Resenha de Uma bolota molenga e feliz – Sarah Andersen

Depois de Ninguém vira adulto de verdadeSarah Andersen lança Uma bolota molenga e feliz, mais uma compilação de suas tirinhas. Sempre divertida e autêntica, a autora consegue captar muito bem a essência da sociedade atual, por isso, acho quase impossível não se identificar com ela.

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No entanto, apesar de serem extremamente engraçadas, as tirinhas abordam assuntos sérios, como autoestima, depressão, ansiedade, relações interpessoais e coming of age. Um dos temas que ganha destaque são as dificuldades de ser mulher, o que faz com que o livro esbarre no feminismo, mas nunca de uma maneira “caga-regra” (perdão pelo termo!).

Diferente de Ninguém vira adulto de verdadeUma bolota molenga e feliz tem historinhas maioresmais texto – mas sem perder o dinamismo. Uma coisa que AMEI é que, no livro, Sarah Andersen fala muito sobre gatos e conta como passou a gostar deles <3 Enfim, sempre com bom humorótimas sacadasUma bolota molenga e feliz é uma daquelas obras que fazem a gente pensar que não estamos sozinhos no mundo!

E aqui, algumas das minhas tirinhas preferidas:

Título original: Big Mushy Happy Lump (Sarah’s Scribbles #2)
Editora: Seguinte
Autor: Sarah Andersen
Ano: 2017
Páginas: 136
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de Scott Pilgrim – Bryan Lee O’Malley

Scott Pilgrim leva uma vida confortável: aos 20 e poucos anos, não trabalha e sua única obrigação são os ensaios com a (péssima) banda Sex Bob-Omb. Para completar, tem uma espécie de relacionamento platônico com a chinesa de 17 anos, Knives Chau. No entanto, tudo começa a mudar quando Scott conhece Ramona Flowers, uma americana recém-chegada ao Canadá. Mas, antes de ficar em paz com sua nova namorada, Scott terá que terminar com Knives e enfrentar a Liga dos Ex-namorados do Mal de Ramona.

Nunca dei muita bola para Scott Pilgrim, até o dia em que assisti à adaptação, estrelada por Michael Cera, só porque estava passando na televisão. Contrariando as expectativas, acabei adorando o filme, que é divertido de uma maneira muito peculiar e criativa. E aí, nasceu a vontade de ler a obra original. Mas, com tantos livros na fila de leitura, sempre fui deixando para depois. Até que li Repeteco, também de Bryan Lee O’Malley, amei e decidi não fugir mais de Scott Pilgrim.

A série conta com três volumes, e como todos giram em torno da mesma trama, decidi fazer apenas uma resenha. O toque de fantasia está presente em toda a história, tornando-a mais divertida e envolvente. Logo no primeiro volume, já fica claro que Bryan Lee O’Malley tem um estilo único e muito marcante – não apenas de ilustração, mas também na forma de construir o enredo.

Divertido, o primeiro livro de Scott Pilgrim é uma leitura rápida, divertida repleta de senso de humor. O segundo e o terceiro mantêm o mesmo estilo, mas, talvez porque já conhecemos os personagens, a história se torna mais envolvente. As loucuras da trama são o ponto forte da saga, mas também uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que deixam os livros mais dinâmicos, às vezes se tornam um pouco confusas.

Editora: Companhia das Letras
Autor: Bryan Lee O’Malley

Resenha de O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones #4) – Helen Fielding

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Bridget Jones continua solteira e, mais do que nunca, sonha em ser mãe – até porque seu relógio biológico já não tem mais todo o tempo do mundo! Depois de dias especialmente movimentados, ela descobre que está, enfim, grávida! O único detalhe é: Bridget não sabe quem é o pai e tem duas apostas – Mark Darcy ou Daniel Cleaver?

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A série de Helen Fielding é sempre uma surpresa na minha vida de leitora. Li O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones: no limite da razão em 2006. E, na época, não gostei muito dos livros – sempre preferi os filmes! Hoje, acho que foi por causa da idade – eu tinha 18 anos e provavelmente não me identificava tanto com as situações que Bridget enfrentava. Já em 2013, foi lançado Bridget Jones: louca pelo garoto, que não tem “apenas” Mark Darcy. Chiei, chorei e esperneei. Mas decidi ler e, para a minha surpresa, amei! E então, chegou a hora de ler O Bebê de Bridget Jones, que se passa antes do terceiro livro.

Bridget é a típica personagem de chick lit. Mas, apesar de fazer milhares de besteiras, nunca me irrita. Talvez seja por ser tão engraçada e divertida – sempre rio, literalmente, com as viagens dela! No quarto volume da série, temos mais uma vez o embate entre Mark Darcy e Daniel Cleaver. O que poderia ser cansativo, se não fossem… bem, Mark, Daniel e Bridget. E, claro, sabemos quem vai “vencer” no final. Mas, como disse na resenha de The boy is back, não tenho problemas com histórias previsíveis, desde que eu não esteja esperando por uma trama surpreendente. E, no caso de séries como Bridget Jones, a gente QUER ter o “controle” sobre o que vai acontecer… Pelo menos comigo é assim.

O Bebê de Bridget Jones é tão fluido e fácil de ler, o  único defeito é ser tão curtinho! Provavelmente, se fosse maior, não faria sentido – a trama gira basicamente em torno do mistério em torno do pai, sem muitas subtramas. Mas de Mark e Bridget nunca é suficiente <3

Título original: Bridget Jones’s Baby
Editora: Paralela
Volumes anteriores: O Diário de Bridget Jones, Bridget Jones: no limite da razãoBridget Jones: louca pelo garoto
Autor: Helen Fielding
Ano: 2016
Páginas: 203
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de The boy is back (Série Garoto #4) -Meg Cabot

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À frente do bem-sucedido negócio da família e em um relacionamento sério e maduro, Becky Flowers não poderia estar mais feliz! No entanto, tudo muda quando Reed Stewart, seu ex-namorado e estrela do golfe, retorna à cidade depois de 10 anos “exilado”. Becky jura que não sente mais nada por Reed, até ser obrigada a dividir o mesmo espaço com ele. É quando ela percebe que o tempo não é capaz de curar tudo.

Vou ser bem sincera: eu nem sabia que a série Garoto teria um novo volume, até me deparar com The boy is back na livraria. Como o livro estava barato, decidi levá-lo – e foi uma ótima leitura para espairecer depois de Drácula! Seguindo o padrão dos três livros anteriores, a história de The boy is back é contada por meio de e-mails, mensagens de celular e recortes de jornal. Ou seja, mais uma vez, Meg Cabot não deixa dúvidas de que está sempre atualizada quando o assunto são as novas tecnologias!

Regado a bom humor de sempre da autora, o quarto volume da série Garoto é previsível, sim. No entanto, isso só seria um problema caso eu tivesse começado a leitura esperando uma história realmente inovadora e surpreendente. Não foi o caso. Mas como Meg Cabot é quem é e raramente decepciona, The boy is back pode ser previsível, mas também é muito bem amarrado. E embora tenha muitas doses de romance, não é um “fofo meloso”, do tipo que enjoa. A história de Becky e Reed convence, diverte e distrai.

Título original: The boy is back
Companion books: O Garoto da Casa ao Lado, Garoto Encontra Garota e Todo Garoto Tem
Autor: Meg Cabot
Ano: 2016
Páginas: 400
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 4 estrelas

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Resenha de Ninguém vira adulto de verdade – Sarah Andersen

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Em Ninguém vira adulto de verdade, Sarah Andersen compartilha suas tirinhas que retratam o que é ser um jovem adulto nos dias de hoje. Vida social, autoestima, timidez e inseguranças são apenas alguns dos temas abordados por Sarah no livro. Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, a autora transforma causos cotidianos em mini-histórias honestas e, ao mesmo tempo, extremamente divertidas e de fácil identificação!

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Como disse na resenha de Repeteco, tenho gostado cada vez mais de quadrinhos. E já havia me interessado pela versão original de Ninguém vira adulto de verdade, que me lembrou um pouco do ótimo Hyperbole and a half. Então, quando soube que a Editora Seguinte iria lançá-la em português, já engordei minha wishlist.

E como esperado, a leitura do livro de Sarah Andersen foi rápida (tive que me controlar pra não ler tudo de uma vez) e regada a risadas. A autora tem um senso de humor que mescla ingenuidade com acidez e me identifiquei de verdade com várias tirinhas! Com Ninguém vira adulto de verdade, Sarah não apenas retrata a vida moderna de um jovem adulto, como também mostra que todos temos inseguranças que parecem ser bobas, mas afetam nossa vida e convivência social diretamente. Ou seja, ninguém está sozinho!

E para dar uma amostra do que Ninguém vira adulto de verdade realmente é, separei três das muitas tirinhas que amei:

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Título original: Adulthood is a myth
Editora: Seguinte
Autor: Sarah Andersen
Ano: 2016
Páginas: 120
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de O Hipster – Jason Hazeley e Joel Morris

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O Hipster faz parte da Coleção Como Lidar, que ironiza os clássicos livros infantis da Ladybird Books – tanto é que, em inglês, recebeu o nome de Ladybird Books for Grown-ups. Em vez de obras infantis, no entanto, a coleção conta com “manuais” que “explicam” termos como ressaca e como funcionam esposas e maridos.

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Adoro doses de sarcasmo e ironia, por isso, quando soube do que se tratava a Coleção Como Lidar, me interessei. Para começar, escolhi O Hipster, mas lamento dizer que terminei a leitura completamente decepcionada. Acredito que o intuito da coleção seja justamente estereotipar determinadas figuras e até ridicularizá-las, ainda que não de maneira ofensiva (se é que isso é possível). No entanto, a verdade é que me deparei com um livro que passa dos limites ao fazer pouco dos hipsters e que nem chega a ser engraçado.

Se serve de consolo, O Hipster e todos os outros volumes da Coleção Como Lidar são super pequenos, com pouco texto e muitas ilustrações. No entanto, minha experiência foi tão dispensável que não pretendo ler os outros livros para saber se todos seguem o mesmo padrão.

Título original: The Ladybird Book of the Hipster
Editora: Intrínseca
Autores: Jason Hazeley e Joel Morris
Ano: 2015
Páginas: 52
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 1 estrela

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Resenha de Quadrinhos dos anos 10 – André Dahmer

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Em Quadrinhos dos anos 10, André Dahmer faz críticas mordazes ao estilo de vida moderno em tirinhas ácidas, sim, mas também repletas de senso de humor. Capitalismo, tecnologia, narcisismo, liberdade de expressão, política, relações pessoais e o comportamento humano em geral são alguns dos temas polêmicos e pertinentes abordados de forma divertida e inteligente pelo autor.

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A leitura é rápida e fluida, não apenas pelo formato de quadrinhos (e histórias que nunca se estendem por mais de seis quadros), mas também pela perspicácia e, muitas vezes, sutileza que permeiam as tirinhas. Confesso que é triste quando nos identificamos com alguns quadrinhos, mas é exatamente essa grande dose de realidade que faz com que a obra de André Dahmer seja brutal e honesta ao mesmo tempo em que é divertida e sagaz. Exatamente como a vida é.

E como dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, deixo vocês com algumas das tirinhas que mais gostei:

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Título original: Quadrinhos dos anos 10
Editora: Companhia das Letras
Autor: André Dahmer
Ano: 2016
Páginas: 320
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 5 estrelas

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