Resenha de Constance Zahn: O Guia Essencial de Casamento – Constance Zahn

img_1230

A resenha de hoje é especial porque, como trabalho com a Constance Zahn (a.k.a. autora do livro <3), pude acompanhar um pouquinho do processo de produção de Constance Zahn: O Guia Essencial de Casamento. Então, eu admito que minha opinião é um pouco suspeita, mas juro que é também 100% sincera!

>> Encontre o melhor preço de Constance Zahn: O Guia Essencial de Casamento

Como o próprio título já diz, Constance Zahn: O Guia Essencial de Casamento traz dicas práticas e indispensáveis para as noivas, que prometem orientar os casais durante todo os preparativos. Lista de convidados, convite, decoração, buffet, look do noivo (e também madrinhas, mães, daminhas e pajens), destination wedding e até lua de mel são apenas alguns dos assuntos abordados no livro.

A minha parte preferida é, claro, a de moda e beleza! E já adianto que tem tudo para o look mais especial da vida: além de traçar o estilo da noiva, Constance também fala sobre cada detalhe do visual – desde o sonhado vestido até as unhas, passando por cabelo, maquiagem, bouquet… E para ilustrar as dicas, o guia conta com lindas fotos (muitas da vida real!), que foram escolhidas a dedo.

É claro que, em um livro sobre casamento, não poderia faltar uma boa dose de romance. Mas, com o senso de humor sempre presente, Constance torna o casamento palpável, ao mesmo tempo em que mantém a atmosfera de sonho em torno do grande dia! E o que mais gostei dessa leitura deliciosa foi perceber que, independentemente do estilo ou tamanho do casamento, o que realmente importa é o motivo da celebração: o amor!

Título original: Constance Zahn: O Guia Essencial de Casamento
Editora: Paralela
Autor: Constance Zahn
Ano: 2017
Páginas: 280
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

Desafio de Leitura 2017 – Parte I

Desde 2015, além da meta de livros, também cumpro o Desafio de Leitura (que criei em parceria com a Karina). A ideia é ampliar os horizontes literários sair da zona de conforto, preenchendo cada uma das 50 categorias com uma obra.

E, todo ano, quando chego à metade do desafio, compartilho a lista aqui para vocês verem a quantas anda o projeto – assim, também podem “roubar” algumas indicações! E quem quiser participar, ainda dá tempo!

DESAFIO LIVRO AUTOR
Um livro publicado em 2017 Crave a marca Veronica Roth
Um clássico Dracula Bram Stoker
Um livro de fantasia A Gigantesca Barba do Mal Stephen Collins
Um livro de humor Scott Pilgrim – Vol. 2 Bryan Lee O’Malley
Um livro de suspense/thriller Quem era ela JP Delaney
Um livro de não-ficção Constance Zahn – O Guia Essencial de Casamento Constance Zahn
Uma graphic novel Scott Pilgrim – Vol. 1 Bryan Lee O’Malley
Um livro que contenha ilustrações
Um livro de terror Cujo Stephen King
Um livro considerado cult
Um livro ambientado no passado distante Victoria e o Patife Meg Cabot
Um livro apocalíptico
Um livro que contenha um assassinato Jantar Secreto Raphael Montes
Um livro vencedor do Prêmio Pulitzer A Cor Púrpura Alice Walker
Um livro polêmico
Um livro subestimado Tudo o que nunca contei Celeste Ng
Um livro mind fucking Matéria Escura Blake Crouch
Um livro chocante
Um livro que te surpreendeu Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban J. K. Rowling
Um livro que te decepcionou Um amor incômodo Elena Ferrante
Um livro que fez você chorar Harry Potter e o Cálice de Fogo J. K. Rowling
Um livro que contenha uma história de amor marcante
Um livro recomendado por um amigo Adeus, por enquanto Laurie Frankel
Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser Agora e para sempre, Lara Jean Jenny Han
Um livro com protagonista criança Harry Potter e a Câmara Secreta J. K. Rowling
Um livro com uma história que você gostaria de viver
Um livro que você gostaria de ter escrito
Um livro que te inspira
Um livro que você gostaria que todos lessem O Livro dos Baltimore Joël Dicker
Um livro que você pensou em abandonar
Um livro que você gostaria de “desler”
Um livro que te dê vontade de viajar Quatro estações em Roma Anthony Doerr
Um livro para dar de presente
Um livro para ler antes de dormir Buracos Negros Stephen Hawking
Um livro para ler em um dia Paris para um e outros contos Jojo Moyes
Uma releitura
Um livro com resenhas negativas Doutor Sono Stephen King
Um livro que todo mundo gostou, menos você
Um livro que você escolheu pela capa The Boy is Back Meg Cabot
Um livro que você escolheu pelo título As coisas que perdemos no fogo Mariana Enriquez
Um livro cujo título não condiz com a história
Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras Meu coração e outros buracos negros  Jasmine Warga
Um livro com mais de 500 páginas O Bazar dos Sonhos Ruins Stephen King
Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios O Bebê de Bridget Jones Helen Fielding
Um livro de um autor que você nunca tenha lido Harry Potter e a Pedra Filosofal J. K. Rowling
Um livro assinado por um pseudônimo A Filha Perdida Elena Ferrante
Um livro escrito por dois autores
Um livro de um autor que já morreu

Resenha de Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter #4) – J. K. Rowling

Assim que desembarca para mais um ano letivo, Harry Potter descobre que  Hogwarts irá sediar a primeira edição do Torneio Tribruxo em centenas de anos! Duas outras escolas de bruxaria irão participar da competição, e cada uma será representada por um campeão (maior de 17 anos) determinado pelo Cálice de Fogo. Os escolhidos devem cumprir três complicadas tarefas e, como sempre, tudo pode se tornar ainda mais perigoso e desafiador!

>> Encontre o melhor preço de Harry Potter e o Cálice de Fogo

Confesso que não estava super animada para ler Harry Potter e o Cálice de Fogo. Primeiro porque o livro é grande e, como demorei para ler os três primeiros volumes da série (que são bem menores), já sabia que seria uma leitura longa; mas, principalmente, porque o quarto livro da saga HP divide opiniões – alguns amam e outros odeiam. Bom, eu realmente demorei para ler Cálice de Fogo, mas nunca por falta de vontade – e sim, de tempo!

Diferentemente dos três primeiros livros, o quarto volume me envolveu desde o início. Como sempre, J. K. Rowling soube criar tramas paralelas que não apenas entretêm o leitor, como também são importantes para o desenvolvimento da história. Na parte final, no entanto, fui surpreendida por acontecimentos que não previ e que levaram a história a um novo patamar! Eu sabia que, em algum momento, a saga HP deixaria de ser um young adult. Mas acho que não esperava que isso acontecesse já em Cálice de Fogo!

Desde Pedra Filosofal, fica claro que J. K. Rowling sabe como manipular e surpreender o leitor. E em Prisioneiro de Azkaban, não restam dúvidas de que a história sempre irá ganhar novos contornos, até o último livro. Mesmo assim, fui pega de surpresa pelos plot twists do quarto volume, que talvez seja o grande divisor de águas da série, o momento em que a trama realmente evolui e assume toda a sua complexidade. E é assim, com um roteiro muito bem amarrado, que J. K. Rowling diverte, emociona e surpreende, abrindo as portas para a verdadeira guerra entre o bem e o mal.

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Volumes seguintes: Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2000
Páginas: 535
Tempo de leitura: 10 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Victoria e o Patife – Meg Cabot

Após a morte dos pais, Victoria Arbuthnot foi criada pelos tios na Índia. Aos 16 anos, a jovem é enviada de volta a Londres para que possa encontrar um marido – afinal, estamos falando do século 19. Ainda na longa viagem de navio à Inglaterra, Victoria aceita o pedido de casamento de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. E tudo estaria às mil maravilhas se o desagradável Jacob Carstairs não estivesse tão disposto a acabar com o noivado da jovem.

>> Encontre o melhor preço de Victoria e o Patife

Meg Cabot foi a grande responsável por eu me tornar uma leitora assídua, lá em 2005. Na época, comprei todos os livros que encontrei da autora – em português e em inglês. E Victoria e o Patife, que ainda não havia sido publicado no Brasil, fazia parte dessa lista – mas nunca o encontrei para comprar, nem mesmo na internet. Por isso, quando a Galera Record traduziu a obra, não pensei duas vezes antes de colocá-la na minha lista de leituras!

Eu já imaginava que a história seria bobinha e previsível, e não estava errada quanto a isso. No entanto, como sempre digo, não vejo problemas em “tramas fáceis”, desde que nossas expectativas estejam alinhadas. E foi exatamente por saber que seria uma leitura tranquila, que a escolhi para suceder o denso Tudo o que nunca contei. E era tudo o que eu precisava: uma história leve, fofa e deliciosa!

Em Victoria e o Patife, Meg Cabot combina o romance dos contos de fadas com suas personagens fortes e independentes, que estão sempre à frente de seu tempo. E é claro que seu senso de humor, assim como o estilo de escrita sempre divertido, não poderia faltar! Como disse acima, a história é 100% previsível e não tem grandes surpresas. No entanto, é ótima pedida para quando precisamos de uma leitura fácil e envolvente!

Título original: Victoria and the Rogue
Editora: Galera Record
Autor: Meg Cabot
Ano: 2003
Páginas: 210
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 3 estrelas

Veja mais livros de Meg Cabot

#TagDos50%

Chegamos ao meio de 2017, ou seja, hora de fazer um balanço parcial das leituras do ano! E para começar, vou responder a #TagDos50%, em que a @danny_med e a @sobreumlivro me marcaram lá no Instagram (@namanita).

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017:
Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng. Comecei a leitura achando que seria um bom young adult, no entanto, me deparei com uma história densa, mas cheia de sensibilidadeextremamente tocante.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2016:
Eu queria dizer Agora e para sempre, Lara Jean. Mas já está ficando repetitivo, né? Hahaha! Então, vou de Doutor Sono, de Stephen King. Sempre tive curiosidade, mas muito receio de ler a continuação de O Iluminado. Porque, além de dar sequência a uma das obra-primas do autor, a considerava desnecessária (e, de certa forma, até é!). Mas King não decepcionou e soube explorar bem a vida adulta de Dan Torrance, criando uma trama conectada a O Iluminado, mas, ao mesmo tempo, independente.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito:
1977: Enfield, de Guy Lyon Playfair. Pra quem não sabe, eu amo filmes e livros de terrorInvocação do Mal 2 (que conta a história real de Enfield) é um dos meus preferidos do gênero. Então, nem preciso dizer que estou louca para tirar essa leitura da minha lista de espera, né?

4. O livro mais aguardado do segundo semestre:
Estou louca por Sempre vivemos no castelo, de Shirley Jackson. No Encontro de blogueiros da Companhia das Letras, nos contaram que o lançamento seria em novembro. Depois, ele foi adiantado para o primeiro semestre. E agora, ao que tudo indica, a data oficial é julho. Oremos!

5. O livro que mais te decepcionou esse ano:
Um amor incômodo, de Elena Ferrante. Depois de ler e amar A Filha Perdida, também da autora, fui com muita sede ao pote e acabei me decepcionando. Achei a história arrastada e, em muitos momentos, até sem propósito.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano:
O Livro dos Baltimore, de Jöel Dicker. Apesar de a obra ser um companion book de A verdade sobre o caso Harry Quebert, que eu amo, não sabia exatamente o que esperar. E o que encontrei foi um livro delicioso de ler e de uma sensibilidade ímpar. Um dos meus favoritos do ano!

7. Novo autor favorito:
Acho que nenhum, haha! Não li muitos autores diferentes em 2017, então, sigo amando os mesmos…

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente:
Peter K, de Agora e para sempre, Lara Jean! Como superar o lindo, bondoso, atencioso e romântico Peter?

9. Seu personagem favorito mais recente:
Não vou conseguir fugir de Lara Jean, de Agora e para sempre, Lara Jean. Bom, já falei bastante sobre a personagem neste post, então vou apenas resumir e dizer que ela é a coisa mais fofa, delicada, talentosa e, por incrível que pareça, real (e que eu amo quando dizem que leem a obra de Jenny Han me imaginando como Lara Jean, haha!).

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre:
Como já citei Tudo o que nunca contei, vou ficar com Harry Potter e o Cálice de Fogo, de J. K. Rowling. Sério, o que foi o final desse livro??

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre:
Dracula, de Bram Stoker, me deixou muito feliz. Não pela história, obviamente, mas por ser um livro clássico que estava na minha lista de espera há um bom tempo. Além disso, fiz a leitura em inglês antigo, e fiquei me achando por isso, haha!

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017:
Acho que nem fui ao cinema esse ano, hahaha!

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre:
Pode escolher duas? O Livro dos Baltimore, de Jöel Dicker, e Matéria Escura, de Blake Crouch. Os dois livros mexeram comigo de maneiras diferentes e me fizeram refletir bastante sobre várias questões.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano:
Difícil dizer… Mas vou de Crave a marca, de Veronica Roth – uma pena que o livro seja ruim :(

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Pretendo terminar a saga Harry Potter, de J. K. Rowling – acabei de terminar Cálice de Fogo!

Agora quero saber as opiniões de vocês!!

Resenha de Tudo o que nunca contei – Celeste Ng

Inteligente e dedicada, Lydia Lee sempre foi a preferida dos pais e prometia um futuro brilhante. No entanto, todas as possibilidades e promessas ficaram pelo caminho quando, na Primavera de 1970, seu corpo foi encontrado no fundo de um lago. A partir daí, a polícia inicia uma investigação oficial sobre o caso, enquanto os pais e irmãos de Lydia tentam entender o que realmente aconteceu. E é quando eles descobrem que, talvez, não soubessem quem a garota realmente era.

>> Encontre o melhor preço de Tudo o que nunca contei

Como sempre digo, ler sinopses não é meu forte. Por isso, não é raro eu começar uma leitura sem saber exatamente o que esperar de um livro. Foi o que aconteceu com Tudo o que nunca contei, que não apenas me surpreendeu, como também se tornou uma das minhas leituras preferidas de 2017. A escrita de Celeste Ng envolve, intriga e é um conjunto de paradoxos: brutalidade e delicadeza, intensidade e tranquilidade, culpa e redenção, leveza e densidade. E é com esse mix de sentimentos e sensações que a autora nos apresenta ao passado e ao presente da família Lee, o que, de certa forma, também nos transporta para a nossa própria história.

Com a proposta de dissecar a trajetória da família Lee, a trama tem dois pontos-chave: o primeiro é James, o pai de Lydia, que sempre se sentiu discriminado por ser filho de imigrantes chineses; e Marylin, a mãe, que teve seus ambiciosos sonhos interrompidos pela gravidez.  E é com esse pano de fundo que Celeste Ng cria não só um contexto histórico e social, em que aborda desde preconceito até feminismo, como também constrói um background que explica muitos aspectos da trama. 

A leitura de Tudo o que nunca contei mexeu muito comigo, e não (só) por ter luto e perdas envolvidos. Gostei muito da forma como a autora retratou as frustrações de James e Marilyn, mostrando o quanto elas guiaram a vida dos dois e, consequentemente, de seus três filhos. Com esse contexto, Celeste Ng nos faz perceber o quanto a história dos nossos pais, avós, bisavós (…) define a nossa própria trajetória – e como isso pode ser tão bom quanto ruim. No final, a mensagem que fica é que podemos errar demais, mesmo quando o que mais queremos é acertar e reparar.

Título original: Everything I never told you
Editora: Intrínseca
Autor: Celeste Ng
Ano: 2014
Páginas: 304
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de As coisas que perdemos no fogo – Mariana Enriquez


As coisas que perdemos no fogo reúne 12 contos que levam o terror e a fantasiacenários e situações cotidianos. O livro me chamou a atenção pelo título e, quando vi que a autora, Mariana Enriquez, era argentina, fiquei ainda mais curiosa – afinal, eu nunca resisto a Buenos Aires!

>> Encontre o melhor preço de As coisas que perdemos no fogo

A orelha do livro já dá uma boa prévia do que iremos encontrar em As coisas que perdemos no fogo: “um menino assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula, adolescentes que fazem pactos sombrios, amigos que parecem destinados à morte, mulheres que ateiam fogo em si mesmas como forma de protesto, casas abandonadas, magia negra, mitos e superstições”. Ou seja, prato cheio para quem gosta de boas doses de terror, fantasia e suspense

E como se os temas já não fossem intrigantes o suficiente, a escrita crua e objetiva de Mariana Enriquez faz com que as histórias se tornem ainda mais envolventes e, claro, assustadoras. Gostei muito de como a autora explora a loucura e faz com que o leitor entre na paranoia dos personagens. A única coisa que me incomodou nos contos de As coisas que perdemos no fogo é o fraco um pouco exagerado que a autora tem por finais inconclusivos, mas que não suscitam muitas reflexões. 

Título original: Las cosas que perdimos en el fuego
Editora: Intrínseca
Autor: Mariana Enriquez
Ano: 2014
Páginas: 192
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas