Aplicativo para organizar leituras

Desde que o hábito de ler voltou de vez para a minha vida, em 2013, procuro um aplicativo para me ajudar a organizar as leituras. Mas, como nunca encontrei um que fosse exatamente o que eu queria, acabei fazendo algumas adaptações: usava o app de listas Clear (que é bem legal e versátil, aliás) para registrar os livros lidos separados por mês; e fazia anotações sobre as leituras em um caderninho físico (o que era muito charmoso, mas pouco prático).

Eis que, na semana passada, a Hellen, do @sobreumlivro, falou sobre o aplicativo Minhas Leituras no InstaStories e eu já saí correndo para baixar. Acabei descobrindo que ele foi feito apenas para Android, mas, sem querer, me deparei com o Leio, que é tudo o que eu sempre quis <3 Estou usando o app há uma semana, mas já foi o suficiente para me apegar ( e já fica o aviso: ele só roda em iPhone!). Então, para quem está em busca de um aplicativo para organizar leituras, fiz um apanhado das funções do Leio:

1. Leitura atual
Na aba “Lendo”, você registra sua leitura atual (oh, really? Haha!) e, se quiser, pode tirar uma foto da capa do livro para deixar o app mais bonitinho. Para quem lê mais de uma obra por vez, a versão paga do aplicativo permite a adição de mais títulos.

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#TagDos50%

Chegamos ao meio de 2017, ou seja, hora de fazer um balanço parcial das leituras do ano! E para começar, vou responder a #TagDos50%, em que a @danny_med e a @sobreumlivro me marcaram lá no Instagram (@namanita).

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2017:
Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng. Comecei a leitura achando que seria um bom young adult, no entanto, me deparei com uma história densa, mas cheia de sensibilidadeextremamente tocante.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2016:
Eu queria dizer Agora e para sempre, Lara Jean. Mas já está ficando repetitivo, né? Hahaha! Então, vou de Doutor Sono, de Stephen King. Sempre tive curiosidade, mas muito receio de ler a continuação de O Iluminado. Porque, além de dar sequência a uma das obra-primas do autor, a considerava desnecessária (e, de certa forma, até é!). Mas King não decepcionou e soube explorar bem a vida adulta de Dan Torrance, criando uma trama conectada a O Iluminado, mas, ao mesmo tempo, independente.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito:
1977: Enfield, de Guy Lyon Playfair. Pra quem não sabe, eu amo filmes e livros de terrorInvocação do Mal 2 (que conta a história real de Enfield) é um dos meus preferidos do gênero. Então, nem preciso dizer que estou louca para tirar essa leitura da minha lista de espera, né?

4. O livro mais aguardado do segundo semestre:
Estou louca por Sempre vivemos no castelo, de Shirley Jackson. No Encontro de blogueiros da Companhia das Letras, nos contaram que o lançamento seria em novembro. Depois, ele foi adiantado para o primeiro semestre. E agora, ao que tudo indica, a data oficial é julho. Oremos!

5. O livro que mais te decepcionou esse ano:
Um amor incômodo, de Elena Ferrante. Depois de ler e amar A Filha Perdida, também da autora, fui com muita sede ao pote e acabei me decepcionando. Achei a história arrastada e, em muitos momentos, até sem propósito.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano:
O Livro dos Baltimore, de Jöel Dicker. Apesar de a obra ser um companion book de A verdade sobre o caso Harry Quebert, que eu amo, não sabia exatamente o que esperar. E o que encontrei foi um livro delicioso de ler e de uma sensibilidade ímpar. Um dos meus favoritos do ano!

7. Novo autor favorito:
Acho que nenhum, haha! Não li muitos autores diferentes em 2017, então, sigo amando os mesmos…

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente:
Peter K, de Agora e para sempre, Lara Jean! Como superar o lindo, bondoso, atencioso e romântico Peter?

9. Seu personagem favorito mais recente:
Não vou conseguir fugir de Lara Jean, de Agora e para sempre, Lara Jean. Bom, já falei bastante sobre a personagem neste post, então vou apenas resumir e dizer que ela é a coisa mais fofa, delicada, talentosa e, por incrível que pareça, real (e que eu amo quando dizem que leem a obra de Jenny Han me imaginando como Lara Jean, haha!).

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre:
Como já citei Tudo o que nunca contei, vou ficar com Harry Potter e o Cálice de Fogo, de J. K. Rowling. Sério, o que foi o final desse livro??

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre:
Dracula, de Bram Stoker, me deixou muito feliz. Não pela história, obviamente, mas por ser um livro clássico que estava na minha lista de espera há um bom tempo. Além disso, fiz a leitura em inglês antigo, e fiquei me achando por isso, haha!

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017:
Acho que nem fui ao cinema esse ano, hahaha!

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre:
Pode escolher duas? O Livro dos Baltimore, de Jöel Dicker, e Matéria Escura, de Blake Crouch. Os dois livros mexeram comigo de maneiras diferentes e me fizeram refletir bastante sobre várias questões.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano:
Difícil dizer… Mas vou de Crave a marca, de Veronica Roth – uma pena que o livro seja ruim :(

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Pretendo terminar a saga Harry Potter, de J. K. Rowling – acabei de terminar Cálice de Fogo!

Agora quero saber as opiniões de vocês!!

Encontro com Jojo Moyes

O encontro com Jojo Moyes foi uma história cheia de reviravoltas, no melhor estilo da autora. Ok, exagerei, mas queria começar o post de maneira impactante, hahaha! Mesmo assim, vou contar as aventuras que antecederam o encontro!

No dia 4 de abril, soube que Jojo viria ao Brasil. Mas, como morro de preguiça de enfrentar filas para pegar autógrafos, nem cogitei ir. Eis que, no dia seguinte, recebi um e-mail da Intrínseca, com o convite para um evento super exclusivo com a autora, em parceria com a Livraria Saraiva. Apesar de ser bem no meio do expediente, confirmei a presença. E estava tudo certo, até que surgiu um compromisso importante no trabalho, que eu não poderia deixar de cumprir. Fiquei arrasada, achando que não conseguiria ir ao encontro. Mas, no final, depois de um pedido especial para a chefe (<3), os planos voltaram a ser o que eram e pude, enfim, conhecer a Jojo!

O evento foi o seguinte: primeiro, a Intrínseca e a Saraiva promoveram um live com a autora, que respondeu às perguntas dos leitores. Depois, ela autografou nossos livros e tirou fotos com a gente (assim que eles nos enviarem as imagens, atualizo aqui no post!). Jojo é super fofa e divertida e, durante o bate-papo, falou bastante sobre seus livros, personagens, inspirações, planos, novidades, etc.! E aqui, fiz um resuminho para vocês os “melhores momentos”: Continue reading “Encontro com Jojo Moyes”

Projeto Desventuras em série: expectativas para a adaptação da Netflix

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A apenas 9 dias da estreia da primeira temporada de Desventuras em série, chegou a hora de falar sobre as expectativas em relação à adaptação produzida pela Netflix!  Quando vi as primeiras fotos de Neil Patrick Harris como Conde Olaf, ainda não havia começado a leitura da saga de Lemony Snicket, mas foi o suficiente para saber que coisa boa vinha por aí. Ao que tudo indica, a primeira temporada conta as histórias dos quatro primeiros livros e, depois de lê-los, ficou impossível manter as expectativas sob controle!

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O primeiro ponto a destacar é a caracterização dos personagens e, como os livros contêm ilustrações, temos uma boa ideia de como eles devem ser. Os irmãos Baudelaire são praticamente idênticos aos desenhos, mas devo dizer que, apesar de ser mais bonitinha do que nos livros, Sunny foi a que mais me chamou a atenção. Já o Conde Olaf é um espetáculo à parte e deixou Neil Patrick Harris praticamente irreconhecível. Assim como na obra original, o personagem se disfarça de várias outras figuras ao longo das tramas, o que parece ter sido mais um desafio bem cumprido pela produção da série.

A Series Of Unfortunate Events

Ao que tudo indica, a Netflix também não deixou a desejar em recriar os cenários e toda a atmosfera sombria e, ao mesmo tempo, lúdica de Desventuras em série. Os atores, por sua vez, parecem ter incorporado muito bem o humor que mescla acidez e ingenuidade, e que é tão característico de Lemony Snicket. Para finalizar, os trailers contam com partes emblemáticas das histórias. E aí, fica impossível esperar menos do que o melhor!!

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Esse foi mais um post do projeto Desventuras em série, em parceria com a Companhia das Letras/Seguinte. E para saber o que os outros blogs, vlogs e Instagrams literários esperam da adaptação, é só clicar:

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
Lendo & comentando
Moonlight Books
Não apenas histórias
No mundo dos livros
Resenhando sonhos

selo-cia-das-letras

Troféu Literário 2016

Mais um final de ano, mais uma edição do Troféu Literário (em parceria com a Ká, do Cotidiano Aleatório!). Para quem não sabe, o projeto é uma retrospectiva das leituras que marcaram nosso ano, nos surpreendendo ou decepcionando, nos fazendo rir ou chorar e por aí vai. Como sempre, tentei não repetir livros ou usar releituras nas respostas do Troféu, mas vocês vão perceber que, como no ano passado, não fui bem-sucedida.E aqui estão minhas respostas!

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OS MELHORES E PIORES
O melhor livro:
A Garota Dinamarquesa, David Ebershoff | Me encantei pela história de A Garota Dinamarquesa de uma maneira, que não teria como o melhor do ano ser outro.
O pior livro: Surpreendente!, Mauricio Gomyde | Surpreendente! foi tão elogiado no Instagram que, quando a Intrínseca me enviou o livro, não pensei duas vezes antes de lê-lo (mesmo não sendo a maior fã de literatura nacional). E minha conclusão foi: Mauricio Gomyde tentar usar os clichês de maneira debochada, o que torna a obra ainda mais previsível e irritante. Odiei.
O livro com a melhor capa: A Menina da Neve, Eowyn Ivey | Me interessei por A Menina da Neve pela capa, que é a coisa mais linda! O livro acabou não cumprindo o que prometeu, mas a verdade é que, em 2016, não teve capa mais bonita do que essa!
O livro com a pior capa: O Velho e o Mar, Ernest Hemingway | Dispensa comentários…
O livro que rendeu a melhor adaptação cinematográfica: A Garota Dinamarquesa, David Ebershoff | Como eu amei A Garota Dinamarquesa, fiquei com medo de que a adaptação cinematográfica deixasse a desejar. É claro que muitos detalhes foram deixados de lado, mas a essência da história ficou intacta. Sem falar que as atuações de Eddie Redmayne e Alicia Vikander compensam toda e qualquer falha!

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O livro que rendeu a pior adaptação cinematográfica: O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald | A adaptação de O Grande Gatsby não é tãããão ruim, mas a primeira metade é muito estranha. E como não assisti a muitas versões cinematográficas em 2016, acabou sobrando para ele…
O título mais genial: Retalhos, Craig Thompson | Amo títulos de uma palavra só! E Retalhos faz referência tanto ao título original (Blankets), quanto a particularidades da história.
O título mais nada a ver: Vá, coloque um vigia, Harper Lee | Eu odeio tudo sobre esse livro, e o título não foge à regra! Entendo que o original não contribua para uma tradução melhor, mas ainda acho que não foi a melhor opção.
O melhor enredo: Trilogia Bill Hodges, Stephen King | Reviravoltas não faltam nas obras de Stephen King e, com a Trilogia Bill Hodges, o autor surpreende o leitor não com uma, mas três tramas muito loucas. As histórias são interligadas (todas protagonizadas por Bill, claro),  mas também são, de certa forma, independentes. E isso torna toda a saga ainda mais inteligente e intrigante.
O pior enredo: A Sereia, Kiera Cass | A Seleção já não tem o enredo mais original do mundo, mas A Sereia é clichê que só e passa um pouco dos limites quando o assunto é previsibilidade. O que salva o livro é que a escrita de Kiera é muito fluida. Continue reading “Troféu Literário 2016”

Projeto Desventuras em série: como anda a leitura

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No primeiro post sobre o projeto de leitura conjunta de Desventuras em série, contei quais foram as minhas primeiras impressões sobre a obra de Lemony Snicket. Até aquele momento, eu havia lido os dois primeiros livros, Mau Começo A Sala dos Répteis, e estava adorando a leitura. Neste segundo post, eu deveria atualizar vocês sobre o projeto e adoraria dizer que li mais dois, três ou quatro volumes. Mas a verdade é: continuo no segundo :(

Sei que é clichê dizer que o final do ano está corrido, mas juro que é verdade. Minhas leituras no geral estão super prejudicadas e, com isso, o projeto Desventuras em série acabou em déficit também. Aí você me pergunta: então por que você está fazendo esse post? E eu respondo: porque foi o combinado com a Companhia das Letras. E também para dizer que outros blogs/YouTubes/Instagrams parceiros da editora estão participando do projeto e estão muito mais em dia do que eu! São eles:

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
Lendo & comentando
Moonlight Books
Não apenas histórias
No mundo dos livros
Resenhando sonhos

Bom, as férias de final de ano estão chegando e aí eu prometo colocar as leituras em dia. Ai eu volto aqui para uma atualização decente :) (Enquanto isso, você pode ir namorando o box de Desventuras em série aqui!)

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Projeto Desventuras em série: primeiras impressões

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Como falei no post sobre o box de Desventuras em série, a Editora Seguinte/Companhia das Letras criou um projeto especial com alguns blogs parceiros para entrar no clima da adaptação da Netflix, que estreia no dia 13 de janeiro de 2017! E o primeiro post é sobre as primeiras impressões sobre a série.

Assim que o box chegou em casa, já peguei o primeiro livro, Mau Começo, para ler.  Como já conhecia a obra de Lemony Snicket (da série Só perguntas erradas e também de Por isso a gente acabou, que ele assina como Daniel Handler), não tinha como não esperar uma história inteligente e sagaz, com pitadas de um humor peculiar e doses de uma acidez inocente. E, apesar de ter sido exatamente isso o que encontrei no primeiro volume de Desventuras em série, fui surpreendida. Isso porque o autor foi capaz de criar protagonistas inteligentíssimos e tridimensionais, mas nunca arrogantes ou pedantes. E a conclusão é que os irmãos Baudelaire são extremamente cativantes e fazem com que o leitor realmente torça por eles.

Gostei tanto de Mau Começo, que emendei o volume dois, A Sala dos Répteis. E, para a minha felicidade, o segundo livro me agradou ainda mais! Afinal, conhecemos os irmãos Baudelaire do volume anterior e já iniciamos a história torcendo por eles. Além disso, temos o também cativante Tio Monty e uma trama um pouquinho mais complexa, com uma dose a mais de mistério e investigação.

Queria muito ter lido mais livros de Desventuras em série, mas, com a correria do final do ano e outras leituras pendentes, não pude emendar mais volumes. De qualquer forma, estou adorando a experiência e, apesar de ainda faltarem 11 livros, acho difícil que a obra de Lemony Snicket me decepcione!

Nos blogs abaixo, você encontra mais opiniões sobre Desventuras em série! Vale a pena dar uma olhada :)

Capa e título
De cara nas letras
Então, eu li
Leitura Virtual
Lendo & comentando
Moonlight Books
Não apenas histórias
No mundo dos livros
Resenhando sonhos

selo-cia-das-letras