Desafio de Leitura 2017

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O Desafio de Leitura já virou tradição aqui no Além do Livro! Comecei a fazer em 2015, repeti em 2016 e quero de novo em 2017! Tudo começou com uma lista de categorias a serem preenchidas que encontramos na internet – até hoje, não sei quem é o autor dessa maravilha. Para 2016, eu e a Karina, do Cotidiano Aleatório, reformulamos o desafio, tirando e acrescentando algumas categorias. E para o ano que vem, demos mais uma repaginada, só para não cair na mesmice!

A ideia do Desafio de Leitura é sair da zona de conforto e ampliar os horizontes literários. Por isso, eu sempre preencho cada categoria com um livro diferente, assim, são mais chances de ler algo novo e/ou diferente. No entanto, se você achar pesado, pode aproveitar uma leitura só para preencher um ou mais quesitos – por exemplo, A Sangue Frio é um livro de não ficção e que foi escrito por um autor que já morreu. Afinal, apesar de ser um desafio, queremos que seja divertido e prazeroso, e não mais uma cobrança!

A lista de categorias do Desafio de Leitura 2017 é esta abaixo, e neste link você encontra a planilha que pode usar para preencher as categorias.

Um livro publicado em 2017
Um clássico
Um livro de fantasia
Um livro de humor
Um livro de suspense/thriller
Um livro de não-ficção
Uma graphic novel
Um livro que contenha ilustrações
Um livro de terror
Um livro considerado cult
Um livro ambientado no passado distante
Um livro apocalíptico
Um livro que contenha um assassinato
Um livro vencedor do Prêmio Pulitzer
Um livro polêmico
Um livro subestimado
Um livro mind fucking
Um livro chocante
Um livro que te surpreendeu
Um livro que te decepcionou
Um livro que fez você chorar
Um livro que contenha uma história de amor marcante
Um livro recomendado por um amigo
Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser
Um livro com protagonista criança
Um livro com uma história que você gostaria de viver
Um livro que você gostaria de ter escrito
Um livro que te inspira
Um livro que você gostaria que todos lessem
Um livro que você pensou em abandonar
Um livro que você gostaria de “desler”
Um livro que te dê vontade de viajar
Um livro para dar de presente
Um livro para ler antes de dormir
Um livro para ler em um dia
Uma releitura
Um livro com resenhas negativas
Um livro que todo mundo gostou, menos você
Um livro que você escolheu pela capa
Um livro que você escolheu pelo título
Um livro cujo título não condiz com a história
Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras
Um livro com mais de 500 páginas
Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios
Um livro de um autor que você nunca tenha lido
Um livro assinado por um pseudônimo
Um livro escrito por dois autores
Um livro de um autor que já morreu

 

Como foi reler Mentirosos?

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Mentirosos foi uma das obras mais comentadas de 2014 e, até hoje, surpreende leitores por aí. Eu comprei o livro pela capa (não sei como, porque ela é feia, haha!) e o li um pouco antes do “boom”. Por isso, não sabia o que esperar e fui completamente surpreendida! Me encantei tanto por tudo – a trama, a forma como ela se desenvolve, a atmosfera, a escrita de E. Lockhart… -, que quis reler a obra já no ano passado. No entanto, com tantas histórias na fila, acabou não dando tempo. Mas de 2016 não passou!

O principal motivo para reler Mentirosos era tentar enxergar em que pontos eu poderia ter sacado a trama. Quando li o livro de E. Lockhart pela primeira vez, fiquei tão desmaiada no final, que cheguei a pensar que tinha deixado algo passar. Mas, com a releitura, cheguei à conclusão de que a autora construiu a história tão bem, que é possível tanto adivinhar o desfecho, quanto ser totalmente pego de surpresa. Isso porque, ao longo da trama, ela dá várias dicas do que está por vir. Mas é tudo tão sutil e certeiro e sua escrita é tão envolvente, que é totalmente compreensível ser surpreendido pelo final!

Outra coisa que me encantou em Mentirosos foi o estilo de E. Lockhart. A escrita da autora é leve, moderna e elegante, mas, ao mesmo tempo, tem um toque lírico, que a torna sensível e sutil como poucas. Amo as analogias e metáforas, que não apenas enriquecem a história, como também contribuem para a criação da atmosfera única da ilha de Bechwood e, por consequência, da história. E, embora nunca tenha esquecido dessas características de E. Lockhart, foi uma delícia redescobri-las e saborá-las novamente!

A grande novidade da releitura de Mentirosos foi “analisar” a obra em comparação a O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks, também de E. Lockhart. E, embora os dois livros sejam bem diferentes, também têm muitos pontos em comum. Alguns, eu notei quando os li pela primeira vez. Mas, agora, ficou ainda mais claro a consciência travestida de rebeldia que tanto Frankie, quanto Cadence, Gat, Mirren e Johnny têm. E o quanto todos eles  estavam dispostos a mudar o mundo, ainda que apenas o deles.

 

Juntando os pedaços – Jennifer Niven

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Jack sofre de prosopagnosia, doença que o impede de reconhecer rostos, e ninguém, nem mesmo seus pais, sabe disso. Libby perdeu a mãe e, após se tornar a garota mais gorda dos Estados Unidos e uma prisioneira da própria casa, decide voltar à escola e à vida social. Os dois se encontram em circunstâncias desagradáveis, mas, quando se conhecem melhor, descobrem que só um pode enxergar o outro como realmente é.

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Quem me acompanha pelo blog ou pelo Instagram sabe que Por Lugares Incríveis, de Jennifer Niven, é um dos meus livros preferidos de Young Adult. Então, é claro que eu estava super curiosa e ansiosa para ler Juntando os pedaços (e como a Companhia das Letras me enviou uma prova antecipada, pude conhecer Jack e Libby antes do lançamento oficial <3). Já aprendi que altas expectativas são perigosas, então tentei manter as minhas sob controle. Até porque já imaginava que Juntando os pedaços dificilmente superaria, sequer se igualaria, a Por Lugares Incríveis. Mas eu confesso que comparar é inevitável e eu esperava um pouco mais da nova obra de Jennifer.

Escrever um best-seller deve ser maravilhoso, mas também assustador. Afinal, como já diria o Tio Ben, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. Ou seja, é óbvio que as expectativas em torno do livro sucessor estarão lá no alto (talvez por isso John Green ainda não tenha se aventurado depois de A culpa é das estrelas). E eu acho que essa pressão, infelizmente, ficou nítida no caso de Jennifer Niven. Garanto que não comecei a leitura de Juntando os pedaços esperando as mesmas sensações que tive com Por Lugares Incríveis. Mas, conforme lia a história,  tudo o que eu conseguia sentir era o esforço da autora em criar uma dupla de protagonistas tão memorável quanto Violet e Finch. E, eu adoraria dizer o contrário, mas a verdade é: não deu certo.

A primeira coisa que me incomodou em Jack e Libby é que eles não soaram reais para mim. Apesar de cometerem erros, eles (principalmente ela) são maduros e “perfeitos” demais. Poderia ter me identificado com eles (principalmente com Libby) em vários aspectos, mas, por não sentir que eles poderiam ser pessoas de verdade, isso não aconteceu. Amei a personalidade, a força e a coragem de Libby, e acho que a literatura, especialmente o gênero Young Adult, precisa de mais personagens como ela. No entanto, não achei as atitudes dela coerentes com seu passado e suas experiências. Não consegui enxergar um ponto de transição entre a “Libby, a garota mais gorda dos Estados Unidos” e a “Libby que vai contra tudo e contra todos para ser aceita como realmente é”. Já em relação a Jack, o que mais me incomodou foi o fato de que o problema dele poderia ser resolvido de maneira simples. Não a prosopagnosia, claro, mas o fato de viver uma vida de aparências para que pudesse reconhecer a si e aos outros dentro dela. Por mais que a família de Jack tivesse problemas, não me pareceram o suficiente para ignorar uma questão de saúde tão séria.

No Encontro de Blogueiros da Companhia das Letras, Jennifer disse que Juntando os pedaços era uma história sobre “reconhecer um ao outro e encontrar seu lugar no mundo. Sobre enxergar e ser enxergado”. E, realmente, não existe descrição melhor. Afinal, Libby precisava ser vista por quem realmente é, e não por seu tamanho. E tudo o que Jack queria era reconhecer alguém além da fisionomia. Mas acho que o resultado final foi um pouco previsível demais e com pezinho no pedante. Vale a leitura? Vale, sim. No entanto, se ainda restava alguma dúvida, agora não resta mais: Juntando os pedaços jamais poderia ser comparado a Por Lugares Incríveis.

Título original: Holding up the universe
Editora: Seguinte
Autor: Jennifer Niven
Ano: 2016
Páginas: 392
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Box de Desventuras em série

Como a maioria de vocês deve saber, Desventuras em série, de Lemony Snicket, está sendo adaptada para a TV pela Netflix. A estreia da primeira temporada está marcada para 13 de janeiro de 2017 e Neil Patrick Harris é a grande estrela do elenco, na pele do vilão Conde Olaf. Aproveitando o gancho, a Editora Seguinte/Companhia das Letras relançou o box que reúne os 13 volumes da série e convidou alguns blogs parceiros para um projeto especial!

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Assim que o meu box chegou, não resisti e postei uma foto no Instagram. Só que ele é tão lindo e caprichado, que queria mostrar mais em um post aqui no blog. Depois, vou falar mais sobre como o projeto irá funcionar (já adianto que será bem legal!), mas, por enquanto, deixo vocês com os detalhes do box!

E como uma imagem vale mais do que mil palavras…

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Nem preciso dizer que estou apaixonada pelo box, né? <3 Quem quiser ver mais sobre Desventuras em série, corre nos outros blogs parceiros da Companhia que também estão participando do projeto:

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
Lendo & comentando
Moonlight Books
Não apenas histórias
No mundo dos livros
Resenhando sonhos

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Livro x Filme: A Garota no Trem

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Transformar um livro em filme é sempre uma tarefa difícil. E, na minha opinião, a situação fica ainda mais complicada no caso de thrillers policiais. A maravilhosa adaptação de Garota Exemplar, no entanto, mostrou que é possível editar a obra original e, ainda assim, se manter 100% fiel a ela. O que, claro, é ótimo, mas também tem um lado ruim, que é elevar as expectativas em relação a todas as versões cinematográficas do gênero. E aí, é um passo para a decepção.

A adaptação de A Garota no Trem não chegou a desapontar, mas também não atendeu completamente às expectativas. As mudanças são inevitáveis e até acho que a escolha do que deveria entrar ou não foi bem feita. No entanto, fiquei em dúvida sobre o ritmo do filme. Enquanto o livro é extremamente fluido, tanto pela escrita de Paula Hawkins, quanto pela curiosidade em realação ao mistério, o longa me deu a impressão de ser um pouco arrastado, principalmente para quem não leu a obra original.

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Assim como o livro, o filme também conta com três pontos de vista e alterna passado e presente. Dessa forma, a trama mantém um dos principais pontos positivos e atrativos de A Garota no Trem: a manipulação do leitor/espectador. Apesar de já saber a verdade sobre a história, fiquei ansiosa para saber como o enredo se desenrolaria na tela. E, felizmente o desfecho foi bastante fiel ao livro, compensando pelo ritmo ligeiramente cansativo.

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Sobre o elenco, posso dizer que gostei das escolhas. Embora não seja nem um pouco judiada como a Rachel do livro, Emily Blunt incorporou bem o papel de problemática e não deixou a desejar na pele da protagonista. E o mesmo pode ser dito de Haley Bennett e Rebecca Ferguson, que transportaram as principais características de Megan e Anna para a adaptação. A direção de Tate Taylor não surpreende nem decepciona. A única coisa que chama a minha atenção é que o diretor foi o responsável pela versão cinematográfica de A Resposta (que virou Histórias Cruzadas), uma obra completamente diferente de A Garota no Trem e que foi até melhor adaptada.

Enfim, apesar das mudanças, algumas bem desnecessárias na minha opinião, A Garota no Trem não é uma adaptação ruim. E como filme avulso, talvez seja ainda melhor, mesmo com o ritmo um pouco truncado.

Título original: The Girl on the Train
Diretor: Tate Taylor
Ano: 2016
Minutos: 112
Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson e Justin Theroux
Avaliação: 3 estrelas

Sorteios de aniversário do Além do Livro

Como contei no post anterior, o Além do Livro completou 3 anos de vida \o/ Eu não sou muito fã de fazer sorteios, mas também acho mais do que justo comemorar a data presenteando quem me acompanha aqui no blog <3 Então, decidi abrir uma exceção e sortear não um nem dois, mas QUATRO livros!

As editoras parceiras do blog, Intrínseca e Companhia das Letras, disponibilizaram dois títulos cada uma e escolhi obras que já li e amei! Mas atenção: o sorteio está acontecendo no Instagram e estou escrevendo esse post apenas para avisar quem não me segue por lá ou não viu as fotos oficiais, ok?

Bom, vamos aos prêmios :)

A Companhia das Letras  disponibilizou Retalhos, um clássico das histórias em quadrinhos, e O Livro de Memórias, um dos mais recentes lançamentos Young Adult da Editora Seguinte.

Já a Intrínseca cedeu Toda luz que não podemos ver, um dos melhores livros que li em 2015, e Baseado em fatos reais, um thriller psicológico arrasador.

São dois sorteios diferentes e as regras estão nas respectivas fotos oficiais no Instagram. Lembrando que os sorteios serão realizados pelo Instagram, então não adianta comentar neste post!

Boa sorte :D

3 anos de Além do Livro <3

Eu queria ter mudado o layout do blog para comemorar os 3 anos de vida do Além do Livro (dá pra acreditar que já faz tudo isso??). E também queria fazer uma foto especial para esse dia, por isso, tive que esperar o fim de semana e não consegui postar na data certinha, que é 4 de novembro. Estou contando isso para dizer que tocar o blog não é fácil! Ler os livros, assistir às adaptações e escrever os posts são tarefas que exigem tempo e dedicação. E, por mais gostosas que sejam, é difícil conciliá-las com o trabalho, a vida pessoal, a academia e todas as outras coisas que gosto e preciso fazer. E quer saber? É exatamente isso que torna esse espaço ainda mais especial e importante para mim!

Desde 2003, eu tive incontáveis blogs, projetos e ideias. Alguns até que duraram, enquanto outros nunca saíram do papel. O Além do Livro nasceu como o depósito de resenhas que ficavam nos meus rascunhos do e-mail e eu nunca tive a pretensão de que ele fosse muito mais do que isso. Pra ser sincera, achava que seria apenas mais um para a minha lista de blogs abandonados. Bom, 3 anos se passaram e estou aqui para provar que, dessa vez, a história foi diferente!

Não canso de dizer que, por meio do blog e do Instagram, conheci muitas pessoas legais, que compartilham comigo a paixão pelos livros e que se tornaram parte do meu dia a dia. Também tive oportunidades e recompensas incríveis que nunca imaginei que teria. E nunca deixo de me surpreender com o quanto isso tudo é divertido e maravilhoso! Cada vez que alguém diz que leu um livro porque eu indiquei ou me pede recomendações de leitura, fico feliz como se fosse a primeira vez. Porque é a prova de que, ainda que seja aos pouquinhos, consigo espalhar por aí um pouco do meu amor pela literatura.

E é por tudo isso que o Além do Livro é mais do que um blog para mim. É meu universo particular e também o meu lugar no mundo. Obrigada por fazer parte dele <3

Ps: para comemorar a data, vamos ter dois sorteios super legais no Instagram :) Fiquem de olho!