The Mediator – Remembrance – Meg Cabot

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Tudo parece estar correndo bem para Susannah Simon, já que terminou a faculdade, se aventura em seu primeiro emprego e está noiva de Jesse. Mas a vida de Suze pode ser qualquer coisa, menos tranquila: além de ter que lidar com o poderoso espírito de uma garotinha morta há quase uma década, ela também terá que enfrentar fantasmas do passado. E é claro que o belo e perigoso Paul Slater aparece na história, com uma proposta que será difícil para Suze recusar.

Quando Meg Cabot anunciou que lançaria o sétimo volume de A Mediadora, fiquei dividida entre o medo e a empolgação. Afinal, faz mais de 10 anos desde Crepúsculo, o até então último livro da série, e como fã incondicional de Susannah Simon, não teria como não ficar curiosa. Mas a verdade, por mais que doa admitir, é que os livros mais recentes de Meg deixaram a desejar e realmente me desapontaram. E daí veio o medo. No entanto, ler Remembrance sempre esteve nos meus planos (até fiz a terceira releitura de A Mediadora) e fico feliz em dizer que Meg ainda sabe o que faz.

I have a feeling I’d have found you, and you me, no matter where we were. That house is only a place, and not our place, not anymore. Our place is together, wherever we happen to be.

O novo livro segue exatamente o mesmo formato dos outros: um caso de mediação especialmente complicado e perigoso e questões em paralelo com Jesse – que agora não é mais um fantasma e, sim, o noivo em carne e osso de Suze. No entanto, apesar da repetição do padrão, há que se dizer que a trama é mais densa, surpreendente e bem amarrada do que os volumes anteriores. Isso porque, acredito eu, pelo menos num primeiro momento, os leitores de Remembrance serão aqueles que “cresceram” com Susannah Simon – ou seja, já estão longe dos 16 anos.

Suze, aliás, está ainda mais ácida e engraçada do que o costume. E como Jesse, cavalheiro e religioso que é, se recusa a consumar a relação antes do casamento, é especialmente divertido vê-la lidando com a situação. Já ele continua maravilhoso como sempre – talvez até mais – e, claro, é o responsável pelo toque de romance da história. Confesso que achei o livro um pouco mais longo do que deveria ser – tem quase 400 páginas, enquanto os outros volumes têm menos de 300. Mas, após 11 anos sem nenhuma história “fresca” sobre Suze e Jesse, confesso que não vou reclamar de ter lido algumas páginas “a mais”.

Título original: Remembrance
Editora: Galera Record
Autor: Meg Cabot
Volumes anteriores: A Terra das Sombras, O Arcano Nove, Reunião, A Hora Mais Sombria, Assombrado e Crepúsculo Proposal
Ano: 2016
Páginas: 388
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

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O Casamento da Princesa – Meg Cabot

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Já faz 8 anos desde a última vez em que Mia Thermopolis escreveu em seu diário e, aos 26 anos, a princesa da Genovia não tem exatamente muito tempo sobrando para retomar o hábito. No entanto, por causa da pressão da imprensa, das invenções de Grandmère e das preocupações com o centro comunitário para adolescentes que acabou de fundar, Mia está mais estressada do que nunca e decide voltar a escrever em seu diário. Ah, sim, além de todos os compromissos reais, a princesa ainda precisa conciliar a agenda com a do eterno namorado, Michael Moscovitz, e lidar com a pergunta lançada pela imprensa: “por que ele não se casa CoMia?”

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Ah, que saudade que eu estava da Mia Thermopolis – e da Meg Cabot de verdade! A Mia Thermopolis foi a responsável por me transformar em leitora assídua e sou fã da série desde os meus 17 anos. Então, é óbvio que O Diário da Princesa ocupa um lugar mais do que especial no meu coração, o que também torna óbvia minha animação e meu medo em relação ao 11º volume da série, após 7 anos do último livro. Mas, para minha felicidade, O Casamento Real me surpreendeu e eu acho que não poderia ter me divertido e me emocionado mais!

Sinceramente, qual a graça de ter um castelo se a pessoa que você ama não quer compartilhar isso com você?

A primeira coisa a se dizer sobre o novo livro da série O Diário da Princesa é: Meg Cabot também está de volta! Eu AMO a autora com todas as minhas forças, por isso me dói tanto admitir que as últimas obras escritas por ela (Desaparecidos e Abandono, por exemplo) não chegam aos pés das mais antigas e essa era a principal razão para o meu receio em relação a O Casamento da Princesa. Mas, logo nas primeiras páginas, Meg resgata o humor peculiar de Mia – que me fez rir literalmente alto – e nos lembra de que sempre foi e continua sendo extremamente atual e, ao mesmo tempo, atemporal.

Eu terminei de ler a série aos 21 e nestes 6 anos que se passaram entre Princesa Para Sempre e O Casamento da Princesa, muita coisa aconteceu – a começar pelo inevitável: o tempo passou e eu cresci. Então, reencontrar Mia Thermopolis, minha “companheira” de final de adolescência, agora adulta e responsável, foi extremamente reconfortante. Isso porque, como sempre, Meg mescla a fantasia do mundo de uma princesa com a realidade de uma menina/mulher e nos mostra que, apesar de fazer parte da realeza e ter que lidar com questões que a maioria de nós desconhece, Mia é real e também tem preocupações como as nossas.

Este é o problema da sua geração, Amelia. Só querem finais felizes.

A Meg sempre foi muito boa em criar protagonistas que, mesmo fortes e independentes, se dão o direito de desejar o amor romântico, se possível com um toque de contos de fadas e fantasia. E como Mia sempre teve uma tendência ao feminismo – além de defender outras causas -, não é surpresa alguma que a autora aborde a temática, conferindo à obra um tom completamente atual. A homossexualidade, o papel da internet na vida moderna, o comportamento da mídia e o peso da fama também são assuntos abordados em O Casamento da Princesa, tornando o livro ainda mais alinhado às questões e discussões modernas.

Eu já contei aqui no blog que era viciada em chick lit e que, após ler tantos, acabei enjoando. Hoje, o gênero não é, nem de longe, o meu favorito, mas eu encontrei o equilíbrio e, vez ou outra, adoro me entregar a um bom chick lit – o que é totalmente o caso de O Casamento da Princesa. Obviamente, não se deve esperar grandes reviravoltas e suspenses, mas Meg enriquece uma trama relativamente simples e previsível com valores e discussões pertinentes, além de personagens carismáticos, divertidos e com quem é fácil de se identificar – afinal, a vida não é um conto de fadas, tampouco uma série de infortúnios.

Título original: Royal Wedding
Editora: Galera Record
Volumes anteriores: O Diário da Princesa; A Princesa Sob os Refletores; A Princesa Apaixonada; Princesa à Espera; A Princesa de Rosa-Shocking; A Princesa em Treinamento; A Princesa na Balada; A Princesa no Limite; Princesa Mia; Princesa Para Sempre
Leituras complementares: Valentine Princess (para ler entre os livros 4 e 5; não publicado no Brasil), Project Princess (para ler entre os livros 4 e 5; não publicado no Brasil),  O Presente da Princesa (para ler entre os livros 6 e 7) e Sweet Sixteen Princess (para ler entre os livros 7 e 8; não publicado no Brasil); Lições de Princesa, Perfect Princess (não publicado no Brasil) e Holiday Princess (não publicado no Brasil).
Autor: Meg Cabot
Ano: 2015
Páginas: 444
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 5 estrelas

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À Procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Aos 14 anos, Audrey passa por um episódio traumático e desenvolve um severo transtorno de ansiedade, que a obriga a deixar a escola, se enfurnar em casa e usar óculos escuros o tempo todo, já que se sente incapaz de fazer contato visual com qualquer pessoa. Quando Linus, o amigo de seu irmão Frank, começa a frequentar a casa, Audrey receia que a presença constante do garoto a faça piorar. No entanto, para a surpresa de todos, Linus faz com que ela se sinta cada vez mais segura para sair de seu universo particular. Mas nem tudo é simples quando seu cérebro não acompanha seu corpo.

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Quando soube que Sophie Kinsella iria lançar seu primeiro livro de Young Adult, fiquei dividida entre a curiosidade e o medo de ser apenas uma obra “mais do mesmo” – já falei várias vezes aqui sobre como cansei dos chick lits da vida. No entanto, depois de saber que À Procura de Audrey abordava transtornos mentais e de me deparar com opiniões positivas, a curiosidade venceu, eu me rendi e posso dizer que fui surpreendida. Em seu primeiro livro de YA, Sophie Kinsella consegue sair da zona de conforto, ao mesmo tempo em que mantém as origens, trazendo elementos do chick lit por meio da mãe da protagonista, tornando a história mais divertida, mas não enjoativa ou igual aos seus outros livros.

Mas, Audrey, a vida é assim. Estamos todos em um gráfico de altos e baixos. Sei que eu estou. Subo um pouco, desço um pouco. É a vida.

Não sofro de transtorno de ansiedade, mas tenho alguma experiência no assunto e posso dizer que a autora conseguiu se aprofundar no tema e tratá-lo com responsabilidade, mas sem perder sua essência leve e divertida. Como quase todas as obras de Sophie Kinsella, À Procura de Audrey é uma leitura fácil e fluida, além de contar com personagens muito cativantes, especialmente a protagonista e Linus. Apesar de, obviamente, focar na batalha de Audrey contra o transtorno de ansiedade, o livro conta também com subtramas, que deixam a história mais rica, divertida e dinâmica.

O bullying é um dos – se não o – temas mais abordados em livros de Young Adult. E Sophie Kinsella não foge à essa regra, mas fala sobre o assunto de forma indireta, abordando muito mais o “depois” do que o “durante”. E essa foi uma das grandes sacadas da autora. O desfecho de À Procura de Audrey é, de certa forma, simples e fácil, mas, para falar a verdade, não esperava nada muito diferente – embora sempre goste de ser surpreendida por um livro. Afinal, acredito que a proposta de Sophie Kinsella seja sempre retratar a vida de maneira mais leve e divertida, ainda que aborde assuntos considerados pesados. E isso, À Procura de Audrey cumpre, e com louvor.

Título original: Finding Audrey
Editora: Galera Record
Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2015
Páginas: 334
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas

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Amy & Matthew – Cammie McGovern

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Amy é uma garota brilhante e cheia de opiniões e sonhos, no entanto, por conta da paralisia cerebral, não é capaz de falar sem a ajuda de um computador, andar livre do andador e nem mesmo controlar suas expressões faciais e os movimentos do lado esquerdo do corpo. Matthew, por sua vez, é fisicamente perfeito, mas sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo e é refém de rituais repetitivos e irracionais, que arruinaram sua vida social. Em seu último ano escolar, Amy quer fazer amigos de verdade e, quando consegue convencer a mãe super-protetora a trocar os auxiliares profissionais por colegas de escola, ela pede que Matthew, a quem pouco conhece, se inscreva no processo seletivo. Apesar dos problemas com TOC, ele é selecionado e a amizade surpreendente entre os dois toma rumos ainda mais inesperados.

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Confesso que a vontade de ler Amy & Matthew veio, principalmente, da capa e título super fofos e atrativos e, até começar a leitura, eu não fazia ideia do que o livro iria oferecer. Por isso, fiquei surpresa quando entendi o contexto e também super interessada, já que adoro histórias do tipo. Mas, logo, minha animação deu lugar à pressa de terminar o livro, que se tornou cansativo ao longo da leitura e definitivamente não atendeu às minhas expectativas.

Para começar, detesto o clichê de que as pessoas que parecem precisar de mais cuidados são, na verdade, as mais capazes de ajudar os outros em seus problemas teoricamente menores. Não discordo dessa máxima, no entanto, sempre procuro histórias que abordem este tipo de temática sem ser piegas. Sei que é uma tarefa difícil e é verdade que Amy & Matthew não é assim o tempo todo, mas o suficiente para desperdiçar o grande potencial que a história tinha de realmente fazer refletir.

Amy é uma personagem interessante e tridimensional, sim, mas isso não anula o fato de que é mimada e pedante, principalmente na tentativa de não sê-los. Já Matthew é super insosso, daqueles que “não cheiram, nem fedem”. Uma pena. Lá para o final do livro, que é fluido, mas tem um ritmo cansativo, Cammie McGovern surpreende o leitor e uma grande reviravolta ganha espaço. Uma atitude corajosa da autora, mas não o suficiente para salvar o resto da obra. E se, quando você viu a capa e o título brasileiros da obra de Cammie McGovern, lembrou de Eleanor & Park, de Rainbow Rowell, saiba que não é mera coincidência. Embora as temáticas centrais sejam diferentes, ambas as histórias falam sobre a compaixão e a solidariedade e sobre encontrar companheirismo e compreensão “apesar de” e onde menos se espera.

Título original: Say what you will
Editora: Galera Record
Autor: Cammie McGovern
Ano: 2014
Páginas: 332
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 2 estrelas

Never Never (Nunca Jamais) – Colleen Hoover e Tarryn Fisher

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Silas e Charlie são amigos desde sempre e, há quatro anos, se tornaram também namorados. Certa manhã, porém, algo estranho acontece e os dois esquecem de tudo e todos, inclusive de quem são. Quando percebem que estão na mesma situação, Silas e Charlie se unem e, aos poucos, descobrem que suas vidas eram muito mais conectadas do que imaginavam. O problema é que ele fará o impossível para lembrar de tudo, enquanto ela irá preferir esquecer.

Li nada menos do que seis livros da Colleen Hoover em 2014 e, embora tenha amado todos, admito que queria tirar uma folga da autora, justamente para não correr o risco de enjoar. Mas, então, ela lançou Never Never em janeiro deste ano e, apesar de certa relutância, não consegui resistir. No entanto, é com alegria que confesso que a história me surpreendeu por ter uma pegada fantasia e ser diferente de tudo o que a Colleen já escreveu.

Never Never já começa com muitas dúvidas e mistérios, que permanecem durante todo o livro, mas não de uma maneira cansativa ou enervante. Como é narrado em primeira pessoa por Charlie e Silas, em capítulos alternados, o leitor sabe tanto quanto os protagonistas (o que não é muito) e descobre os fatos esquecidos e os segredos ao mesmo tempo em que eles. E, na verdade, o livro acaba sem desvendar nenhum mistério – mas é para isso que existe a continuação, que deve ser lançada em maio deste ano e, por enquanto, atende pelo nome de Never Never: Part Two.

Além de ser uma história curtinha, Never Never é bastante fluido, ou seja, perfeito para ler em um dia. Escrito a quatro mãos, em uma parceria entre Colleen e Tarryn Fisher, a história tem muito do estilo da autora de Métrica, mas não tem aquela intensidade, que eu acho exagerada em alguns momentos. Não sei ainda como foi feita a divisão na hora de escrever, mas aposto que Silas é personificado por Colleen e Charlie, por Tarryn. Gostei e quero mais.

Título original: Never Never
Editora: Galera Record
Volumes seguintes: Never Never: Part Two Never Never: Part Three
Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Ano: 2014
Páginas: 140
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

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O que restou de mim – Kat Zhang

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No futuro, todos nascem com duas almas, que, até certa idade, se alternam no controle do corpo. Aos poucos, uma delas se revela dominante e, ainda na infância, passa a ser a única “habitante”. As pessoas cujas almas recessivas nunca vão embora são chamadas de híbridas e consideradas inconstantes e, portanto, perigosas. Eva e Addie nunca se definiram e ainda dividem o mesmo corpo, embora apenas Addie tenha o controle sobre ele. Para garantir a segurança, as duas mantém o fato em segredo, mas quando Eva descobre que existe uma forma de voltar a se movimentar, elas começam a correr perigo.

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Fiquei curiosa para ler O que restou de mim assim que vi a capa e li a sinopse. No entanto, confesso que, quanto mais a leitura avançava, mais decepcionada eu ficava. Para começar, nenhum personagem, muito  menos as protagonistas, é muito carismático ou envolvente e a história demora bastante para engrenar – e quando o faz não é exatamente a mais empolgante e imprevisível. Talvez eu esteja um pouco saturada de distopias, mas acredito que, de qualquer forma, a trama desenvolvida por Kat Zhang não seja realmente muito cativante.

No entanto, para mim, a falha mais grave de O que restou de mim é o fato da autora não ter aproveitado uma das maiores vantagens das distopias e fantasias, que é poder criar um mundo completamente novo, em que praticamente tudo pode ser explicado por processos científicos que não necessariamente fazem sentido na vida real. Zhang quase abre mão deste artifício e deixa o leitor com dúvidas que, na minha opinião, deveriam ser sanadas logo no primeiro volume da série, como por exemplo: qual a finalidade de cada corpo nascer com duas almas?

E para não dizer que apenas critiquei O que restou de mim, há que se ressaltar que os principais atrativos do livro são a disputa, ainda que involuntária e velada, entre Addie e Eva e o conflito de sentimentos de ambas. No final das contas, ainda não decidi se irei continuar a leitura da saga ou se vou parar por aqui. De qualquer forma, não é um  livro que indico para os amantes de distopias.

Título original: What’s Left of Me
Editora: Galera Record
Volumes seguintes: Once We WereEchoes of Us (ainda não publicados no Brasil)
Autor: Kat Zhang
Ano: 2012
Páginas: 320
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 3 estrelas

A Vingança de Mara Dyer – Michelle Hodkin

ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS DE A DESCONSTRUÇÃO DE MARA DYER A EVOLUÇÃO DE MARA DYER!

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Mara Dyer tem certeza de que existe muito mais por trás de sua história e precisa, mais do que nunca, descobrir a verdade. Mas, presa em um hospital psiquiátrico e longe de Noah, ela sabe que será muito mais difícil encontrar as respostas para suas muitas perguntas. No entanto, tudo pode mudar quando Mara descobrir que está mais forte do que nunca e louca por vingança.

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Embora não seja tão frenético quanto A Evolução de Mara DyerThe Retribution também é repleto de acontecimentos que, até certo ponto da história, apenas aumentam os mistérios e as dúvidas, em vez de saná-las. Mas o que realmente me impressionou no terceiro volume da saga foi o cuidado de Michelle Hodkin em dar certo sentido à trama, embasada em teorias da psicologia, da genética e da filosofia da vida real. Na verdade, a autora já demonstra essa preocupação nos outros livros da série, mas, neste terceiro, chega a ser impressionante o quanto a riqueza teórica nos convence sem ser cansativa ou pedante.

We are simply people, blessed and cursed.

It is our choices that define us, not our abilities.

Além das referências “intelectuais”, Michelle Hodkin também recorre a fenômenos da cultura pop, como Senhor dos AnéisJogos VorazesCarrie, a estranhaHarry Potter e até mesmo heróis da Marvel e DC Comics, talvez como uma forma de dar certa leveza à sua mirabolante saga. O humor sarcástico, as ironias e a perspicácia, aliás, marcam presença na história mais uma vez e também dão aquela “refrescada” na trama.

Do not find peace. Find passion. Find something you want to die for more than something you want to live for.

Apesar da ausência de Noah e do clima mais sombrio do que nunca, The Retribution volta a ser puro romance em alguns trechos, assim como o primeiro volume. Regado a dilemas que parecem não ter solução, peças do destino e o peso da responsabilidade de fazer escolhas, o desfecho da saga de Mara Dyer é como uma “lenda épica moderna”, que amarra de forma genial, se não todos, a maioria dos muitos pontos deixados soltos ao longo da trilogia. E, ao ler as últimas linhas, é impossível não se perguntar: e se fosse verdade?

Título original: The Retribution of Mara Dyer
Editora: Galera Record
Volume anterior: A Desconstrução de Mara Dyer A Evolução de Mara Dyer
Autor: Michelle Hodkin
Ano: 2014
Páginas: 470
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas