Meus 10 personagens de livro favoritos

A Jennifer Leoncio (@jencleoncio.reads) me convidou para participar da TAG #TopTenBookishCharacters, e cá estou eu – na verdade, era para responder no Instagram, mas eu queria dissertar sobre cada escolha, então trouxe para o blog, haha!

Minha lista não está exatamente surpreendente – nunca escondi meu amor por nenhum dos personagens que escolhi. O que me surpreendeu foi o fato de que, dos meus 10 eleitos, 8 são mulheres e 1 é transgênero. Enfim, vamos à lista:

Continue reading “Meus 10 personagens de livro favoritos”

Sobre Os 13 porquês

Vou começar esse post com uma confissão.

Sempre me interessei por livros que abordam suicídio, e acho extremamente importante tratar do tema, principalmente entre os adolescentes. Então, quando descobri Os 13 porquês, automaticamente adicionei-a à minha lista de leituras. Acontece que, há uns 4 anos, era praticamente impossível encontrar o livro nas livrarias – e, na internet, era caro demais! Por isso, demorei para lê-lo, o que apenas aumentou minhas expectativas. No fim de 2014, decidi acabar com o suspense e comprei o e-book em inglês. E a conclusão? Me decepcionei.

E foi por isso que, admito, torci o nariz para a série da Netflix antes mesmo de assisti-la. Vi os dois primeiros episódios, que não me agradaram, e pensei seriamente em desistir. Cheguei até a escrever um post falando sobre o que tanto me incomoda na história de Hannah Baker. Mas eu sabia que não conseguiria publicá-lo sem terminar de assistir à adaptação da obra de Jay Asher. Sem sentir que eu realmente tenho alguma propriedade pra fazê-lo. E fico feliz em dizer que, 13 porquês depois, estou aqui editando a primeira versão deste post.

Continue reading “Sobre Os 13 porquês”

8 sequências de livros duvidosas

Enquanto eu escrevia a resenha de Doutor Sono, a continuação de O Iluminado, pensei em fazer um post sobre as sequências de livros que dividem opiniões. Achei que seria interessante porque sou aquele tipo de leitora chata, que adora falar mal antes de ler e, muitas vezes, acaba sendo surpreendida pela continuação de uma história. Como sempre, escolhi falar apenas sobre os livros que li. Mas poderia citar vááááários outras sequências que considero desnecessárias, mesmo sem ter lido, haha! Bom, vamos à lista:

A Herdeira, Kiera Cass
Eu adoro a série A Seleção, especialmente o terceiro volume, A Escolha. Sempre achei que a história teve um bom encerramento, por isso, torci o nariz quando anunciaram que haveria um quarto livro. E detestei ainda mais quando soube que seria sobre a filha de America e Maxon. Mas é claro que a curiosidade não me deixou passar longe de A Herdeira, e lá fui eu conhecer Eadlyn Schreave – que é bem chatinha, diga-se de passagem. Como sempre digo, a escrita de Kiera Cass é extremamente fluida. Então, um livro dela nunca é cansativo. No entanto, o mundo continuaria girando muito bem  – ou até melhor! – sem A Herdeira e, consequentemente, A Coroa.

Bridget Jones: louca pelo garoto, Helen Fielding
Quatorze anos depois de lançar Bridget Jones: no limite da razão, Helen Fielding decidiu escrever um terceiro livro para a série. E nos chocou ao anunciar que Louca pelo garoto simplesmente não teria Mark Darcy! Apesar de preferir os filmes, fiquei automaticamente curiosa e, claro, ressabiada. Quando o livro foi lançado, comprei correndo e comecei a lê-lo com a certeza de que iria odiá-lo. Mas acabou que, apesar de não ter Mark, Louca pelo garoto foi o volume que mais gostei na série. E, no final das contas, achei que “matar Mark Darcy” foi muito corajoso da parte da autora. (Nem preciso dizer que amei também O Bebê de Bridget Jones, né?)

Doutor Sono, Stephen King
Doutor Sono é, provavelmente, uma das continuações mais contestadas de todos os tempos. Afinal, veio nada menos do que 36 anos depois de  O Iluminado. Como sempre, fiquei dividida entre a curiosidade e o receio. E como quase sempre, a vontade de saber o que acontece venceu. Para a minha surpresa, Doutor Sono se revelou não só uma boa sequência para O Iluminado, como também uma boa história independente do primeiro livro.

Essa garota, Colleen Hoover
Quando li Essa garota, que é o terceiro volume da série Métrica, eu ainda era uma grande fã de Colleen Hoover (falei sobre meu caso de desamor com a autora aqui). No entanto, já naquela época, achei o livro ligeiramente desnecessário, já que ele é simplesmente o ponto de vista de Will sobre os acontecimentos dos dois primeiros volumes. De qualquer forma, para quem já leu MétricaPausa, vale fechar a trilogia com um pouquinho mais do lado de Will.

Lembrança, Meg Cabot
A Mediadora é uma das minhas séries preferidas – já li os 6 primeiros livros 3 vezes, hehe! Então, apesar da felicidade de reencontrar Susannah e Jesse em uma história inédita, fiquei com medo do que Meg Cabot aprontaria em Lembrança, o sétimo volume. Até porque sempre amei o final do livro anterior, Crepúsculo, e nunca senti necessidade de continuar a trama. Mas é claro que não pensei duas vezes antes de ler Lembrança e, como já imaginava, não me decepcionei. Foi uma delícia voltar ao universo de A Mediadora, reencontrar Susannah mais velha (mas ainda Susannah) e conhecer um novo Jesse!

Maldita, Chuck Palahniuk
Gostei tanto de Clube da Luta, que decidi que leria até a lista de supermercado de Chuck Palahniuk. Condenada, a segunda obra que li do autor, não superou a primeira, mas também não deixou a desejar. Gostei bastante do final da história, e achei que poderia muito bem terminar ali. Mas, ao mesmo tempo,  me animei bastante para ler a sequência, Maldita. E aí que a leitura foi simplesmente um suplício, tanto que me fez rever os conceitos sobre o autor. (Depois, ainda li Sobrevivente, que me fez ter a certeza de que “deu” de Chuck Palahniuk nessa vida)

O Casamento da Princesa, Meg Cabot
Acho que só o título já seria o suficiente para me fazer ler O Casamento da Princesa, o 11º volume da série O Diário da Princesa (e o primeiro em 7 anos!). É claro que tive meus receios, não apenas sobre o que aconteceria na história, mas principalmente em relação a como eu receberia o livro. Afinal, comecei a ler a série aos 17 anos e, aos 27, talvez não fosse mais tão legal.Mas Meg Cabot com certeza pensou nisso, e nos presenteou com uma Mia Thermopolis de 26 anos, mas que manteve a essência da personagem. Resultado: será que vai ter O Bebê da Princesa?

Vá, coloque um vigia, Harper Lee
Vá, coloque um vigia foi o último ato de Harper Lee, que faleceu apenas 7 meses depois de lançá-lo. E eu adoraria dizer que, apesar de nunca ter sido a favor da sequência de O Sol é para todos, fui surpreendida por mais um livro incrível da autora. Mas a verdade é que Vá, coloque um vigia conseguiu ser pior do que eu esperava. Nele, conhecemos uma versão adulta e insuportável da outrora cativante Jean Louise. E, 55 anos depois de O Sol é para todos, mergulhamos em um mundo que poderia ser real. Ou seja, muito diferente do universo utópico – e deliciosamente redentor – criado por Harper Lee no primeiro livro. Absolutamente desnecessário.

Quais sequências duvidosas surpreenderam ou decepcionaram vocês?

10 autores que todo mundo deveria conhecer

Há algum tempo, fiz um post com meus 10 autores preferidos. Mas, como de lá pra cá, alguns nomes mudaram, decidi refazer a lista! Como sou uma leitora muito eclética (brincadeira, haha!), tem opções para diferentes gostos: terror, Young Adult, chick lit, thriller, romance e por aí vai… Espero que gostem!

Anthony Doerr
De Anthony Doerr, li apenas Toda luz que não podemos ver. Mas o livro é tão bonito e arrebatador que foi o suficiente para que o autor entrasse para essa lista. Amo o estilo de Doerr, que é poético e profundo, mas também fluido e contemporâneo. E o que mais me chamou a atenção na escrita do autor foi a experiência sensorial que ele proporciona. Como Marie-Laure é deficiente visual, Doerr tem razões infinitas para explorar cores, formas, aromas e sensações – e o faz perfeitamente!

E. Lockhart
Li apenas dois livros de E. Lockhart – Mentirosos O Histórico Infame de Frankie Landau-BanksMas não é preciso muito para notar duas características da autora: a forma como ela democratiza temas pertinentes e delicados; e a escrita rica, elegante e repleta de metáforas, analogias e sinestesia. Além disso, mesmo depois de quase 3 anos (e uma releituraMentirosos ainda é um dos livros mais surpreendentes que já li. E O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks tem uma mensagem bem interessante sobre o papel da mulher na sociedade, ou seja, super atual!

Elena Ferrante
Elena Ferrante é o típico “mal te conheço, mas já te considero pacas”. Li apenas A Filha Perdida, mas foi o suficiente para entender que tipo de autora ela é: de escrita, ao mesmo tempo, rica e fluida, Elena vai direto ao ponto e não tem medo de “incomodar” o leitor com suas reflexões e questionamentos. Adorei especialmente a forma honesta como a autora retrata a maternidade, junto com as expectativas e frustrações que ela traz.

Emily Giffin
Gosto de dizer que Emily Giffin é especialista em “chick lit real”. Isso porque a autora aborda os dilemas da mulher moderna, mas sem ser melosa e/ou fantasiosa demais. Romance, maternidade e traição? Temos. Carreira, amizade e casamento? Também! Sem falar que a escrita de Emily é super fluida, e seus personagens são sempre tridimensionais e, de novo, extremamente reais.

Meu livro preferido de Emily Giffin: Questões do Coração

Gillian Flynn
Depois de ler quatro livros de Gillian Flynn, é seguro dizer que ela é especialista em surpreender o leitor. As tramas da autora são sempre inteligentemente dúbias, com muitas doses de sarcasmo e acidez. Ou seja, must read para quem ama thrillers.

Meu livro preferido de Gillian Flynn: o óbvio – Garota Exemplar

Jojo Moyes
Jojo Moyes é especialista em romance da melhor qualidade, mas sempre consegue fugir do óbvio. Para isso, ela cria dilemas quase impossíveis de resolver, personagens extremamente cativantes e tridimensionais e tramas que são verdadeiras lições de vida. E para completar, ainda cria panos de fundo para suas histórias com contextos sociais e até políticos!

Meu livro preferido de Jojo Moyes: difícil escolher entre A Última Carta de AmorComo eu era antes de você

Lionel Shriver
Não canso de dizer que Lionel Shriver talvez seja a autora mais genial que já tive o prazer de ler. Amo a sinceridade brutal com que ela narra suas histórias e a forma como mergulha nas profundezas dos sentimentos humanos – eu, definitivamente, não queria ser uma personagem dela, haha! Além disso, Lionel sempre, sempre, sempre foge do óbvio e nunca se contenta com o básico. Profundidade é a palavra-chave quando se trata dos livros da autora.

Meu livro preferido de Lionel Shriver: Precisamos falar sobre o Kevin

Meg Cabot
Meg Cabot foi a grande responsável por eu ter me tornado uma leitora assídua, lááá em 2005. E só por isso, já mereceria um lugar especial no meu coração. Mas, apesar de já ter me decepcionado algumas vezes, a autora é tão criativa, inovadora e divertida, que tem todos os méritos para estar nessa lista. Então, se você gosta de chick lit da melhor qualidade, se aventure com Meg Cabot!

Meu livro preferido de Meg Cabot: muito difícil decidir, porque li provavelmente umas 30 obras da autora. Mas acho que fico com A Hora Mais Sombria ou Crepúsculo, da série A Mediadora.

Stephen King
Sempre achei que Stephen King era superestimado. E meu primeiro livro dele, Carrie, a estranha, não ajudou a mudar essa impressão. Até que decidi dar uma segunda chance ao autor (quem eu penso que sou, né?), e me aventurei com It: A Coisa. E o resultado foi que devorei o livro (apesar das mais de mil páginas) e paguei minha língua, me apaixonando por King. Quase 2 anos depois, já li mais de 10 livros do autor. E a cada leitura, entendo mais e mais por que Stephen King é tão cultuado!

Meu livro preferido de Stpehen King: gosto muito de O Iluminado, mas vou ficar com o épico It: A Coisa.

Truman Capote
Truman Capote é autor de vários romances, peças e contos, inclusive o icônico Bonequinha de Luxo. Mas o fato de ter escrito o pioneiro romance de não ficção, A Sangue Frio, um dos meus favoritos da vida, já seria o suficiente para colocá-lo na minha lista de must read!

E vocês, quais autores acham que todo mundo deveria conhecer?

16 adaptações de livros que concorreram ao Oscar

No último domingo, aconteceu a cerimônia de premiação do Oscar 2017. E sei que estou um pouco atrasada com esse post, mas acho que ainda vale reunir algumas adaptações de livros que concorreram à cobiçada estatueta, né? Claro que existem muitas outras versões cinematográficas candidatas e vencedores ao maior prêmio do cinema. Mas decidi compilar apenas as inspiradas em livros que li, para poder fazer comentários mais apurados, haha!

2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), escrito por Arthur C. Clarke e dirigido por Stanley Kubrick
Assim como é um marco da literatura, 2001 – Uma Odisseia no Espaço é também um ícone quando o assunto é cinema. Dirigido pelo lendário Stanley Kubrick, o filme foi indicado a quatro Oscar, incluindo Melhor Diretor, e faturou a estatueta de Melhores Efeitos Visuais.

img_9839

A Garota Dinamarquesa (2015), escrito por David Ebershoff e dirigido por Tom Hooper
A Garota Dinamarquesa foi meu livro preferido de 2016, e a adaptação não deixou a desejar! Dirigida por Tom Hooper, responsável por filmes como Os Miseráveis O Discurso do Rei, o longa concorreu a quatro Oscar: Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino. Venceu apenas com Alicia Vikander, que mereceu demais, e deveria ter faturado também com Eddie Redmayne, que está absolutamente incrível no filme. Mas o prêmio de Melhor Ator acabou ficando com Leonardo DiCaprio, por O Regresso.

(Livro x Filme de A Garota Dinamarquesa aqui!)

A Invenção de Hugo Cabret (2009), escrito por Brian Selznick e dirigido por Martin Scorsese
Sempre fui apaixonada pela história de A Invenção de Hugo Cabret e a admiração só aumentou quando li a obra original. E ao que tudo indica, eu não fui a única pessoa que se encantou pela trama de Brian Selznick, porque o filme concorreu a nada menos do que 11 Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. No entanto, levou “apenas” as estatuetas nas categorias técnicas – Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som.

img_1285

A Menina que Roubava Livros (2013), escrito por Markus Zusak e dirigido por Brian Percival
A Menina que Roubava Livros já é um clássico contemporâneo e, apesar de algumas alterações desnecessárias, a adaptação cinematográfica é quase tão maravilhosa quanto a obra original. Infelizmente, o filme só concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original, mas já cumpre os requisitos para estar neste post :)

Continue reading “16 adaptações de livros que concorreram ao Oscar”

Top 10 livros de 2016

Processed with VSCO with m5 preset

Gravar mais vídeos para o blog era uma meta para 2016, que ficou para a história – afinal, não gravei nenhum, haha! Mas, para começar 2017 com o pé direito, decidi começar a cumprir essa meta, ainda que atrasada. E para reestrear o canal no YouTube (se inscreve lá!), escolhi falar um pouco sobre os meus 10 livros preferidos de 2016! Vamos lá?

A maioria dos livros que falei no vídeo já foi resenhada aqui no blog! E a resenha você encontra aqui!

E vocês, quais foram os livros que mais gostaram em 2016? Têm indicações para mim? <3

Mês do Terror: sugestões de filmes e leituras


Não é novidade para ninguém que amo filmes e livros de terror! E é óbvio que vou aproveitar o começo do mês de outubro para dar algumas dicas para quem também é fã (vamos apenas ignorar o fato de que, no Brasil, o Halloween não é exatamente a data mais popular). Enfim, escolhi algumas leituras e filmes que realmente me assustaram e mexeram comigo para compartilhar com vocês. E também espero indicações :)

LEITURAS

A Desconstrução de Mara Dyer, Michelle Hodkins
A Desconstrução de Mara Dyer não é oficialmente uma história de terror, mas conta com cenas mais assustadoras do que muitos filmes e livros do gênero. É difícil falar sobre a obra, que é o primeiro volume da trilogia, sem entregar detalhes cruciais. No entanto, fica a dica para quem gosta de tramas cheias de reviravoltas e com uma dose de romance. Continue reading “Mês do Terror: sugestões de filmes e leituras”