Semana Especial Jojo Moyes: as lições que tiramos

Para finalizar a Semana Especial Jojo Moyes, vamos falar sobre as lições que aprendemos com as histórias da autora. Acredito que sempre tiramos bons aprendizados de livros, mesmo daqueles que não amamos tanto. Mas é claro que alguns se destacam entre tantos! E as obras de Jojo são do tipo que não apenas nos ensinam lições valiosas, como também nos dão um tapa na cara! Apesar de retratar situações que a maioria de nós nunca irá enfrentar, a identificação é fácil porque, no fundo, todos os livros da autora falam de um assunto: o amor.

O que eu mais gosto nos livros de Jojo é a forma como ela retrata a essência do amor verdadeiro sem criar histórias românticas ou açucaradas demais. Para isso, ela sempre desenvolve dilemas complicados, tramas paralelas, enredos originais e nunca peca no quesito contextualização – algumas vezes até social e política. As obras da autora não se resumem a um tipo de amor avassalador e sem fundamentos. Elas nos mostram como o sentimento surge de maneira gradual e sempre tem o companheirismo e o respeito como base.

Eu poderia passar dias falando sobre os livros de Jojo – principalmente A Última Carta de Amor Como eu era antes de você. Mas seria redundante e até desnecessário. Porque, para mim, a maior lição das histórias da autora é a força do amor. Ainda dizem que as mulheres são o sexo frágil. E eu não vou entrar nessa discussão. No entanto, os livros de Jojo Moyes reforçam uma ideia que sempre tive: as mulheres podem até ser mais fracas do que os homens em alguns aspectos, mas, se existe algo que nos faz forte, e mais forte do que tudo, é o amor. Sempre o amor. Só o amor.

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Semana Especial Jojo Moyes: a relação entre passado e presente

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Estamos chegando ao fim da Semana Especial Jojo Moyes :( E como o dia de hoje era livre, escolhi falar sobre uma característica da autora que logo me chamou a atenção e que eu amo: a ligação entre passado e presente. Além de explorar os vários pontos de vista de uma história, Jojo adora traçar duas linhas no tempo e conectá-las ao longo da trama.

Em A Última Carta de Amor, a ligação entre passado e presente é fundamental para o enredo. A obra narra as histórias de Jennifer, que se passa em 1960, e de Ellie, ambientada na época atual. As duas tramas vão se desenvolvendo paralelamente, até se encontrarem nos dias de hoje, o que, claro, é o grande clímax do livro. Gosto muito da dinâmica desse formato e, no caso de A Última Carta de Amor, duas épocas tão distantes ajudam Jojo a mostrar como, apesar de todas as mudanças que ocorreram ao longo dos anos, o amor continua atemporal.

A garota que você deixou para trás me fez ter certeza que Jojo realmente gosta desse tipo de estrutura. No livro, ela mesclas as histórias de Sophie, que se passa durante a Primeira Guerra Mundial, e de Liv, quase 100 anos depois. As duas estão conectadas pelo quadro, cujo nome dá título ao livro, em uma trama original e muitíssimo bem amarrada. Assim como em A Última Carta de AmorA garota que você deixou para trás mostra que Jojo não se preocupou apenas em criar romances intensos e reviravoltas. As histórias são muito bem contextualizadas social e politicamente, o que, inclusive, tem certa influência sobre os enredos.

E se ainda falta alguma prova de que Jojo adora relacionar passado e presente, Baía da Esperança é mais uma evidência. A diferença em relação às outras duas obras citadas é que, nessa história, o antes e o depois têm curto espaço de tempo entre si e são conectados através da mesma personagem.

O que vocês acham dessa conexão entre passado e presente?

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Semana Especial Jojo Moyes: os cenários das histórias

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Chegamos ao terceiro dia da Semana Especial Jojo Moyes e o tema de hoje são os cenários das histórias da autora. Vou começar por A Última Carta de Amor, que foi o primeiro livro de Jojo que li e que tem Londres como pano de fundo. Apesar de não conhecer a capital inglesa (ainda), sou apaixonada pela cidade desde 2004 e, enquanto lia as histórias de Jennifer e Ellie, um verdadeiro filme se passava pela minha cabeça. A parte de Ellie não me chamou tanto a atenção por se passar nos dias atuais. Já a de Jennifer me encantou por ter os anos 60 como ambientação. E o glamour da vida social da protagonista contribuiu para a criação da atmosfera boêmia e sofisticada de Londres.

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Depois, veio Como eu era antes de você e as ruelas da pequena cidade do interior da Inglaterra. Como eu adoro lugares pitorescos, é claro que me encantei pela Granta House e pelo castelo da família Traynor. E o fato de ter visto o cenário ganhar vida na adaptação cinematográfica só fez com que eu me apaixonasse ainda mais! No filme, o centro histórico de Pembroke, no País de Gales, foi a locação escolhida para a cidade natal de Lou e Will. O Castelo de Pembroke (que aparece na primeira cena de um dos trailers) fez as vezes da propriedade dos Traynor, enquanto Wytham Abbey, em Oxfordshire, ficou com “o papel” da Granta House.

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Em A garota que você deixou para trás, Jojo nos leva a Paris. A capital francesa é mais um destino pelo qual sou apaixonada antes mesmo de conhecer – graças a Anna e o Beijo Francês. No entanto, no romance da autora, todo o brilho da Cidade Luz é encoberto pela poeira da Primeira Guerra Mundial, que é o pano de fundo da história. Por isso, é impossível apreciar Paris em todo o seu esplendor, mas vale a pena pela contextualização história que Jojo criou.

Londres, interior da Inglaterra, Paris… E, então, vamos à Austrália. Em Baía da Esperança, a autora desenvolve uma história que tem muito mais do que um cenário. Isso porque a comunidade de Silver Bay, onde toda a trama se desenrola, se torna paraticamente uma personagem do enredo. Não sou muito apaixonada por praia, mas imaginar o local paradisíaco que Jojo descreve foi inspirador!

De qual vocês gostam mais?

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Semana Especial Jojo Moyes: a personagem favorita

O tema do segundo dia da Semana Especial Jojo Moyes, em parceria com a Intrínseca, é a personagem favorita criada pela autora. Não quero falar de Como eu era antes de você a semana inteira, mas a verdade é que não preciso pensar duas vezes antes de eleger Louisa Clark a minha preferida.

Aos 26 anos, Lou está sem rumo. Trabalha em um café onde não existem perspectivas e leva um relacionamento baseado em comodidade.No entanto, o fato de não saber o que fazer da vida não quer dizer que a protagonista de Como eu era antes de você não saiba quem é por trás de todas as convenções sociais. Muito pelo contrário! E ela faz questão de demonstrar a forte personalidade por meio das roupas divertidas e extravagantes.

E, então, Will aparece para tirar Lou de sua zona de conforto – em todos os aspectos. O primeiro é que a personagem deixa de ser a atendente de um café para se tornar a cuidadora de um homem tetraplégico. E como se não bastasse depender dela para tudo, o homem em questão ainda é um mal-humorado que adora ser desagradável! Diferente dos outros, Will não se rende ao alto-astral de Lou, que na verdade chega a irritá-lo. E, então, ela precisa encontrar outra forma de se aproximar dele.

Acostumado às mulheres “normais”, Will não aprova os looks de Lou e faz questão de deixar isso claro. Ela não se acanha, mas obviamente não se sente tão confortável em sua própria pele. Quando ela se acostuma ao temperamento do patrão, até parece que ele faz questão de tirá-la de sua nova zona de conforto. E, então, depois de tantos anos ao lado de um homem insosso como Patrick, a  protagonista deixa seus domínios por completo quando se descobre apaixonada por outro, mesmo sabendo que ele está prestes a tirar a própria vida. E eu acho que não existe forma mais dolorosa de tirar alguém da zona de conforto do que essa…

Sei que estamos falando sobre o livro, mas não posso deixar de dizer que a adaptação cinematográfica só me fez amar Lou ainda mais. Emilia Clarke ficou perfeita na pele da personagem e em todos os sentidos: as expressões, a caracterização, a alegria e, principalmente, a determinação. Logo que a atriz foi anunciada para o papel de Lou, fiquei receosa por não conhecer o trabalho dela. No entanto, hoje não consigo pensar em escolha melhor!

Voltando à obra de Jojo Moyes… Mais uma vez, Como eu era antes de você nos mostra que o amor é mesmo feito de contradições. Ao mesmo tempo em que discorda de Lou em vários aspectos, Will a aceita exatamente como é. Com as roupas excêntricas, o otimismo inabalável, as meias listradas e tudo o mais. E, por fim, a tira de sua zona de conforto de maneira definitiva. Porque pensar em Will nunca será confortável. E não viver a vida  quando se tem escolha também.

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Semana Especial Jojo Moyes: o livro preferido

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Hoje começamos mais uma Semana Especial em parceria com a Intrínseca! O tema escolhido foi Jojo Moyes e o assunto do primeiro post é o meu livro preferido da autora. Conheci o trabalho da Jojo em 2013, com A Última Carta de Amor. Eu me apaixonei pela capa e ia comprar o livro, quando o ganhei de aniversário da Karina (do blog Cotidiano Aleatório). Esperava um romance açucarado e, de certa forma, foi o que encontrei. Mas também fui surpreendida com uma história envolvente, intrigante e muito bem amarrada, que retrata o amor nos dias de ontem e de hoje. A Última Carta de Amor me conquistou e não pensei meia vez para ler Como eu era antes de você. E esse… Meu Deus, esse me destruiu e se tornou o meu favorito de Jojo Moyes – e um dos preferidos da vida! Então, hoje, nós vamos falar sobre a história de Will Traynor e Louisa Clark.

Eu li Como eu era antes de você pela primeira vez em 2013 e posso dizer que a obra mexeu comigo de um jeito que poucos livros foram capazes. Pela história de amor? Também. Mas muito mais pela lição de vida. E quando falo em lição de vida, não me refiro à forma como Will lida com a tetraplegia – até porque, vamos combinar, não é uma maneira especialmente inspiradora, embora completamente real e compreensível. O que realmente me tocou em Como eu era antes de você foi a forma como Jojo Moyes abordou o suicídio assistido por diferentes pontos de vista.

O principal é o de Lou, primeiro como a funcionária que se sente de certa forma ludibriada pelos patrões ao descobrir o trato entre Will e a mãe. Depois, como a mulher apaixonada e desesperada, que faz de tudo para que ele mude de ideia.  E, por último, como alguém que não entende nem aceita, mas respeita a decisão do homem que ama e faz o que pode para apoiá-lo, por mais que isso lhe custe mais do que acha que pode aguentar. E a maior lição que Lou nos dá é que é preciso saber a hora de “desistir”. Porque quando se faz tudo o que pode por alguém, não existe remorso ou arrependimento. Apenas paz de espírito, apesar da vontade de que a história fosse diferente.

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Outra perspectiva que me marcou muito foi a de Camilla Traynor, a mãe de Will. É inegável que ela é insuportável e arrogante. Mas, desde o início, tentei me colocar no lugar da personagem e, então, ficou um pouco mais fácil compreendê-la. Poderia ter lidado com a situação de maneira mais leve, especialmente tendo alguém como Lou ao lado? Sim. No entanto, eu, mesmo tentando, não consigo imaginar o que é estar na pele dela. O que é ver um filho, antes independente e cheio de vida, preso à uma cadeira de rodas e, o pior de tudo, infeliz ao ponto de preferir morrer – literalmente.  Uma situação complicada e delicada, em que todo o dinheiro do mundo não tem a menor utilidade. Jojo não explora tanto a dor de Camilla, mas o faz o suficiente para que o leitor solidarize com a personagem. Como eu era antes de você também mostra o sofrimento da mãe de Lou, que não concorda, tampouco aceita a decisão de Will. E, mais do que isso, não admite que a filha seja, de certa forma, “cúmplice” da situação.

O desfecho da trama sempre foi motivo de polêmica e até revolta. Quem lê muitos livros de chick lit, por exemplo,  está acostumado a finais felizes e, em Como eu era antes de você, a esperança fica viva até o final. Ironicamente, Will não narra nenhum capítulo da obra. O que, para mim, foi a forma que Jojo encontrou de mostrar que, embora a história gire em torno dele, sua opinião parece ser a que menos importa – tanto para os outros personagens, quanto para o leitor. Confesso que eu teria comemorado se Lou tivesse conseguido convencer Will a desistir do suicídio assistido. Mas também admito que o livro teria perdido boa parte de seu poder.

Em Como eu era antes de você, o principal exercício é se colocar no lugar de Lou, para se aproximar de Will e, então, entender sua decisão. Não se trata de uma história de amor incondicional ou de superação. A obra (-prima, na minha opinião) de Jojo Moyes fala sobre o amor como forma de respeito. E sobre como amar muitas vezes é justamente abrir mão daquilo que mais querermos ter por perto.

Qual o livro da Jojo é o preferido  de vocês?

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Sou fã. E agora? – Frini Georgakopoulos

Quando vi Sou fã. E agora? no kit de brinde do Encontro de Blogueiros da Companhia das Letras, confesso que não dei muita atenção (embora tenha achado a capa muito fofa!). Mas quando a Frini Georgakopoulos conversou com os blogueiros (ela também participou do encontro), a achei tão simpática e divertida, que decidi ler o livro. Sou fã. E agora? não é muito meu estilo de leitura, por isso, realmente não esperava me identificar com absolutamente  tudo o que lia. Mas aconteceu –  e eu adorei!

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Como o título do livro já dá a entender, Frini fala sobre a arte de ser fã e a cartase que isso provoca. A obra é divertida e a autora parece fazer questão de se mostrar “gente como a gente”. O resultado é um livro “de fangirl para fangirl (ou fanboy)” e que, apesar de não ter um pingo de pretensão, traz muita informação e desmistifica vários aspectos da literatura – especialmente os gêneros Young Adult e chick lit. A discussão vai ainda mais longe, abordando o preconceito literário, um tema que adoro (inclusive tem post aqui) e que dá muito pano para manga!

Além da capa super fofa e que ilustra a temática muito bem, Sou fã. E agora? também conta com uma diagramação divertida e colorida, que me lembrou o visual de revista. O estilo de escrita de Frini é simples (no bom sentido) e super objetivo, o que faz parecer que ela realmente está ali, conversando com a gente e compartilhando os surtos de fã! Para reforçar o ar interativo da obra, a autora propõe que o leitor crie as irresistíveis listas – de heróis literários favoritos, cenários de histórias marcantes, personagens que morreram e nos arrasaram e por aí vai.

Eu sou uma fangirl assumida, então, foi fácil me identificar com Frini. Mas a verdade é que, no fim das contas, ler Sou fã. E agora? exemplificou muito bem a experiência de encontrar pessoas que também amam aquilo que a gente ama! Jogos Vorazes, Harry Potter, A Culpa é das Estrelas, A Seleção, Por Lugares Incríveis, Divergente… Tudo isso (e mais um pouco) são referências citadas na obra! Tem como não amar?

Título original: Sou fã. E agora?
Editora: Seguinte
Autor: Frini Georgakopoulos
Ano: 2016
Páginas: 160
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

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O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald

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Quando se muda para West Egg, em Long Island, Nick Carraway se torna vizinho e, posteriormente, amigo de Jay Gatsby. Herói de guerra, Gatsby é conhecido pela fortuna e pelas festas, no entanto, a origem de sua riqueza é motivo de mistério e especulações sobre seu passado. Carraway é primo de Daisy Buchanan e logo descobre que ela e Gatsby tiveram uma história de amor, que terminou mal resolvida, antes da Primeira Guerra Mundial.

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Sempre comento por aqui que clássicos não são as minhas leituras favoritas. Mas confesso que tenho um fraco pelo glamour decadente dos anos 20 e, por isso, sempre tive interesse em ler O Grande Gatsby. No entanto, por ser uma obra muito conceituada, sempre tive a ideia errônea de que a leitura seria densa e até difícil. Até que uma amiga (que ama clássicos, mas também conhece bem meu gosto literário) me garantiu que eu gostaria do livro de F. Scott Fitzgerald. Então me animei de vez e decidi me aventurar no mundo dos clássicos.

O Grande Gatsby é envolvente e intrigante desde a primeira página. Logo, somos apresentados não a Jay Gatsby, mas sim a toda a mística que envolve o protagonista. Assim como os outros personagens, não sabemos o que é verdade e o que é mentira sobre seu passado, o que torna a leitura ainda mais interessante. Não demora muito e fica claro que, vítima de boatos maldosos ou não, Gatsby está longe de ser o mais equilibrado dos homens. E mesmo com o comportamento dúbio e por vezes até sinistro, o protagonista é cativante de uma maneira única.

Longe de ser monótona, a leitura de O Grande Gatsby conta com reviravoltas inesperadas. No entanto, também não pode ser considerada frenética. É possível dizer que cada acontecimento determinante acontece na hora certa, atendendo às expectativas do leitor, ao mesmo tempo em que o surpreende. Dá para entender? Por isso, a tensão velada está presente durante toda a leitura, criando uma série de mini-clímax. O glamour decadente do período pós Primeira Guerra Mundial é uma ironia por si só e F. Scott Fitzgerald a leva para todo o desenvolvimento da trama.

Lealdade, traição, glamour, ostentação, reviravoltas, covardia, egoísmo… O Grande Gatsby tem tudo isso e mais um pouco. No entanto, a verdade é que o clássico de F. Scott Fitzgerald nada mais é do que um livro sobre um caso de amor obsessivo, contado por Nick Carraway, um narrador que não é onipresente, mas transmite com perfeição cada nuance da história de Gatsby e Daisy.

Título original: The Great Gatsby
Editora: Penguin Companhia
Autor: F. Scott Fitzgerald
Ano: 1925
Páginas: 249
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas