Resenha de O Quebra-Nozes – Alexandre Dumas

É véspera de Natal e a pequena Marie ganha um novo amigo, pelo qual se encanta completamente: o boneco quebra-nozes. A menina o guarda no armário de brinquedos e, quando o relógio marca meia-noite, escuta barulhos estranhos vindos de lá. E este se revela o início de uma enorme aventura!

O Quebra-Nozes foi o livro que os membros do Clube Namanita escolheram para lermos em dezembro! Confesso que nunca havia pensado em mergulhar neste clássico, e fiquei feliz com a oportunidade de conhecer a história que inspirou o icônico balé de Tchaikovsky e também algumas adaptações. Porém… estaria mentindo se dissesse que amei.

Apesar da linguagem clássica, a leitura é fluida e de fácil entendimento. Mas admito que não consegui me conectar com os personagens ou a trama em si, o que prejudicou a minha experiência de leitura. Um acontecimento em específico, já próximo ao fim do livro, me incomodou bastante – mesmo lembrando que se trata de uma obra do século 19. No entanto, também é importante ressaltar que O Quebra-Nozes é uma fábula infantil, o que foge bastante da minha zona de conforto.

A edição publicada pela Zahar traz tanto a versão original da história, escrita em 1816 por E. T. A. Hoffman, quanto a clássica, que é a tradução para o francês, com alguns acréscimos, assinada por Alexandre Dumas. É uma charmosa edição de bolso, com capa dura e mais de 200 ilustrações da época, que contribuem para a criação de uma atmosfera. Como as duas versões da história são muito parecidas, lê-las em seguida pode ser cansativo. Então, optamos por ler apenas a de Dumas.

É verdade que a minha experiência com O Quebra-Nozes não foi o que eu esperava. Mas conhecer um clássico da literatura é sempre especial! Além disso, não posso negar que a aventura de Marie desafia a nossa capacidade de acreditar – especialmente depois de adultos. E eu acredito que o Natal seja exatamente sobre isso!

Título original: The Nutcracker
Editora: Zahar
Autores: Alexandre Dumas (versão clássica) e E. T. A. Hoffman (versão original)
Tradução: André Telles (francês) e Luis S. Krausz (alemão)
Publicação original: 1816

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