Resenha de O Adulto – Gillian Flynn

img_7809

Uma jovem mulher está acostumada a, desde criança, ganhar a vida com pequenas falcatruas. Com a habilidade de falar exatamente o que os outros querem ouvir, ela se torna vidente, lendo a aura dos clientes. Assim, conhece Susan Burke, uma mulher rica que está tendo problemas com o enteado adolescente – e acredita que a casa para a qual se mudaram é a responsável pelo comportamento estranho do garoto. A jovem se oferece para limpar a aura da casa, mas acaba descobrindo que o mal realmente está à espreita.

>> Encontre o melhor preço de O Adulto

Já se tornou redundante dizer que é impossível começar um livro de Gillian Flynn com baixas expectativas. E por mais que seja uma short story com menos de 100 páginas, O Adulto não foge à regra e tem todos os ingredientes típicos das histórias da autora. Se em Garota ExemplarLugares EscurosObjetos Cortantes Gillian cria todo um contexto antes de realmente mergulhar na história, no conto, ela já começa indo direto ao ponto – exatamente como deve ser.

A história segue o ritmo ideal e, como sempre, Gillian manipula o leitor até a última página. Sempre sabemos que, em se tratando da autora, as reviravoltas são inevitáveis. E em O Adulto não é diferente. No entanto, levando em consideração a quantidade de páginas que Gillian teve para desenvolver toda a história, o plot twist é realmente surpreendente. Com final em aberto, exatamente como a autora gosta, fica mais uma vez a reflexão sobre até que ponto vale ser livre, mas prisioneiro de si mesmo.

Título original: The Grownup
Editora: Intrínseca
Autor: Gillian Flynn
Ano: 2014
Páginas: 59
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

Veja mais livros de Gillian Flynn

selo2016

Livro x Filme: Lugares Escuros

darkplaces-1

Quando li Garota Exemplar, achei que seria praticamente impossível levar tantos detalhes, reviravoltas e minuciosidades para o cinema e, por isso, pensei que o filme seria uma daquelas adaptações que você mal reconhece. Me enganei re-don-da-men-te: o longa, que é dirigido pelo sempre ótimo David Fincher, conseguiu ser praticamente 100% fiel à história de Gillian Flynn – e isso explica os longos 149 minutos de duração. Então, depois desta feliz experiência, acreditei que a adaptação de Lugares Escuros pudesse ser tão boa quanto a de Garota Exemplar – mesmo o filme tendo menos de 2 horas de duração. E me enganei re-don-da-men-te de novo.

Mas, antes de criticar a adaptação, vou elogiar o elenco. Para começar, nunca tive dúvidas de que Charlize Theron interpretaria a durona Libby Day sem problemas, já que a atriz sempre mostrou ser extremamente talentosa e versátil. Por isso, o resultado não foi nada surpreendente: Charlize conseguiu incorporar as particularidades de Libby e levar a personagem das páginas para a telona com perfeição. Nicholas Hoult também não deixou a desejar na pele do excêntrico Lyle – e, mais do que nunca, lembrou de Marcus, que interpretou aos 12 anos, em Um Grande Garoto. A sempre voluptuosa Christina Hendricks, de Mad Men, foi quem mais me surpreendeu, já que deixou o lado sensual de lado para viver a recatada e vulnerável Patty Day. Já Chloë Grace Moretz, de Se eu ficar, não foi, na minha opinião, a melhor escolha para interpretar Diondra: a atriz tenta parecer sexy e perigosa, como a personagem, mas, na maior parte do tempo, não convence.

darkplaces-2

Ok, agora podemos voltar ao filme em si. O começo do longa é bastante fiel e a narrativa, que mescla o presente (por Libby) e o dia do assassinato (por Ben e Patty), também – alguns trechos do livro, inclusive, são “recitados” na íntegra e em off por Charlize, assim como alguns diálogos também foram usados. No entanto, depois do bem adaptado início, começam as modificações aparentemente sem motivos. Alguns exemplos: no livro, Libby decide revisitar o passado por dinheiro, mas também porque sente que é hora de descobrir a verdade. Já no filme, a ficha de Ben será destruída em três semanas e, por isso, se Libby não ajudar o grupo secreto a descobrir a verdade agora, não terá outra chance depois – e esta mudança acaba não tendo nenhuma relevância no filme; outra mudança é a ausência da tia de Libby, Diane. No livro, ela é o braço direito da mãe no passado e uma das histórias mal resolvidas de Libby no presente. E o que o filme fez? Matou Diane no presente, claramente para se livrar de mais uma subtrama e resumir a história.

Aliás, resumir a história é a maior característica da adaptação de Lugares Escuros. A maior parte dos detalhes da jornada de Libby em busca da verdade sobre o dia do assassinato foi deixada de lado, assim como o caso de Krissi Cates no passado, que é responsável pela dose extra de suspense da trama. O filme também não dá detalhes de como Patty e as duas filhas foram assassinadas, o que, no livro, é parte fundamental tanto para alimentar o mistério, quanto para descobrir o que realmente aconteceu na noite dos assassinatos. Gillian Flynn é expert quando o assunto é manipular o leitor e em Lugares Escuros não é diferente. O filme, porém, parece nem ter a intenção de confundir o espectador. Uma pena!

darkplaces-3

O final era uma das partes que eu mais estava esperando, já que é realmente o ponto alto do livro. E talvez tenha sido a maior decepção. Mais uma vez, o longa resume completamente a história e, o que é mais grave, deixa muitos pontos soltos na trama. Para piorar, o desfecho recebeu uma dose especial de “efeito Hollywood” e, além de ser totalmente romantizado, entrega a moral da história completamente de bandeja. E para não dizer que só falei mal da adaptação cinematográfica de Lugares Escuros, aqui vai um elogio: como o livro mescla passado e presente, a autora utiliza bastante o recurso do cliffhanger, o que deixa o leitor louco de curiosidade. E isso, sem dúvidas, foi transferido com perfeição para as telonas.

Como filme avulso, Lugares Escuros também não é um dos melhores thrillers que já se viu. Por resumir demais uma história em que as maiores qualidades são justamente os detalhes e a forma como o insano acaba fazendo sentido, o longa criou apenas uma trama “forçada” e com uma série de falhas no roteiro.

Título original: Dark Places
Diretor: Gilles Paquet-Brenner
Ano: 2014
Minutos: 113
Elenco: Charlize Theron, Nicholas Hoult, Chloë Grace Moretz e Christina Hendricks
Avaliação: 2 estrelas

Dark Places (Lugares Escuros) – Gillian Flynn

IMG_3264

Libby Day tinha apenas 7 anos de idade quando sua mãe e as duas irmãs mais velhas foram brutalmente assassinadas. Na época, o testemunho de Libby, que estava dentro da casa no momento do massacre, levou à prisão de seu irmão de 15 anos, Ben. Vinte quatro anos depois do crime, um grupo de pessoas que acreditam piamente na inocência de Ben procura por Libby e oferece uma recompensa financeira para que ela os ajude a encontrar a verdade. Sem dinheiro, Libby não vê outra alternativa a não ser aceitar a proposta. No entanto, ajudar o grupo significa mergulhar nos lugares mais escuros de suas lembranças e pensamentos – e ela não sabe se está preparada, mas está pronta para arriscar.

lugaresescuros

Depois de Garota ExemplarObjetos Cortantes, é impossível ler um livro da Gillian Flynn e não esperar por uma trama cheia de mistérios e reviravoltas. E Dark Places tem tudo isso e um pouquinho mais. O presente é narrado por Libby em primeira pessoa, enquanto o dia do assassinato é contado por Ben e Patty (mãe da protagonista) em terceira pessoa e em capítulos alternados. Essa construção deixa o leitor extremamente suscetível à manipulação que é tão característica da autora: a cada capítulo, Libby faz mais e mais descobertas, que podem ou não bater com os fatos contados por Ben e Patty, nos deixando cada vez mais confusos e curiosos.

Everyone who keeps a secret itches to tell it.

A infância de Libby, mesmo antes do assassinato, já não era fácil: abandonada pelo marido, Patty fazia tudo o que podia para manter os filhos aquecidos e alimentados. No entanto, sozinha para lidar com os problemas e com a fazenda da família praticamente falida, o “tudo” não costumava ser o suficiente. Após presenciar o assassinato da mãe e das irmãs e ter o irmão considerado culpado por seu próprio depoimento, Libby se tornou uma criança agressiva e confusa e, na vida adulta, não se mostrou muito melhor do que isso. No entanto, apesar de parecer que a protagonista é apenas uma mercenária sem rumo, sem escrúpulos e com tendência à cleptomania, aos poucos, fica claro que a situação é tão difícil para Libby que ela precisa acreditar ser capaz de não se envolver com tudo aquilo. Mas, ao aceitar a proposta do grupo, ela descobre o quanto custa – financeira e emocionalmente – entrar nos lugares escuros de sua mente e descobrir verdades que talvez preferisse não saber.

O assassinato inescrupuloso e as dificuldades de Libby, porém, não são os únicos alvos de Gillian Flynn: com subtramas que se desenvolvem paralelamente ao presente e ao dia do assassinato, a autora mostra que a crueldade existe das mais diferentes formas e níveis e que todos, sem exceção, têm seus próprios “lugares escuros”. Não sei se por explorar o assassinato de uma família quase inteira e/ou por se passar em Kansas, a leitura de Dark Places me fez pensar várias vezes em A Sangue Frio, o icônico livro de não-ficção de Truman Capote, que conta a história do assassinato da família Clutter. De qualquer forma, a “comparação” é um tremendo elogio.

Assim como Garota Exemplar Objetos CortantesDark Places disseca os conflitos das relações em família e, sendo um thriller psicológico – além de uma obra de Gillian Flynn -, tem o suspense e as reviravoltas como os principais ingredientes. No entanto, acho que, neste livro, a autora conseguiu abordar mais do que apenas o lado controverso das famílias, mostrando também a lealdade e a entrega que coexistem com essa faceta problemática e inevitável. Com um ar quase épico, Dark Places segue a jornada de Libby em busca da verdade não apenas sobre o assassinato, mas também – e principalmente – sobre si mesma. Em 349 páginas, Gillian Flynn manipula, surpreende e, apesar da temática pesada, encanta com sua inteligência e genialidade.

Título original: Dark Places
Editora: Intrínseca
Autor: Gillian Flynn
Ano: 2009
Páginas: 349
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 5 estrelas

Se você gostou de Lugares Escuros, leia Não conte a ninguém, de Harlan Coben.

*Dark Places foi adaptado ao cinema e chega às telonas em 18 de junho de 2015. O longa conta com Charlize Theron, Nicholas Hoult, Christina Hendricks e Chloë Grace Moretz no elenco.

**Dark Places foi lançado (com a capa do filme) pela Intrínseca no Brasil, sob o título de Lugares Escuros. No segundo semestre de 2015, a editora disponibilizará a capa original da obra. 

Veja mais livros de Gillian Flynn

Objetos Cortantes – Gillian Flynn

IMG_8990

Camille Preaker deixou a pequena Wind Gap – e todas as más lembranças que o local evoca – para trabalhar como jornalista em Chicago. No entanto, quando duas garotinhas desaparecem misteriosamente em sua cidade natal, ela é enviada para lá a fim de cobrir os desdobramentos dos crimes. Camille fica hospedada na mansão de sua família e passa a ser assombrada pelo passado marcado pela tragédia familiar, a mãe fria e distante e a automutilação. A presença de Amma, a perversa meia-irmã de 13 anos, também não ajuda a jornalista a manter a sanidade e, logo, a cobertura dos crimes se transforma em um verdadeiro resgate do próprio passado.

objetos

Confesso que minhas expectativas sobre Objetos Cortantes não poderiam ser mais altas, embora eu tenha tentado conter a animação pré-leitura. E não dá para dizer que me decepcionei, no entanto, também seria mentira dizer que minhas expectativas foram superadas. Mas, calma, não precisa ficar desanimado porque, na verdade, o livro de estreia de Gillian Flynn tem apenas dois defeitos: 1. o ritmo, um pouco arrastado, apesar de ter apenas 251 páginas; 2. e não ser Garota Exemplar.

Já sentiu que coisas ruins vão acontecer e que você não vai conseguir impedir? Não pode fazer nada, tem apenas que esperar?

Como li Garota Exemplar primeiro, é impossível não estabelecer um padrão (incrível e talvez insuperável) quando se trata de Gillian Flynn. A boa notícia é que Objetos Cortantes tem todas as características típicas da autora, como a acidez, a ironia, a crueldade, o mistério e as surpresas. Na obra, Gillian foi capaz de mesclar e fundir a história conturbada da protagonista com a dos crimes hediondos, e esse é o grande positivo do livro. Apesar da temática sombria e pesada, Objetos Cortantes também propõe uma discussão sobre machismo e feminismo, ao mostrar o contraste entre a dinâmica familiar, muitas vezes limitada, das pequenas cidades dos Estados Unidos e a vida independente (mas, para muitos, solitária) de mulheres como Camille, que escolhem ir para a cidade grande.

Algumas vezes se você deixa as pessoas fazerem as coisas a você, na verdade você está fazendo a elas.

Com Garota Exemplar Objetos Cortantes, fica claro que uma obra assinada por Gillian Flynn jamais será previsível ou comum. Admito que pensei ter desvendado o mistério logo no início do livro, mas esqueci que a autora é altamente capaz de manipular o leitor e criar reviravoltas inimagináveis. E se Garota Exemplar é um thriller perfeito – doentio e surpreendente, de um jeito que chega a ser perversamente divertido -, Objetos Cortantes é cruel, macabro e assustador. Praticamente uma história de terror.

Título original: Sharp Objects
Editora: Intrínseca
Autor: Gillian Flynn
Ano: 2005
Páginas: 251
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas

Veja mais livros de Gillian Flynn

SELO BLOG

Livro x Filme: Garota Exemplar

gonegirl-filme-1

Demorei muito para ler Garota Exemplar, mas, assim que terminei a leitura, ele se tornou um dos meus livros favoritos de 2014 (leia a resenha aqui). Eu estava extremamente curiosa para ver o filme, dirigido por David Fincher e estrelado por Ben Affleck e Rosamund Pike, e é com alívio que digo que esta é uma das adaptações mais fiéis a que assisti nos últimos tempos. Para começar, a escolha do elenco foi perfeita: Ben Affleck é irritantemente bonito, assim como Nick, e Rosamund Pike consegue transmitir a classe e excentricidade (ou seria loucura mesmo?) de Amy; já Carrie Coon e Neil Patrick Harris personificaram muito bem Margo e Desi, respectivamente, desenhando o background perfeito para os protagonistas.

Garota Exemplar é um livro longo, denso e cheio de detalhes importantes para a história, além de ser narrado por Nick e Amy, no passado e no presente. Por tudo isso, achei que seria uma obra complicada de levar às telonas e fiquei receosa quanto à fidelidade da adaptação. Se foi difícil ou não adaptar a inteligente trama de Gillian Flynn, eu não sei (aliás, a autora é também a roteirista do longa), mas o resultado foi o melhor possível. O filme pode ser considerado longo (mas não cansativo), no entanto, os 149 minutos não foram suficientes para adaptar o livro na íntegra. Os cortes, porém, foram certeiros e, se fosse para mudar algo, eu apenas aumentaria um pouco a participação dos pais de Amy.

gonegirl-filme-2

David Fincher tem filmes como A Rede SocialClube da Luta O Curioso Caso de Benjamin Button no currículo e, por isso, era de se esperar que fizesse um bom trabalho em Garota Exemplar. A boa notícia é que o resultado realmente não deixa a desejar: o diretor conseguiu levar toda a dualidade e o mistério da obra de Gillian Flynn às telonas, assim como o clima sombrio e sarcástico que ronda a história. O elenco, por sua vez, foi capaz de imprimir o tom doentio e o humor ácido e perspicaz no longa.

Gillian Flynn já havia adiantado que o final do filme seria diferente do livro. Fiquei decepcionada de antemão e passei a esperar por um desfecho politicamente correto. Mas a “estratégia” da autora deu muito certo porque diminuí as expectativas e acabei surpresa: o fim da adaptação é prolongado em relação ao livro, mas a essência é basicamente a mesma, o que apenas aumenta o nível de fidelidade do filme e ainda acrescenta uma “novidade” para quem já leu o livro.

Título original: Gone Girl
Diretor: David Fincher
Ano: 2014
Minutos: 149
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike e Neil Patrick Harris
Avaliação: 5 estrelas

Garota Exemplar – Gillian Flynn

garota-exemplar

No dia em que completa cinco anos de casamento com Nick, Amy desaparece e as pistas levam a acreditar que se trata de um caso de sequestro. No entanto, com um discurso pouco convincente e cheio de inconsistências, além do comportamento tranquilo demais, Nick se torna o principal suspeito pelo sumiço da esposa. Conforme a investigação avança, as novas pistas levam a crer que Nick é realmente o culpado pelo crime, ao mesmo tempo em que não são provas suficientes de seu envolvimento no caso. No entanto, ainda há muito a ser descoberto sobre todos os lados da história.

garotaexemplar

 

Garota Exemplar é dividido em presente com pitadas de acontecimentos anteriores, que é contado por Nick, e passado, que o leitor conhece por meio dos diários de Amy. Dessa forma, Gillian Flynn foi muito bem-sucedida ao reconstruir a história do casal e criar personagens profundos, excêntricos e dúbios, que geram os mistérios por toda a trama. Algumas situações e sentimentos se repetem nas duas narrativas e é curioso como podem ser percebidos de formas diferentes pelo leitor: até certo ponto, quando Amy é a interlocutora, a vida dos dois parece muito mais agradável do que na perspectiva de Nick.

Apresente-me um homem com um pouco de determinação dentro dele, um homem que me aponte minhas babaquices. (Mas que também meio que goste das minhas babaquices.)

 Mas o grande ponto positivo de Garota Exemplar é o suspense que a autora foi capaz de criar em torno do caso: afinal, Nick é ou não culpado pelo desaparecimento de Amy? A cada capítulo, quem lê provavelmente terá uma opinião diferente sobre o que é verdade ou mentira na história, o que apenas confirma a habilidade de Gillian em criar uma trama inteligentíssima e muito bem amarrada, além de personagens com muitas facetas – algumas bem doentias, diga-se de passagem – e com um senso de humor peculiar.

E é tão além do legal que você sabe que nunca poderá voltar para o legal. Rápido assim. Você pensa: ah, eis aqui o resto da minha vida. Ele finalmente chegou.

Outra coisa que me chamou a atenção é o fato de que, mesmo com foco no suspense e no crime cometido (ou não), Garota Exemplar fala muito sobre a relação entre homens e mulheres – de maneira extremada, claro, mas acho que muitas questões corriqueiras e que causam atritos nos relacionamentos estão ali. Gostaria de ter lido antes o livro de Gillian Flynn porque ele não apenas me surpreendeu, como também se tornou um dos meus favoritos – pelo menos de 2014. Com uma trama incrível, é uma história envolvente e sagaz como poucas e surpreende até a última palavra.
Título original: Gone Girl
Editora: Intrínseca
Autor: Gillian Flynn
Ano: 2012
Páginas: 448
Tempo de leitura: 9 dias
Avaliação: 5 estrelas

Veja mais livros de Gillian Flynn

**Garota Exemplar foi adaptado ao cinema em 2014, com Ben Affleck e Rosamund Pike nos papéis de Nick e Amy, respectivamente. Leia a resenha do filme aqui.