8 sequências de livros duvidosas

Enquanto eu escrevia a resenha de Doutor Sono, a continuação de O Iluminado, pensei em fazer um post sobre as sequências de livros que dividem opiniões. Achei que seria interessante porque sou aquele tipo de leitora chata, que adora falar mal antes de ler e, muitas vezes, acaba sendo surpreendida pela continuação de uma história. Como sempre, escolhi falar apenas sobre os livros que li. Mas poderia citar vááááários outras sequências que considero desnecessárias, mesmo sem ter lido, haha! Bom, vamos à lista:

A Herdeira, Kiera Cass
Eu adoro a série A Seleção, especialmente o terceiro volume, A Escolha. Sempre achei que a história teve um bom encerramento, por isso, torci o nariz quando anunciaram que haveria um quarto livro. E detestei ainda mais quando soube que seria sobre a filha de America e Maxon. Mas é claro que a curiosidade não me deixou passar longe de A Herdeira, e lá fui eu conhecer Eadlyn Schreave – que é bem chatinha, diga-se de passagem. Como sempre digo, a escrita de Kiera Cass é extremamente fluida. Então, um livro dela nunca é cansativo. No entanto, o mundo continuaria girando muito bem  – ou até melhor! – sem A Herdeira e, consequentemente, A Coroa.

Bridget Jones: louca pelo garoto, Helen Fielding
Quatorze anos depois de lançar Bridget Jones: no limite da razão, Helen Fielding decidiu escrever um terceiro livro para a série. E nos chocou ao anunciar que Louca pelo garoto simplesmente não teria Mark Darcy! Apesar de preferir os filmes, fiquei automaticamente curiosa e, claro, ressabiada. Quando o livro foi lançado, comprei correndo e comecei a lê-lo com a certeza de que iria odiá-lo. Mas acabou que, apesar de não ter Mark, Louca pelo garoto foi o volume que mais gostei na série. E, no final das contas, achei que “matar Mark Darcy” foi muito corajoso da parte da autora. (Nem preciso dizer que amei também O Bebê de Bridget Jones, né?)

Doutor Sono, Stephen King
Doutor Sono é, provavelmente, uma das continuações mais contestadas de todos os tempos. Afinal, veio nada menos do que 36 anos depois de  O Iluminado. Como sempre, fiquei dividida entre a curiosidade e o receio. E como quase sempre, a vontade de saber o que acontece venceu. Para a minha surpresa, Doutor Sono se revelou não só uma boa sequência para O Iluminado, como também uma boa história independente do primeiro livro.

Essa garota, Colleen Hoover
Quando li Essa garota, que é o terceiro volume da série Métrica, eu ainda era uma grande fã de Colleen Hoover (falei sobre meu caso de desamor com a autora aqui). No entanto, já naquela época, achei o livro ligeiramente desnecessário, já que ele é simplesmente o ponto de vista de Will sobre os acontecimentos dos dois primeiros volumes. De qualquer forma, para quem já leu MétricaPausa, vale fechar a trilogia com um pouquinho mais do lado de Will.

Lembrança, Meg Cabot
A Mediadora é uma das minhas séries preferidas – já li os 6 primeiros livros 3 vezes, hehe! Então, apesar da felicidade de reencontrar Susannah e Jesse em uma história inédita, fiquei com medo do que Meg Cabot aprontaria em Lembrança, o sétimo volume. Até porque sempre amei o final do livro anterior, Crepúsculo, e nunca senti necessidade de continuar a trama. Mas é claro que não pensei duas vezes antes de ler Lembrança e, como já imaginava, não me decepcionei. Foi uma delícia voltar ao universo de A Mediadora, reencontrar Susannah mais velha (mas ainda Susannah) e conhecer um novo Jesse!

Maldita, Chuck Palahniuk
Gostei tanto de Clube da Luta, que decidi que leria até a lista de supermercado de Chuck Palahniuk. Condenada, a segunda obra que li do autor, não superou a primeira, mas também não deixou a desejar. Gostei bastante do final da história, e achei que poderia muito bem terminar ali. Mas, ao mesmo tempo,  me animei bastante para ler a sequência, Maldita. E aí que a leitura foi simplesmente um suplício, tanto que me fez rever os conceitos sobre o autor. (Depois, ainda li Sobrevivente, que me fez ter a certeza de que “deu” de Chuck Palahniuk nessa vida)

O Casamento da Princesa, Meg Cabot
Acho que só o título já seria o suficiente para me fazer ler O Casamento da Princesa, o 11º volume da série O Diário da Princesa (e o primeiro em 7 anos!). É claro que tive meus receios, não apenas sobre o que aconteceria na história, mas principalmente em relação a como eu receberia o livro. Afinal, comecei a ler a série aos 17 anos e, aos 27, talvez não fosse mais tão legal.Mas Meg Cabot com certeza pensou nisso, e nos presenteou com uma Mia Thermopolis de 26 anos, mas que manteve a essência da personagem. Resultado: será que vai ter O Bebê da Princesa?

Vá, coloque um vigia, Harper Lee
Vá, coloque um vigia foi o último ato de Harper Lee, que faleceu apenas 7 meses depois de lançá-lo. E eu adoraria dizer que, apesar de nunca ter sido a favor da sequência de O Sol é para todos, fui surpreendida por mais um livro incrível da autora. Mas a verdade é que Vá, coloque um vigia conseguiu ser pior do que eu esperava. Nele, conhecemos uma versão adulta e insuportável da outrora cativante Jean Louise. E, 55 anos depois de O Sol é para todos, mergulhamos em um mundo que poderia ser real. Ou seja, muito diferente do universo utópico – e deliciosamente redentor – criado por Harper Lee no primeiro livro. Absolutamente desnecessário.

Quais sequências duvidosas surpreenderam ou decepcionaram vocês?

Meu coração e outros buracos negros – Jasmine Warga

Aysel Seran está pagando caro pelos erros cometidos por seu pai. Por isso, está decidida a cometer suicídio. Mas, como não tem coragem de fazê-lo sozinha, acessa o site Passagens Tranquilas, onde conhece RobôCongelado – ou Roman. Os dois planejam o fim juntos, no entanto, no meio do caminho, Aysel redescobre que é possível ser feliz novamente. O problema será convencer Roman de que ele também pode recuperar a vontade de viver.

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Não é novidade que adoro livros que tratam questões como o suicídio. E por algum motivo, sempre achei que Meu coração e outros buracos negros seria uma boa história sobre o assunto. Mas me enganei e não foi bem assim. Para começar, a obra de Jasmine Warga não conta com personagens cativantes. Em vez de alguém que sofre de depressão, Aysel parece ser uma adolescente ligeiramente egoísta e com autopiedade em excesso. Roman, por sua vez, faz jus ao codinome RobôCongelado.

O pior talvez seja o fato de que, como casal, Aysel e Roman não convencem. Desde o primeiro momento, você sabe que eles vão se apaixonar, e isso não seria um problema se o sentimento e o romance tivessem sido bem construídos. Mas, no final das contas, a sensação que dá é que eles se apaixonam porque era assim que tinha que ser. Como sempre digo, não ligo de uma história ser previsível, contanto que ela convença de alguma forma. E não é isso que acontece em Meu coração e outros buracos negros. 

No entanto, o que mais me incomodou no livro foi a sensação de que a história de Aysel e Roman banaliza e até romantiza o suicídio. Tenho certeza de que não foi a intenção de Jasmine Warga, mas aconteceu. Isso porque, no final, tudo se resolve fácil demais e muitas pontas ficam soltas. A impressão que fica é que a ideia de se matar não passava de um capricho, especialmente por parte de Aysel. Aí você me pergunta: com tantas críticas, por que você avaliou em 3 estrelas? Porque Meu coração e outros buracos negros é uma leitura fácil e quase descomprometida. E acima de tudo, porque sempre valorizo a tentativa de tratar de assuntos-tabu em livros young adult. Mas acho importante também ressaltar que, infelizmente, nem sempre o amor é suficiente.

Título original: My heart and other black holes
Editora: Rocco
Autor: Jasmine Warga
Ano: 2015
Páginas: 312
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 3 estrelas

Doutor Sono (O Iluminado #2) – Stephen King

Danny Torrance sobreviveu ao horror do Hotel Overlook. Mas é claro que um pesadelo como aquele deixaria sérias e duradouras sequelas. Décadas depois, Danny, agora Dan, luta para não seguir o mesmo caminho que o pai – o do alcoolismo e da violência. Quando, enfim, retoma o controle de sua vida, ele conhece Abra Stone, uma garota que, aos 12 anos, já é mais iluminada do que ele jamais foi ou será. E Dan terá que enfrentar todos os fantasmas do seu passado – inclusive o Overlook – para impedir que o pior aconteça a Abra.

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O Iluminado foi uma das minhas leituras favoritas de 2016. Então, foi inevitável querer ler Doutor Sono e descobrir o futuro da Danny. Mas também foi impossível não ter certo receio quanto à sequência de uma das histórias mais célebres de Stephen King. Como sempre, a curiosidade falou mais alto e decidi correr o risco. E apesar do início levemente arrastado, não é que Doutor Sono superou minhas expectativas?

É claro que tudo o que aconteceu no Hotel Overlook serve de pano de fundo para a continuação de O Iluminado. No entanto, apesar de estar inevitavelmente ligado ao primeiro livro, o segundo também consegue ser independente e contar uma nova história. A obra gira em torno do passado de Dan e do futuro de Abra, que pode não existir, graças ao Verdadeiro Nó (uma tribo que se alimenta da morte de crianças como ela). A trama é narrada sob três pontos de vista (Dan, Abra e Verdadeiro Nó), o que torna o leitor onisciente, curiosamente aumentando a tensão da leitura.

Em Doutor Sono, Stephen King mostra mais uma vez que é especialista em criar histórias assustadoras e, ao mesmo tempo, emocionantes. Em O Iluminado, é a relação de Danny e Dick Hallorann que retrata a lealdade e a compreensão que podem existir entre duas pessoas. Já na sequência, a missão cabe a Dan e Abra, que não deixam a desejar. E, como sempre, é isso que faz com que Doutor Sono (e todas as obras do autor) não seja apenas um bom livro de terror, mas também uma ótima história sobre companheirismo e amor.

Doutor Sono é também um ótimo thirller. A tensão está presente em toda a leitura, mas, no confronto final, se eleva a um novo patamar – e fica difícil largar o livro! A trama também surpreende com plot twists realmente inesperados, mas que acabam fazendo todo o sentido e explicando boa parte do enredo. Mas, como de costume quando o assunto é Stephen King, Doutor Sono não é para qualquer um. Isso porque é preciso se entregar completamente à história, mergulhando nas realidades paralelas que só King é capaz de criar.

Título original: Doctor Sleep
Volume anterior: O Iluminado
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 2013
Páginas: 480
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 4 estrelas

10 autores que todo mundo deveria conhecer

Há algum tempo, fiz um post com meus 10 autores preferidos. Mas, como de lá pra cá, alguns nomes mudaram, decidi refazer a lista! Como sou uma leitora muito eclética (brincadeira, haha!), tem opções para diferentes gostos: terror, Young Adult, chick lit, thriller, romance e por aí vai… Espero que gostem!

Anthony Doerr
De Anthony Doerr, li apenas Toda luz que não podemos ver. Mas o livro é tão bonito e arrebatador que foi o suficiente para que o autor entrasse para essa lista. Amo o estilo de Doerr, que é poético e profundo, mas também fluido e contemporâneo. E o que mais me chamou a atenção na escrita do autor foi a experiência sensorial que ele proporciona. Como Marie-Laure é deficiente visual, Doerr tem razões infinitas para explorar cores, formas, aromas e sensações – e o faz perfeitamente!

E. Lockhart
Li apenas dois livros de E. Lockhart – Mentirosos O Histórico Infame de Frankie Landau-BanksMas não é preciso muito para notar duas características da autora: a forma como ela democratiza temas pertinentes e delicados; e a escrita rica, elegante e repleta de metáforas, analogias e sinestesia. Além disso, mesmo depois de quase 3 anos (e uma releituraMentirosos ainda é um dos livros mais surpreendentes que já li. E O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks tem uma mensagem bem interessante sobre o papel da mulher na sociedade, ou seja, super atual!

Elena Ferrante
Elena Ferrante é o típico “mal te conheço, mas já te considero pacas”. Li apenas A Filha Perdida, mas foi o suficiente para entender que tipo de autora ela é: de escrita, ao mesmo tempo, rica e fluida, Elena vai direto ao ponto e não tem medo de “incomodar” o leitor com suas reflexões e questionamentos. Adorei especialmente a forma honesta como a autora retrata a maternidade, junto com as expectativas e frustrações que ela traz.

Emily Giffin
Gosto de dizer que Emily Giffin é especialista em “chick lit real”. Isso porque a autora aborda os dilemas da mulher moderna, mas sem ser melosa e/ou fantasiosa demais. Romance, maternidade e traição? Temos. Carreira, amizade e casamento? Também! Sem falar que a escrita de Emily é super fluida, e seus personagens são sempre tridimensionais e, de novo, extremamente reais.

Meu livro preferido de Emily Giffin: Questões do Coração

Gillian Flynn
Depois de ler quatro livros de Gillian Flynn, é seguro dizer que ela é especialista em surpreender o leitor. As tramas da autora são sempre inteligentemente dúbias, com muitas doses de sarcasmo e acidez. Ou seja, must read para quem ama thrillers.

Meu livro preferido de Gillian Flynn: o óbvio – Garota Exemplar

Jojo Moyes
Jojo Moyes é especialista em romance da melhor qualidade, mas sempre consegue fugir do óbvio. Para isso, ela cria dilemas quase impossíveis de resolver, personagens extremamente cativantes e tridimensionais e tramas que são verdadeiras lições de vida. E para completar, ainda cria panos de fundo para suas histórias com contextos sociais e até políticos!

Meu livro preferido de Jojo Moyes: difícil escolher entre A Última Carta de AmorComo eu era antes de você

Lionel Shriver
Não canso de dizer que Lionel Shriver talvez seja a autora mais genial que já tive o prazer de ler. Amo a sinceridade brutal com que ela narra suas histórias e a forma como mergulha nas profundezas dos sentimentos humanos – eu, definitivamente, não queria ser uma personagem dela, haha! Além disso, Lionel sempre, sempre, sempre foge do óbvio e nunca se contenta com o básico. Profundidade é a palavra-chave quando se trata dos livros da autora.

Meu livro preferido de Lionel Shriver: Precisamos falar sobre o Kevin

Meg Cabot
Meg Cabot foi a grande responsável por eu ter me tornado uma leitora assídua, lááá em 2005. E só por isso, já mereceria um lugar especial no meu coração. Mas, apesar de já ter me decepcionado algumas vezes, a autora é tão criativa, inovadora e divertida, que tem todos os méritos para estar nessa lista. Então, se você gosta de chick lit da melhor qualidade, se aventure com Meg Cabot!

Meu livro preferido de Meg Cabot: muito difícil decidir, porque li provavelmente umas 30 obras da autora. Mas acho que fico com A Hora Mais Sombria ou Crepúsculo, da série A Mediadora.

Stephen King
Sempre achei que Stephen King era superestimado. E meu primeiro livro dele, Carrie, a estranha, não ajudou a mudar essa impressão. Até que decidi dar uma segunda chance ao autor (quem eu penso que sou, né?), e me aventurei com It: A Coisa. E o resultado foi que devorei o livro (apesar das mais de mil páginas) e paguei minha língua, me apaixonando por King. Quase 2 anos depois, já li mais de 10 livros do autor. E a cada leitura, entendo mais e mais por que Stephen King é tão cultuado!

Meu livro preferido de Stpehen King: gosto muito de O Iluminado, mas vou ficar com o épico It: A Coisa.

Truman Capote
Truman Capote é autor de vários romances, peças e contos, inclusive o icônico Bonequinha de Luxo. Mas o fato de ter escrito o pioneiro romance de não ficção, A Sangue Frio, um dos meus favoritos da vida, já seria o suficiente para colocá-lo na minha lista de must read!

E vocês, quais autores acham que todo mundo deveria conhecer?

Jantar Secreto – Raphael Montes

Cheios de sonhos, os amigos de infância Dante, Miguel, Leitão e Hugo se mudam de Pingo D’Água, no Paraná, para o Rio de Janeiro para fazer faculdade. Depois de formados, no entanto, nenhum deles está exatamente onde gostaria e manter o apartamento alugado em Copacabana se torna cada vez mais difícil. Como Hugo é chef de cozinha, os amigos têm a ideia de oferecer jantares e, assim, arrecadar o dinheiro que precisam para quitar as dívidas. Na hora de cadastrar no anúncio na internet, porém, Leitão decide fazer uma brincadeira, trocando a carne de boi pela humana. O menu acaba chamando a atenção de pessoas dispostas a pagar caro pelo prato, e aos amigos não resta outra alternativa que não realizar o jantar – que se acabou se tornando extremamente secreto.

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Conheci o trabalho de Raphael Montes com Dias Perfeitos, um ótimo thriller psicológico, mas que deixa um pouco a desejar no quesito surpresas. Já O Vilarejo, que reúne sete contos (um para cada pecado capital), é o típico livro de terror, com muito sangue, finais surpreendentes e foco nas fraquezas e loucuras do homem. E Jantar Secreto combina o melhor dos dois mundos: a atmosfera real com o toque sanguinário; o extremo do comportamento psicopata somado à sutileza da sordidez quase inerente ao ser humano; a descontração do humor negro ao peso sombrio do macabro; e o contexto da história às surpresas ao longo da trama. O resultado é um livro muito bem construído e difícil de largar.

Desde o início (da sinopse, inclusive), o jantar não é nada secreto para o leitor. E é aí que os personagens tridimensionais de Raphael Montes fazem toda a diferença. Se Hugo e Leitão se mostram egoístas, pouco confiáveis e, muitas vezes, detestáveis, Miguel é pura dualidade e “peca” pela ingenuidade. Já Dante é completamente real e representa o mais próximo de uma “pessoa normal” dentro da história: com a corda no pescoço, topa o absurdo do jantar secreto, mas nunca deixa de se questionar.

Mais do que um thriller com toque de terror, Jantar Secreto é também um retrato da geração atual e da alta sociedade do Rio de Janeiro. Além disso, propõe uma interessante reflexão sobre o consumo de carne. Não de uma forma que levanta a bandeira do vegetarianismo, mas sim do ponto de vista “biológico” da questão: se a morte é inevitável, será que existe tanta diferença  assim entre consumir carne humana ou animal?

Título original: Jantar Secreto
Editora: Companhia das Letras
Autor: Raphael Montes
Ano: 2016
Páginas: 368
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Scott Pilgrim contra o mundo Vol. 1 – Bryan Lee O’Malley

Scott Pilgrim leva uma vida confortável: aos 20 e poucos anos, não trabalha e sua única obrigação são os ensaios com a (péssima) banda Sex Bob-Omb. Para completar, tem uma espécie de relacionamento platônico com a chinesa de 17 anos, Knives Chau. No entanto, tudo começa a mudar quando Scott conhece Ramona Flowers, uma americana recém-chegada ao Canadá. Mas, antes de ficar em paz com sua nova namorada, Scott terá que terminar com Knives e enfrentar a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona.

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Nunca dei muita bola para Scott Pilgrim, até o dia em que assisti à adaptação, estrelada por Michael Cera, só porque estava passando na televisão. Contrariando as expectativas, acabei adorando o filme, que é divertido de uma maneira muito peculiar e criativa. E aí, nasceu a vontade de ler a obra original. Mas, com tantos livros na fila de leitura, sempre fui deixando para depois. Até que li Repeteco, também de Bryan Lee O’Malley, amei e decidi não fugir mais de Scott Pilgrim.

Não precisa ser especialista para perceber que o autor tem um estilo único e muito marcante – não apenas de ilustração, mas também na forma de construir e contar uma história. E com um toque de fantasia, Scott Pilgrim contra o mundo  é uma leitura rápida, divertida e com muito humor!

Título original: Scott Pilgrim, Volume 1: Scott Pilgrim’s Precious Little Life
Volumes seguintes: Scott Pilgrim contra o mundo Vol. 2 Scott Pilgrim contra o mundo Vol. 3
Editora: Companhia das Letras
Autor: Bryan Lee O’Malley
Ano: 2004
Páginas: 368
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

Semana Especial Dia Internacional da Mulher: sobre Jojo Moyes

Para o segundo dia da semana especial Dia Internacional da Mulher, escolhi falar sobre Jojo Moyes. A princípio, pode parecer que a autora é especialista em romances água com açúcar, no melhor estilo chick lit. E, em partes, é verdade. No entanto, os livros de Jojo vão muito além – como descobri logo na primeira obra que li dela, o maravilhoso A Última Carta de Amor.

Mais do que histórias DE amor, a autora cria histórias SOBRE o amor. E, assim, suas tramas se tornam lições valiosas, que retratam a força e a essência do amor verdadeiro sem serem românticas ou açucaradas demais. Para isso, Jojo lança mão de dilemas complicados, enredos paralelos, roteiros originais e muita contextualização – muitas vezes, até social e política.

Mas o que realmente me conquistou na obra de Jojo é como ela é capaz de mostrar que o amor torna as mulheres mais fracas e vulneráveis e, ao mesmo tempo, mais fortes e resistentes. Como a força do amor muitas vezes não destrói barreiras, mas constrói formas de contorná-las. O que quero dizer é que Jojo não escreve histórias em troca de suspiros vazios. Ela cria personagens e situações que nos fazer enxergar o amor como algo complicado, doloroso, uma faca de dois gumes. E exatamente por isso, real, possível e altamente desejável.

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