Encontro com Jojo Moyes

O encontro com Jojo Moyes foi uma história cheia de reviravoltas, no melhor estilo da autora. Ok, exagerei, mas queria começar o post de maneira impactante, hahaha! Mesmo assim, vou contar as aventuras que antecederam o encontro!

No dia 4 de abril, soube que Jojo viria ao Brasil. Mas, como morro de preguiça de enfrentar filas para pegar autógrafos, nem cogitei ir. Eis que, no dia seguinte, recebi um e-mail da Intrínseca, com o convite para um evento super exclusivo com a autora, em parceria com a Livraria Saraiva. Apesar de ser bem no meio do expediente, confirmei a presença. E estava tudo certo, até que surgiu um compromisso importante no trabalho, que eu não poderia deixar de cumprir. Fiquei arrasada, achando que não conseguiria ir ao encontro. Mas, no final, depois de um pedido especial para a chefe (<3), os planos voltaram a ser o que eram e pude, enfim, conhecer a Jojo!

O evento foi o seguinte: primeiro, a Intrínseca e a Saraiva promoveram um live com a autora, que respondeu às perguntas dos leitores. Depois, ela autografou nossos livros e tirou fotos com a gente (assim que eles nos enviarem as imagens, atualizo aqui no post!). Jojo é super fofa e divertida e, durante o bate-papo, falou bastante sobre seus livros, personagens, inspirações, planos, novidades, etc.! E aqui, fiz um resuminho para vocês os “melhores momentos”: Continue reading “Encontro com Jojo Moyes”

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Semana Especial Dia Internacional da Mulher: sobre Jojo Moyes

Para o segundo dia da semana especial Dia Internacional da Mulher, escolhi falar sobre Jojo Moyes. A princípio, pode parecer que a autora é especialista em romances água com açúcar, no melhor estilo chick lit. E, em partes, é verdade. No entanto, os livros de Jojo vão muito além – como descobri logo na primeira obra que li dela, o maravilhoso A Última Carta de Amor.

Mais do que histórias DE amor, a autora cria histórias SOBRE o amor. E, assim, suas tramas se tornam lições valiosas, que retratam a força e a essência do amor verdadeiro sem serem românticas ou açucaradas demais. Para isso, Jojo lança mão de dilemas complicados, enredos paralelos, roteiros originais e muita contextualização – muitas vezes, até social e política.

Mas o que realmente me conquistou na obra de Jojo é como ela é capaz de mostrar que o amor torna as mulheres mais fracas e vulneráveis e, ao mesmo tempo, mais fortes e resistentes. Como a força do amor muitas vezes não destrói barreiras, mas constrói formas de contorná-las. O que quero dizer é que Jojo não escreve histórias em troca de suspiros vazios. Ela cria personagens e situações que nos fazer enxergar o amor como algo complicado, doloroso, uma faca de dois gumes. E exatamente por isso, real, possível e altamente desejável.

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Resenha de Paris para um e outros contos – Jojo Moyes

Como o próprio título já denuncia, o livro reúne as short stories Paris para umLua de mel em Paris e oito pequenos contos assinados por Jojo Moyes. Quem acompanha o blog sabe que eu AMO a autora, por conta de Como eu era antes de você A Última Carta de Amor. Mas também deve lembrar que Jojo deixou um pouco a desejar com Um mais um Baía da Esperança. Por isso, não estava super animada para ler Paris para um e outros contos. No entanto, para a minha surpresa (e felicidade!) comecei o livro despretensiosamente e me empolguei tanto, que terminei-o em apenas um dia! É claro que o fato de eu já ter lido Paris para um contribuiu para que a leitura fosse mais rápida. Mas a verdade é que eu realmente adorei os contos, então, não teria demorado muito mais do que isso de qualquer forma.

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Com exceção de Paris para um Lua de mel em Paris, os contos têm, no máximo, 10 páginas. E, apesar de serem curtinhos, todos são envolventes e apresentam dilemas morais passíveis de reflexão, do jeitinho que Jojo adora! Autoestima, dores e delícias da vida a dois, romantismo e até mesmo tecnologia e fama são outras temáticas abordadas pela autora. Entre os meus contos preferidos, estão Sapatos de couro de crocodiloO casaco do ano passadoA Lista de Natal.

E se o livro começa na capital francesa, com o previsível, porém fofo Paris para um, é lá também que a obra termina, com Lua de mel em Paris. A short story é perfeita para quem ama A garota que você deixou para trás, já que conta um pouco mais sobre os casais principais do livro, Liv e David e Sophie e Édouard. O conto não revela nada de bombástico sobre a trama, mas traz um retrato mais leve dos quatro personagens, antes de tragédias, guerras e caos. Enfim, Paris para um e outros contos é uma delícia de leitura, especialmente para quem adora Jojo Moyes!

Título original: Paris for one and other stories
Editora: Intrínseca
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2016
Páginas: 281
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 4 estrelas

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Resenha de Paris for one – Jojo Moyes

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Aos 26 anos, Nell não faz o tipo aventureira e nunca esteve em Paris. No entanto, quando encontra passagens de trem em promoção, ela não pensa duas vezes antes de convidar o namorado para ir à Cidade Luz. Mas será que o final de semana será tão romântico e especial quanto ela imaginou?

Eu já saiba da existência de Paris for one, mas nunca havia me dado ao trabalho de ir atrás do conto de Jojo Moyes. Eis que, durante a viagem à Florianópolis, encontrei o livro por míseros R$ 7 na Livraria Saraiva, e aí não tive motivos para resistir!

Pois bem, como já era de se esperar, Paris for one é um chick lit com direito a todos os ingredientes típicos. Para começar, Nell é a personagem padrão de livros do gênero: romântica incorrigível, um tanto previsível e com pitadas de ousadia e coragem, ainda que à sua maneira. Ou seja, não surpreende e não cativa, mas também não irrita.

Como quase todo chick litParis for one é previsível, mas também envolvente. Quem acompanha o blog sabe que, depois de ler MUITOS livros do gênero, dei uma enjoada. Então, o fato de que a short story tem apenas 95 páginas (e letras bem grandes) foi o segredo para que eu não cansasse da leitura. Apesar de tudo ser fofo e conveniente demais, a trama tem um bom ritmo e tudo acontece no timing certo. Pedida perfeita para respirar e suspirar um pouco depois de uma leitura mais densa.

Título original: Paris for one
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2015
Páginas: 95
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Resenha de Baía da Esperança – Jojo Moyes

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Dona de um passado obscuro, Liza McCullen escolheu Silver Bay, na Austrália, onde mora a tia-avó Kathleen, para reconstruir a vida ao lado da filha, Hannah. Na pequena comunidade, Liza é responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos e dirige o decadente hotel Baía da Esperança com a tia-avó. Mike Dormer trabalha na área de empreendimentos de luxo e se hospeda no Baía da Esperança a fim de avaliar Silver Bay para a construção de um glamouroso resort. A aprovação do projeto está nas mãos de Mike e ele sabe que a implantação do negócio irá trazer consequências drásticas para o local e as pessoas que aprendeu a amar.

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A Última Carta de Amor Como eu era antes de você estão entre meus livros preferidos da vida. E, logo depois que os li, em 2013, descobri que Jojo Moyes tinha obras anteriores já publicadas em português, mas por outra editora. Até cogitei comprá-los, mas confesso que rolou um preconceito infundado – os títulos não me apeteceram, tampouco as capas. Quando a Intrínseca anunciou que havia comprado os direitos sobre tais livros da autora, decidi lê-los. Comecei por Baía da Esperança e, pelo menos por enquanto, não pretendo me aventurar com os outros.

Não me entendam mal, Baía da Esperança não é um livro ruim – tanto é que dei 3 estrelas. No entanto, também não chega a ser uma história realmente boa. É como se fosse um rascunho das tramas incríveis que Jojo criou em A Última Carta de Amor Como eu era antes de você. Claro que alguns elementos do estilo da autora estão presentes no livro, como a capacidade de unir passado e presente, os dilemas e o poder de intrigar o leitor. Mas, no geral, Baía da Esperança não chega aos pés das minhas histórias preferidas de Jojo.

“Experiente” em comédias românticas e livros de chick lit, não foi difícil para mim sacar a trama logo no início do livro. Esperava uma história previsível e foi exatamente o que encontrei. É verdade que a autora criou alguns plot twists, mas nada tão surpreendente assim. Senti falta do ótimo ritmo que ela costuma empregar em suas obras e também dos personagens cativantes – nenhum realmente me conquistou em Baía da Esperança.

A  história é narrada sob vários pontos de vista – desde a adolescente Hannah até a senhora Kathleen -, recurso que Jojo adora usar e que sempre funciona! E, por mais que a trama seja até certo ponto clichê, é fato que a autora sabe como emocionar o leitor, ainda que com um pezinho no pedante! O que mais me incomodou em Baía da Esperança, porém, foi a forma com que a história, de tantos dilemas e pontas soltas, se resolveu: tudo fácil e conveniente demais.

Título original: Silver Bay
Editora: Intrínseca
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2007
Páginas: 393
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Livro x Filme: Como eu era antes de você

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Os 3 anos de espera pela adaptação de Como eu era antes de você chegaram ao fim! E, embora tenha algumas ressalvas a fazer sobre o filme, posso dizer que valeu a pena criar as inevitáveis expectativas. Quando reli a obra de Jojo Moyes, em fevereiro deste ano, aproveitei para fazer um post com meus palpites sobre o que esperar do longa e, agora, vamos descobrir quais foram meus erros e acertos.

Sam Claflin (como já era esperado) é o Will Traynor perfeito: indiscutivelmente lindo e insuportavelmente sarcástico. E, sem poder usar nada além das expressões faciais e da voz para interpretar o personagem, pode-se dizer que Sam não deixou nada a desejar. Afinal, é difícil ignorar a acidez, o sofrimento e o carinho em cada uma de suas palavras, assim como as sobrancelhas extremamente expressivas – que só perdem para as de Emilia Clarke. No entanto, acho que, principalmente para quem não leu o livro, a impressão que fica é que Will muda de comportamento muito rápido, o que definitivamente não é uma crítica a Sam e, sim, à construção do roteiro.

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Também não consigo imaginar nenhuma atriz melhor para interpretar Louisa Clark. Como não assisto a Game of Thrones, não conhecia o trabalho de Emilia até os primeiros teasers da adaptação de Como eu era antes de você. Quando ela foi anunciada como Lou, confesso que torci o nariz, pois acho que não havia imaginado a personagem assim fisicamente. No entanto, quando vi a primeira foto de Emilia caracterizada, consegui enxergar nossa protagonista nela. E quando assisti ao primeiro vídeo, foi impossível não me encantar. Emilia é contagiante e, apesar de ser extremamente alegre, guarda uma certa tristeza, exatamente como Lou! E que senso de humor! A atriz simplesmente arrasou, tanto nas cenas felizes, quanto nas tristes, levando os espectadores de um extremo a outro.

Como eu já imaginava, a família de Lou foi totalmente coadjuvante no filme: Treena mostra como é chata em alguns momentos, mas nada que se compare ao livro; a mãe de Lou também economiza comentários desagradáveis, no entanto, verdade seja dita, desempenha a parte fundamental de seu papel (que não vou revelar para não dar spoiler); o pai, embora com poucas participações, é tão amável quanto na obra original; já Patrick foi o personagem mais negligenciado: apesar de protagonizar algumas cenas engraçadas, não aparenta ser o insuportável egoísta que é e até parece realmente gostar de Lou.

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Do lado de Will, o pai é uma pessoa infinitamente melhor no filme e a irmã aparece em, literalmente, uma cena. E como eu já imaginava, mostrar o lado de Camilla Traynor realmente não foi uma das prioridades de Hollywood. A personagem tem sua importância bastante reduzida na trama e, embora seja sisuda e distante, exatamente como no livro, exerce muito menos influência na história de Will e Lou. Na minha opinião, havia espaço para desenvolver Camilla com mais profundidade, mas também acredito que, na adaptação, este aspecto não seria de tanta relevância.

Um dos meus principais receios era que a adaptação de Como eu era antes de você não mostrasse a realidade da tetraplegia. Ok, não é o filme mais profundo sobre o tema, mas também não passa batido pelas dificuldades que a situação impõe. Por outro lado, Lou convence Will a sair de casa com muita facilidade e, apesar dos percalços na cena do hipódromo, tudo corre bem demais. Outro medo meu era de que o filme não mostrasse o lado de Will e entregasse de bandeja a moral da história. Mas, para minha felicidade, isso definitivamente não aconteceu.

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Apesar do teor dramático, a adaptação de Como eu era antes de você conta com um senso de humor imbatível! E até arrisco dizer que, graças a Sam e a Emilia (além dos próprios recursos do cinema, é claro), o filme diverte muito mais do que o livro. Sobre as lágrimas, é claro que chorei, mas os soluços e fungadas coletivos não permitiram que eu me concentrasse nas minhas próprias emoções. O que não quer dizer que o filme não seja arrebatador, assim como a história original.

Quando vi que a versão cinematográfica de Como eu era antes de você teria apenas 109 minutos de duração, fiquei preocupada. Afinal, embora não seja exatamente grande, o livro apresenta certa complexidade e é rico em detalhes e acontecimentos. Sim, a adaptação poderia ter 20 ou até 30 minutos a mais. Mas, se era para desenvolver a trama em menos de 2 horas, a missão foi cumprida com êxito e a edição do que entraria ou não foi muito bem feita. Porque a verdade é que a adaptação de um livro nunca será 100% fiel e, no final das contas, o que realmente importa é que a essência seja a mesma. E Como eu era antes de você é uma boa prova disso.

Título original: Me Before You
Diretor: Thea Sharrock
Ano: 2016
Minutos: 109
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Matthew Lewis e Janet McTeer
Avaliação: 4 estrelas

Resenha de Depois de você (Como eu era antes de você #2) – Jojo Moyes

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Após perder Will Traynor, Louisa Clark luta para cumprir a promessa que fez a ele: a de apenas viver. No entanto, o simples fato de respirar parece difícil demais em um mundo que já não abriga mais o homem que aprendeu a amar. Depois de viajar por alguns países, Lou compra um apartamento em Londres e passa a trabalhar como garçonete no pub do aeroporto. É quando um acidente transforma novamente sua vida, fazendo-a voltar para a casa da família e encarar novos desafios, que incluem desde a difícil tarefa de superar o luto até encontrar um novo amor.

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Quando Jojo Moyes anunciou que lançaria Depois de você, simplesmente detestei a ideia, porque sempre acreditei que Como eu era antes de você era um stand alone redondo e perfeito. Para agravar ainda mais a situação, Um mais um, o mais recente livro da autora, me decepcionou demais e ficou difícil esperar algo realmente bom de Depois de você. Mas é claro que a curiosidade de saber o que aconteceria com Lou Clark crescia a cada dia e foi até difícil esperar o livro sair em português. E eis que, para a minha felicidade e alívio, a continuação de Como eu era antes de você poderia até ser dispensável, mas é absolutamente encantadora.

A primeira coisa a ressaltar é a coragem de Jojo Moyes. Primeiro por querer escrever Depois de você (porque vamos combinar que Como eu era antes de você chega a ser traumatizante). E depois por envolver Lou em uma nova história de amor – que, verdade, não chega nem aos pés de Will, mas, ao mesmo tempo, também não o “desrespeita”. Will, aliás, é uma presença constante no livro, que o reconstrói e, ao mesmo tempo em que leva o leitor de volta a Como eu era antes de você, também apresenta novas facetas do personagem.

Apesar de conter romance, sim, Depois de você é muito mais uma história sobre perda e reconstrução – e não apenas de Lou. Sempre chamei a atenção para o ponto de vista de Camilla Traynor, que foi extremamente desagradável em muitos momentos, mas que talvez estivesse sofrendo de formas inimagináveis. E em Depois de você, fica claro o quanto perder um filho da maneira como ela perdeu pode derrubar até mais forte das mulheres. Lou também se redime e é importante frisar que suas transformações não acontecem de uma hora para outra, adicionando aquela pitada de realidade à história.

Previsível e ao mesmo tempo surpreendente, a sequência de Como eu era antes de você é repleta de reviravoltas e tramas paralelas. E mais do que uma continuação desnecessária, é um passo a passo doloroso e cheio de saudade sobre como nunca superamos a perda daquelas que amamos, apenas nos acostumamos e, entre recaídas, aprendemos a conviver com essa cicatriz. No final das contas, Depois de você é um tributo a Will e ao luto, que só existe porque houve vida e muito amor.

Título original: After You
Editora: Intrínseca
Volume anterior: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2015
Páginas: 318
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 5 estrelas

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