Resenha de Agora e para sempre, Lara Jean (Para todos os garotos que já amei #3) – Jenny Han

O último ano escolar de Lara Jean não poderia ser melhor! Ela está mais apaixonada do que nunca por Peter Kavinsky, e é 100% correspondida. E o pai reencontrou o amor e não pensou duas vezes antes de pedir a Sra. Rothschild em casamento! Mas, entre o romance com Peter e a organização do casamento, Lara Jean precisa resolver em que universidade irá estudar. O problema é que essa decisão pode afastá-la de Peter…

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Ler Para todos os garotos que já amei nunca foi um plano. Mas eu sempre amei a capa e, quando a Intrínseca lançou a sequência, P.S.: Ainda amo você, não resisti! E ainda bem que dei uma chance à série de Jenny Han, porque, hoje, sou simplesmente apaixonada por Lara Jean, por Peter e por toda a história! E até arrisco dizer que ela se tornou uma das minhas séries favoritas de young adult.

Como não canso de dizer, adoro forma como a autora retrata as particularidades da relação entre irmãs, mostrando como a racional Margot, a romântica Lara Jean e a espevitada Kitty se completam perfeitamente. A ausência da mãe é outro ponto importante da trama, e simplesmente amo a forma como Jenny Han trata o assunto na história: de maneira natural, real e extremamente sensível!

Em Agora e para sempre, Lara Jean, Jenny Han consegue mostrar tanto o lado bom, quanto o ruim dessa coisa inevitável e irreversível que é crescer. E, como um bom young adult, prova que um pouco de romantismo nunca fez mal a ninguém. E, apesar de ser previsível em alguns momentos, o terceiro livro da série também consegue fugir de alguns clichês – o que torna a previsibilidade não apenas perdoável, como também deliciosa!

Ao mesmo tempo em que é pura magia, o relacionamento de Lara Jean e Peter é também verossímil. E ao final da série, é impossível não pensar no que o futuro reserva para o casal (sim, eu confesso que aceitaria mais uma ou duas sequências!). E é quando eu lembro de Emma Morley, de Um Dia, que diz: “whatever happens tomorrow, we’ve had today”.

Título original: Always and forever, Lara Jean
Editora: Intrínseca
Volumes anteriores: Para todos os garotos que já amei P. S.: Ainda amo você
Autor: Jenny Han
Ano: 
2017
Páginas: 
304
Tempo de leitura:
 3 dias
Avaliação: 
5 estrelas

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12 séries de livros que vale a pena ler

Em 2013/2014, eu era absolutamente viciada em séries de livros. Dois, três, quatro, dez volumes… O céu era o limite! Mas, depois de ler muitas e muitas sagas e, inevitavelmente, me decepcionar com algumas, cansei! Me juntei ao time dos livros stand alone e só me rendi às séries que eu realmente queria ler – o que, claro, é quase sempre um tiro no escuro. Então, pensando em quem também cansou das sagas, decidi fazer uma lista com as que eu acho que realmente valem a pena! E tem para todos os gostos…

A Mediadora, Meg Cabot
A Mediadora é um caso sério de amor na minha vida de leitora. E o mais engraçado é que comecei a leitura completamente por acaso – enquanto esperava um novo volume de O Diário da Princesa ou Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, acabei comprando o primeiro volume da série, só porque era de Meg Cabot. Isso foi em 2006 e, desde então, já reli os seis livros duas vezes (e pretendo reler outras mais!). No ano passado, a saga de Susannah Simon ganhou uma short storyO Pedido, e também um novo volumeLembrançaÉ claro que tive medo que as novas sequências estragassem a série que tanto amo. Mas, no fim das contas, foi uma delícia reencontrar Susannah e, principalmente, Jesse!

Bridget Jones, Helen Fielding
Quando li O Diário de Bridget Jones, em 2006, gostei, mas não me apaixonei pela história. Hoje, muito mais perto dos 30 anos, acredito que a idade tenha sido a grande culpada pela falta de identificação. Apesar disso, sempre me diverti muito com a Bridget e simplesmente amo os filmes! Então, quando Helen Fielding lançou o polêmico Bridget Jones: louca pelo garoto, decidi ler (apesar do assassinato de você-sabe-quem). Para a minha surpresa, gostei muito mais do que dos dois primeiros livros. E o mesmo aconteceu com o recém-lançado O Bebê de Bridget Jones. Aliás, gostei tanto dos dois últimos volumes, que até penso em reler os dois primeiros…

Cabeça de Vento, Meg Cabot
Bom, verdade seja dita: eu provavelmente nunca leria a sérieCabeça de Vento, muito por conta do título. Mas, como foi Meg Cabot quem a escreveu, tudo pode ser perdoado! E que bom, porque a saga realmente me surpreendeu! Em Cabeça de Vento, a autora mostra, mais uma vez, que imaginação e criatividade definitivamente não lhe faltam. Com a fórmula praticamente infalível da troca de corpos, Meg desenvolve uma trama mirabolante, que surpreende, emociona e diverte. Se estiver à procura de um bom young adult, aí está! Continue reading “12 séries de livros que vale a pena ler”

Sobre Os 13 porquês

Vou começar esse post com uma confissão.

Sempre me interessei por livros que abordam suicídio, e acho extremamente importante tratar do tema, principalmente entre os adolescentes. Então, quando descobri Os 13 porquês, automaticamente adicionei-a à minha lista de leituras. Acontece que, há uns 4 anos, era praticamente impossível encontrar o livro nas livrarias – e, na internet, era caro demais! Por isso, demorei para lê-lo, o que apenas aumentou minhas expectativas. No fim de 2014, decidi acabar com o suspense e comprei o e-book em inglês. E a conclusão? Me decepcionei.

E foi por isso que, admito, torci o nariz para a série da Netflix antes mesmo de assisti-la. Vi os dois primeiros episódios, que não me agradaram, e pensei seriamente em desistir. Cheguei até a escrever um post falando sobre o que tanto me incomoda na história de Hannah Baker. Mas eu sabia que não conseguiria publicá-lo sem terminar de assistir à adaptação da obra de Jay Asher. Sem sentir que eu realmente tenho alguma propriedade pra fazê-lo. E fico feliz em dizer que, 13 porquês depois, estou aqui editando a primeira versão deste post.

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Sobre Santa Clarita Diet

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Sheila e Joel são corretores imobiliários e levam uma vida comum em Santa Clarita, na Califórnia. No entanto, tudo muda quando Sheila, após um mal-estar misterioso, passa a se alimentar apenas de carne humana. O maior problema, porém, é que ela se sente mais viva, disposta e feliz do que nunca.

Adoro histórias de terror trash, mas, como a minha mania de não ler sinopses se estende também para as séries, não dei a mínima quando Santa Clarita Diet apareceu na Netflix. Mais uma vez, meu namorado sugeriu que assistíssemos e, sério, ainda bem que topei! A série mescla o melhor do horror com o melhor da comédia, presenteando o telespectador com um humor simples, porém inteligente, e muito, muito, muito sangue.

Santa Clarita Diet

Drew Barrymore está ótima no papel de Sheila: divertida, engraçada e, de alguma forma, real. Timothy Olyphant tem uma veia cômica inegável e só deixa um pouco a desejar em cenas mais sérias – por sorte, elas são quase nulas em Santa Clarita Diet. E além do casal protagonista, temos a destemida e apaixonante Abby, interpretada por Liv Hewson, e o nerd e apaixonado Eric, vivido por Skyler Gisondo. Os personagens secundários também foram bem escolhidos, e o resultado é que ninguém destoa no universo paralelo e sem sentido criado em Santa Clarita Diet.

Acredito que não tenham restado dúvidas: eu simplesmente adorei a série. Divertida e nonsense, como toda comédia de terror deve ser. E mais legal ainda porque joga uma nova luz sobre essa história de ser morto-vivo – um pouco como em Sangue Quente. Afinal, seria interessante se, além de se alimentar de “miolos”, ser zumbi fosse também como se livrar de certas amarras e convenções sociais (não que eu seja a favor de matar pessoas a torto e a direito, haha).

Enfim, se você não gosta de sangue, violência e “tramas viajadas”, não perca seu tempo com Santa Clarita Diet. Mas se você curte dar risada e é capaz de mergulhar em histórias absurdas, vale assistir!

Projeto Desventuras em série: sobre a série da Netflix

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Foram tantos meses de espera e “aquecimento”, que ficou impossível não elevar as expectativas em relação à adaptação da Netflix para Desventuras em série. Eu ainda não terminei de assistir aos episódios (faltam dois!), mas já posso dizer que não estou completamente satisfeita com o que vi.

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Na verdade, o que mais me animou quando assisti aos trailers da série foi o Conde Olaf de Neil Patrick Harris. E, realmente, ele não deixa a desejar. A caracterização ficou perfeita e o ator foi capaz de captar todas as nuances do personagem – do sarcasmo à ignorância, da arrogância ao humor às avessas. E, como se não bastasse, ele se transforma a cada nova empreitada do vilão. Dizer que Conde Olaf é quem salva a adaptação seria exagero – a série tem outros elementos muito legais. Mas Neil Patrick Harris é, definitivamente, a grande atração da história!

Malina Weissman, Louis Hynes e Presley Smith também estão ótimos na pele dos Baudelaire – adoro o Klaus! Mas, sejamos sinceros, os personagens não exigem tanto dos atores, principalmente se comparados ao Conde Olaf.

A Series Of Unfortunate Events

Assim como nos livros, a série é narrada por Lemony Snicket, interpretado por Patrick Warburton. Gosto de como ele “invade” os cenários da história, fazendo comentários e observações 100% fiéis aos da obra original.

O visual de Desventuras em série é um espetáculo à parte. Ao mesmo tempo lúdico e sombrio, é exatamente o que se imagina ao ler os livros. A estética da série, especialmente no início do primeiro episódio, me lembrou bastante Wes Anderson – com um pouco menos de cor.

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E depois de tantos elogios, você me pergunta: então, por que Desventuras em série não atendeu às suas expectativas? Porque tem SPOILERS!!!! Major spoilers!

Sério.

Quando soube que a primeira temporada adaptaria apenas os primeiros quatro livros, decidi ler apenas eles. Assim, não teria esquecido a história quando a segunda temporada fosse lançada. Por isso, fiquei MUITO brava quando me deparei com um spoiler (major spoilerrrrrr!!!!) logo no primeiro episódio. Na verdade, eu nem sei se é spoiler ou se é uma “invenção” da série, pois, como disse, eu parei no quarto livro. Mas isso me desanimou bastante, até porque não para por ai: praticamente todos os episódios contam com uma revelação. Interessante para o telespectador, que pode ir juntando as peças aos poucos? Talvez. Mas, independentemente de ser spoiler ou invenção, achei falta de respeito com quem está lendo/leu os livros.

E vocês, estão assistindo? O que estão achando?

E para saber o que os outros blogs parceiros da Companhia das Letras estão achando, é só clicar:

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
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Moonlight Books
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No mundo dos livros
Resenhando sonhos

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Sobre Black Mirror e The OA

Sempre digo que sou péssima para séries, e sou mesmo. Mas, desde que assinei a Netflix, a situação melhorou um pouquinho. E depois de assistir Stranger Things, me rendi a Black MirrorThe OA. Obviamente, não sou especialista no assunto, mas queria dividir com vocês um pouquinho do que achei de cada uma. Vamos lá?

BLACK MIRROR

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Black Mirror surgiu em 2011, mas foi só em 2016, com a chegada na Netflix, que se tornou sucesso. As novas tecnologias são a base da série, no entanto, o verdadeiro foco é como elas afetam o comportamento humano e as interações sociais.

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Como na maioria das obras de ficção (especialmente aquelas com doses distópicas), Black Mirror leva tudo ao extremo. No entanto, esse talvez seja o segredo para que o telespectador se identifique e veja, em cada episódio, seu pior lado refletido – “black mirror”, hã, hã? Haha! Piadas à parte, a série propõe dilemas morais pertinentes e interessantes, nos fazendo perceber que nem sempre somos tão legais, generosos e justos quanto gostamos de pensar que somos. Incomoda? Sim. Mas a gente adora? Claro!

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Para quem não consegue acompanhar séries, como eu, Black Mirror é uma boa pedida porque cada episódio é independente. O que é bom porque não exige uma dedicação especial, mas, por outro lado, também não gera aquele efeito  de “PRECISO VER OUTRO EPISÓDIO AGORA, OPS, ASSISTI TUDO EM DIA”. Então, se você está em busca de uma série para assistir despretensiosamente, fica a dica. Só é bom saber de antemão que Black Mirror é uma injeção de pessimismo e desesperança em um mundo onde não existem finais felizes.

Episódios favoritos: The National Anthem e The Entire History of You, da primeira temporada; Be Right Back, da segunda temporada; Nosedive, Playtest e Shut up and dance.

THE OA

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The OA é mais uma produção original da Netflix, e a primeira temporada está no ar desde 16 de dezembro de 2016. Eu, obviamente, nem sabia da existência da série, até que, nas férias de final de ano, meu namorado comentou que havia lido comentários positivos. E lá fomos nós! São oito episódios, no melhor estilo “PRECISO VER OUTRO EPISÓDIO AGORA, OPS, ASSISTI TUDO EM UM DIA”. E a história gira em torno de Prairie, uma jovem cega que volta para casa depois de 7 anos desaparecida. O pequeno detalhe é que, de alguma forma, Prairie – que agora atende pelo nome de OA – voltou a enxergar.

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Criada por Zal Batmanglij e Brit Marling (que vive Prairie/OA), The OA une drama, suspense e ficção científica em uma trama complexa e cheia de reviravoltas. A série tem sido tanto elogiada, quanto criticada e alguns acham que a história perde o rumo do meio para o final da temporada. Eu, particularmente, gostei bastante, principalmente porque a trama aborda a existência (ou não) de vida após a morte e outras questões filosóficas.

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A minha dica para assistir The OA com mais chances de gostar é: abra a mente e mergulhe na história. O que acaba sendo uma metáfora da própria trama.

E aí, quem assistiu Black Mirror e/ou The OA? Gostaram?