Resenha de A Coroa (A Seleção #5) – Kiera Cass

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Por pressão do povo de Illéa, Eadlyn é obrigada a iniciar a própria Seleção, mesmo acreditando que jamais será capaz de encontrar o amor verdadeiro entre os 35 rapazes escolhidos. É claro que a princesa descobre estar enganada, no entanto, a escolha será muito mais difícil do que imaginava. E como se tudo isso não bastasse, Eadlyn ainda terá que aprender a lidar com o fato de ter que governar um país.

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Eu nunca fui a favor de A Herdeira e A Coroa, mas, no quarto livro da série, Kiera Cass mostrou que, fazendo certo esforço, até que encontrávamos sentido nestas continuações. Eis que no último livro (que eu não acredito que seja realmente o último), meus medos se tornaram realidade. America me irritou bastante nos três primeiros volumes, mas a personalidade dela sempre pareceu espontânea e genuína. Já Eadlyn, além de ser pretensiosa, é falsa humilde, o que me irrita ainda mais do que ser cabeça dura como a mãe.

E se Maxon foi o grande responsável por eu me apaixonar por A Seleção, também foi ele que tornou A Herdeira A Coroa mais fáceis de engolir. Isso porque nenhum pretendente de Eadlyn e nenhum personagem secundário é cativante o suficiente para roubar a cena e realmente marcar o leitor. No final das contas, as melhores cenas ainda são protagonizadas por Maxon.

De qualquer forma, Kiera Cass sabe como escrever tramas fluidas e, em A Coroa, a história não é diferente. No entanto, preferia que a leitura fosse um pouco mais truncada, em troca de reviravoltas e surpresas pelo meio do caminho. Previsível da primeira à última página, o quinto volume de A Seleção deixa a desejar na missão de realmente envolver o leitor com a história e oferece um “felizes para sempre” raso e sem emoções.

Título original: The Crown
Editora: Seguinte
Volumes anteriores: 
A Seleção A Elite, A Escolha e A Herdeira
Leituras complementares: Contos de A Seleção e Felizes para sempre
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2016
Páginas:
310
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 
3 estrelas
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Resenha de A Sereia – Kiera Cass

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Kahlen foi salva pela própria Água do naufrágio que matou toda a sua família. Para retribuir, ela é transformada em sereia e, durante 100 anos, terá que cantar para atrair pessoas ao mar e assim alimentar a Água. Após décadas de serviço, Kahlen ainda não se acostumou à crueldade de suas obrigações, mas é a sereia mais obediente e dedicada que a Água tem. No entanto, quando conhece Akinli, todos os anos de servidão são colocados em risco. Isso porque, mesmo não podendo usar sua voz mortal, Kahlen sente uma conexão profunda com Akinli e que pode levá-los ao céu e ao inferno.

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Apesar de amar A Mediadora, histórias de amor sobrenaturais e impossíveis não são meu estilo. E como também não tenho um apego especial à figura das sereias, dificilmente leria este livro de Kiera Cass, que na verdade foi escrito antes de A Seleção. Mas, como gosto bastante da série que tem America Singer como protagonista, resolvi dar uma chance a A Sereia e confesso que não fui surpreendida nem desapontada.

Como sempre, a escrita de Kiera é fluida, o que faz a leitura ser fácil e rápida. A forma como a autora começou a história é intrigante e faz o livro “pegar no tranco” com facilidade. No entanto, se America me irrita por ser ligeiramente arrogante e cheia de vontades, Kahlen não me cativou justamente por ser boazinha e romântica demais. No entanto, talvez eu deva dizer que a culpa por eu não ter me apaixonado por A Sereia tenha sido de Akinli, que é fofo, mas não é surpreendente. Digo isso porque, dada a minha irritação em relação à America, o que realmente me interessa em A Seleção é Maxon.

Confesso que já esperava que A Sereia fosse previsível. E eu não tenho problemas com histórias com finais “adivinháveis”, desde que elas me surpreendam no desenrolar. E não foi o que aconteceu durante esta leitura. Achei o romance entre Kahlen e Akinli intenso e exagerado demais e, por isso, não consegui me conectar à trama de forma alguma. Talvez eu tenha achado, ainda que inconscientemente, que A Sereia seguiria, de alguma forma, o padrão de A Seleção, o que definitivamente não aconteceu. Mas isso não muda o fato de que a obra de estreia de Kiera Cass vale a leitura se você estiver a fim de algo fácil, fluido e bonitinho.

Título original: The Siren
Editora: Seguinte
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2009
Páginas: 
323
Tempo de leitura:
 3 dias
Avaliação:
3 estrelas

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Felizes para sempre – Kiera Cass

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Felizes para sempre é a antologia de contos da série A Seleção e, além de O Príncipe O Guarda, que já estavam em Contos da Seleção, traz também A Rainha, A Favorita, Cenas de Celeste, A Criada e Depois de A Escolha (epílogo bônus). Quando vi o livro pessoalmente pela primeira vez, quase morri com tanta beleza. Além da capa que segue o padrão impecável de todas as outras (a minha edição é hardcover <3), o livro conta com ilustrações simplesmente incríveis e que retratam com perfeição a atmosfera mágica e glamourosa que envolve o palácio de Illéa.

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Agora, vamos aos contos. A Rainha conta um pouco sobre a Seleção do rei Clarkson, sob o ponto de vista de Amberly, que seria a escolhida. Na introdução, Kiera Cass afirma que o conto “diminui um pouco a figura” da rainha e ela estava certíssima. Além de mostrar que o rei Clarkson sempre foi violento, machista e elitista, a história retrata uma Amberly apaixonada de forma incondicional e muito mais passiva do que imaginamos ao ler os três primeiros livros da série – mas, afinal, de que outra maneira ela poderia aguenta o rei por tanto tempo? De qualquer forma, se Maxon é gentil, generoso e justo como de fato é, a responsabilidade é toda dela.

Ame a si mesmo um pouco mais, até não aguentar mais a vida sem amar alguém.

A Favorita conta a história de Marlee, que participou da Seleção de Maxon e se tornou a melhor amiga de America. O conto foca em como a Selecionada conheceu e se apaixonou pelo soldado Woodwork e revela o que aconteceu antes, durante e depois do açoitamento público dos dois. A Favorita é fofo e perfeito para quem ama romances e histórias de amor proibido, mas achei um pouco melodramático demais para o meu gosto. Eu já havia lido O Príncipe e O Guarda no ano passado, então, não os li novamente. Mas eles são os mais longos e realmente nos levam a conhecer e compreender um pouco melhor Maxon e Aspen – e, se você ainda estiver dividida entre eles, a se decidir de que time é.

A Criada é o último conto de Felizes para sempre e, para mim, foi o mais interessante, já que narra como Lucy reagiu ao descobrir a história entre Aspen e America. Além dos contos, o livro traz as Cenas de Celeste, que tinham potencial para ser a melhor parte da obra. Isso porque passamos os três primeiros livros da série odiando Celeste loucamente e, no final de A Escolha, ela consegue se redimir. E as cenas seriam uma ótima maneira de mostrar a evolução da personagem e o que a motivou a se regenerar, no entanto, são muito curtinhas e tudo acaba se tornando um pouco superficial. Uma pena!

Depois de A Escolha é o epílogo do terceiro livro da série e nos mostra um pouco da vida de America e Maxon dois anos após o final da Seleção. O clima é de felicidade total e justifica o título, ainda que a história continue quase 20 anos depois, com novas questões e problemáticas, em A Herdeira. Enfim, Felizes para sempre é uma ótima leitura complementar para quem gosta da série A Seleção e a maneira perfeita de matar aquela saudade que sentimos do Maxon!

Título original: Happily Ever After
Editora: Seguinte
Volumes da série: A SeleçãoA Elite, A EscolhaA Herdeira e A Coroa
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2015
Páginas:
446
Tempo de leitura:
 2 dias
Avaliação: 
3 estrelas

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A Herdeira – Kiera Cass

PODE CONTER SPOILERS DE A SELEÇÃO, A ELITEA ESCOLHA!

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Vinte anos se passaram desde a Seleção que uniu Maxon e America e, como rei e rainha de Illéa, os dois conseguiram eliminar o sistema de castas e trazer a paz de volta ao país. Agora, Maxon e America tem a responsabilidade de preparar a primogênita, a princesa Eadlyn, para assumir o trono em breve. Aos 18 anos, Eadlyn se dedica ao trabalho em tempo integral, é inteligente, orgulhosa e teimosa ao extremo, além de não ter a menor vontade de se apaixonar e casar. No entanto, quando o povo de Illéa começa a se rebelar contra a monarquia, ela é obrigada a ir contra os seus princípios e ser o centro das atenções de uma nova Seleção.

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Assim que a sinopse de A Herdeira foi divulgada, em 2014, eu tive duas preocupações: 1. “encontrar” Maxon quarentão; 2. e ler uma “reprise” dos três livros anteriores. Ok, vamos por partes. Realmente é muito estranho pensar em Maxon e America como adultos com filhos e tudo o mais, mas acredito que Kiera Cass tenha feito um bom trabalho. Nos 20 anos que se passaram, America amadureceu muito e deixou de ser a adolescente cabeça dura que era para se tornar uma mulher digna do posto de rainha. Já Maxon manteve todas as características que me me fizeram ser #TeamMaxon para sempre (hehehe), mas com uma aura ainda mais responsável e, agora, paternal.

Há coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade.

Sobre as semelhanças entre as tramas dos três primeiros livros e A Herdeira, realmente elas existem, mas não foi algo que me incomodou muito, principalmente porque a autora foi capaz de fazer Eadlyn bem diferente da America jovem. Por ter nascido na realeza e ter sido criada com tudo e todos a seu dispor, Eadlyn é mimada e egocêntrica, mas também é muito forte e tem ideias feministas, uma das grandes sacadas de Kiera neste quarto volume da série. A princesa também é bastante tridimensional, assim como America e Maxon eram, e ao mesmo tempo em que se considera poderosa e independente, também se sente subestimada e pressionada, em aspectos profissionais e pessoais, por ser mulher.

Não sei se acredito em destino. Mas posso dizer que às vezes aquilo que você mais deseja vai cruzar sua porta determinado a te evitar a qualquer custo. E, ainda assim, de algum jeito, você descobre que é suficiente para fazê-lo ficar.

Assim como nos três livros anteriores, Kiera peca por não desenvolver assuntos pertinentes e que poderiam resultar em ramificações interessantes, como a própria questão do feminismo/machismo e as facetas da sociedade do espetáculo. A Herdeira também deixa um pouco a desejar em relação aos jogos políticos que, nos outros volumes, são bem desenvolvidos com a guerra velada entre America e o rei Clarkson. No entanto, este é um ponto que – espero – ainda pode ser muito bem explorado no próximo livro da série, já que o quarto foca especificamente na Seleção e nas descobertas que Eadlyn faz sobre si mesma.

Desejo que você encontre o amor, Eadlyn. Um amor inconsequente, incansável, que a consuma.

Apesar de não ter grandes novidades em relação aos volumes anteriores e, definitivamente, não contar com personagens (aka Maxon) tão cativantes, A Herdeira vale como uma leitura fluida e agradável, perfeita para passar o tempo sem precisar pensar demais. O desfecho guarda algumas surpresas e deixa o caminho completamente em aberto para o próximo volume.

Título original: The Heir
Editora: Seguinte
Volumes anteriores: 
A Seleção A Elite A EscolhaFelizes para sempre e A Coroa
Leituras complementares: O Príncipe, O GuardaA Rainha A Favorita (publicação prevista para outubro de 2015)
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2015
Páginas: 
387
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 
3 estrelas

A Escolha – Kiera Cass

PODE CONTER SPOILERS DE A SELEÇÃO A ELITE!
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Foi por pouco que America não foi obrigada a deixar o palácio, mas, depois de ser “salva” por Maxon mais uma vez, ela precisa provar que quer e merece o amor do príncipe. Para isso, a candidata ao posto de princesa de Illéa precisa resolver a situação com Aspen, contar algumas verdades a Maxon e passar por cima do orgulho para enfrentar o rei Clarkson. No entanto, muitas coisas ainda irão acontecer até o final da Seleção.
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Li A Escolha em dois dias porque a curiosidade para saber como seria o desfecho da história entre America, Maxon e Aspen simplesmente me consumiu. Além do dilema que se arrasta desde A Seleção, logo no início do terceiro livro da série, Kiera Cass surpreende com várias reviravoltas, que deixam mais uma porção de caminhos em aberto para o grande desfecho. No entanto, se por um lado as surpresas movimentam e enriquecem a trama, por outro, acabam “tumultuando” a história e algumas ficam perdidas pelo caminho, enquanto outras são resolvidas de forma muito fácil.
— Pode partir meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser.
Embora eu goste da America, ela me irritou em A Elite e me tirou do sério em A Escolha. Admiro a coragem dela, mas, em muitos momentos, é tão impulsiva que chega a ser burra. Mas o que mais me cansa na protagonista de A Seleção é como ela, apesar de altruísta e justiceira, trata Maxon em algumas situações: mimada e egocêntrica, America quer que o príncipe ceda em tudo, mas quase nunca está disposta a passar por cima do orgulho e ser a companheira que ele precisa. Apesar de ficar irritada, porém, confesso que essa faceta da personagem a torna muito mais interessante, real e profunda, assim como o triângulo amoroso da série.
Em alguns pontos, Kiera Cass foi corajosa (não tanto quanto Veronica Roth, em Convergente, se é que vocês me entendem) e, em outros, mais previsível. De qualquer forma, a autora conseguiu criar um final surpreendente, se não pelo desfecho do triângulo amoroso, pelo caminho cheio de surpresas percorrido por America, Maxon, Aspen e a maioria dos personagens. Vou sentir saudades do príncipe <3
 
Título original: The One
Editora: Seguinte
Volumes anteriores: 
A Seleção e A Elite
Volume seguinte: A HerdeiraFelizes para sempre e A Coroa
Leituras complementares: O Príncipe, O Guarda, A Rainha e A Favorita (publicação prevista para outubro de 2015)
AutorKiera Cass
Ano: 
2013
Páginas: 
352
Tempo de leitura:
 2 dias
Avaliação: 
4 estrelas

A Elite – Kiera Cass

PODE CONTER SPOILER DE A SELEÇÃO!
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A Seleção continua, mas, em vez de 35 garotas disputando o coração do príncipe Maxon, agora são apenas seis – entre elas, America. Os ataques dos rebeldes estão cada vez mais constantes e, aos poucos, America descobre coisas que não gostaria sobre o passado de Illéa e a família real. E como se tudo isso já não fosse o suficiente, ela está mais apaixonada do que nunca… só não sabe exatamente por quem.

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Em A Elite, America está ainda mais dividida entre Maxon e Aspen do que antes: cada vez que um dos lados a decepciona, por coisas pequenas ou grandes, ela corre para o outro. A grande diferença em relação a A Seleção é que o príncipe talvez tenha descoberto que existem outras boas opções além de America, o que dá um ótimo tempero ao triângulo amoroso formado por Kiera Cass.
 – É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder
Deixei escapar um suspiro. Ela estava completamente certa.
O amor é um medo belo.

No entanto, apesar de focar bastante no dilema de America, A Elite ganha mais ação com os constantes e violentos ataques dos rebeldes ao palácio. Descobertas sobre o passado de Iléa e outras reviravoltas também movimentam a trama, que mantém os ares de reality shows como The Bachelor com desafios e provas que a seis candidatas à coroa precisam cumprir.

Quando entendi que a trilogia de Kiera Cass seria todinha sobre a Seleção (diferente da série Jogos Vorazes, em que cada livro traz um novo contexto), fiquei com receio de que a leitura se tornasse cansativa e arrastada. Mas a autora consegue desenrolar os acontecimentos no ritmo ideal e isso não acontece. O final de A Elite até que surpreende e deixa o caminho em aberto para o terceiro livro da saga, que provavelmente se refere à escolha não só de Maxon, como também de America.

Título original: The Elite
Editora: Seguinte
Volume anterior: A Seleção 
Volumes seguintes: A EscolhaA HerdeiraFelizes para sempre e A Coroa
Leituras complementares: O Príncipe, O Guarda, A Rainha e A Favorita (publicação prevista para outubro de 2015)
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2013
Páginas:
360
Tempo de leitura:
 4 dias
Avaliação: 
3 estrelas

The Selection (A Seleção) – Kiera Cass

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Em Illéa, antigos Estados Unidos, onde a desigualdade social é incitada pela divisão em castas, a Seleção pode ser a grande oportunidade para garotas de todo o país tentarem um futuro mais promissor. Mas apenas 35 delas ganham a chance de disputar o coração do príncipe Maxon e o posto de princesa e futura rainha de Illéa. America Singer, da casta Cinco, não tem o sonho de estar na Seleção, mas acaba sendo sorteada e, devido às dificuldades financeiras que sua família enfrenta, se vê obrigada a deixar seu grande amor, Aspen, para trás e participar da competição. Ela não tem intenção de lutar de verdade pela coroa, no entanto, quando descobre que Maxon é totalmente diferente do que havia imaginado, suas intenções pode mudar.

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Para quem já leu outras distopias, é impossível não fazer comparações e encontrar coincidências entre as obras. A divisão em castas, por exemplo, pode ser comparada à separação em facções, de Divergente, enquanto o amor proibido de America e Aspen lembra a relação entre Lena e Alex, de Delírio. Já o clima de reality show e o triângulo amoroso de A Seleção remetem automaticamente a Jogos Vorazes. A grande diferença entre a obra de Kiera Cass e outros títulos do gênero é que é bem provável que, pelo menos em um primeiro momento, o leitor fique do lado do governo, e não dos rebeldes, o contrário do que geralmente acontece.

I hope you find someone you can’t live without.I really do. And I hope you never have to know what it’s like to have to try and live without them.

America não é uma personagem extremamente cativante, mas é uma pessoa justa, corajosa e autêntica, o que a torna imediatamente interessante. Já Aspen tem um bom coração e nutre sentimentos sinceros pela protagonista, mas é uma vítima do sistema. O príncipe Maxon, no entanto, não é apenas “fofo” ou “gentil e educado”: com seus próprios questionamentos, é um personagem profundo e tridimensional, que mostra o “outro lado” da vida aparentemente glamourosa do palácio. Ao longo do livro, Maxon se torna a grande estrela da trama.

A Seleção não é minha distopia favorita, mas é um ótimo passatempo do gênero. No primeiro volume da saga, Kiera Cass deixa vários caminhos em aberto, como os ataques dos rebeldes ao palácio, a dúvida de America entre Aspen e Maxon, a relação do príncipe com o rei, além de, claro, a competição em si. E eu espero que, em A Elite e A Escolha, a autora consiga explorar bem cada uma dessas ramificações.

Título original: The Selection
Editora: Seguinte
Volumes seguintes: A Elite, A EscolhaA Herdeira, Felizes para sempre e A Coroa
Leituras complementares: O Príncipe, O GuardaA Rainha A Favorita (publicação prevista para outubro de 2015)
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2012
Páginas: 
336
Tempo de leitura:
 4 dias
Avaliação: 
3 estrelas