Adeus, por enquanto – Laurie Frankel

Gênio da informática, Sam Elling trabalha em um site de encontros, até o dia em que cria um algoritmo capaz de mapear o par perfeito para cada pessoa. A ferramenta funciona tão bem, que se torna uma ameaça para a empresa, causando a demissão de Sam. Mesmo assim, ter criado o algoritmo faz tudo valer a pena, já que, sem ele, Sam nunca teria encontrado Meredith, sua própria alma gêmea. Logo depois que os dois começam a namorar, Livvie, a avó de Meredith, morre subitamente. Para ajudar a namorada a superar a perda, Sam cria um novo algoritmo que reúne e-mails, SMS’s, conversas por vídeo e postagens em redes sociais de quem já se foi para gerar uma simulação em texto ou em vídeo. Extremamente real, a nova ferramenta não apenas ajuda Meredith a passar pelo momento de luto, como também se torna um negócio rentável, porém duvidoso.

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O título e a sinopse de Adeus, por enquanto com certeza chamariam a minha atenção logo de cara. Mas, antes que eu me deparasse com a obra, a Angela me recomendou o livro, que entrou para a lista na mesma hora. Depois de ler Cujo, fiquei com vontade de uma leitura que fosse leve, mas não vazia ou superficial. Achei que Adeus, por enquanto se encaixava nos pré-requisitos, e acertei! Ao mesmo tempo em que é super fácil de ler, a obra de Laurie Frankel mostra como a morte (ou a iminência dela) assusta, desespera e transforma não apenas quem vai, mas também quem fica.

Devo ser sincera e dizer que esperava um pouco mais de Adeus, por enquanto, especialmente em relação à emoção (sim, eu estava a fim de dar uma choradinha!). E tenho certeza de que o que me impediu de me envolver mais com a trama foram os personagens: Meredith me irritou bastante com seu jeito de “dona da verdade” mimada, enquanto Sam se revelou um belo pau mandado, com muita genialidade e pouca personalidade. Entre os personagens secundários, nenhum realmente me cativou – o divertido e espontâneo Dash foi de quem mais gostei, mas meio que por falta de opção.

Em uma mistura de Be right back (episódio de Black Mirror, lançado um ano depois do livro) com Inteligência Artificial, Adeus, por enquanto propõe também dilemas morais interessantes. E a principal discussão é: até que ponto conversar “em tempo real” com um ente querido falecido realmente ajuda no processo de luto? Eu mesma, confesso, não cheguei a uma conclusão. E é assim, tratando o luto de forma honesta e realista, que Adeus, por enquanto nos faz refletir e ver que, no fim das contas, partir ou ficar levam ao mesmo caminho: o da redenção.

Título original: Goodbye for now
Editora: Paralela
Autor: Laurie Frankel
Ano: 2012
Páginas: 376
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 3 estrelas

Cujo – Stephen King

Cujo é um dócil são-bernardo, que, certo dia, decide caçar um coelho e acaba preso em uma caverna infestada por morcegos contaminados. Ele consegue se libertar, mas não sem consequências devastadoras, que irão mudar drasticamente a vida de toda a pacata cidade de Castle Rock, no Maine.

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Stephen King tinha duas opções: narrar a luta de mãe e filho, presos dentro de um carro e encurralados por um cão com raiva; ou criar subtramas para que o livro fosse muito mais do que mãe e filho encurralados por um cão com raiva. E sendo quem é, é claro que o autor escolheu a segunda opção, criando personagens tridimensionais, com dilemas complexos e que os tornam completamente reais.

Cujo já começa com doses de tensão. Mas, antes do “circo pegar fogo”, viajamos um pouco no tempo, para que a trama que vem a seguir seja completamente contextualizada. No entanto, quando a ação realmente começa, o terror (seja ele psicológico ou sanguinolento) toma conta da história e a tensão se torna constante. E como King é sempre surpreendente e não tem medo de “decepcionar” o leitor, os plot twists realmente pegam de surpresa, ao mesmo tempo em que fazem todo o sentido.

O que mais gostei em Cujo foi o fato de que, na verdade, não existem vilões e mocinhos nessa história. Todos os personagens são, em maior ou menor grau, vítimas de algo maior do que qualquer coisa: o destino.

Título original: Cujo
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 1981
Páginas: 376
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Sobre Colleen Hoover

Minha história com Colleen Hoover começou em 2013, quando a Karina, do Cotidiano Aleatório, me falou sobre Métrica. Sem saber exatamente do que se tratava (como sempre), comecei a leitura, e acabei devorando o livro e me apaixonando. Apesar de ter achado a história um pouquinho dramática demais, lembro de ter me identificado bastante com as questões de Layken e com a relação dela com Will. E foi por isso que Métrica (ao lado da sequência, Pausa) se tornou tão especial para mim e me fez querer ler tudo de Colleen Hoover.

E então veio Um Caso Perdido (e Sem Esperança), com Holder (amor eterno <3) e Sky abalando completamente as minhas estruturas. Novamente, achei que a autora exagerou um pouco na dose de drama (sério, eles demoram praticamente o livro todo pra dar UM beijo). Mas, além de ter gostado bastante da história, adorei a forma como CoHo explorou um assunto-tabu com responsabilidade, ao mesmo tempo em que manteve a “aura” Young Adult do livro.

Depois, no final de 2014, veio o  O Lado Feio do Amor, em que Colleen mostra todo o seu talento para a literatura erótica. Como não sou fã do gênero, fiquei um pouco incomodada com o excesso de detalhes. Mas também admito que a autora soube mesclar cenas (BEM) quentes com uma trama bem amarrada e toques surpreendentes. Ou seja, agradou a gregos e troianos. Devorei o livro e me emocionei tanto, mas tanto, que foi aí que a autora se tornou uma das minhas preferidas EVER.

Mas, então, tudo começou a desmoronar. Talvez porque eu tenha decido fazer uma maratona das obras de CoHo, praticamente emendando um livro no outro. O seguinte foi Talvez um dia, que, mais uma vez, me irritou um pouco com o excesso de drama. No entanto, é preciso ressaltar que a autora foi muito corajosa ao criar Ridge (não vou ser específica para não dar spoiler), fazendo com que a intensidade da história tivesse certa justificativa. O problema, nesse caso, foi que não me identifiquei nem um pouco com os personagens. Então, os elementos que me incomodaram nos livros anteriores me irritaram muito mais nesse.

Never Never: Part One, que Colleen assina com Tarryn Fisher, foi uma experiência intrigante e a trilogia tinha tudo para ser interessante. Mas, no segundo e terceiro livros, a história degringolou e perdeu o rumo. A conclusão a que cheguei é que ela poderia ter sido melhor aproveitada se não tivessem insistido em dividi-la em três partes. Uma pena!

E, enfim, chegou o momento em que meu amor por Colleen Hoover entrou em óbito: Confess. Meu Deus, que história clichê, que personagens chatos, que melação desnecessária!! O que realmente me incomodou na trama (além dos protagonistas, haha!) foi o exagero de tragédia, drama e mistério. A autora quis tanto manter o suspense em torno do acontecimento central do livro, que, em muitos momentos, a leitura perde o propósito. Ao longo da história, Auburn e Owen (chatooos!) acumulam problemas e mais problemas. E, no final, tchanam: tudo se resolve de maneira mágica! Resultado: peguei “bode irreversível” de CoHo.

Ainda é difícil entender como Colleen Hoover foi de deusa, diva, maravilhosa a uma autora de quem eu não pretendo ler mais nenhum livro na vida. A verdade, nua e crua, é que eu realmente não gostei de apenas um livro de CoHo. Mas, por algum motivo, foi o suficiente para me desanimar completamente em relação às outras obras da autora.

E toda vez que alguém posta uma foto no Instagram, morrendo de amores pela Colleen, eu lembro que gostaria muito de escrever esse post. Não para criar polêmica ou “julgar” quem gosta da autora. Cada um gosta do que gosta, e não tem por que discutir. Mas acho que eu queria desabafar (é muito triste passar a detestar um autor que amamos, táááá?) e saber se alguém já passou pela mesma situação.

Deuses Americanos – Neil Gaiman

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Após passar 3 anos na cadeia, Shadow está próximo da liberdade. No entanto, poucos dias antes de sair da prisão, ele recebe a notícia de que a esposa e o melhor amigo foram mortos em um acidente de carro. Sem rumo, decide trabalhar para o misterioso Wednesday. O que ele não sabe é que, ao aceitar o a proposta de Wednesday, ele abre as portas de um mundo desconhecido, onde mortos, vivos, lendas e mitos se encontram.

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Em 2015, li Coraline e admito que fiquei sem entender o porquê de tantos elogios a Neil Gaiman. Mesmo assim, decidi me aventurar com Deuses Americanos, que é, provavelmente, o livro mais cultuado do autor. E, terminada a leitura, fica a lição: eu simplesmente não nasci para ler/entender/gostar de Neil Gaiman.

Até que o início de Deuses Americanos me surpreendeu, por ser mais envolvente do que eu havia imaginado – a falta de envolvimento com a história foi um dos maiores defeitos que encontrei em Coraline. No entanto, apesar de o suspense apenas crescer, logo perdi o interesse pela trama e a leitura começou a ficar difícil. E a única justificativa que encontrei é que Deuses Americanos é fantasia demais para o meu gosto.

Confesso que, se fosse por gostar ou não da história, eu daria menos de 3 estrelas. Mas não acharia justo, já que, nesse caso, acredito que o problema tenha sido eu e não o livro. Verdade seja dita, Shadow é um personagem cativante e Wednesday também tem seu charme. De qualquer forma, acho que Deuses Americanos merece o crédito pela premissa (e execução, para quem gosta de fantasia) e também pelo pesquisa que Neil Gaiman deve ter feito para que pudesse dar vida à história.

Título original: American Gods
Editora: Intrínseca
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2001
Páginas: 640
Tempo de leitura: 8 dias
Avaliação: 3 estrelas

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A Filha Perdida – Elena Ferrante

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Aliviada depois que as duas filhas adultas sem mudam para o Canadá com pai, a professora universitária Leda decide tirar férias no litoral italiano. A rotina de Leda consiste em ler e preparar aulas na praia e, logo nos primeiros dias, Nina e sua filha pequena, Elena, chamam sua atenção. Ao observar a jovem mãe e sua família, a professora se lembra de si mesma e de suas expectativas naquela idade. E a dose de nostalgia faz com que memórias e segredos do passado de Leda venham à tona, lembrando-a de por que nunca falamos sobre certas coisas.

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Confesso que nunca havia ouvido falar de Elena Ferrante (que, aliás, é um pseudônimo). Mas, por conta do frisson nas redes sociais, fiquei curiosa para conhecê-la. E cheguei à conclusão de que é fácil entender o porquê de tantos elogios! Elena Ferrante é dona de uma escrita rica e elegante, mas, ao mesmo tempo, simples e extremamente fluida. Prova disso é que, com apenas 176 páginas, A Filha Perdida conta com pouquíssimos grandes acontecimentos – e o primeiro acontece apenas lá pela página 50. E mesmo assim, se revela uma trama super envolvente, intrigante e surpreendente.

A maternidade, ao lado das expectativas e frustrações que a cercam, é o tema principal de A Filha Perdida. E a forma brutalmente honesta com que Elena Ferrante aborda o assunto me fez lembrar muito do estilo de Lionel Shriver, especialmente no épico Precisamos falar sobre o Kevin. É verdade que Leda, com seus segredos e atitudes inexplicáveis, é um caso atípico. Mas até que ponto ela é assim, tão diferente, de muitas mulheres “reais e normais”? Acredito que, em uma época em que a mulher luta para redefinir o seu papel na sociedade, vale repensar que nem todas têm o sonho e/ou o dom para se tornarem mães. E é essa reflexão que os devaneios de Leda propõem.

Em A Filha Perdida, Elena Ferrante criou uma atmosfera única, que transporta o leitor para dentro do cenário da trama. Apesar de ser um livro curto e de poucos acontecimentos, conta com surpresas que mudam o rumo da história, transformando-a de maneira determinante. O final, tão sutil quanto arrebatador, é um espetáculo à parte. E, assim como o restante da trama, deixa o caminho aberto para as reflexões e conclusões do leitor.

Título original: La Figlia Oscura
Editora: Intrínseca
Autor: Elena Ferrante
Ano: 1992
Páginas: 176
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Crave a marca – Veronica Roth

Em uma galáxia onde quase todos são beneficiados pelo dom da corrente, Cyra e Akos desenvolvem poderes que parecem não trazer muitas vantagens. O de Cyra pode matar, mas também causa dores que a impedem de viver em paz. Para piorar a situação, seu irmão, o poderoso soberano shotet Ryzek, a usa como instrumento de tortura contra seus inimigos. Já Akos é capaz de interromper a corrente e, depois de sequestrado pelos shotet, decide se unir a Cyra para ter uma chance de resgatar o irmão.

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Divergente é, ao lado de Jogos Vorazes, minha série distópica favorita (três anos se passaram, e eu ainda não consegui decidir qual amo mais). Então, foi impossível não elevar as expectativas em relação a Crave a marca, mesmo sabendo que ele dificilmente se igualaria ao best-seller de Veronica Roth. No entanto, nem mesmo nos meus piores pesadelos, eu imaginaria uma história tão previsível e fraca.

Apesar de Crave a marca não ser uma distopia, as semelhanças com Divergente são óbvias. Primeiro, com a criação de diferentes planetas e sociedades. Embora não segreguem tanto quanto as facções, os habitantes/membros de cada um têm características específicas e personalidades semelhantes. Depois, e principalmente, com Avok e Cyra. Os protagonistas estão longe de ser complexos e tridimensionais como Four e Tris. Mas, para mim, é evidente que a autora tentou recriar o casal de Divergente. E o resultado deu a sensação de uma cópia barata, que, definitivamente, não funcionou. O que mais me incomodou foi a “síndrome do mocinho” de Avok e Cyra, que têm “medo” da capacidade que têm de ferir e matar as pessoas. Alguém lembra dos dilemas de Four e Tris (especialmente ela, em Insurgente)?

A primeira informação sobre Crave a marca era que o novo livro de Veronica Roth teria uma pegada Star Wars. Independentemente de ser coerente ou não, essa comparação sempre será um tiro pela culatra. Afinal, trata-se de uma das franquias mais bem-sucedidas de todos os tempos, que tem os fãs mais “chatos” do mundo. Então, não existe razão para gerar (mais) uma expectativa que nunca será atendida. No entanto, esse foi o primeiro chamariz de Crave a marca e, óbvio, só piorou a situação. Não é só porque a história se passa em outra galáxia, com a disputa entre “o bem e o mal”, e tem um wannabe de Kylo Ren, que podemos compará-la a Star Wars.

Para completar a tragédia, Crave a marca é previsível em tudo: traições, mortes, dramas, confabulações, romance, reencontros… TUDO! Parece que Veronica Roth reuniu as histórias do gênero e decidiu seguir a mesma fórmula e usar todos os clichês. Além disso, tudo é muito conveniente e, em nenhum momento, senti aquela tensão “gostosa” ou a curiosidade de saber o que iria acontecer depois. E sabe aquela vontade de nunca mais largar o livro? Pois é, não se aplica a Crave a marca – pelo contrário, chegar ao fim foi um suplício. Só não dei uma estrela para a obra porque, apesar de todos os problemas no enredo, Veronica Roth escreve muito bem. E com tudo isso, acho que fica claro o quanto detestei Crave a marca e que as chances de eu terminar a série são nulas.

Título original: Carve the mark
Editora: Rocco
Autor: Veronica Roth
Ano: 2017
Páginas: 480
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 2 estrelas

O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones #4) – Helen Fielding

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Bridget Jones continua solteira e, mais do que nunca, sonha em ser mãe – até porque seu relógio biológico já não tem mais todo o tempo do mundo! Depois de dias especialmente movimentados, ela descobre que está, enfim, grávida! O único detalhe é: Bridget não sabe quem é o pai e tem duas apostas – Mark Darcy ou Daniel Cleaver?

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A série de Helen Fielding é sempre uma surpresa na minha vida de leitora. Li O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones: no limite da razão, em 2006. E, na época, não gostei muito dos livros – sempre preferi os filmes! Hoje, acho que foi por causa da idade – eu tinha 18 anos e provavelmente não me identificava tanto com as situações que Bridget enfrentava. Já em 2013, foi lançado Bridget Jones: louca pelo garoto, que não tem “apenas” Mark Darcy. Chiei, chorei e esperneei. Mas decidi ler e, para a minha surpresa, amei! E então, chegou a hora de ler O Bebê de Bridget Jones, que se passa antes do terceiro livro.

Bridget é a típica personagem de chick lit. Mas, apesar de fazer milhares de besteiras, nunca me irrita. Talvez seja por ser tão engraçada e divertida – sempre rio, literalmente, com as viagens dela! No quarto volume da série, temos mais uma vez o embate entre Mark Darcy e Daniel Cleaver. O que poderia ser cansativo, se não fossem… bem, Mark, Daniel e Bridget. E, claro, sabemos quem vai “vencer” no final. Mas, como disse na resenha de The boy is back, não tenho problemas com histórias previsíveis, desde que eu não esteja esperando por uma trama surpreendente. E, no caso de séries como Bridget Jones, a gente QUER ter o “controle” sobre o que vai acontecer… Pelo menos comigo é assim.

O Bebê de Bridget Jones é tão fluido e fácil de ler, o  único defeito é ser tão curtinho! Provavelmente, se fosse maior, não faria sentido – a trama gira basicamente em torno do mistério em torno do pai, sem muitas subtramas. Mas de Mark e Bridget nunca é suficiente <3

Título original: Bridget Jones’s Baby
Editora: Paralela
Volumes anteriores: O Diário de Bridget Jones, Bridget Jones: no limite da razãoBridget Jones: louca pelo garoto
Autor: Helen Fielding
Ano: 2016
Páginas: 203
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

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