Resenha de Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter #5) – J. K. Rowling

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O Ministério da Magia se nega a acreditar que Voldemort está de volta. No entanto, mais do que nunca, Harry Potter sabe da verdade. Afinal, além de testemunhar o retorno do Lorde das Trevas após o final do Torneio Tribruxo, Harry tem sido assombrado por ele em seus piores pesadelos – mas será que são apenas pesadelos?

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Para mim, Harry Potter e o Cálice de Fogo, o quatro volume da saga HP, é um verdadeiro divisor de águas. É quando o amadurecimento dos personagens (até por conta da idade) e toda a complexidade da trama ficam evidentes. No entanto, é em Ordem da Fênix que o cerne da questão realmente vem à tona, o que talvez o transforme no livro mais importante da série de J. K. Rowling até aqui. Além do retorno de Você-sabe-quem e de tudo o que isso implica, o quinto volume traz grandes revelações sobre a história de Harry e como elas impactam o mundo dos bruxos.

Talvez vocês já tenham percebido que não sou a maior fã de livros grandes. Então, imaginem minha preguiça de ler as 703 páginas de Ordem da Fênix. Mas, apesar de ter demorado 11 longos dias (muito por conta da rotina de trabalho), a leitura foi muito envolvente, daquelas que não dá vontade de largar. Quando cheguei na segunda metade, notei que, diferentemente do frenético Cálice de Fogo, o quinto livro não contava com grandes acontecimentos até então. Foi quando percebi que a graça está justamente aí: em uma alusão ao jogo político entre o Ministério da Magia e Hogwarts, que é o foco do livro, Ordem da Fênix é todo construído nas sutilezas e detalhes. E, embora também adore ação, acho que nada enriquece mais uma história do que isso!

Não tem como não gostar de Harry, mas a verdade é que ele está extremamente irritante neste livro. No entanto, isso só faz com que a história fique ainda mais interessante. Afinal, Harry já passou por situações complicadíssimas e, com apenas 15 anos, está prestes a travar a batalha mais importante e determinante de sua vida. Então, é compreensível, e até esperado, que o menino esteja à beira de um ataque de nervos. Ao mostrar essa faceta do protagonista, J. K. Rowling não apenas dá um toque de realidade à trama, como também faz com que o leitor se afeiçoe ainda mais a ele. E quando você pensa que não dá para gostar mais de Rony Hermione, a autora mostra que é possível, sim. E, de quebra, nos diverte com os gêmeos Weasley, mostra um lado surpreendente de Neville e Gina, além de nos apresentar à excêntrica Luna Lovegood.

Se em termos de ação, pouco realmente acontece em Ordem da Fênix até a página 600, as 100 finais compensam. Quantas batalhas (quase pedi arrego em certos confrontos), reviravoltasrevelações e, infelizmente, lágrimas. A cada volume que termino, me apego mais e mais a HP – estou seriamente preocupada com o que será de mim nos próximos dois livros! No entanto, Ordem da Fênix atingiu um novo nível de intensidade e envolvimento. Porque, guerras e feitiços à parte, fica cada vez mais claro que a obra-prima de J. K. Rowling é indubitavelmente uma história sobre amor, amizade, lealdade e coragem. Muita coragem.

Título original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Harry Potter e o Cálice de Fogo
Volumes seguintes: Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2003
Páginas: 703
Tempo de leitura: 11 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Piano Vermelho – Josh Malerman

Depois de fazer muito sucesso com o hit Be here, os Danes caem no ostracismo e passam a trabalhar com a produção de outras bandas. Até o dia em que o governo dos Estados Unidos os convoca para ir à África investigar a origem de um som desconhecido, poderoso e assustador. Seis meses depois da viagem, o líder da banda, Philip Tonka, acorda em um hospital e descobre que teve todos os ossos do corpo quebrados. No entanto, ninguém parece saber o que realmente aconteceu com ele, tampouco onde estão seus companheiros de Danes.

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Já se tornou redundante dizer isso por aqui, mas vou ter que repetir: ainda não descobri como como controlar as expectativas e não me frustrar. Conheci o trabalho de Josh Malerman em 2015, com seu romance de estreiaCaixa de PássarosEntão, foi praticamente impossível não esperar muito de Piano Vermelho, ainda mais quando a trama se revela intrigante e envolvente desde as primeiras páginas. Mas, como tem se tornado frequente, a história acabou deixando um pouco a desejar da metade para o final.

Se em Caixa de Pássaros, Josh Malerman aflige o leitor com a privação da visão, em Piano Vermelho, o sentido explorado é a audição. Gosto muito da escrita objetivarepleta de detalhes do autor. E mais uma vez, ele consegue traduzir o terror e a angústia em palavras. A história é contada no passado e no presente, sob os pontos de vista de diferentes personagens. Com isso, Piano Vermelho fica não só mais dinâmico, como muito mais intrigante. Além disso, conforme a leitura avança, mais dúvidasmistérios vão surgindo.

Costumo dizer que Caixa de Pássaros é daqueles livros “ame ou odeie”. Isso porque muitas pessoas não gostaram do desfecho do primeiro livro de Josh Malerman. Eu concordo que o final escolhido pelo autor foi um anti-clímax, mas também acho que ele sai do lugar comum sem deixar de fazer sentido. No entanto, a fórmula se repete em Piano Vermelho e, na minha opinião, não funciona. Gosto de finais em aberto, mas, neste caso, me senti ludibriada. O anti-clímax é realmente frustrante e o desfecho deixa muitas pontas soltas.

Título original: Black Mad Wheel
Editora: Intrínseca
Autor: Josh Malerman
Ano: 2017
Páginas: 320
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Resenha de Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter #4) – J. K. Rowling

Assim que desembarca para mais um ano letivo, Harry Potter descobre que  Hogwarts irá sediar a primeira edição do Torneio Tribruxo em centenas de anos! Duas outras escolas de bruxaria irão participar da competição, e cada uma será representada por um campeão (maior de 17 anos) determinado pelo Cálice de Fogo. Os escolhidos devem cumprir três complicadas tarefas e, como sempre, tudo pode se tornar ainda mais perigoso e desafiador!

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Confesso que não estava super animada para ler Harry Potter e o Cálice de Fogo. Primeiro porque o livro é grande e, como demorei para ler os três primeiros volumes da série (que são bem menores), já sabia que seria uma leitura longa; mas, principalmente, porque o quarto livro da saga HP divide opiniões – alguns amam e outros odeiam. Bom, eu realmente demorei para ler Cálice de Fogo, mas nunca por falta de vontade – e sim, de tempo!

Diferentemente dos três primeiros livros, o quarto volume me envolveu desde o início. Como sempre, J. K. Rowling soube criar tramas paralelas que não apenas entretêm o leitor, como também são importantes para o desenvolvimento da história. Na parte final, no entanto, fui surpreendida por acontecimentos que não previ e que levaram a história a um novo patamar! Eu sabia que, em algum momento, a saga HP deixaria de ser um young adult. Mas acho que não esperava que isso acontecesse já em Cálice de Fogo!

Desde Pedra Filosofal, fica claro que J. K. Rowling sabe como manipular e surpreender o leitor. E em Prisioneiro de Azkaban, não restam dúvidas de que a história sempre irá ganhar novos contornos, até o último livro. Mesmo assim, fui pega de surpresa pelos plot twists do quarto volume, que talvez seja o grande divisor de águas da série, o momento em que a trama realmente evolui e assume toda a sua complexidade. E é assim, com um roteiro muito bem amarrado, que J. K. Rowling diverte, emociona e surpreende, abrindo as portas para a verdadeira guerra entre o bem e o mal.

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Volumes seguintes: Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2000
Páginas: 535
Tempo de leitura: 10 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de As coisas que perdemos no fogo – Mariana Enriquez


As coisas que perdemos no fogo reúne 12 contos que levam o terror e a fantasiacenários e situações cotidianos. O livro me chamou a atenção pelo título e, quando vi que a autora, Mariana Enriquez, era argentina, fiquei ainda mais curiosa – afinal, eu nunca resisto a Buenos Aires!

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A orelha do livro já dá uma boa prévia do que iremos encontrar em As coisas que perdemos no fogo: “um menino assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula, adolescentes que fazem pactos sombrios, amigos que parecem destinados à morte, mulheres que ateiam fogo em si mesmas como forma de protesto, casas abandonadas, magia negra, mitos e superstições”. Ou seja, prato cheio para quem gosta de boas doses de terror, fantasia e suspense

E como se os temas já não fossem intrigantes o suficiente, a escrita crua e objetiva de Mariana Enriquez faz com que as histórias se tornem ainda mais envolventes e, claro, assustadoras. Gostei muito de como a autora explora a loucura e faz com que o leitor entre na paranoia dos personagens. A única coisa que me incomodou nos contos de As coisas que perdemos no fogo é o fraco um pouco exagerado que a autora tem por finais inconclusivos, mas que não suscitam muitas reflexões. 

Título original: Las cosas que perdimos en el fuego
Editora: Intrínseca
Autor: Mariana Enriquez
Ano: 2014
Páginas: 192
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

Resenha de O Bazar dos Sonhos Ruins – Stephen King


O Bazar dos Sonhos Ruins reúne 20 contos de Stephen King, que, mais uma vez, mostra toda sua criatividadeversatilidade. A maioria das histórias é inédita no Brasil, no entanto, algumas foram reescritas para serem relançadas na coletânea. Antes de cada conto, o leitor pode se deliciar com as introduções escritas pelo próprio autor, em que ele conta um pouco sobre os “bastidores” de cada história: inspirações, alterações na trama, contextos… Enfim, prato cheio para os fãs de Stephen King!

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Apesar de abordarem diversos temas e serem narrados com diferentes recursos, todos os contos têm o estilo inconfundível da escrita de Stephen King – ou seja, são capazes de aterrorizar, divertir e até emocionar! Sempre democrático, o autor não economizou na quantidade de assuntos abordados: vida após a morterealidade alternativa, criaturas misteriosas, dilemas morais, situações sobrenaturaissuperpoderes… Literalmente, de tudo um pouco!

Meus contos preferidos foram: A Duna, em que um homem descobre uma ilha onde nomes de pessoas que irão morrer em breve aparecem escritos na areia; UR, que fala sobre a existência de milhões de realidades alternativas – algumas bem assustadoras; Indisposta, um conto curto e sem muito propósito, mas com aquele final divertidamente aterrorizante; Obituários, que conta a história de um redator que descobriu o poder de assassinar pessoas ao escrever seus obituários (sim, com uma pegada totalmente Death Note); e Trovão de Verão, que retrata um cenário apocalíptico de maneira inquietante, porém sensível.

Outros contos que me chamaram a atenção foram Milha 81, que me lembrou bastante de CujoMoralidade, em que King coloca o conceito de moral (sempre presente em suas histórias) em perspectiva; e Vida após a morte, que, como o título já diz, especula sobre o que acontece depois que morremos. Enfim, O Bazar dos Sonhos Ruins tem todos os ingredientes principais das tramas assinadas por Stephen King. Ou seja, é boa leitura tanto para quem já ama o autor, quanto para quem quer conhecer um pouco sobre sua obra!

Título original: The Bazaar of Bad Dreams
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 2015
Páginas: 527
Tempo de leitura: 8 dias
Avaliação: 4 estrelas

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Resenha de Último Turno (Bill Hodges #3) – Stephen King

Cinco anos se passaram desde que o diabólico Brady Hartsfield entrou em estado vegetativo. De acordo com os médicos, as possibilidades de recuperação são mínimas. No entanto, o Assassino do Mercedes descobriu uma maneira absurdamente assustadora de se vingar de seu inimigo, o detetive aposentado Bill Hodges, e instalar o caos em toda a cidade.

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Vamos à confissão da vez: eu li Último Turno em novembro de 2016, mas, por alguma razão misteriosa, simplesmente esqueci de escrever a resenha. O que é uma pena, porque eu gostei muito de como Stephen King encerrou a trilogia Bill Hodges. Por isso, esse post provavelmente não faz jus ao livro. Mas, como dizem, antes tarde do que nunca, não é?

Diferentemente de Mr. Mercedes e Achados e PerdidosÚltimo Turno engrena logo nos primeiros capítulos. O fato de já conhecermos bem os personagens com certeza contribui para a fluidez. No entanto, o que realmente faz com que fique difícil largar o livro é a forma como Stephen King desenvolve a história, misturando ingredientes de um bom thriller policial com toques sobrenaturais.

Assim como nos dois primeiros volumes, o leitor sabe praticamente de todos os lados da história. Mas é impossível não ficar curioso para saber como o autor irá explicar os acontecimentos extraordinários. E, no melhor estilo Stephen King, ele o faz. Extremamente doentio e sombrio, Último Turno mostra, sim, o pior lado humano (e também sobre-humano), mas não deixa de retratar a bondade, o amor e a lealdade – como King sabe bem fazer. E para tornar a obra um pouco mais leve, o autor lança mão de uma dose certeira de humor.

Com a responsabilidade de fechar a trilogia Bill Hodges, Último Turno segue em uma crescente. Na verdade, já começa em ponto de tensão, graças ao intrigante e inesperado desfecho de Achados e Perdidos. E, ao longo de suas 384 páginas, o livro chega ao clímax da história, que tem de tudo um pouco: drama, suspense, ação, humor… A verdade é que não poderia ter imaginado um final melhor para a série!

Título original: End of Watch
Editora: Suma de Letras
Volumes anteriors: Mr. Mercedes Achados e Perdidos
Autor: Stephen King
Ano: 2016
Páginas: 384
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter #3) – J. K. Rowling

Depois de assassinar 13 pessoas com apenas um feitiço, Sirius Black foi mantido preso na fortaleza de Azkaban. Após 12 anos, porém, o perigoso bruxo consegue escapar da prisão e, ao que tudo indica, está determinado a encontrar Harry Potter. Mais do que nunca, todo cuidado do mundo é pouco para Harry.

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Assim como aconteceu durante a leitura de Harry Potter e a Câmara Secreta, achei o início de Prisioneiro de Azkaban um pouco parado. No entanto, lá pela metade, a história engrena e fica até difícil de largar o livro. No segundo volume da série, J. K. Rowling já havia mostrado que sabe surpreender o leitor. No terceiro livro, porém, a autora dá pistas para que adivinhemos parte da história, ao mesmo tempo em que  nos surpreende com reviravoltas realmente inesperadas.

A parte final de Prisioneiro de Azkaban é absolutamente eletrizante. E embora ainda seja 100% infanto-juvenil, o terceiro livro já mostra a evolução dos personagens e também da complexidade da trama. Ou seja, muitos caminhos a serem explorados nos próximos volumes e terreno mais do que fértil para muitas reviravoltas e surpresas!

Título original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta
Volumes seguintes: Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 1999
Páginas: 318
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas