Uma pergunta por dia – Potter Style

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Entre 2013 e 2014, aconteceu o boom dos livros interativos, como Destrua este diário e Listografia, no Brasil e outros títulos ainda sem tradução para o português também começaram a fazer sucesso entre os bookaholics. Um deles foi o Q&A a Day, que conheci no final do ano retrasado por meio da Karina, do Livros & Escritos. Acontece que demorei para comprar o meu exemplar e, a poucos dias de 2015, ele estava esgotado. A solução foi esperar por 2016 :(

Então, no final do ano passado, eu quis ser a diferentona já comecei a procurar o Q&A a Day, mas, por causa da alta do dólar, o livro, que custava cerca de R$ 60 em 2014, subiu para R$ 90. Como não ganhei na Mega da Virada, decidi refletir melhor sobre o tamanho do meu desejo e se ele valia quase R$ 100. Foi quando descobri que a Intrínseca iria lançar a versão em português, que recebeu o nome de Uma pergunta por dia <3 Já comecei a encher o saco da Vanessa, que cuida das parcerias da editora, e ela me contou que os parceiros receberiam o livro como presente de Natal! Continue reading “Uma pergunta por dia – Potter Style”

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Film Listography e Literary Listography – Lisa Nola

No finalzinho do ano passado, a Intrínseca lançou o Listografia, da Lisa Nola, um livro interativo que mescla nostalgia com retrospectiva, ao fazer o leitor/escritor listar  suas coisas favoritas, como bandas, filmes, livros, entre outros, além de momentos inesquecíveis, segredos, medos, amigos e por aí vai. Eu soube desde o início que iria adorar preencher as listas, mas gostei tanto que me empolguei e importei outros dois volumes da série.listo2

O Film Listography é o livro perfeito para os cinéfilos (o que, confesso, não é muito meu caso), já que a ideia é listar desde os seus longas, atores e diretores favoritos de todos os tempos até itens mais específicos, como “filmes que você assistiu enquanto crescia e que todas as crianças deveriam ver”, “quotes inesquecíveis” e “filmes que captam uma cidade ou lugar específico perfeitamente”.

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E quando digo que o Film Listography foi feito para quem realmente ama cinema, não estou brincando. Eu, que não sou conhecedora profunda da sétima arte, por exemplo, admito que não fui capaz de preencher algumas listas, como as de filmes favoritos da Golden Age até 1970, entre outras, hahaha!

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As ilustrações são de Jon Stich.

Já o Literary Listography é mais a minha praia e foi realmente pensado para pessoas que amam o universo dos livros. “Personagens com os quais me identifico”, “personagens com os quais eu sairia”, “os melhores livros sobre se apaixonar” e “livros que eu acho que irei pular” são algumas das especificidades do Literary Listography.

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No volume literário da série de Lisa Nola, você também pode listar seus livros favoritos por gênero, compilar os títulos que pretende ler e documentar ideias sobre as quais você gostaria de escrever. Ainda não terminei de preencher o meu Literary Listography, mas pretendo fazê-lo até o final do ano.

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As ilustrações são de Holly Exley.

No auge da minha empolgação com os livros da série Listography, já havia decidido comprar o Love e o Music também. Mas, por causa dos preços (paguei cerca de R$ 90 nos dois juntos, no Book Depository) e da alta do dólar, resolvi esperar. E foi a melhor coisa que fiz porque confesso que, apesar de os livros serem super legais, uma hora você cansa de preencher listas – e olha que eu realmente adoro listar coisas. Além disso, os volumes temáticos são beeeeeem específicos, então recomendo que você compre se realmente amar demais e entender sobre o assunto em questão. Aqui, você pode ver a série completa de Listography!

Título original: Film Listography
Autor: Lisa Nola
Ano: 2012
Páginas: 159

Título original: Literary Listography
Autor: Lisa Nola
Ano: 2014
Páginas: 160

Reading Journal

Estava eu em um passeio inocente pela Livraria Cultura, quando avistei o Reading Journal que é tema deste post. Comecei a folheá-lo por curiosidade, mas, para minha felicidade (e tristeza do meu bolso, que ficou R$ 73,65 mais pobre), me deparei com um diário literário que parece ter sido projetado por alguém que realmente ama livros, já que conseguiu sair totalmente do lugar comum.

E foi por ter me surpreendido tanto que resolvi fazer um post para compartilhar essa belezinha com vocês. O Reading Journal tem espaço para documentar 50 livros e, a cada cinco registros, o leitor encontra uma página de “exercícios” – a parte mais legal do diário

Bom, vamos ao que interessa:

Nas páginas de review, você documenta o livro, preenchendo o título, o autor, o ano de publicação e a categoria do livro, além das datas em que começou e terminou a leitura, a avaliação e os assuntos sobre os quais a obra inspirou você a aprender mais. Também tem espaço para fazer anotações aleatórias ou até escrever uma resenha (curtinha, mas dá).

O primeiro “exercício” é o My Biblio Style, em que você lista os seus autores e livros favoritos do momento – o que achei uma sacada ótima, já que todo leitor assíduo está sempre alterando a lista de preferidos – e nas categorias Young Adults e Childhood. No My Biblio Style, você também registra quais são os seus lugares preferidos para ler, o seu ritmo de leitura e seus gêneros favoritos.

O Literary Superlatives me lembrou o Literary Listography (resenha aqui), já que a ideia é reunir os personagens mais parecidos com você, suas paixões literárias, o livro que mais te fez chorar, entre outras categorias. Já o Literary Face-Offs faz o leitor refletir sobre suas preferências, ao reunir duelos entre títulos  literários e dilemas como “se eu fosse um herói shakesperiano, eu seria…” e “se eu fosse um detetive literário, eu seria…”.

No Shelf Life, você lista, por categoria, os livros que compõem a sua estante (obviamente, não vai caber tudo) e, no My Biblio Brain, os autores que mais influenciaram você. Já quem gosta de quotes, como eu, vai adorar escolher alguns trechos especiais para preencher o Lasting Language of Literature. Só tem espaço para 10, então não será tarefa fácil. No Books on Screen, você pode eleger as melhores e piores adaptações de livros, listar as que você quer assistir e as que você gostaria que fossem feitas, além de escalar seu próprio elenco. Quem gosta de viajar vai adorar preencher o Literary Pilgrimages, onde você lista os livros que te fizeram ter vontade de conhecer outros lugares do mundo, além de cenários literários preferidos e autores internacionais favoritos.

Como o próprio título dá a entender, o Reading Trees é uma espécie de árvore genealógica, só que de livros – oh, really? Nessa parte do journal, você escolhe alguns livros para listar que assuntos eles inspiraram você a aprender mais sobre; que outros livros do mesmo autor eles te deram vontade de ler; e quais outros autores você teve vontade de conhecer após a leitura. O mais legal desse exercício é que você descobre não apenas como uma obra influenciou sua vida e seus hábitos literários, como também quais leituras podem expandir seus horizontes. São dois Reading Trees ao longo do diário.

No final do Reading Journal, você encontra listas com alguns dos vencedores dos principais prêmios literários, como o Pulitzer, o Man Booker Prize e o National Book Award For Fiction. Além de abastecer a wishlist com leituras futuras, você também pode ticar os que já leu. No meu caso, poucos, haha! E se os livros vencedores dos principais prêmios literários não forem o suficiente, você pode buscar mais ideias nas listas de melhores livros elaboradas pela The Modern Library, pela BBC e pela revista Time, além dos títulos escolhidos pelo Book Club da Oprah Winfrey. Ainda não é o bastante? Tudo bem. O journal também traz listas de livros favoritos por gênero. O único problema dessas compilações é que muitos títulos aparecem em quase todas as listas.

Chegando ao final do journal, sobram algumas páginas para você preencher com livros que ainda quer ler. Quem empresta livros (eu sou egoísta e empresto muito pouco) pode registrar os que estão emprestados, desde quando e para quem. Quem pega livros emprestados (sou chata e pego muito pouco) também pode documentar o que está “devendo”, para quem e desde quando. Por último, vem o Book Source Address Book, espaço reservado para anotar endereços e contatos de suas fontes de livros. Achei forçar um pouco a amizade, mas tudo bem, porque o resto é simplesmente perfeito :)

Resenha de Listografia – Lisa Nola

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Listografia é o livro perfeito para quem gosta de listas e nostalgia e foi a forma que Lisa Nola encontrou para incentivar o leitor – ou seria escritor, no caso? – a fazer uma retrospectiva da própria vida. Na obra, que conta com ilustrações divertidíssimas de Nathaniel Russell, o objetivo é listas nossas coisas favoritas, como bandas, músicas, filmes e livro, assim como fatos inusitados, segredos inconfessáveis, amigos inesquecíveis e medos secretos.

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Quando a Intrínseca lançou Destrua este diário e Termine este livro, ambos de Keri Smith, eu fiquei com muita vontade de “testar” os livros, mas não fui muito bem-sucedida. Explico: cheguei a comprar o Destrua este diário, mas, depois de dar uma olhada nas tarefas, admiti para mim mesma que não iria completá-las; já o Termine este livro eu recebi da Intrínseca e, apesar de ter começado a todo vapor, confesso que não terminei.

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Mas com Listografia foi diferente. Não sei se é porque eu amo listas e nostalgia, mas me diverti muito preenchendo-as e até comprei outras edições do livro, que ainda não foram publicadas no Brasil – Literary Listography Film Listography.

Título original: Listography Journal
Editora: Intrínseca
Autor: Lisa Nola
Ano: 2007
Páginas: 160

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Termine este livro – Keri Smith

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Os livros interativos estão na moda e Keri Smith se consagrou como uma das principais autoras do gênero. Após o sucesso de Destrua este diário, a Editora Intrínseca publicou Termine este livro, que logo também se tornou sucesso no Brasil. Aproveitei a parceria com a editora para ter minha primeira experiência com o gênero (comprei o Destrua este diário, mas dei para minha sobrinha) e descobri que, apesar de ser divertido, brincar com o livro interativo não é meu maior talento.

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Em Termine este livro, Keri Smith conta que encontrou um livro de conteúdo misterioso e pede a ajuda do leitor para terminar a obra. Antes de realmente começar o desafio, o leitor – ou seria escritor? – passa por um treinamento em espionagem e investigação, como aprender a desvendar mensagens criptografadas, exercitar a memória e analisar evidências.

Termine este livro não tem uma proposta tão autoajuda quanto Destrua este diário Uma página de cada vez, de Adam J. Kurtz, mas também faz refletir, já que propõe atividades como registrar o dia, analisar situações corriqueiras e pensar em coisas abstratas. Keri Smith mantém o tom de mistério e investigação com atividades como observação de pessoas, esconderijos e a criação de uma ordem secreta.

Como não poderia ser diferente, Termine este livro também mexe bastante com a criatividade, com tarefas que, de tão simples, acabam parecendo complicadas de se completar. Dizer que completar a obra de Keri Smith não dá trabalho seria mentira, no entanto, é uma forma divertida, criativa e terapêutica de fugir da rotina do dia a dia.

Título original: Finish this book
Editora: Intrínseca
Autor: Keri Smith
Ano: 2011
Páginas: 208
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Destrua este presente

Destrua este diário foi um dos lançamentos mais comentados dos últimos meses e, depois de ver alguns posts e muitos elogios sobre a obra de Keri Smith, achei que poderia ser uma experiência interessante. Comprei o livro pra mim, no entanto, enquanto o folheava, cheguei à conclusão de que eu acabaria não cumprindo muitos dos desafios, por falta de tempo ou pura preguiça, mas pensei que alguém que eu conheço iria adorar.

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Dito e feito. Filha de ilustrador e artista plástica, a Tháta (ou Ayumi), minha sobrinha, sempre adorou desenhar, é muito criativa e adora livros. Ou seja, tem todas as características que o leitor de Destrua este diário deve ter. Como eu não sabia ainda o que dar de Natal para ela (as crianças de hoje em dia ganham muitos presentes), resolvi arriscar. Folheei o livro de novo em busca de conteúdo inapropriado para crianças (que não existe) e a missão foi cumprida com sucesso: depois que ela abriu o pacote, foram muitos “adorei esse livro, tia Ná” e vários desafios eliminados em apenas uma hora. 

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Destrua este diário é realmente muito legal e até terapêutico, não só para crianças, como também para adultos. A obra de Keri Smith é interativa e, como o título já diz, propõe algo que a maioria dos adoradores de livros abomina: a destruição deste bem tão precioso. Mas, por mais paradoxal que isso possa parecer, seguir as regras da autora e destruir o diário garante aquela sensação libertadora que experimentamos quando fugimos dos padrões e agimos com espontaneidade. Algumas brincadeiras exercitam a criatividade, enquanto outras propõem interação até mesmo com estranhos. Mas o que definitivamente não falta é o toque lúdico e a simplicidade que tornam a experiência leve e, ao mesmo tempo, rica.

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E foi assim que, depois de sete anos de Natais, aniversários e Dias das Crianças, eu finalmente acertei no presente. E foi um livro :)

*Quem quiser presentear uma criança com Destrua este diário pode arriscar sem medo. Como disse lá em cima, o livro não tem conteúdo inapropriado, o máximo que pode acontecer é seu presenteado precisar da ajuda de um adulto para cumprir alguns desafios – o que pode tornar a brincadeira ainda mais legal.

**Keri Smith é ilustradora e tem outros livros como Destrua este diário, mas que não foram traduzidos para o português ainda. Alguns deles são Finish this book This is not a book