Resenha de Confie em mim – Harlan Coben

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Depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer, Adam desenvolve um comportamento distante e defensivo. Preocupados, os pais, Tia e Mike Baye, instalam um programa no computador do filho de 16 anos, a fim de descobrir se existe algum problema mais grave. É quando eles se deparam com uma mensagem misteriosa que diz apenas para que Adam “fique de bico fechado”. Enquanto isso, Betsy Hill, mãe de Spencer, encontra uma foto do filho na noite do suicídio e começa a desconfiar que ele não estava sozinho – e que era Adam quem estava com ele.

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Quando li Não conte a ninguém, fiquei impressionada com a forma como Harlan Coben conectou tantos pontos soltos em uma história que, apesar de completamente maluca, fazia todo o sentido. E, embora tenha lido apenas dois livros do autor, já arrisco dizer que esta talvez seja a sua marca registrada. Em Confie em mim, Coben desenvolve diversas histórias e, como leitores, nós entendemos desde o início que elas estão interligadas. Só não sabemos como, e essa é a grande graça do livro – descobrir como o autor irá conectar tantos acontecimentos extraordinários.

As questões morais são bastante exploradas por Coben, principalmente até que ponto os pais são capazes de chegar para proteger os filhos. Outros temas mais polêmicos e delicados, como bullying, depressão e suicídio, também estão na história e são abordados com responsabilidade. Outro ponto positivo de Confie em mim é a forma como o autor traçou o perfil dos personagens, indo além do que a trama “demanda”. Obviamente, não chega ao nível Stephen King, mas enriquece a obra e a torna mais verossímil.

Sim, Confie em mim é envolvente, bem amarrado e deixa o leitor mais e mais curioso a cada página. Mas confesso que o nível de “mirabolância” de Harlan Coben vai um pouco além do ideal para mim. E apesar de admirar o autor pela criatividade e capacidade de conectar várias facetas de uma história, não sei se vou me aventurar em mais obras dele.

Título original: Hold Tight
Editora: Arqueiro
Autor: 
Harlan Coben
Ano: 2008
Páginas: 316
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Não conte a ninguém – Harlan Coben

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David e Elizabeth Beck estavam comemorando o 13º aniversário do primeiro beijo quando foram vítimas de um ataque brutal e misterioso. Nocauteado por um taco de beisebol, ele caiu inconsciente no lago, mas sobreviveu, enquanto ela foi raptada e assassinada pelo que acreditavam ser um serial killer. Oito anos depois, a polícia descobre dois corpos corpos enterrados no local do crime, ao mesmo tempo em que Beck recebe um e-mail que só pode ter sido enviado por Elizabeth. E, então, é inevitável revirar o passado para desvendar o presente.

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Vou começar a falar sobre Não conte a ninguém com uma confissão: sempre tive um preconceito completamente gratuito com Harlan Coben – nem me pergunte o porquê, juro que não sei. Mas, quando li a sinopse deste livro após uma recomendação, fiquei muito curiosa e resolvi dar uma chance. E o resultado não poderia ter sido melhor: fui super envolvida pela história, fiquei tentando resolver o mistério de qualquer maneira e devorei a obra!

Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.

Amigos bem-intencionados – esses são os piores – diziam os clichês usuais, por isso posso alertar você: simplesmente exprima suas profundas condolências. Não me diga que ainda sou jovem. Não me diga que vou ficar bem. Não me diga que ela está num lugar melhor. Não me diga que sua morte faz parte de algum plano divino. Não me diga que tive a sorte de viver aquele amor. Cada um desses lugares-comuns me deixava furioso.

Como era de se esperar, o suspense permeia a trama inteirinha e não apenas com o enredo central – vários pequenos mistérios são lançados e aos poucos revelados e, conforme a história avança, se amarram em uma série de fatos inteligente e muito bem arquitetada. Embora tenha Beck como protagonista, Não conte a ninguém é narrado também por outros personagens, que às vezes ainda nem sabemos exatamente quem são. E esse recurso não apenas enriquece a trama e fortalece o suspense, como também abre espaço para os irresistíveis cliffhangers, que tornam praticamente impossível largar o livro.

Um thriller psicológico com todos os ingredientes que se espera dos livros do gênero, Não conte a ninguém envolve o leitor com mistérios e reviravoltas, mas também explora o lado emocional ao retratar a perda de Beck de maneira eficiente e realista. Com surpresas até literalmente a última página, a obra de Harlan Coben não apenas me surpreendeu, como me fez engolir o preconceito – e eu adoro quando isso acontece!

Título original: Tell No One
Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
Ano: 2000
Páginas: 251
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Se você gostou de Não conte a ninguém, leia Lugares Escuros, de Gillian Flynn.