Resenha de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter #8) – J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany


Dezenove anos depois da Batalha de HogwartsHarry Potter é um respeitado funcionário do Ministério da Magia e pai de três crianças. “O menino que sobreviveu”, no entanto,  nunca foi capaz de deixar seu passado para trás, o que acaba se tornando um peso para seu filho mais novo, Alvo Severo. Obrigado a conviver com o legado do pai, Alvo decide mudar a história, o que só pode trazer consequências desastrosas.

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Quando eu disse que me apeguei a Harry Potter, eu estava falando extremamente sério! Depois de terminar Relíquias da Morte, até tentei começar outro livro, mas acabei não resistindo a Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Sei que o livro divide a opinião dos potterheads, então, tentei não ir com muita sede ao pote. E talvez por isso tenha gostado bastante da obra que J. K. Rowling assina em parceria com Jack Thorne e John Tiffany!

Acredito que o “segredo” para não se decepcionar com Criança Amaldiçoada seja começar a leitura com a consciência de que é, sim, a continuação da saga, mas não é exatamente a mesma coisa. Explico: o livro é, na verdade, o roteiro da peça de teatro homônima, o que muda a dinâmica da trama e automaticamente a torna mais superficial (mas não de uma maneira ruim); além disso, reencontrar Harry, Rony e Hermione mais de 20 anos depois é divertido, mas também estranho. A boa notícia é que os personagens se mostram muito mais maduros (ainda bem!), ao mesmo tempo em que mantêm a essência que nós tanto amamos (ou não, em alguns casos, hahaha!).

Em Criança Amaldiçoada, conhecemos uma nova história do universo HP, mas também revisitamos o passado por meio da viagem no tempo. O recurso já costuma render boas tramas (olá, Teoria do Caos!) e, neste caso, é uma maneira genial de nos reconectar a Harry Potter e cia. – principalmente para quem terminou de ler a série há mais tempo. Apesar de ser muito mais leve do que os outros livros da saga – especialmente os últimos -, Criança Amaldiçoada conta com boas revelações e plot twists. No final, por mais que “não seja a mesma coisa”, é inevitável aquele gostinho de quero mais!

Título original: Harry Potter and the Cursed Child
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice deFogoHarry Potter e a Ordem da Fênix Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany
Ano: 2016
Páginas: 352
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas

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Resenha de Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter #7) – J. K. Rowling


Lorde Voldemort está triunfando e Harry Potter precisa cumprir uma difícil missão – se não impossível! – se quiser ter uma chance de derrotar seu arqui-inimigo. Para isso, ele decide abandonar Hogwarts e irá contar, mais do que nunca, com o apoio de Rony e Hermione.

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Eu até comecei a ler outro livro depois de terminar Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Mas a verdade é que não consegui me desconectar da história de J. K. Rowling e precisei engatar Relíquias da Morte. Algumas pessoas me disseram que o último livro da saga é só “tiro, porrada e bomba”. E, realmente, acho que não tem uma definição melhor. Não há tempo para respirar, muito menos para digerir as descobertas e revelações. Ah, e também é impossível parar de ler – eu terminei a leitura às 4h da manhã de um domingo.

Quando uma trama é cheia de detalhes, ainda mais em se tratando de sete livros, é fácil, fácil deixar pontas soltas. Mas, definitivamente, não é o que acontece com a saga HP. É verdade que, em alguns momentos, a solução parece conveniente demais. No entanto, a explicação é sempre plausível e tudo, absolutamente tudo, faz sentido. E isso só é possível porque J. K. Rowling soube costurar com perfeição cada retalho de informação, ligando os pontos desde o primeiro livro!

Eu já sabia de alguns spoilers antes de começar a ler a série, então, alguns aspectos da história não foram exatamente surpresa. Outros, eu acabei (modéstia à parte) “adivinhando”, sempre seguindo as pistas deixadas pela autora, claro. Mas, mesmo assim, a forma como ele conduz a história é sempre surpreendente! Falei isso em todas as resenhas de HP, mas preciso repetir: J. K. Rowling SABE como manipular e envolver o leitor!

Um dos grandes trunfos da saga é a tridimensionalidade dos personagens. Ao longo dos sete livros, conhecemos novos aspectos da personalidade de Harry, Rony e Hermione, principalmente. No entanto, em Relíquias da Morte, os holofotes se voltam a Dumbledore. Achei genial a forma como J. K. Rowling explorou o passado do diretor de Hogwarts, mostrando que nem os heróis estão livres de erros. E ver como Harry reage a tudo isso deixa a história mais real e quase impossível de não se identificar.

Vou ser honesta: nunca tive muita vontade de ler Harry Potter e só decidi fazê-lo porque eu realmente precisava ter uma opinião formada sobre a série. Como não sou muito de fantasia, não achei que eu iria me transformar em Potterhead. Bom, me enganei e, não nego, me apeguei! A leitura da saga começou sob controle, mas, a cada livro, a história me conquistava mais e mais. É claro que os feitiços e toda a mitologia envolvida são responsáveis por boa parte da genialidade da trama. Mas a grande sacada de J. K. Rowling foi criar não apenas uma trama, como todo um universo. E dar vida a uma história  tão atemporal quanto seus pilares: o amor, a lealdade e a coragem. 

Título original: Harry Potter and the Deathly Hallows
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de FogoHarry Potter e a Ordem da Fênix Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2007
Páginas: 590
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter #6) – J. K. Rowling


Lorde Voldemort nunca esteve tão poderoso! O Profeta Diário não para de noticiar mortes e desaparecimentos entre bruxos e trouxas. Hogwarts está sob proteção extrema, mas as constantes e misteriosas viagens de Dumbledore tornam a escola ainda mais vulnerável. E para completar, Harry Potter tem certeza de que Draco Malfoy está traçando planos diabólicos que podem colocar tudo a perder. Mas a pergunta que não quer calar é: como vencer Lorde Voldemort? E para tentar descobrir, Harry irá mergulhar em uma verdadeira viagem ao passado.

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Se Harry Potter e a Ordem da Fênix foca nas questões políticas da história, Enigma do Príncipe começa a realmente explicar a trama, ao mesmo tempo em que traz novas dúvidas e mistérios. O início do livro, por exemplo, explora uma questão que provavelmente levanta suspeitas nos leitores desde o início. Mas, como J. K. Rowling não entrega nada de mão beijada, é claro que essas “revelações” não esclarecem tudo, pelo contrário: servem para deixar a história ainda mais instigante e envolvente.

Acho que não tem como ler a saga Harry Potter e não amar Dumbledore. O total oposto de Voldemort, o bruxo é a perfeita representação da inteligência, da sabedoria e da generosidade. Acredito que seja seguro dizer que Enigma do Príncipe é o livro que mais explora a relação de Harry com o diretor de Hogwarts. E nem é preciso dizer que as descobertas de Dumbledore, que são repassadas a Harry, são de suma importância para a história – tanto para o que já foi, quanto para o que será.

Outro ponto bastante explorado por J. K. Rowling em Enigma do Príncipe é o romance. Como não é meloso ou exagerado (pelo contrário, e até divertido), acaba sendo o ingrediente perfeito para quebrar um pouco a densidade da história. Eu já sabia quem fica com quem, por isso, não posso dizer que foi uma surpresa. Mas admito que gostei da forma como J. K. Rowling conduziu toda a situação – embora o romance de Harry tenha soado um pouco forçado no início.

Em Enigma do Príncipe, J. K. Rowling nos bombardeia com tantas descobertas, revelações e acontecimentos, que é impossível não criar mil teorias. Algumas podem até estar corretas, mas o fato é que a autora é realmente boa em manipular o leitorsurpreender com grandes reviravoltas. A amizade e a lealdade são a base da série e aparecem com força total no sexto livro – e também são, de certa forma, responsáveis por muitas lágrimas! E o desfecho do volume não poderia ser uma deixa melhor para o último da saga, Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Título original: Harry Potter and the Half-blood Prince
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo Harry Potter e a Ordem da Fênix 
Volume seguinte: Harry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2005
Páginas: 471
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de A Hora do Lobisomem – Stephen King

A pequena Tarker’s Mill era uma cidade pacata, até que sangrentos e misteriosos ataques passam a aterrorizar seus habitantes. A carnificina acontece sempre sob a lua cheia e os moradores ficam divididos em dois grupos: os que se recusam a acreditar na existência de um lobisomem e os que não enxergam outra alternativa. No entanto, o massacre não tem fim, assim como o apetite inesgotável da criatura.

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Se antes eu quase torcia o nariz para Stephen King, depois de ler It: A Coisa, o autor virou um dos meus preferidos! E como a Suma de Letras está relançando os clássicos do escritor (no projeto Biblioteca Stephen King) em lindas edições de capa dura, aproveitei para solicitar A Hora do Lobisomem. E, como sempre, o rei do terror não decepciona!

Para quem tem estômago fraco, é melhor evitar a leitura, afinal, Stephen King não se preocupa em economizar detalhes sangrentos. As (lindas!) ilustrações de Bernie Wrightson também não poupam o leitor e contribuem para a criação de uma atmosfera sinistraA Hora do Lobisomem é dividido em 12 capítulos/meses, que narram os 12 ataques protagonizados pela criatura ao longo de um ano. Todos os “contos” são curtinhos, como se fizessem alusão à ferocidade e letalidade do lobisomem.

Mais uma vez, Stephen King mostra como a loucura e o mal vêm de dentro e surgem onde já existe um “terreno fértil”. Mas, em A Hora do Lobisomem, o autor brinca com os contrastes entre sagrado e profano, suscitando reflexões e discussões morais – como sempre. Com direito a um anti-herói, o final é surpreendente e mostra como a força é relativa.

Título original: Cycle of the Werewolf
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 1983
Páginas: 152
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

Veja mais livros de Stephen King

Resenha de Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter #5) – J. K. Rowling

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O Ministério da Magia se nega a acreditar que Voldemort está de volta. No entanto, mais do que nunca, Harry Potter sabe da verdade. Afinal, além de testemunhar o retorno do Lorde das Trevas após o final do Torneio Tribruxo, Harry tem sido assombrado por ele em seus piores pesadelos – mas será que são apenas pesadelos?

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Para mim, Harry Potter e o Cálice de Fogo, o quatro volume da saga HP, é um verdadeiro divisor de águas. É quando o amadurecimento dos personagens (até por conta da idade) e toda a complexidade da trama ficam evidentes. No entanto, é em Ordem da Fênix que o cerne da questão realmente vem à tona, o que talvez o transforme no livro mais importante da série de J. K. Rowling até aqui. Além do retorno de Você-sabe-quem e de tudo o que isso implica, o quinto volume traz grandes revelações sobre a história de Harry e como elas impactam o mundo dos bruxos.

Talvez vocês já tenham percebido que não sou a maior fã de livros grandes. Então, imaginem minha preguiça de ler as 703 páginas de Ordem da Fênix. Mas, apesar de ter demorado 11 longos dias (muito por conta da rotina de trabalho), a leitura foi muito envolvente, daquelas que não dá vontade de largar. Quando cheguei na segunda metade, notei que, diferentemente do frenético Cálice de Fogo, o quinto livro não contava com grandes acontecimentos até então. Foi quando percebi que a graça está justamente aí: em uma alusão ao jogo político entre o Ministério da Magia e Hogwarts, que é o foco do livro, Ordem da Fênix é todo construído nas sutilezas e detalhes. E, embora também adore ação, acho que nada enriquece mais uma história do que isso!

Não tem como não gostar de Harry, mas a verdade é que ele está extremamente irritante neste livro. No entanto, isso só faz com que a história fique ainda mais interessante. Afinal, Harry já passou por situações complicadíssimas e, com apenas 15 anos, está prestes a travar a batalha mais importante e determinante de sua vida. Então, é compreensível, e até esperado, que o menino esteja à beira de um ataque de nervos. Ao mostrar essa faceta do protagonista, J. K. Rowling não apenas dá um toque de realidade à trama, como também faz com que o leitor se afeiçoe ainda mais a ele. E quando você pensa que não dá para gostar mais de Rony Hermione, a autora mostra que é possível, sim. E, de quebra, nos diverte com os gêmeos Weasley, mostra um lado surpreendente de Neville e Gina, além de nos apresentar à excêntrica Luna Lovegood.

Se em termos de ação, pouco realmente acontece em Ordem da Fênix até a página 600, as 100 finais compensam. Quantas batalhas (quase pedi arrego em certos confrontos), reviravoltasrevelações e, infelizmente, lágrimas. A cada volume que termino, me apego mais e mais a HP – estou seriamente preocupada com o que será de mim nos próximos dois livros! No entanto, Ordem da Fênix atingiu um novo nível de intensidade e envolvimento. Porque, guerras e feitiços à parte, fica cada vez mais claro que a obra-prima de J. K. Rowling é indubitavelmente uma história sobre amor, amizade, lealdade e coragem. Muita coragem.

Título original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e Harry Potter e o Cálice de Fogo
Volumes seguintes: Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2003
Páginas: 703
Tempo de leitura: 11 dias
Avaliação: 5 estrelas

Resenha de Piano Vermelho – Josh Malerman

Depois de fazer muito sucesso com o hit Be here, os Danes caem no ostracismo e passam a trabalhar com a produção de outras bandas. Até o dia em que o governo dos Estados Unidos os convoca para ir à África investigar a origem de um som desconhecido, poderoso e assustador. Seis meses depois da viagem, o líder da banda, Philip Tonka, acorda em um hospital e descobre que teve todos os ossos do corpo quebrados. No entanto, ninguém parece saber o que realmente aconteceu com ele, tampouco onde estão seus companheiros de Danes.

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Já se tornou redundante dizer isso por aqui, mas vou ter que repetir: ainda não descobri como como controlar as expectativas e não me frustrar. Conheci o trabalho de Josh Malerman em 2015, com seu romance de estreiaCaixa de PássarosEntão, foi praticamente impossível não esperar muito de Piano Vermelho, ainda mais quando a trama se revela intrigante e envolvente desde as primeiras páginas. Mas, como tem se tornado frequente, a história acabou deixando um pouco a desejar da metade para o final.

Se em Caixa de Pássaros, Josh Malerman aflige o leitor com a privação da visão, em Piano Vermelho, o sentido explorado é a audição. Gosto muito da escrita objetivarepleta de detalhes do autor. E mais uma vez, ele consegue traduzir o terror e a angústia em palavras. A história é contada no passado e no presente, sob os pontos de vista de diferentes personagens. Com isso, Piano Vermelho fica não só mais dinâmico, como muito mais intrigante. Além disso, conforme a leitura avança, mais dúvidasmistérios vão surgindo.

Costumo dizer que Caixa de Pássaros é daqueles livros “ame ou odeie”. Isso porque muitas pessoas não gostaram do desfecho do primeiro livro de Josh Malerman. Eu concordo que o final escolhido pelo autor foi um anti-clímax, mas também acho que ele sai do lugar comum sem deixar de fazer sentido. No entanto, a fórmula se repete em Piano Vermelho e, na minha opinião, não funciona. Gosto de finais em aberto, mas, neste caso, me senti ludibriada. O anti-clímax é realmente frustrante e o desfecho deixa muitas pontas soltas.

Título original: Black Mad Wheel
Editora: Intrínseca
Autor: Josh Malerman
Ano: 2017
Páginas: 320
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

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Resenha de Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter #4) – J. K. Rowling

Assim que desembarca para mais um ano letivo, Harry Potter descobre que  Hogwarts irá sediar a primeira edição do Torneio Tribruxo em centenas de anos! Duas outras escolas de bruxaria irão participar da competição, e cada uma será representada por um campeão (maior de 17 anos) determinado pelo Cálice de Fogo. Os escolhidos devem cumprir três complicadas tarefas e, como sempre, tudo pode se tornar ainda mais perigoso e desafiador!

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Confesso que não estava super animada para ler Harry Potter e o Cálice de Fogo. Primeiro porque o livro é grande e, como demorei para ler os três primeiros volumes da série (que são bem menores), já sabia que seria uma leitura longa; mas, principalmente, porque o quarto livro da saga HP divide opiniões – alguns amam e outros odeiam. Bom, eu realmente demorei para ler Cálice de Fogo, mas nunca por falta de vontade – e sim, de tempo!

Diferentemente dos três primeiros livros, o quarto volume me envolveu desde o início. Como sempre, J. K. Rowling soube criar tramas paralelas que não apenas entretêm o leitor, como também são importantes para o desenvolvimento da história. Na parte final, no entanto, fui surpreendida por acontecimentos que não previ e que levaram a história a um novo patamar! Eu sabia que, em algum momento, a saga HP deixaria de ser um young adult. Mas acho que não esperava que isso acontecesse já em Cálice de Fogo!

Desde Pedra Filosofal, fica claro que J. K. Rowling sabe como manipular e surpreender o leitor. E em Prisioneiro de Azkaban, não restam dúvidas de que a história sempre irá ganhar novos contornos, até o último livro. Mesmo assim, fui pega de surpresa pelos plot twists do quarto volume, que talvez seja o grande divisor de águas da série, o momento em que a trama realmente evolui e assume toda a sua complexidade. E é assim, com um roteiro muito bem amarrado, que J. K. Rowling diverte, emociona e surpreende, abrindo as portas para a verdadeira guerra entre o bem e o mal.

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
Volumes anteriores: Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Volumes seguintes: Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do PríncipeHarry Potter e as Relíquias da Morte
Editora: Rocco
Autor: J. K. Rowling
Ano: 2000
Páginas: 535
Tempo de leitura: 10 dias
Avaliação: 5 estrelas