Resenha de Uma bolota molenga e feliz – Sarah Andersen

Depois de Ninguém vira adulto de verdadeSarah Andersen lança Uma bolota molenga e feliz, mais uma compilação de suas tirinhas. Sempre divertida e autêntica, a autora consegue captar muito bem a essência da sociedade atual, por isso, acho quase impossível não se identificar com ela.

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No entanto, apesar de serem extremamente engraçadas, as tirinhas abordam assuntos sérios, como autoestima, depressão, ansiedade, relações interpessoais e coming of age. Um dos temas que ganha destaque são as dificuldades de ser mulher, o que faz com que o livro esbarre no feminismo, mas nunca de uma maneira “caga-regra” (perdão pelo termo!).

Diferente de Ninguém vira adulto de verdadeUma bolota molenga e feliz tem historinhas maioresmais texto – mas sem perder o dinamismo. Uma coisa que AMEI é que, no livro, Sarah Andersen fala muito sobre gatos e conta como passou a gostar deles <3 Enfim, sempre com bom humorótimas sacadasUma bolota molenga e feliz é uma daquelas obras que fazem a gente pensar que não estamos sozinhos no mundo!

E aqui, algumas das minhas tirinhas preferidas:

Título original: Big Mushy Happy Lump (Sarah’s Scribbles #2)
Editora: Seguinte
Autor: Sarah Andersen
Ano: 2017
Páginas: 136
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de A Parisiense – Inès de La Fressange 



Paris é uma das capitais mundiais da moda e, como não poderia ser diferente, a parisiense é um ícone fashion. Seu estilo é marcado por uma elegância clássica combinada a um despojamento proposital. E esse é o ponto de partida de A Parisiense, o guia de estilo assinado pela ex-modelo Inès de La Fressange em parceria com a jornalista de moda Sophie Gachet.

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Eu adoro guias de estilo, mas muitas vezes não me identifico com o conteúdo – geralmente, acho tudo glamouroso demais e prático de menos. Por isso, acabo não lendo muitos. Mas, em busca de inspiração para o trabalho, comecei a ler A Parisiense (em PDF mesmo) e gostei do que vi! Solicitei o livro para a Intrínseca e foi fácil devorá-lo!

No guia, Inès de La Fressange dá dicas práticas e que podem ser aplicadas no dia a dia de qualquer pessoa. Ela ensina, por exemplo, a ter um guarda-roupa super funcional a partir de sete itens básicos – e que parece realmente fazer sentido! Como toda amante de moda, a autora sabe que é fácil cair em “armadilhas” e se tornar uma fashion victim e tem “antídotos” para isso também. E para completar o look, o guia tem também dicas de beleza, com produtos indispensáveis e o ritual diário da ex-modelo. O livro inteiro conta com uma dose de sarcasmo e também muito senso de humor.

Para fazer jus ao título, A Parisiense é também um guia sobre Paris. Além de dicas de moda e beleza, Inès de La Fressange sugere lojas de roupas e artigos de decoraçãorestauranteshotéis e até mesmo programas para as crianças. Ou seja, leitura indispensável para quem quer entender (e vivenciar um pouco) do je ne sais quois da parisiense.

Título original: La Parisienne
Editora: Intrínseca
Autor: Inès de La Fressange
Ano: 2010
Páginas: 240
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

Resenha de Quatro estações em Roma – Anthony Doerr

No mesmo dia em que se torna pai de gêmeos, Anthony Doerr descobre que foi contemplado com o Rome Prize, pela Academia Americana de Artes e Letras. Como prêmio, ele recebe ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para viver um ano em Roma. Então, seis meses após o nascimento de Henry e Owen, Anthony e a esposa, Shauna, iniciam sua aventura em território italiano. E em Quatro estações em Roma, o autor narra todas as facetas, boas ou ruins, incríveis ou assustadoras, de sua experiência.

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Anthony Doerr é o autor de Toda luz que não podemos ver, vencedor do Prêmio Pulitzer de 2015 e um dos meus livros favoritos. Quando o li, me apaixonei pela escrita dele, que é elegante, porém leve; rica, mas extremamente fluida; e contemporânea, muito embora beire o poético. Por isso, não pensei duas vezes antes de ler Quatro estações em Roma.

Não é preciso dizer que Quatro estações em Roma é completamente diferente de Toda luz que não podemos ver (que, aliás, era o livro que o autor tentava escrever enquanto esteve em Roma). Enquanto a primeira obra é autobiográfica e conta com uma atmosfera leve e descontraída, a segunda é ambientada durante a Segunda Guerra Mundial e, por isso, também não deixa de ser real.  Ainda assim, as duas obras compartilham da mesma essência, que é a sensibilidade que a escrita de Doerr é capaz de traduzir.

Em Quatro estações em Roma, o autor faz um relato sincero extremamente real sobre o ano que passou na capital italiana. E se por um lado, deixa claro que as diferenças culturais e o idioma se tornam barreiras a serem superadas, por outro, mostra que elas não são capazes de impedi-lo de enxergar e admirar as belas incongruências da  Cidade Eterna.

Além de um livro autobiográfico, Quatro estações em Roma é também um depósito de todo o conhecimento cultural de Doerr. Na obra, o autor faz inúmeras menções e analogias a grandes nomes e obras da arte e da literatura – mas sem ser pedante ou entediante.

Seria mentira dizer que muito acontece em Quatro estações em Roma. Embora tenha presenciado todo o burburinho em torno da morte do Papa João Paulo II, Doerr levou uma vida relativamente normal na capital italiana. No entanto, é aí que está a mágica da obra. Afinal, contar uma história extraordinária é muito mais fácil do que transformar o mundano em algo especial.

Título original: Four Seasons in Rome: On twins, insomnia, and the biggest funeral in the history of the world
Editora: Intrínseca
Autor: Anthony Doerr
Ano: 2007
Páginas: 240
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 3 estrelas

Veja mais livros de Anthony Doerr

Resenha de Buracos Negros – Stephen Hawking

Em 2016, Stephen Hawking  ministrou uma série de palestras promovidas pela BBC, e um dos temas foram os  buracos negros. O livro homônimo é parte dessas apresentações e, em apenas 64 páginas, explica um pouco do que foi descoberto pelo físico acerca do assunto. E o mais interessante é que, ao mesmo tempo em que é extremamente técnico, o conteúdo da obra é também democrático e de fácil entendimento.

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Sempre achei os buracos negros tão fascinantes quanto assustadores. E embora não seja exatamente sobre isso, o thriller sci-fi Matéria Escura me deixou ainda mais intrigada sobre o assunto. Por isso, a leitura de Buracos Negros não poderia ter acontecido em um momento mais oportuno!

Ao mesmo tempo em que são pura ciência, os buracos negros são também mistério e, de certa forma, se conectam diretamente ao sobrenatural – outro tema que me fascina.E em sua palestra sobre o assunto, Hawking foca, claro, no lado científico do tema, mas não deixa de suscitar reflexões sobre tudo o que os olhos humanos não são capazes de enxergar. E se viagens no tempo, realidades alternativas e universos paralelos forem mais do que apenas ficção e fantasia?

Título original: Black Holes
Editora: Intrínseca
Autor: Stephen Hawking
Ano: 2016
Páginas: 64
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Ninguém vira adulto de verdade – Sarah Andersen

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Em Ninguém vira adulto de verdade, Sarah Andersen compartilha suas tirinhas que retratam o que é ser um jovem adulto nos dias de hoje. Vida social, autoestima, timidez e inseguranças são apenas alguns dos temas abordados por Sarah no livro. Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, a autora transforma causos cotidianos em mini-histórias honestas e, ao mesmo tempo, extremamente divertidas e de fácil identificação!

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Como disse na resenha de Repeteco, tenho gostado cada vez mais de quadrinhos. E já havia me interessado pela versão original de Ninguém vira adulto de verdade, que me lembrou um pouco do ótimo Hyperbole and a half. Então, quando soube que a Editora Seguinte iria lançá-la em português, já engordei minha wishlist.

E como esperado, a leitura do livro de Sarah Andersen foi rápida (tive que me controlar pra não ler tudo de uma vez) e regada a risadas. A autora tem um senso de humor que mescla ingenuidade com acidez e me identifiquei de verdade com várias tirinhas! Com Ninguém vira adulto de verdade, Sarah não apenas retrata a vida moderna de um jovem adulto, como também mostra que todos temos inseguranças que parecem ser bobas, mas afetam nossa vida e convivência social diretamente. Ou seja, ninguém está sozinho!

E para dar uma amostra do que Ninguém vira adulto de verdade realmente é, separei três das muitas tirinhas que amei:

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Título original: Adulthood is a myth
Editora: Seguinte
Autor: Sarah Andersen
Ano: 2016
Páginas: 120
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Ed e Lorraine Warren: Demonologistas – Arquivos Sobrenaturais – Gerard Brittle

Em Ed e Lorraine Warren, Gerard Brittle dá voz ao casal, que narra os diversos casos sobrenaturais que compõem seus currículos de demonologista e clarividente, respectivamente. Entre eles, os célebres episódios de Enfield e Amityville, ambos contados também no cinema – em Invocação do Mal 2Horror em Amityville. Além dos relatos detalhados, o livro também contém fotos que registram fenômenos paranormais, como levitação de objetos.

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Quem acompanha o blog há algum tempo já sabe que sou muito fã de histórias de terror. E Invocação do Mal, que conta dois casos de Ed e Lorraine, é uma das minhas franquias preferidas do gênero. Sendo assim, não poderia deixar de ler Ed e Lorraine Warren! Em sua maior parte, o livro segue o estilo “perguntas e respostas”, como se o leitor estivesse realmente em uma palestra ministrada pelo casal. Ou seja, o conteúdo é extremamente detalhado e até mesmo didático. Durante a leitura, aprendi bastante sobre o tema, desde termos (como preternatural) até o que pode propiciar ou evitar uma possessão.

No entanto, ao mesmo tempo em que é uma verdadeira aula sobre o tema, Ed e Lorraine Warren é de arrepiar. A quantidade de detalhes que compõe o livro contribui para isso, mas o que realmente impressiona é pensar que (pelo menos em tese) é tudo real. E se você for como eu, e tiver uma predisposição a acreditar no “outro lado” e em manifestações sobrenaturais, tem a receita pronta para o sucesso!

É importante dizer também que o casal transmite muita credibilidade, que no cinema é reforçada pelas ótimas atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga. Então, para mim, foi difícil desvincular as figuras do livro dos atores, o que fez com que eu acreditasse ainda mais em cada palavra. A leitura só não foi melhor porque achei que Ed e Lorraine Warren perde o ritmo do meio para o fim e se torna até um pouco repetitivo. Mas para quem, assim como eu, ama terror (ficção ou não), vale a leitura!

Título original: The Demonologist: the extraordinary career of Ed and Lorraine Warren
Editora: DarkSide Books
Autor: Gerard Brittle
Ano: 2002
Páginas: 272
Tempo de leitura: 9 dias
Avaliação: 3 estrelas

Resenha de Sou fã. E agora? – Frini Georgakopoulos

Quando vi Sou fã. E agora? no kit de brinde do Encontro de Blogueiros da Companhia das Letras, confesso que não dei muita atenção (embora tenha achado a capa muito fofa!). Mas quando a Frini Georgakopoulos conversou com os blogueiros (ela também participou do encontro), a achei tão simpática e divertida, que decidi ler o livro. Sou fã. E agora? não é muito meu estilo de leitura, por isso, realmente não esperava me identificar com absolutamente  tudo o que lia. Mas aconteceu –  e eu adorei!

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Como o título do livro já dá a entender, Frini fala sobre a arte de ser fã e a cartase que isso provoca. A obra é divertida e a autora parece fazer questão de se mostrar “gente como a gente”. O resultado é um livro “de fangirl para fangirl (ou fanboy)” e que, apesar de não ter um pingo de pretensão, traz muita informação e desmistifica vários aspectos da literatura – especialmente os gêneros young adult e chick lit. A discussão vai ainda mais longe, abordando o preconceito literário, um tema que adoro (inclusive tem post aqui) e que dá muito pano para manga!

Além da capa super fofa e que ilustra a temática muito bem, Sou fã. E agora? também conta com uma diagramação divertida e colorida, que me lembrou o visual de revista. O estilo de escrita de Frini é simples (no bom sentido) e super objetivo, o que faz parecer que ela realmente está ali, conversando com a gente e compartilhando os surtos de fã! Para reforçar o ar interativo da obra, a autora propõe que o leitor crie as irresistíveis listas – de heróis literários favoritos, cenários de histórias marcantes, personagens que morreram e nos arrasaram e por aí vai.

Eu sou uma fangirl assumida, então, foi fácil me identificar com Frini. Mas a verdade é que, no fim das contas, ler Sou fã. E agora? exemplificou muito bem a experiência de encontrar pessoas que também amam aquilo que a gente amaJogos Vorazes, Harry Potter, A Culpa é das Estrelas, A Seleção, Por Lugares Incríveis, Divergente… Tudo isso (e mais um pouco) são referências citadas na obra! Tem como não amar?

Título original: Sou fã. E agora?
Editora: Seguinte
Autor: Frini Georgakopoulos
Ano: 2016
Páginas: 160
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

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