Meus 10 personagens de livro favoritos

A Jennifer Leoncio (@jencleoncio.reads) me convidou para participar da TAG #TopTenBookishCharacters, e cá estou eu – na verdade, era para responder no Instagram, mas eu queria dissertar sobre cada escolha, então trouxe para o blog, haha!

Minha lista não está exatamente surpreendente – nunca escondi meu amor por nenhum dos personagens que escolhi. O que me surpreendeu foi o fato de que, dos meus 10 eleitos, 8 são mulheres e 1 é transgênero. Enfim, vamos à lista:

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Resenha de O Bazar dos Sonhos Ruins – Stephen King


O Bazar dos Sonhos Ruins reúne 20 contos de Stephen King, que, mais uma vez, mostra toda sua criatividadeversatilidade. A maioria das histórias é inédita no Brasil, no entanto, algumas foram reescritas para serem relançadas na coletânea. Antes de cada conto, o leitor pode se deliciar com as introduções escritas pelo próprio autor, em que ele conta um pouco sobre os “bastidores” de cada história: inspirações, alterações na trama, contextos… Enfim, prato cheio para os fãs de Stephen King!

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Apesar de abordarem diversos temas e serem narrados com diferentes recursos, todos os contos têm o estilo inconfundível da escrita de Stephen King – ou seja, são capazes de aterrorizar, divertir e até emocionar! Sempre democrático, o autor não economizou na quantidade de assuntos abordados: vida após a morterealidade alternativa, criaturas misteriosas, dilemas morais, situações sobrenaturaissuperpoderes… Literalmente, de tudo um pouco!

Meus contos preferidos foram: A Duna, em que um homem descobre uma ilha onde nomes de pessoas que irão morrer em breve aparecem escritos na areia; UR, que fala sobre a existência de milhões de realidades alternativas – algumas bem assustadoras; Indisposta, um conto curto e sem muito propósito, mas com aquele final divertidamente aterrorizante; Obituários, que conta a história de um redator que descobriu o poder de assassinar pessoas ao escrever seus obituários (sim, com uma pegada totalmente Death Note); e Trovão de Verão, que retrata um cenário apocalíptico de maneira inquietante, porém sensível.

Outros contos que me chamaram a atenção foram Milha 81, que me lembrou bastante de CujoMoralidade, em que King coloca o conceito de moral (sempre presente em suas histórias) em perspectiva; e Vida após a morte, que, como o título já diz, especula sobre o que acontece depois que morremos. Enfim, O Bazar dos Sonhos Ruins tem todos os ingredientes principais das tramas assinadas por Stephen King. Ou seja, é boa leitura tanto para quem já ama o autor, quanto para quem quer conhecer um pouco sobre sua obra!

Título original: The Bazaar of Bad Dreams
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 2015
Páginas: 527
Tempo de leitura: 8 dias
Avaliação: 4 estrelas

12 séries de livros que vale a pena ler

Em 2013/2014, eu era absolutamente viciada em séries de livros. Dois, três, quatro, dez volumes… O céu era o limite! Mas, depois de ler muitas e muitas sagas e, inevitavelmente, me decepcionar com algumas, cansei! Me juntei ao time dos livros stand alone e só me rendi às séries que eu realmente queria ler – o que, claro, é quase sempre um tiro no escuro. Então, pensando em quem também cansou das sagas, decidi fazer uma lista com as que eu acho que realmente valem a pena! E tem para todos os gostos…

A Mediadora, Meg Cabot
A Mediadora é um caso sério de amor na minha vida de leitora. E o mais engraçado é que comecei a leitura completamente por acaso – enquanto esperava um novo volume de O Diário da Princesa ou Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, acabei comprando o primeiro volume da série, só porque era de Meg Cabot. Isso foi em 2006 e, desde então, já reli os seis livros duas vezes (e pretendo reler outras mais!). No ano passado, a saga de Susannah Simon ganhou uma short storyO Pedido, e também um novo volumeLembrançaÉ claro que tive medo que as novas sequências estragassem a série que tanto amo. Mas, no fim das contas, foi uma delícia reencontrar Susannah e, principalmente, Jesse!

Bridget Jones, Helen Fielding
Quando li O Diário de Bridget Jones, em 2006, gostei, mas não me apaixonei pela história. Hoje, muito mais perto dos 30 anos, acredito que a idade tenha sido a grande culpada pela falta de identificação. Apesar disso, sempre me diverti muito com a Bridget e simplesmente amo os filmes! Então, quando Helen Fielding lançou o polêmico Bridget Jones: louca pelo garoto, decidi ler (apesar do assassinato de você-sabe-quem). Para a minha surpresa, gostei muito mais do que dos dois primeiros livros. E o mesmo aconteceu com o recém-lançado O Bebê de Bridget Jones. Aliás, gostei tanto dos dois últimos volumes, que até penso em reler os dois primeiros…

Cabeça de Vento, Meg Cabot
Bom, verdade seja dita: eu provavelmente nunca leria a sérieCabeça de Vento, muito por conta do título. Mas, como foi Meg Cabot quem a escreveu, tudo pode ser perdoado! E que bom, porque a saga realmente me surpreendeu! Em Cabeça de Vento, a autora mostra, mais uma vez, que imaginação e criatividade definitivamente não lhe faltam. Com a fórmula praticamente infalível da troca de corpos, Meg desenvolve uma trama mirabolante, que surpreende, emociona e diverte. Se estiver à procura de um bom young adult, aí está! Continue reading “12 séries de livros que vale a pena ler”

Resenha de Quatro estações em Roma – Anthony Doerr

No mesmo dia em que se torna pai de gêmeos, Anthony Doerr descobre que foi contemplado com o Rome Prize, pela Academia Americana de Artes e Letras. Como prêmio, ele recebe ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para viver um ano em Roma. Então, seis meses após o nascimento de Henry e Owen, Anthony e a esposa, Shauna, iniciam sua aventura em território italiano. E em Quatro estações em Roma, o autor narra todas as facetas, boas ou ruins, incríveis ou assustadoras, de sua experiência.

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Anthony Doerr é o autor de Toda luz que não podemos ver, vencedor do Prêmio Pulitzer de 2015 e um dos meus livros favoritos. Quando o li, me apaixonei pela escrita dele, que é elegante, porém leve; rica, mas extremamente fluida; e contemporânea, muito embora beire o poético. Por isso, não pensei duas vezes antes de ler Quatro estações em Roma.

Não é preciso dizer que Quatro estações em Roma é completamente diferente de Toda luz que não podemos ver (que, aliás, era o livro que o autor tentava escrever enquanto esteve em Roma). Enquanto a primeira obra é autobiográfica e conta com uma atmosfera leve e descontraída, a segunda é ambientada durante a Segunda Guerra Mundial e, por isso, também não deixa de ser real.  Ainda assim, as duas obras compartilham da mesma essência, que é a sensibilidade que a escrita de Doerr é capaz de traduzir.

Em Quatro estações em Roma, o autor faz um relato sincero extremamente real sobre o ano que passou na capital italiana. E se por um lado, deixa claro que as diferenças culturais e o idioma se tornam barreiras a serem superadas, por outro, mostra que elas não são capazes de impedi-lo de enxergar e admirar as belas incongruências da  Cidade Eterna.

Além de um livro autobiográfico, Quatro estações em Roma é também um depósito de todo o conhecimento cultural de Doerr. Na obra, o autor faz inúmeras menções e analogias a grandes nomes e obras da arte e da literatura – mas sem ser pedante ou entediante.

Seria mentira dizer que muito acontece em Quatro estações em Roma. Embora tenha presenciado todo o burburinho em torno da morte do Papa João Paulo II, Doerr levou uma vida relativamente normal na capital italiana. No entanto, é aí que está a mágica da obra. Afinal, contar uma história extraordinária é muito mais fácil do que transformar o mundano em algo especial.

Título original: Four Seasons in Rome: On twins, insomnia, and the biggest funeral in the history of the world
Editora: Intrínseca
Autor: Anthony Doerr
Ano: 2007
Páginas: 240
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 3 estrelas

Resenha de Último Turno (Bill Hodges #3) – Stephen King

Cinco anos se passaram desde que o diabólico Brady Hartsfield entrou em estado vegetativo. De acordo com os médicos, as possibilidades de recuperação são mínimas. No entanto, o Assassino do Mercedes descobriu uma maneira absurdamente assustadora de se vingar de seu inimigo, o detetive aposentado Bill Hodges, e instalar o caos em toda a cidade.

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Vamos à confissão da vez: eu li Último Turno em novembro de 2016, mas, por alguma razão misteriosa, simplesmente esqueci de escrever a resenha. O que é uma pena, porque eu gostei muito de como Stephen King encerrou a trilogia Bill Hodges. Por isso, esse post provavelmente não faz jus ao livro. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca, não é?

Diferentemente de Mr. Mercedes e Achados e PerdidosÚltimo Turno engrena logo nos primeiros capítulos. O fato de já conhecermos bem os personagens com certeza contribui para a fluidez. No entanto, o que realmente faz com que fique difícil largar o livro é a forma como Stephen King desenvolve a história, misturando ingredientes de um bom thriller policial com toques sobrenaturais.

Assim como nos dois primeiros volumes, o leitor sabe praticamente de todos os lados da história. Mas é impossível não ficar curioso para saber como o autor irá explicar os acontecimentos extraordinários. E, no melhor estilo Stephen King, ele o faz. Extremamente doentio e sombrio, Último Turno mostra, sim, o pior lado humano (e também sobre-humano), mas não deixa de retratar a bondade, o amor e a lealdade – como King sabe bem fazer. E para tornar a obra um pouco mais leve, o autor lança mão de uma dose certeira de humor.

Com a responsabilidade de fechar a trilogia Bill Hodges, Último Turno segue em uma crescente. Na verdade, já começa em ponto de tensão, graças ao intrigante e inesperado desfecho de Achados e Perdidos. E, ao longo de suas 384 páginas, o livro chega ao clímax da história, que tem de tudo um pouco: drama, suspense, ação, humor… A verdade é que não poderia ter imaginado um final melhor para a série!

Título original: End of Watch
Editora: Suma de Letras
Volumes anteriors: Mr. Mercedes Achados e Perdidos
Autor: Stephen King
Ano: 2016
Páginas: 384
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 5 estrelas

Encontro com Jojo Moyes

O encontro com Jojo Moyes foi uma história cheia de reviravoltas, no melhor estilo da autora. Ok, exagerei, mas queria começar o post de maneira impactante, hahaha! Mesmo assim, vou contar as aventuras que antecederam o encontro!

No dia 4 de abril, soube que Jojo viria ao Brasil. Mas, como morro de preguiça de enfrentar filas para pegar autógrafos, nem cogitei ir. Eis que, no dia seguinte, recebi um e-mail da Intrínseca, com o convite para um evento super exclusivo com a autora, em parceria com a Livraria Saraiva. Apesar de ser bem no meio do expediente, confirmei a presença. E estava tudo certo, até que surgiu um compromisso importante no trabalho, que eu não poderia deixar de cumprir. Fiquei arrasada, achando que não conseguiria ir ao encontro. Mas, no final, depois de um pedido especial para a chefe (<3), os planos voltaram a ser o que eram e pude, enfim, conhecer a Jojo!

O evento foi o seguinte: primeiro, a Intrínseca e a Saraiva promoveram um live com a autora, que respondeu às perguntas dos leitores. Depois, ela autografou nossos livros e tirou fotos com a gente (assim que eles nos enviarem as imagens, atualizo aqui no post!). Jojo é super fofa e divertida e, durante o bate-papo, falou bastante sobre seus livros, personagens, inspirações, planos, novidades, etc.! E aqui, fiz um resuminho para vocês os “melhores momentos”: Continue reading “Encontro com Jojo Moyes”

Resenha de Buracos Negros – Stephen Hawking

Em 2016, Stephen Hawking  ministrou uma série de palestras promovidas pela BBC, e um dos temas foram os  buracos negros. O livro homônimo é parte dessas apresentações e, em apenas 64 páginas, explica um pouco do que foi descoberto pelo físico acerca do assunto. E o mais interessante é que, ao mesmo tempo em que é extremamente técnico, o conteúdo da obra é também democrático e de fácil entendimento.

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Sempre achei os buracos negros tão fascinantes quanto assustadores. E embora não seja exatamente sobre isso, o thriller sci-fi Matéria Escura me deixou ainda mais intrigada sobre o assunto. Por isso, a leitura de Buracos Negros não poderia ter acontecido em um momento mais oportuno!

Ao mesmo tempo em que são pura ciência, os buracos negros são também mistério e, de certa forma, se conectam diretamente ao sobrenatural – outro tema que me fascina.E em sua palestra sobre o assunto, Hawking foca, claro, no lado científico do tema, mas não deixa de suscitar reflexões sobre tudo o que os olhos humanos não são capazes de enxergar. E se viagens no tempo, realidades alternativas e universos paralelos forem mais do que apenas ficção e fantasia?

Título original: Black Holes
Editora: Intrínseca
Autor: Stephen Hawking
Ano: 2016
Páginas: 64
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas