 263
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 5 estrelas

A Gigantesca Barba do Mal – Stephen Collins

Em Aqui, tudo está onde deveria estar. As ruas estão sempre limpas, as pessoas são organizadas, as árvores perfeitamente aparadas e os homens nunca, jamais usam barba. Dave, que quase não tem pelos, não é uma exceção. Até o dia em que se torna refém de uma barba inexplicável, que cresce incontrolavelmente a um ritmo absurdo. E logo, além de um problema de segurança pública, Dave se torna também uma ameaça ao peculiar estilo de vida de Aqui.

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Eu amo histórias que conseguem ser tão sensíveis quanto brutais. E A Gigantesca Barba do Mal com certeza é uma delas. Em uma fábula moderna, Stephen Collins mostra como o ser humano é paradoxal: assim como tem enorme dificuldade em sair da zona de conforto, também possui facilidade e se adaptar às mudanças; e da mesma forma que se utiliza das adversidades para promover grandes mudanças de comportamento, tem tendência a simplesmente livrar-se daquilo que incomoda.

Outro ponto que adorei em A Gigantesca Barba do Mal foi a analogia ao desejo de se (re)descobrir, se (re)adaptar e de sempre ser quem se é. Não importa onde, quando e muito menos o porquê. O único problema é que isso pode custar caro…

Título original: The Gigantic Beard That Was Evil
Editora: Nemo
Autor: Stephen Collins
Ano: 2013
Páginas: 245
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

Quem era ela – JP Delaney

A casa que ocupa o nº 1 da Folgate Street, em Londres, é uma obra-prima da arquitetura minimalista. Mas, para morar lá, é necessário passar por um exigente processo seletivo e seguir regras extremamente rígidas. Em busca de um novo recomeço, Jane logo se apaixona pela casa e é aprovada pelo arquiteto responsável pela construção. No entanto, logo depois de se mudar, ela descobre que Emma, a inquilina anterior, morreu exatamente ali, na Folgate Street, nº 1, e de maneira misteriosa. Obcecada pela verdade, Jane tenta descobrir a verdade, enquanto tenta evitar que a história de Emma não se repita com ela.

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Quando vi a capa e a sinopse de Quem era ela logo me lembrei dos livros de Harlan Coben. Então, essa foi minha referência de comparação durante a leitura. E, realmente, JP Delaney segue o mesmo estilo do autor, tanto de escrita, quanto de história. No entanto, deixa a desejar no quesito “mirabolância” (enquanto Coben, diga-se de passagem, até exagera), o que acho um desperdício quando se trata de um thriller.

Mas isso não quer dizer que Quem era ela não deixe o leitor louco de curiosidade. Aos poucos, as histórias de Jane e Emma se conectam, criando inúmeras possibilidades para a resolução do mistério. O que, ironicamente, acaba levando a um dos maiores defeitos da obra de JP Delaney: a tentativa de manipular o leitor. Digo “tentativa” porque o final apenas confirma a previsibilidade da história, sem causar aquele efeito “mind fuck”, que eu acho quase obrigatório em se tratando de thrillers.

De qualquer forma, Quem era ela é um livro facílimo de ler e não pode ser considerado uma perda de tempo. Porque, apesar de prometer mais do que cumpre, a história de JP Delaney é super envolvente e realmente intriga o leitor.

Título original: The girl before
Editora: Intrínseca
Autor: JP Delaney
Ano: 2017
Páginas: 336
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 3 estrelas