Resenha de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter #3) – J. K. Rowling

Depois de assassinar 13 pessoas com apenas um feitiço, Sirius Black foi mantido preso na fortaleza de Azkaban. Após 12 anos, porém, o perigoso bruxo consegue escapar da prisão e, ao que tudo indica, está determinado a encontrar Harry Potter. Mais do que nunca, todo cuidado do mundo é pouco para Harry.

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Assim como aconteceu durante a leitura de Harry Potter e a Câmara Secreta, achei o início de Prisioneiro de Azkaban um pouco parado. No entanto, lá pela metade, a história engrena e fica até difícil de largar o livro. No segundo volume da série, J. K. Rowling já havia mostrado que sabe surpreender o leitor. No terceiro livro, porém, a autora dá pistas para que adivinhemos parte da história, ao mesmo tempo em que  nos surpreende com reviravoltas realmente inesperadas.

A parte final de Prisioneiro de Azkaban é absolutamente eletrizante. E embora ainda seja 100% infanto-juvenil, o terceiro livro já mostra a evolução dos personagens e também da complexidade da trama. Ou seja, muitos caminhos a serem explorados nos próximos volumes e terreno mais do que fértil para muitas reviravoltas e surpresas!

Título original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta
Volumes seguintes: Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 1999
Páginas: 318
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas

Resenha de Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter #2) – J. K. Rowling

O segundo ano de Harry Potter em Hogwarts promete ainda mais aventuras e perigos do que o primeiro. Isso porque os alunos da escola começam a ser petrificados e ninguém sabe quem é o responsável. Talvez seja Draco Malfoy, que parece saber mais do que os outros sobre passado; ou Hagrid, que guarda em segredo os verdadeiros motivos sobre sua expulsão de Hogwarts. Mas a verdade é que, entre os alunos, há um  nome que desponta como o maior suspeito de tais atos: ninguém menos do que o famoso Harry Potter.

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Diferente de Harry Potter e a Pedra FilosofalCâmara Secreta não foi uma leitura fácil e fluida. Demorei dias e dias para chegar à metade da história, que é quando a trama realmente engrena. No entanto, a insistência valeu a pena, já que  a segunda parte do livro reserva boas reviravoltas e revelações. No segundo volume da série, já dá para perceber que, apesar de deixar um pouco a desejar no quesito fluidez, J. K. Rowling sabe bem como surpreender o leitor.

Câmara Secreta ainda é 100% infanto-juvenil. Mas fica cada vez mais claro que a história tem muito o que evoluir, e que existem muitos caminhos a explorar. Fica evidente que, ao mesmo tempo em que desenvolve a trama presente, J. K. Rowling já aproveita a história para criar o contexto e pano de fundo para os volumes seguintes. E é dessa forma, acredito eu, que os personagens e a história em si crescem com o leitor.

Título original: Harry Potter and the Chamber of Secrets
Volume anterior: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Volumes seguintes: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K Rowling
Ano: 1998
Páginas: 256
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 3 estrelas

Resenha de Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter #1) – J. K. Rowling

Depois de perder os pais quando tinha apenas 1 ano, Harry Potter foi adotado pelos tios. Na casa dos Dursley, porém, o garoto vivia em um armário debaixo da escada e era tratado com total negligência. Até o dia em que recebe uma carta, convidando-o a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. É onde ele descobre a verdade sobre a morte dos pais e ganha um novo inimigo:  o temido Lorde Voldemort.

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Acredite: eu, leitora assídua desde os 17 anos, cheguei aos 28 sem ler ou assistir sequer um livro/filme da saga Harry Potter. Como não sou fã de fantasia, nunca me interessei pela obra de J. K. Rowling (na verdade, até tentei ler HP na adolescência, mas desisti logo no começo). Até que, há uns 2 anos, decidi que precisava ter uma opinião sobre a série, fosse ela positiva ou negativa. Além disso, confesso que, diferente de antigamente, estava cada vez mais curiosa para, enfim, conhecer um universo que tantas pessoas amam tanto!

Sempre tento manter as expectativas sob controle (o que não quer dizer que consiga), mas, no caso de Harry Potter, foi simplesmente impossível. Como disse acima, é tanta gente, de tantos perfis diferentes, apaixonada pela série, que eu me sentiria muito “errada” se odiasse. Ao mesmo tempo, não conseguia me imaginar tão envolvida com uma história de fantasia. Como li apenas Harry Potter e a Pedra Filosofal, é claro que é impossível dizer qual será o nível da minha paixão, e se um dia ela irá existir. No entanto, não descarto a possibilidade de me tornar uma Potterhead!

Adentar o mundo de HP foi uma experiência interessante e diferente de tudo. Porque, por mais que nunca tivesse lido ou assistido os livros/filmes, é claro que já me deparei com muitas informações, piadas e spoilers (que, sabiamente, sempre apaguei da memória automaticamente). Então, enfim, conhecer um pouquinho desse universo e, de alguma forma, fazer parte dele é uma delícia – por exemplo, o Chapéu Seletor me direcionou para Sonserina!

Harry Potter e a Pedra Filosofal é inegavelmente um livro infanto-juvenil. No entanto, a forma como J. K. Rowling constrói a trama e os personagens não deixa dúvidas de que há muito potencial para a evolução da série. Eu, particularmente, amo sagas que “crescem” junto com o leitor. E, embora esteja um pouco longe da idade de Harry e companhia, sinto que vai ser uma delícia acompanhar essa evolução. E com tantos caminhos para percorrer, já estou ansiosa pelas reviravoltas, surpresas e emoções!

Título original: Harry Potter and the Philosopher’s Stone
Volumes seguintes: Harry Potter e a Câmara SecretaHarry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K Rowling
Ano: 1997
Páginas: 263
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Meu coração e outros buracos negros – Jasmine Warga

Aysel Seran está pagando caro pelos erros cometidos por seu pai. Por isso, está decidida a cometer suicídio. Mas, como não tem coragem de fazê-lo sozinha, acessa o site Passagens Tranquilas, onde conhece RobôCongelado – ou Roman. Os dois planejam o fim juntos, no entanto, no meio do caminho, Aysel redescobre que é possível ser feliz novamente. O problema será convencer Roman de que ele também pode recuperar a vontade de viver.

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Não é novidade que adoro livros que tratam questões como o suicídio. E por algum motivo, sempre achei que Meu coração e outros buracos negros seria uma boa história sobre o assunto. Mas me enganei e não foi bem assim. Para começar, a obra de Jasmine Warga não conta com personagens cativantes. Em vez de alguém que sofre de depressão, Aysel parece ser uma adolescente ligeiramente egoísta e com autopiedade em excesso. Roman, por sua vez, faz jus ao codinome RobôCongelado.

O pior talvez seja o fato de que, como casal, Aysel e Roman não convencem. Desde o primeiro momento, você sabe que eles vão se apaixonar, e isso não seria um problema se o sentimento e o romance tivessem sido bem construídos. Mas, no final das contas, a sensação que dá é que eles se apaixonam porque era assim que tinha que ser. Como sempre digo, não ligo de uma história ser previsível, contanto que ela convença de alguma forma. E não é isso que acontece em Meu coração e outros buracos negros. 

No entanto, o que mais me incomodou no livro foi a sensação de que a história de Aysel e Roman banaliza e até romantiza o suicídio. Tenho certeza de que não foi a intenção de Jasmine Warga, mas aconteceu. Isso porque, no final, tudo se resolve fácil demais e muitas pontas ficam soltas. A impressão que fica é que a ideia de se matar não passava de um capricho, especialmente por parte de Aysel.

Aí você me pergunta: com tantas críticas, por que você avaliou em 3 estrelas? Porque Meu coração e outros buracos negros é uma leitura fácil e quase descomprometida. E acima de tudo, porque sempre valorizo a tentativa de tratar de assuntos-tabu em livros young adult. Mas acho importante também ressaltar que, infelizmente, nem sempre o amor é suficiente.

Título original: My heart and other black holes
Editora: Rocco
Autor: Jasmine Warga
Ano: 2015
Páginas: 312
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 3 estrelas

Resenha de Crave a marca – Veronica Roth

Em uma galáxia onde quase todos são beneficiados pelo dom da corrente, Cyra e Akos desenvolvem poderes que parecem não trazer muitas vantagens. O de Cyra pode matar, mas também causa dores que a impedem de viver em paz. Para piorar a situação, seu irmão, o poderoso soberano shotet Ryzek, a usa como instrumento de tortura contra seus inimigos. Já Akos é capaz de interromper a corrente e, depois de sequestrado pelos shotet, decide se unir a Cyra para ter uma chance de resgatar o irmão.

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Divergente é, ao lado de Jogos Vorazes, minha série distópica favorita (três anos se passaram, e eu ainda não consegui decidir qual amo mais). Então, foi impossível não elevar as expectativas em relação a Crave a marca, mesmo sabendo que ele dificilmente se igualaria ao best-seller de Veronica Roth. No entanto, nem mesmo nos meus piores pesadelos, eu imaginaria uma história tão previsível e fraca.

Apesar de Crave a marca não ser uma distopia, as semelhanças com Divergente são óbvias. Primeiro, com a criação de diferentes planetas e sociedades. Embora não segreguem tanto quanto as facções, os habitantes/membros de cada um têm características específicas e personalidades semelhantes. Depois, e principalmente, com Avok e Cyra. Os protagonistas estão longe de ser complexos e tridimensionais como Four e Tris. Mas, para mim, é evidente que a autora tentou recriar o casal de Divergente. E o resultado deu a sensação de uma cópia barata, que, definitivamente, não funcionou. O que mais me incomodou foi a “síndrome do mocinho” de Avok e Cyra, que têm “medo” da capacidade que têm de ferir e matar as pessoas. Alguém lembra dos dilemas de Four e Tris (especialmente ela, em Insurgente)?

A primeira informação sobre Crave a marca era que o novo livro de Veronica Roth teria uma pegada Star Wars. Independentemente de ser coerente ou não, essa comparação sempre será um tiro pela culatra. Afinal, trata-se de uma das franquias mais bem-sucedidas de todos os tempos, que tem os fãs mais “chatos” do mundo. Então, não existe razão para gerar (mais) uma expectativa que nunca será atendida. No entanto, esse foi o primeiro chamariz de Crave a marca e, óbvio, só piorou a situação. Não é só porque a história se passa em outra galáxia, com a disputa entre “o bem e o mal”, e tem um wannabe de Kylo Ren, que podemos compará-la a Star Wars.

Para completar a tragédia, Crave a marca é previsível em tudo: traições, mortes, dramas, confabulações, romance, reencontros… TUDO! Parece que Veronica Roth reuniu as histórias do gênero e decidiu seguir a mesma fórmula e usar todos os clichês. Além disso, tudo é muito conveniente e, em nenhum momento, senti aquela tensão “gostosa” ou a curiosidade de saber o que iria acontecer depois. E sabe aquela vontade de nunca mais largar o livro? Pois é, não se aplica a Crave a marca – pelo contrário, chegar ao fim foi um suplício. Só não dei uma estrela para a obra porque, apesar de todos os problemas no enredo, Veronica Roth escreve muito bem. E com tudo isso, acho que fica claro o quanto detestei Crave a marca e que as chances de eu terminar a série são nulas.

Título original: Carve the mark
Editora: Rocco
Autor: Veronica Roth
Ano: 2017
Páginas: 480
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 2 estrelas

Coraline – Neil Gaiman

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Desde que se mudou para um novo apartamento com os pais, Coraline tem se dedicado a explorar o local e, em uma de suas andanças, encontra uma porta misteriosa que está sempre trancada. Quando finalmente convence a mãe a abri-la, Coraline descobre que, do outro lado, existe apenas uma parede de tijolos. No entanto, ao destrancar a porta novamente, e sozinha, ela se depara com um cômodo exatamente igual ao de sua casa e, logo, conhece seus “outros pais”, idênticos aos de verdade, mas com estranhos botões no lugar dos olhos. No início, Coraline acredita que os “outros pais” sejam mais interessantes do que os seus, que muitas vezes podem ser entediantes. Mas, quando eles a convidam para ficar para sempre do outro lado da porta, Coraline percebe suas verdadeiras intenções e decide recusar o convite. Mas não será nada fácil escapar de sua outra mãe.

coraline

Sempre tive curiosidade de ler um livro do Neil Gaiman e decidi começar por Coraline. Confesso que estaria mentindo se dissesse que tive minhas expectativas completamente atendidas ou superadas. Não estou dizendo que é um livro ruim, não me entendam mal. No entanto, talvez pelo fato de muita gente elogiar demais a obra de Gaiman, eu a tenha superestimado antes de conhecê-la e gerado expectativas altas demaisNo entanto, o que mais me incomodou em Coraline é praticamente um detalhe: apesar de ser uma história curta e uma leitura fácil, o livro não me envolveu completamente e, por isso, demorei mais para terminá-lo do que gostaria.

Eu não quero tudo o que eu quiser. Ninguém quer. Não realmente. Que graça teria ter tudo o que se deseja? Em um piscar de olhos e sem o menor sentido.

Durante a leitura de Coraline, lembrei bastante da série Só perguntas erradas, de Lemony Snicket. As histórias em si não têm muito em comum, mas a forma como Gaiman retratou a inocência, a perspicácia e a sabedoria, com a pureza que é tão característica das crianças, talvez seja a responsável por essa associação. No entanto, ao mesmo tempo em que é super fantasioso e, de certa forma, infantil, Coraline também retrata um universo paralelo que assusta e intriga até “gente grande”.

As ilustrações de Dave McKean captam os melhores momentos da trama e, com traços bastante sombrios, contribuem para criar aquela “má impressão” característica das histórias de horror. Originalmente, Coraline é um livro infantojuvenil e de fantasia, no entanto, a moral da história não poderia ser mais real e atemporal, afinal, o mundo paralelo que a protagonista encontra nada mais é do que uma analogia àquilo que nos move: o bem ou o mal, o amor ou ódio.

Título original: Coraline
Editora: Rocco
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2002
Páginas: 156
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 3 estrelas

Se você gostou de Coraline, leia Quem poderia ser a uma hora dessas?, de Lemony Snicket,

Duas Vezes Amor – Katie Cotugno

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Serena, ou apenas Reena, sempre foi apaixonada por Sawyer, mas, quando enfim conquistou o garoto, descobriu que a vida ao lado dele era muito mais complicada do que poderia ter imaginado. Teimosa, Reena contrariou as advertências do pai e tolerou o comportamento duvidoso do namorado, mas a verdade é que nada poderia tê-la preparado pro que viria a seguir: abandonada por Sawyer, ela descobriu que estava grávida. Apesar de ter apenas 16 anos, Reena decide ter o bebê sozinha, mas é obrigada a desistir de seu sonho de sair de casa e viajar o mundo. Dois anos mais tarde, Sawyer volta à cidade e, ao descobrir que é pai, tenta reconquistar Reena. Mas será que, depois de tudo o que ela teve que enfrentar sozinha, ainda existe espaço para o amor e o perdão?

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Gravidez na adolescência pode parecer um assunto batido para um livro, ainda mais um young adult, mas a verdade é que, apesar de já ter lido dezenas de obras do gênero, não me lembro de muitos (no momento, de nenhum, pra ser sincera) que abordem o tema, ainda mais de forma profunda como Duas Vezes Amor. E esse é o primeiro ponto positivo da trama de Katie Cotugno, que retratou muito bem os sentimentos conflitantes de Reena, como a frustração por abandonar os sonhos e a vergonha por ter decepcionado o pai, que coexistem com a certeza de que não trocaria a filha por nada no mundo.

A autora também foi corajosa ao retratar Sawyer como um típico bad boy, sabendo que, ao longo do livro, que é dividido em Antes e Depois, teria que convencer o leitor de que, no final das contas, “ele não era tão ruim assim”. E, na minha opinião, ela consegue reverter a situação, mostrando que o personagem é capaz de se redimir – o que definitivamente não apaga as feridas de Reena -, mas que as mudanças não aconteceram de uma hora para outra. Katie também fez um ótimo trabalho ao construir a protagonista, que realmente amadureceu e perdeu a ingenuidade, tornando-se até um pouco amarga – e com razão, né? – entre o Antes e o Depois.

Por ser dividido entre passado e presente, Duas Vezes Amor faz com que o leitor disseque a história junto com Reena e a evolução da protagonista fica evidente, assim como os erros e acertos que ela comete pelo caminho. Talvez o desfecho seja relativamente simples em relação à densidade da trama e a tudo o que Reena enfrentou. No entanto, não é um final fantasioso ou incoerente e acho que, se não fosse assim, alguma coisa pareceria fora do lugar. Duas Vezes Amor é intenso, conta com reviravoltas realmente inesperadas e determinantes e aborda com muita propriedade a culpa, a frustração, a perda, a morte, o perdão e, acima de tudo, o que somos capazes de fazer por amor.

Título original: How to love
Editora: Rocco
Autor: Katie Cotugno
Ano: 2013
Páginas: 381
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas