Semana Especial Para todos os garotos que já amei: carta para o crush

No terceiro dia da Semana Especial Para todos os garotos que já amei, a Intrínseca propõe um post divertido e desafiador – e que tem tudo a ver com a história de Lara Jean: uma carta para o crush ou para o meu eu futuro. Como já escrevi uma carta para o meu eu passado há algum tempo, decidi ir pelo caminho mais romântico – afinal, é Dia dos Namorados!

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Querido Gab,

Você pode até dizer que me falta romantismo e que o mundo não é assim, tão preto no branco, quanto eu vejo. E talvez esteja certo. Mas não consigo deixar de pensar que o amor à primeira vista é algo que simplesmente não existe. “É uma força de expressão, modo de dizer”, muitos diriam. No entanto, se realmente fosse, por que tantas pessoas viveriam à espera desse sentimento que tira o ar, o chão e a razão?

Em paixão à primeira vista, eu acredito. Porque paixão é fogo, que, assim como acende, pode apagar. Arrebata, gira o mundo em 360 graus, mas te devolve no mesmo lugar. Paixão é superfície, um formigamento  na primeira camada da pele. É intensidade, loucura, cegueira e perfeição passageira. O amor é diferente. É tijolo sobre tijolo. Cai um aqui, mais um ali, mas sempre encontramos razões para colocar outro. E outro. E outro. O amor é paradoxo, hipérbole, eufemismo e pleonasmo. Acalma, incomoda, esvazia e transborda.

Entre nós, não foi paixão nem amor à primeira vista. Foi carinho, atenção, afinidade e compreensão. A paixão veio com seus olhos e cabelos cor de outono, o perfume Armani e o sorriso torto. O amor, eu não sei dizer. Talvez porque não tenha sido, mas seja todos os dias. Passado, presente, futuro e pra sempre. O nosso pra sempre.

Você pode até dizer que me falta romantismo e que o mundo não é assim, tão preto no branco, quanto eu vejo. E não é mesmo! Com você, aprendi que romance pode ser simples, espontâneo e corriqueiro e me tornei mais romântica do que as incorrigíveis. Porque, mesmo no meu mundo em preto e branco, aprendi a ver as cores que antes eram invisíveis.

Semana Especial Para todos os garotos que já amei: personagens preferidos

No segundo dia da Semana Especial  Para todos os garotos que já amei, vamos falar sobre nossos personagens favoritos da série! Bom, Lara Jean está “apenas” entre os meus queridinhos de todos os tempos. Dito isso, nem preciso dizer que ela é a minha preferida da série de Jenny Han!

Sempre digo que Lara Jean é romântica, sonhadora e bonzinha demais para o meu gosto. Mas isso não me impediu de amar a personagem desde o começo da história! Talvez porque a personalidade de Lara Jean tenha sido muito bem construída, e a sensação é a de que estamos conhecendo uma pessoa que realmente existe. Por isso, as características da personagem soam sempre genuínas, nunca forçadas ou “para fazer tipo”.

Embora não tenha nem 10% da fofura da Lara  Jean, me identifico demais com a personagem (e AMO quando as pessoas dizem que me acham “parecida” com ela, hahaha! <3 ). Provavelmente pela relação dela com as irmãs (também tenho duas, mas sou a caçula) e pela forma como ela lida com a ausência da mãe. Também tenho um lado apaixonado, mas que expresso de uma maneira diferente, menos romântica e idealizada. Mas isso pode ser porque ela tem 18 anos e eu, quase 29… Para completar, amo o bom gosto e o senso de estilo (embora, obviamente, nunca tenha visto as roupas dela, por exemplo) de Lara Jean, além de sua criatividade, capricho e entrega.

Outro personagem que é impossível não amar é Peter Kavinsky. Porque Josh Sanderson pode ser super fofo, mas Peter é o típico garoto popular: bonito, atlético e extremamente charmoso! No primeiro livro da série, eu já queria amá-lo, mas tinha receio. Já na sequência, virei completamente #TeamPeter! E no terceiro… Bom, não tem como nem “olhar para os lados”. Porque, apesar de ser lindo e saber muito bem disso, Peter é muito mais do que um rostinho bonito: é carinhoso, atencioso, compreensivo e trata Lara Jean da maneira que ela merece. Às vezes, ele pode ser um pouco babaca, mas errar é humano, não é mesmo?

A minha terceira personagem queridinha é Kitty. Primeiro, porque também sou caçula de três e, quando criança, era espevitada exatamente como ela. Me divirto muito com as tiradas de Kitty e acho que ela adiciona bastante para a trama – pois, ao mesmo tempo em que é independente e auto-suficiente, ela ainda é uma criança que perdeu a mãe cedo demais. Além disso tudo, Kitty foi a forma que Jenny Han encontrou de desconstruir alguns estereótipos.

E vocês, quais são os personagens queridinhos de Para todos os garotos que já amei?

Semana Especial Para todos os garotos que já amei: sobre a série

Oba, mais uma Semana Especial da Intrínseca! E, desta vez, o tema é minha amada série Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han <3

Até 2015, eu era simplesmente viciada em livros young adult. Mas, como quase sempre acontece, senti que as obras do gênero se repetiam demais e passei a fazer uma seleção mais rigorosa do que eu leria. Quando a Intrínseca lançou Para todos os garotos que já amei, eu me apaixonei pela capa e tentação foi grande, mas me obriguei a resistir. No entanto, não fui forte o suficiente e, quando saiu o segundo livro da série, P.S.: Ainda amo você, me rendi. Bom, e o resultado vocês já sabem: a obra de Jenny Han se tornou uma das minhas séries young adult favoritasLara Jean ocupa um lugar especial entre meus personagens queridos.

Depois da breve historinha que conta como Para todos os garotos que já amei entrou para a minha vida, vamos aos livros em si! A série de Jenny Han é um young adult típico e dos bons. Ou seja, é romântico, leve e divertido, mas não deixa de abordar assuntos mais sérios extremamente pertinentes, como lutocyberbullying e até mesmo um pouco de feminismo. Outro ponto que faz com que a série seja uma ótima obra do gênero é o toque de realismo: Jenny  Han evita os extremos, e não aposta em personagens 100% bons ou ruins, em situações absurdamente incríveis ou loucamente trágicas. E assim, fica ainda mais fácil de se identificar e relacionar com a história.

Mas o que eu realmente amo na série é a forma como a autora retrata as nuances da relação entre irmãs – o companheirismo intrínseco, a inevitável competição, as diferenças e semelhanças… ; e também a ausência da mãe, respeitando a dor do luto, mas sem ser pedante ou dramática demais. E esses dois aspectos pontuam os três livros e, de certa forma, são a base da história.

Em Para todos os garotos que já amei, conhecemos a romântica e sonhadora Lara Jean, que também tem um lado inseguro e levemente imaturo. O triângulo amoroso é o ponto central da história, e Jenny Han deixa o leitor (eu, pelo menos) muito dividido entre o dúbio Peter Kavisnky e o certinho Josh Sanderson.

No segundo volume da série, P.S.: Ainda amo você, nos reencontramos com uma Lara Jean um pouco mais madura, segura e dona de si. Nosso coração (o meu, pelo menos, haha!) já pertence ao ainda dúbio Peter, mas John Ambrose McClaren aparece para formar mais um triângulo amoroso. É também no segundo livro que Jenny Han mostra como a internet mudou o universo dos adolescentes e aborda um pouco de feminismo.

E, para encerrar a série, temos o delicioso Agora e para sempre, Lara Jean, que é um típico livro sobre coming of age. No terceiro volume, a protagonista está muito mais madura e segura sobre suas escolhas, e seu relacionamento com Peter não poderia estar mais estabelecido. Mas e se tudo isso for posto à prova pelas decisões que a vida adulta impõe? E se o futuro for colocado em risco por conta das escolhas erradas? E, no fim, Lara Jean resolve os dilemas como sempre: de maneira realista, mas sempre com aquela pitada de romance e graciosidade!

Bom, acho que deu para entender um pouco do porquê de eu gostar tanto de Para todos os garotos que já amei, não é? Resumindo, a série de Jenny Han foi de “um livro bobinho para ler e espairecer para “eu leria mais uns 10 volumes sobre Lara Jean <3

Resenha de Agora e para sempre, Lara Jean (Para todos os garotos que já amei #3) – Jenny Han

O último ano escolar de Lara Jean não poderia ser melhor! Ela está mais apaixonada do que nunca por Peter Kavinsky, e é 100% correspondida. E o pai reencontrou o amor e não pensou duas vezes antes de pedir a Sra. Rothschild em casamento! Mas, entre o romance com Peter e a organização do casamento, Lara Jean precisa resolver em que universidade irá estudar. O problema é que essa decisão pode afastá-la de Peter…

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Ler Para todos os garotos que já amei nunca foi um plano. Mas eu sempre amei a capa e, quando a Intrínseca lançou a sequência, P.S.: Ainda amo você, não resisti! E ainda bem que dei uma chance à série de Jenny Han, porque, hoje, sou simplesmente apaixonada por Lara Jean, por Peter e por toda a história! E até arrisco dizer que ela se tornou uma das minhas séries favoritas de young adult.

Como não canso de dizer, adoro forma como a autora retrata as particularidades da relação entre irmãs, mostrando como a racional Margot, a romântica Lara Jean e a espevitada Kitty se completam perfeitamente. A ausência da mãe é outro ponto importante da trama, e simplesmente amo a forma como Jenny Han trata o assunto na história: de maneira natural, real e extremamente sensível!

Em Agora e para sempre, Lara Jean, Jenny Han consegue mostrar tanto o lado bom, quanto o ruim dessa coisa inevitável e irreversível que é crescer. E, como um bom young adult, prova que um pouco de romantismo nunca fez mal a ninguém. E, apesar de ser previsível em alguns momentos, o terceiro livro da série também consegue fugir de alguns clichês – o que torna a previsibilidade não apenas perdoável, como também deliciosa!

Ao mesmo tempo em que é pura magia, o relacionamento de Lara Jean e Peter é também verossímil. E ao final da série, é impossível não pensar no que o futuro reserva para o casal (sim, eu confesso que aceitaria mais uma ou duas sequências!). E é quando eu lembro de Emma Morley, de Um Dia, que diz: “whatever happens tomorrow, we’ve had today”.

Título original: Always and forever, Lara Jean
Editora: Intrínseca
Volumes anteriores: Para todos os garotos que já amei P. S.: Ainda amo você
Autor: Jenny Han
Ano: 
2017
Páginas: 
304
Tempo de leitura:
 3 dias
Avaliação: 
5 estrelas

Veja mais livros de Jenny Han

Resenha de P.S.: Ainda amo você (Para todos os garotos que já amei #2) – Jenny Han

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O namoro de Lara Jean e Peter começou como uma mentirinha inocente, mas tomou proporções inesperadas e acabou se tornando verdade. Agora, além de lidar com os desafios dessa nova relação, ela precisa conviver também com Genevieve, a sempre presente ex-namorada de Peter. E como se tudo isso já não fosse o suficiente, um garoto do passado de Lara Jean retorna a sua vida, trazendo também sentimentos do passado e, claro, novas dúvidas e dilemas.

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Ah, que livro fofo! Se Para todos os garotos que já amei é um young adult apaixonante e com as melhores características do gênero, a continuação, P.S.: Ainda amo vocêsegue o mesmo ritmo e não deixa a desejar em nada! A história se passa logo depois do final do primeiro livro e Lara Jean está mais romântica e apaixonada do que nunca. A irmã mais velha, Margot, está menos desagradável do que no volume anterior e Kitty, a caçula, rouba a cena mais uma vez com seu humor ácido e peculiar.

Quando se perde alguém e dói, é aí que a gente sabe que o amor era real.

E se Lara Jean está mais apaixonada do que nunca, a “culpa” só poderia ser do irresistível, porém dúbio, Peter Kavinsky. No entanto, além de ter que resolver os conflitos envolvendo a ex-namorada, o “galã” terá concorrência forte e, se bobear, pode perder o amor de Lara Jean – e é óbvio que é aí que estão as maiores surpresas e reviravoltas de P.S.: Ainda amo você.

É claro que a história foca no romance e nas dúvidas e medos da protagonista. Jenny Han, no entanto, foi muito inteligente em contextualizar e enriquecer a história abordando a forma como a internet mudou, sobretudo, o universo dos adolescentes. Outro assunto extremamente pertinente e que a autora também fez questão de pontuar foi a ideia de que as meninas e mulheres são as únicas donas de seus corpos e vontades – mas sem soar feminista demais ou moralista.

P.S.: Ainda amo você é previsível, sim, mas também surpreende em alguns momentos. Pessoalmente, adoro a forma como Jenny Han mostra a relação entre as irmãs e retrata a ausência da mãe de maneira sensível, porém realista. Você pode até desejar que os conflitos fossem mais complexos ou resolvidos de maneira menos romântica. Mas, vamos lá, é um young adult e, no final das contas, tudo o que você vai querer é ser Lara Jean.

Título original: P.S.: I still love you
Editora: Intrínseca
Volume anterior: Para todos os garotos que já amei
Volume seguinte:
Agora e para sempre, Lara Jean
Autor: Jenny Han
Ano: 
2015
Páginas:
298
Tempo de leitura:
 2 dias
Avaliação:
4 estrelas

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Resenha de Para todos os garotos que já amei (Para todos os garotos que já amei #1) – Jenny Han

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Lara Jean escreve cartas de amor, mas não as convencionais. Ela coloca tudo no papel a fim de “exorcizar” o que sentia pelos garotos que já amou – cinco, no total – e nunca as envia. As cartas são super pessoais e honestas e, por isso, extremamente secretas. Até o dia em que elas chegam aos destinatários de maneira misteriosa e transformam a vida amorosa de Lara Jean em uma montanha russa de emoções que ela está bem longe de poder controlar.

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A capa de Para todos os garotos que já amei sempre me encantou, mas, por ser uma série e um young adult, não estava muito disposta a lê-lo. No entanto, quando descobri que a Intrínseca iria lançar o segundo volume, P.S. Ainda amo você, em janeiro de 2016, foi impossível resistir. O livro de Jenny Han foi meu escolhido para o final de 2015, aquela época em que tudo o que a gente quer é uma leitura leve e fofa. Missão cumprida! Pela sinopse, o livro pode parecer um YA típico, e realmente é. No entanto, isso não quer dizer que seja ruim, superficial ou enjoativo, pelo contrário, conta com todas as melhores características do gênero!

Lara Jean não é popular tampouco loser, o que dá um toque real à personagem e torna fácil para o leitor se identificar com ela. É claro que o livro de Jenny Han gira em torno de um triângulo amoroso, mas mostra uma situação complicada e que faz realmente como que nos coloquemos no lugar de Lara Jean e reflitamos sobre o que faríamos. Assim como em Olho por Olho, a trilogia que a autora assina em parceria com Siobhan Vivian, Para todos os garotos que já amei também aborda assuntos menos “fofos” e mergulha fundo em outros – neste livro, Jenny Han mostra diversas nuances da relação entre Lara Jean e as irmãs, Margo e Kitty.

Além de leve, a leitura de Para todos os garotos que já amei é super fluida – e não apenas pelos capítulos curtos, mas também porque a história envolve e, para quem já está longe dos 16 anos, faz voltar no tempo. Apesar de ser previsível, como a maioria dos livros de YA, o livro de Jenny Han também tem uma dose de surpresas no desenrolar da história, o desfecho fica totalmente em aberto e tudo pode acontecer em P.S.: Ainda amo você.

Título original: To all the boys I’ve loved before
Editora: Intrínseca
Volumes seguintes: P.S.: Ainda amo você Agora e para sempre, Lara Jean
Autor: Jenny Han
Ano: 
2014
Páginas:
320
Tempo de leitura:
3 dias
Avaliação:
4 estrelas

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O Presente do Meu Grande Amor

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Não sou fã de contos, muito menos de Natal. Mas quando soube que O Presente do Meu Grande Amor era uma compilação organizada por Stephanie Perkins, que é “apenas” a autora de dois dos meus livros favoritos de todos os tempos, Anna e o Beijo Francês Isla and the Happily Ever After, ficou difícil ignorar. E não parou por aí: além ter a curadoria de Stephanie, a obra ainda traz contos de Gayle Forman, de Se eu ficar, Jenny Han, co-autora da saga Olho por Olho, David Levithan, de Todo Dia e Will & Will, e Rainbow Rowell, de Eleanor & Park FangirlComo resistir?

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Apesar de serem todos contos de Natal e que, de alguma forma, falam sobre perdas, as histórias de O Presente do Meu Grande Amor não poderiam ser mais diversas. Criaturas misteriosas, seres fantásticos e fenômenos paranormais fazem parte dos contos, assim como os romances, as relações em família e, claro, aquele toque mágico do Natal.

Quando perdemos alguém, perdemos também parte de nós. – Ally Carter

Eu, particularmente, adorei os contos de Rainbow Rowell, Matt de la Peña, Stephanie Perkins, Gayle Forman e Kiersten White. Já o de David Levithan, embora tenha os toques característicos do autor, me decepcionou um pouquinho, assim como o de Jenny Han. Também tem alguns contos que eu definitivamente não gostei, como os de Kelly Link e Laini Taylor. No entanto, apesar de não ser meu estilo de leitura favorito, O Presente do Meu Grande Amor é, em sua maioria, a reunião de muitas histórias fofas e ótimas para entrar no clima de final de ano.

Título original: My True Love Gave to Me
Editora:  Intrínseca
Autores: Holly Black, Ally Carter, Matt de la Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor e Kiersten White
Ano: 2014
Páginas: 350
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 3 estrelas

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