Meus 10 autores favoritos: o que mudou?

Além do Livro já vai fazer 4 anos (!!!), então, tem alguns posts que já não fazem mais tanto sentido para mim. Recentemente, sempre que tenho um tempinho sobrando, estou corrigindo algumas coisinhas em textos antigos. Eis que me deparei com o post Meus 10 autores favoritos, que escrevi em 2015, e descobri que muita coisa mudou! Eu sabia que isso aconteceria, mas ler o texto foi uma experiência engraçada. Por isso, não resisti e decidi escrever um post comentando minhas escolhas de dois anos atrás!

Em 2015…
Colleen Hooverautora das séries Métrica Hopeless, Colleen Hoover é sempre“too much”. Muito amor, muito drama, muita tragédia, muita surpresa, muita reviravolta e, principalmente, muita, muita, muita mas muita intensidade mesmo. E pode até ser cansativa, mas é essa overdose que torna as obras da autora tão marcantes e inesquecíveis. Além desse estilo peculiar, Colleen sempre aborda temas delicados e sempre atuais (que não vou listar aqui para evitar spoilers).

Em 2017…
Eu estava realmente disposta a ler até a lista de mercado de Colleen Hoover. Até que Confess não apenas me decepcionou, como também me levou do amor ao ódio. Desde então, peguei o famoso “bode” e nunca mais consegui sequer querer ler um livro da autora. E ao que tudo indica, essa situação não deve mudar. Continue reading “Meus 10 autores favoritos: o que mudou?”

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10 mortes literárias que não consigo superar

Não existe nada mais reconfortante para um leitor do que compartilhar as alegrias, tristezas e reviravoltas que uma história traz. E isso foi essencial para que eu sobrevivesse à leitura de Harry Potter, hahaha! Foi daí que surgiu a ideia para este post, e comecei a pensar em maneiras de escrevê-lo sem dar major spoilers. Claro que é praticamente impossível, mas tomei alguns cuidados para não entregar tudo de bandeja, como não colocar o nome do livro nos subtítulos e não destacar nenhuma parte do texto. No entanto, antes de clicar no Continuar lendo, saiba que este post está lotado de spoilers!

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Top 5 livros de 2017

Sim, estou atrasada para compartilhar meu top 5 livros de 2017. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca! Então, aí vão os meus queridinhos do ano até aqui!

A Cor Púrpura, Alice Walker
Não foi à toa que A Cor Púrpura faturou o Prêmio Pulitzer. Mais do que uma oba sobre segregação racial, o livro de Alice Walker é uma história sobre resiliência, cumplicidade, empoderamento e todas as formas de amor. Ou seja, foi publicado em 1982, mas é extremamente pertinente e atual. Realmente um must read da literatura! Continue reading “Top 5 livros de 2017”

Desafio de Leitura 2017 – Parte I

Desde 2015, além da meta de livros, também cumpro o Desafio de Leitura (que criei em parceria com a Karina). A ideia é ampliar os horizontes literários sair da zona de conforto, preenchendo cada uma das 50 categorias com uma obra.

E, todo ano, quando chego à metade do desafio, compartilho a lista aqui para vocês verem a quantas anda o projeto – assim, também podem “roubar” algumas indicações! E quem quiser participar, ainda dá tempo!

DESAFIO LIVRO AUTOR
Um livro publicado em 2017 Crave a marca Veronica Roth
Um clássico Dracula Bram Stoker
Um livro de fantasia A Gigantesca Barba do Mal Stephen Collins
Um livro de humor Scott Pilgrim – Vol. 2 Bryan Lee O’Malley
Um livro de suspense/thriller Quem era ela JP Delaney
Um livro de não-ficção Constance Zahn – O Guia Essencial de Casamento Constance Zahn
Uma graphic novel Scott Pilgrim – Vol. 1 Bryan Lee O’Malley
Um livro que contenha ilustrações
Um livro de terror Cujo Stephen King
Um livro considerado cult
Um livro ambientado no passado distante Victoria e o Patife Meg Cabot
Um livro apocalíptico
Um livro que contenha um assassinato Jantar Secreto Raphael Montes
Um livro vencedor do Prêmio Pulitzer A Cor Púrpura Alice Walker
Um livro polêmico
Um livro subestimado Tudo o que nunca contei Celeste Ng
Um livro mind fucking Matéria Escura Blake Crouch
Um livro chocante
Um livro que te surpreendeu Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban J. K. Rowling
Um livro que te decepcionou Um amor incômodo Elena Ferrante
Um livro que fez você chorar Harry Potter e o Cálice de Fogo J. K. Rowling
Um livro que contenha uma história de amor marcante
Um livro recomendado por um amigo Adeus, por enquanto Laurie Frankel
Um livro que você ainda não leu, mas já assistiu à adaptação
Um livro que você gostaria que virasse filme ou série
Um livro que contenha um personagem que você gostaria de ser Agora e para sempre, Lara Jean Jenny Han
Um livro com protagonista criança Harry Potter e a Câmara Secreta J. K. Rowling
Um livro com uma história que você gostaria de viver
Um livro que você gostaria de ter escrito
Um livro que te inspira
Um livro que você gostaria que todos lessem O Livro dos Baltimore Joël Dicker
Um livro que você pensou em abandonar
Um livro que você gostaria de “desler”
Um livro que te dê vontade de viajar Quatro estações em Roma Anthony Doerr
Um livro para dar de presente
Um livro para ler antes de dormir Buracos Negros Stephen Hawking
Um livro para ler em um dia Paris para um e outros contos Jojo Moyes
Uma releitura
Um livro com resenhas negativas Doutor Sono Stephen King
Um livro que todo mundo gostou, menos você
Um livro que você escolheu pela capa The Boy is Back Meg Cabot
Um livro que você escolheu pelo título As coisas que perdemos no fogo Mariana Enriquez
Um livro cujo título não condiz com a história
Um livro cujo título tenha mais de 5 palavras Meu coração e outros buracos negros  Jasmine Warga
Um livro com mais de 500 páginas O Bazar dos Sonhos Ruins Stephen King
Um livro cujo título seja um ou mais nomes próprios O Bebê de Bridget Jones Helen Fielding
Um livro de um autor que você nunca tenha lido Harry Potter e a Pedra Filosofal J. K. Rowling
Um livro assinado por um pseudônimo A Filha Perdida Elena Ferrante
Um livro escrito por dois autores
Um livro de um autor que já morreu

Meus 10 personagens de livro favoritos

A Jennifer Leoncio (@jencleoncio.reads) me convidou para participar da TAG #TopTenBookishCharacters, e cá estou eu – na verdade, era para responder no Instagram, mas eu queria dissertar sobre cada escolha, então trouxe para o blog, haha!

Minha lista não está exatamente surpreendente – nunca escondi meu amor por nenhum dos personagens que escolhi. O que me surpreendeu foi o fato de que, dos meus 10 eleitos, 8 são mulheres e 1 é transgênero. Enfim, vamos à lista:

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Sobre Os 13 porquês

Vou começar esse post com uma confissão.

Sempre me interessei por livros que abordam suicídio, e acho extremamente importante tratar do tema, principalmente entre os adolescentes. Então, quando descobri Os 13 porquês, automaticamente adicionei-a à minha lista de leituras. Acontece que, há uns 4 anos, era praticamente impossível encontrar o livro nas livrarias – e, na internet, era caro demais! Por isso, demorei para lê-lo, o que apenas aumentou minhas expectativas. No fim de 2014, decidi acabar com o suspense e comprei o e-book em inglês. E a conclusão? Me decepcionei.

E foi por isso que, admito, torci o nariz para a série da Netflix antes mesmo de assisti-la. Vi os dois primeiros episódios, que não me agradaram, e pensei seriamente em desistir. Cheguei até a escrever um post falando sobre o que tanto me incomoda na história de Hannah Baker. Mas eu sabia que não conseguiria publicá-lo sem terminar de assistir à adaptação da obra de Jay Asher. Sem sentir que eu realmente tenho alguma propriedade pra fazê-lo. E fico feliz em dizer que, 13 porquês depois, estou aqui editando a primeira versão deste post.

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8 sequências de livros duvidosas

Enquanto eu escrevia a resenha de Doutor Sono, a continuação de O Iluminado, pensei em fazer um post sobre as sequências de livros que dividem opiniões. Achei que seria interessante porque sou aquele tipo de leitora chata, que adora falar mal antes de ler e, muitas vezes, acaba sendo surpreendida pela continuação de uma história. Como sempre, escolhi falar apenas sobre os livros que li. Mas poderia citar vááááários outras sequências que considero desnecessárias, mesmo sem ter lido, haha! Bom, vamos à lista:

A Herdeira, Kiera Cass
Eu adoro a série A Seleção, especialmente o terceiro volume, A Escolha. Sempre achei que a história teve um bom encerramento, por isso, torci o nariz quando anunciaram que haveria um quarto livro. E detestei ainda mais quando soube que seria sobre a filha de America e Maxon. Mas é claro que a curiosidade não me deixou passar longe de A Herdeira, e lá fui eu conhecer Eadlyn Schreave – que é bem chatinha, diga-se de passagem. Como sempre digo, a escrita de Kiera Cass é extremamente fluida. Então, um livro dela nunca é cansativo. No entanto, o mundo continuaria girando muito bem  – ou até melhor! – sem A Herdeira e, consequentemente, A Coroa.

Bridget Jones: louca pelo garoto, Helen Fielding
Quatorze anos depois de lançar Bridget Jones: no limite da razão, Helen Fielding decidiu escrever um terceiro livro para a série. E nos chocou ao anunciar que Louca pelo garoto simplesmente não teria Mark Darcy! Apesar de preferir os filmes, fiquei automaticamente curiosa e, claro, ressabiada. Quando o livro foi lançado, comprei correndo e comecei a lê-lo com a certeza de que iria odiá-lo. Mas acabou que, apesar de não ter Mark, Louca pelo garoto foi o volume que mais gostei na série. E, no final das contas, achei que “matar Mark Darcy” foi muito corajoso da parte da autora. (Nem preciso dizer que amei também O Bebê de Bridget Jones, né?)

Doutor Sono, Stephen King
Doutor Sono é, provavelmente, uma das continuações mais contestadas de todos os tempos. Afinal, veio nada menos do que 36 anos depois de  O Iluminado. Como sempre, fiquei dividida entre a curiosidade e o receio. E como quase sempre, a vontade de saber o que acontece venceu. Para a minha surpresa, Doutor Sono se revelou não só uma boa sequência para O Iluminado, como também uma boa história independente do primeiro livro.

Essa garota, Colleen Hoover
Quando li Essa garota, que é o terceiro volume da série Métrica, eu ainda era uma grande fã de Colleen Hoover (falei sobre meu caso de desamor com a autora aqui). No entanto, já naquela época, achei o livro ligeiramente desnecessário, já que ele é simplesmente o ponto de vista de Will sobre os acontecimentos dos dois primeiros volumes. De qualquer forma, para quem já leu MétricaPausa, vale fechar a trilogia com um pouquinho mais do lado de Will.

Lembrança, Meg Cabot
A Mediadora é uma das minhas séries preferidas – já li os 6 primeiros livros 3 vezes, hehe! Então, apesar da felicidade de reencontrar Susannah e Jesse em uma história inédita, fiquei com medo do que Meg Cabot aprontaria em Lembrança, o sétimo volume. Até porque sempre amei o final do livro anterior, Crepúsculo, e nunca senti necessidade de continuar a trama. Mas é claro que não pensei duas vezes antes de ler Lembrança e, como já imaginava, não me decepcionei. Foi uma delícia voltar ao universo de A Mediadora, reencontrar Susannah mais velha (mas ainda Susannah) e conhecer um novo Jesse!

Maldita, Chuck Palahniuk
Gostei tanto de Clube da Luta, que decidi que leria até a lista de supermercado de Chuck Palahniuk. Condenada, a segunda obra que li do autor, não superou a primeira, mas também não deixou a desejar. Gostei bastante do final da história, e achei que poderia muito bem terminar ali. Mas, ao mesmo tempo,  me animei bastante para ler a sequência, Maldita. E aí que a leitura foi simplesmente um suplício, tanto que me fez rever os conceitos sobre o autor. (Depois, ainda li Sobrevivente, que me fez ter a certeza de que “deu” de Chuck Palahniuk nessa vida)

O Casamento da Princesa, Meg Cabot
Acho que só o título já seria o suficiente para me fazer ler O Casamento da Princesa, o 11º volume da série O Diário da Princesa (e o primeiro em 7 anos!). É claro que tive meus receios, não apenas sobre o que aconteceria na história, mas principalmente em relação a como eu receberia o livro. Afinal, comecei a ler a série aos 17 anos e, aos 27, talvez não fosse mais tão legal.Mas Meg Cabot com certeza pensou nisso, e nos presenteou com uma Mia Thermopolis de 26 anos, mas que manteve a essência da personagem. Resultado: será que vai ter O Bebê da Princesa?

Vá, coloque um vigia, Harper Lee
Vá, coloque um vigia foi o último ato de Harper Lee, que faleceu apenas 7 meses depois de lançá-lo. E eu adoraria dizer que, apesar de nunca ter sido a favor da sequência de O Sol é para todos, fui surpreendida por mais um livro incrível da autora. Mas a verdade é que Vá, coloque um vigia conseguiu ser pior do que eu esperava. Nele, conhecemos uma versão adulta e insuportável da outrora cativante Jean Louise. E, 55 anos depois de O Sol é para todos, mergulhamos em um mundo que poderia ser real. Ou seja, muito diferente do universo utópico – e deliciosamente redentor – criado por Harper Lee no primeiro livro. Absolutamente desnecessário.

Quais sequências duvidosas surpreenderam ou decepcionaram vocês?