Sobre Colleen Hoover

Minha história com Colleen Hoover começou em 2013, quando a Karina, do Cotidiano Aleatório, me falou sobre Métrica. Sem saber exatamente do que se tratava (como sempre), comecei a leitura, e acabei devorando o livro e me apaixonando. Apesar de ter achado a história um pouquinho dramática demais, lembro de ter me identificado bastante com as questões de Layken e com a relação dela com Will. E foi por isso que Métrica (ao lado da sequência, Pausa) se tornou tão especial para mim e me fez querer ler tudo de Colleen Hoover.

E então veio Um Caso Perdido (e Sem Esperança), com Holder (amor eterno <3) e Sky abalando completamente as minhas estruturas. Novamente, achei que a autora exagerou um pouco na dose de drama (sério, eles demoram praticamente o livro todo pra dar UM beijo). Mas, além de ter gostado bastante da história, adorei a forma como CoHo explorou um assunto-tabu com responsabilidade, ao mesmo tempo em que manteve a “aura” Young Adult do livro.

Depois, no final de 2014, veio o  O Lado Feio do Amor, em que Colleen mostra todo o seu talento para a literatura erótica. Como não sou fã do gênero, fiquei um pouco incomodada com o excesso de detalhes. Mas também admito que a autora soube mesclar cenas (BEM) quentes com uma trama bem amarrada e toques surpreendentes. Ou seja, agradou a gregos e troianos. Devorei o livro e me emocionei tanto, mas tanto, que foi aí que a autora se tornou uma das minhas preferidas EVER.

Mas, então, tudo começou a desmoronar. Talvez porque eu tenha decido fazer uma maratona das obras de CoHo, praticamente emendando um livro no outro. O seguinte foi Talvez um dia, que, mais uma vez, me irritou um pouco com o excesso de drama. No entanto, é preciso ressaltar que a autora foi muito corajosa ao criar Ridge (não vou ser específica para não dar spoiler), fazendo com que a intensidade da história tivesse certa justificativa. O problema, nesse caso, foi que não me identifiquei nem um pouco com os personagens. Então, os elementos que me incomodaram nos livros anteriores me irritaram muito mais nesse.

Never Never: Part One, que Colleen assina com Tarryn Fisher, foi uma experiência intrigante e a trilogia tinha tudo para ser interessante. Mas, no segundo e terceiro livros, a história degringolou e perdeu o rumo. A conclusão a que cheguei é que ela poderia ter sido melhor aproveitada se não tivessem insistido em dividi-la em três partes. Uma pena!

E, enfim, chegou o momento em que meu amor por Colleen Hoover entrou em óbito: Confess. Meu Deus, que história clichê, que personagens chatos, que melação desnecessária!! O que realmente me incomodou na trama (além dos protagonistas, haha!) foi o exagero de tragédia, drama e mistério. A autora quis tanto manter o suspense em torno do acontecimento central do livro, que, em muitos momentos, a leitura perde o propósito. Ao longo da história, Auburn e Owen (chatooos!) acumulam problemas e mais problemas. E, no final, tchanam: tudo se resolve de maneira mágica! Resultado: peguei “bode irreversível” de CoHo.

Ainda é difícil entender como Colleen Hoover foi de deusa, diva, maravilhosa a uma autora de quem eu não pretendo ler mais nenhum livro na vida. A verdade, nua e crua, é que eu realmente não gostei de apenas um livro de CoHo. Mas, por algum motivo, foi o suficiente para me desanimar completamente em relação às outras obras da autora.

E toda vez que alguém posta uma foto no Instagram, morrendo de amores pela Colleen, eu lembro que gostaria muito de escrever esse post. Não para criar polêmica ou “julgar” quem gosta da autora. Cada um gosta do que gosta, e não tem por que discutir. Mas acho que eu queria desabafar (é muito triste passar a detestar um autor que amamos, táááá?) e saber se alguém já passou pela mesma situação.

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Never Never: Part Three – Colleen Hoover e Tarryn Fisher

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Silas e Charlie se reencontram, mas continuam sem saber o que está acontecendo, quem realmente são e a verdade sobre o passado misterioso de suas famílias. Agora, os dois têm apenas 48 horas para juntar todas as peças do quebra-cabeça, antes que percam todas novamente.

A trilogia Never Never começou arrebatadora e extremamente promissora. A segunda parte já deixou a desejar, já que absolutamente nenhum aspecto da trama chegou sequer perto de ser desvendado, muito pelo contrário. E, fechando a saga, Never Never: Part Three simplesmente acabou com qualquer chance de que a trilogia tivesse um desfecho, no mínimo, digno.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que Never Never jamais deveria ter sido transformado em uma trilogia. Somando os três volumes, temos 250 páginas, o que, até para um stand alone, configura um livro relativamente curto. Mas esse não é, nem de longe, o maior problema: os três volumes foram lançados dentro de um ano, com intervalos de seis meses entre cada um, o que seria um período de espera bem curto em relação à maioria das outras séries. No entanto, como os dois primeiros são cheios de suspense e não desvendam nenhum mistério, acabam não sendo marcantes e eu, sinceramente, já havia esquecido praticamente tudo o que aconteceu anteriormente.

Dito isso, senta que tem mais! O romance (esquecido) entre Silas e Charlie não é envolvente e não convence. Logo, torna-se irreal, incoerente e até irritante. Mas eu poderia muito bem superar tudo isso se Colleen Hoover e Tarryn Fisher tivessem justificado toda a enrolação dos dois primeiros volumes com um final tão arrebatador quanto o início. E isso, definitivamente, ficou bem longe de acontecer. A impressão que deu é que as autoras perderam o fio da meada e optaram pela primeira solução que veio à cabeça, que, de tão ruim, chegou a surpreender.

Com uma mistura descarada de elementos nada originais de filmes no estilo de Como se fosse a primeira vez e Se eu fosse vocêNever Never: Part Three parece carimbar “idiota” na testa dos leitores. Afinal, depois de manter a história completamente no escuro (por 1 ano!) e flertar até com bruxaria, a trama foi justificada com o desfecho mais clichê e – o pior – pedante possível. Uma pena!

Título original: Never Never: Part Three
Volumes anteriores: Never Never e Never Never: Part Two
Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Ano: 2016
Páginas: 92
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 2 estrelas

Veja mais livros de Colleen Hoover

Resenha de Never Never: Part Two – Colleen Hoover e Tarryn Fisher

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Silas ainda está longe de entender o que está acontecendo e, para piorar a situação, não faz ideia de onde Charlie está. Enquanto tenta descobrir o paradeiro dela, Silas luta para desvendar quem é e entender a verdade por trás da história misteriosa dos dois.

Como Never Never é suspense literalmente do começo ao fim, achei que encontraria mais explicações na parte dois. Me enganei. Assim como o primeiro volume da série, Never Never: Part Two é mistério atrás de mistério e confesso que essa enrolação, muitas vezes desnecessária, me deixou um pouco irritada. Por outro lado, algumas informações são, enfim, reveladas (beeeem no finalzinho do livro, diga-se de passagem) e a forma como elas se amarram deixa o leitor inevitavelmente curioso.

A intensidade é a marca registrada de Colleen Hoover, mas, talvez por ter sido escrito a quatro mãos com Tarryn FisherNever Never não foi muito cansativo nesse aspecto. A parte dois, porém, é bem mais “too much”, mas também nada que faça você querer vomitar e desistir – como Confess.

A princípio, havia sido divulgado que Never Never seria uma série de dois livros. Na semana passada, porém, soube pelo blog da Colleen Hoover que a saga de Silas e Charlie seria, na verdade, uma trilogia. Muita gente ainda não sabia dessa novidade e foi pega de surpresa pelo “to be continued” no final do livro. Eu, sinceramente, acho que as três partes de Never Never poderiam ser apenas um volume, já que os dois primeiros têm pouco mais de 100 páginas. Veremos como essa história vai terminar.

Título original: Never Never: Part Two
Volume anterior: Never Never
Volume seguinte: Never Never: Part Three
Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Ano: 2015
Páginas: 111
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 3 estrelas

Veja mais livros de Colleen Hoover

[ Vídeo ] Os livros de Colleen Hoover

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Colleen Hoover é uma das minhas autoras favoritas de Young/New Adults e muita gente que pesquisa sobre os livros da autora vem parar aqui no Além do Livro. Por isso, apesar de ter resenhado todos os livros da Colleen (aqui), resolvi gravar um vídeo para falar um pouco mais sobre o que acho de cada um :)

Resenha de Métrica
Resenha de Um Caso Perdido
Resenha de Sem Esperança
Resenha de Maybe Someday
Resenha de Ugly Love
Resenha de Confess
Resenha de Never Never

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Resenha de Confess – Colleen Hoover

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Aos 15 anos, Auburn Reed viu sua vida virar de cabeça para baixo e, desde então, planeja seus próximos passos com um objetivo fixo em mente – mesmo que isso signifique abrir mão de todas as suas vontades. No entanto, quando entra em um estúdio de arte em busca de uma renda extra, ela se sente instantânea e estranhamente atraída pelo misterioso artista Owen Gentry – e é correspondida. É quando, pela primeira vez em anos, Auburn decide seguir seus desejos. No entanto, logo ela descobre que Owen tem segredos que podem não apenas impedi-los de ficarem juntos, como destruir o que ela tem de mais importante na vida.

Já li oito livros e duas short stories de Colleen Hoover e gostei de todos, em maior ou menor grau. Por isso, é impossível conter as expectativas antes de iniciar mais uma leitura da autora. Confess já começa com um tapa na cara, que dá todas as amostras de que será mais uma das histórias “too much” de Colleen, e é aí que está o problema. Não sei dizer se sou eu ou se ela realmente exagerou na dose de intensidade, mas o puxa-saquismo e a idolatria entre Auburn e Owen ultrapassam não apenas os limites da realidade, mas também da saúde mental e do fofo. Cansativo e enjoativo, só para começar.

Some secrets should never turn into confessions.

Confess, assim como todos os outros livros de Colleen, é cheio de surpresas, tragédias e segredos. No entanto, desta vez, achei que a autora exagerou no mistério: a primeira grande revelação realmente surpreende, mas só acontece depois dos 40% do livro, o que às vezes faz com que a leitura pareça não ter muito propósito. Outra coisa que me incomodou na trama foi o uso da já batida fórmula que faz com que você pense que o mocinho é um bad boy, quando, na verdade, sabe que as atitudes suspeitas dele nada mais são do que atos nobres e altruístas. ZzZzzzZZ, sério.

Outra característica de Colleen é conectar as histórias dos protagonistas para além do que podemos imaginar. Funciona em Hopelessmas, em Confess, soa forçado. Para finalizar, a trama acumula uma série de problemas para que Auburn e Owen resolvam, ao mesmo tempo em que tentam ficar juntos. E, no final, tudo se resolve de forma relativamente simples, que já poderia ter sido colocada em prática muito antes – mas daí não teria história, eu sei, e esse é ponto. Odeio ter que “falar mal” da Colleen, mas, pela primeira (e espero que única) vez, realmente não deu para cair de amores, tampouco engolir Auburn e Owen.

Título original: Confess
Autor: Colleen Hoover
Ano: 2015
Páginas: 320
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 2 estrelas

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Resenha de Never Never (Nunca Jamais) – Colleen Hoover e Tarryn Fisher

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Silas e Charlie são amigos desde sempre e, há quatro anos, se tornaram também namorados. Certa manhã, porém, algo estranho acontece e os dois esquecem de tudo e todos, inclusive de quem são. Quando percebem que estão na mesma situação, Silas e Charlie se unem e, aos poucos, descobrem que suas vidas eram muito mais conectadas do que imaginavam. O problema é que ele fará o impossível para lembrar de tudo, enquanto ela irá preferir esquecer.

Li nada menos do que seis livros da Colleen Hoover em 2014 e, embora tenha amado todos, admito que queria tirar uma folga da autora, justamente para não correr o risco de enjoar. Mas, então, ela lançou Never Never em janeiro deste ano e, apesar de certa relutância, não consegui resistir. No entanto, é com alegria que confesso que a história me surpreendeu por ter uma pegada fantasia e ser diferente de tudo o que a Colleen já escreveu.

Never Never já começa com muitas dúvidas e mistérios, que permanecem durante todo o livro, mas não de uma maneira cansativa ou enervante. Como é narrado em primeira pessoa por Charlie e Silas, em capítulos alternados, o leitor sabe tanto quanto os protagonistas (o que não é muito) e descobre os fatos esquecidos e os segredos ao mesmo tempo em que eles. E, na verdade, o livro acaba sem desvendar nenhum mistério – mas é para isso que existe a continuação, Never Never: Part Two.

Além de ser uma história curtinha, Never Never é bastante fluido, ou seja, perfeito para ler em um dia. Escrito a quatro mãos, em uma parceria entre Colleen e Tarryn Fisher, a história tem muito do estilo da autora de Métrica, mas não tem aquela intensidade, que eu acho exagerada em alguns momentos. Não sei ainda como foi feita a divisão na hora de escrever, mas aposto que Silas é personificado por Colleen e Charlie, por Tarryn. Gostei e quero mais.

Título original: Never Never
Editora: Galera Record
Volumes seguintes: Never Never: Part Two Never Never: Part Three
Autor: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Ano: 2014
Páginas: 140
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de Talve um dia – Colleen Hoover

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Aos 22 anos, Sydney leva uma vida equilibrada e feliz: estuda o que quer na faculdade, está satisfeita com o emprego, tem Hunter, o namorado incrível, e Tori, a melhor amiga leal. No entanto, quando descobre que Hunter a está traindo com ninguém menos do que Tori, Sydney automaticamente perde o namorado, a melhor amiga e o apartamento que divide com ela. Quem a salva do pesadelo é Ridge, seu vizinho misterioso e que chamou sua atenção com as músicas que toca na varanda de seu apartamento. E, então, tudo o que havia de equilibrado na vida de Sydney se transforma em confusão e dilemas.

Desire is easy to fight. Especially when the only weapon desire possesses is attraction. It’s not so easy when you’re trying to win a war against the heart.

A tentação de dar um spoiler e contar o que realmente me encantou em Talvez um dia é grande, mas vou me segurar e apenas dizer que é exatamente este fator que torna o romance de Colleen Hoover diferente da maioria das histórias do gênero. Quem já leu algum livro da autora sabe que ela é conhecida pela intensidade que é capaz de colocar em suas tramas. E com Talvez um dia, não é diferente. No entanto, o elemento surpresa da história de Sydney ameniza essa característica da autora de uma maneira boa, ao mesmo tempo em que a explora de uma forma diferente.

I’m worried that feelings are the one thing in our lives that we have absolutely no control over.

Talvez um dia não é tão trágico quanto os outros livros de Colleen Hoover, mas, é claro, também tem pitadas dramáticas. No entanto, mais do que nunca, a autora explora não apenas a força do amor, mas também as ironias da vida, os valores morais e aquela velha máxima de “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”.

The heart does whatever the hell it wants to do. The only thing we can control is whether we give our lives and our minds the chance to catch up to our hearts.

Apesar de ter adorado Talvez um dia, o final me decepcionou um pouco. Não pelo desfecho em si, que é o esperado e o ideal, mas pela forma intensa e extensa demais com que a autora escolheu narrá-lo, tornando o trecho um pouco cansativo. No entanto, este pequeno defeito não compromete em nada a história, que é um prato cheio para os amantes da música e um lembrete de que o amor é realmente uma linguagem universal.

Título original: Maybe Someday
Editora: Galera Record
Autor: Colleen Hoover
Ano: 2014
Páginas: 367
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 4 estrelas

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