Resenha de Paris para um e outros contos – Jojo Moyes

Como o próprio título já denuncia, o livro reúne as short stories Paris para umLua de mel em Paris e oito pequenos contos assinados por Jojo Moyes. Quem acompanha o blog sabe que eu AMO a autora, por conta de Como eu era antes de você A Última Carta de Amor. Mas também deve lembrar que Jojo deixou um pouco a desejar com Um mais um Baía da Esperança. Por isso, não estava super animada para ler Paris para um e outros contos. No entanto, para a minha surpresa (e felicidade!) comecei o livro despretensiosamente e me empolguei tanto, que terminei-o em apenas um dia! É claro que o fato de eu já ter lido Paris para um contribuiu para que a leitura fosse mais rápida. Mas a verdade é que eu realmente adorei os contos, então, não teria demorado muito mais do que isso de qualquer forma.

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Com exceção de Paris para um Lua de mel em Paris, os contos têm, no máximo, 10 páginas. E, apesar de serem curtinhos, todos são envolventes e apresentam dilemas morais passíveis de reflexão, do jeitinho que Jojo adora! Autoestima, dores e delícias da vida a dois, romantismo e até mesmo tecnologia e fama são outras temáticas abordadas pela autora. Entre os meus contos preferidos, estão Sapatos de couro de crocodiloO casaco do ano passadoA Lista de Natal.

E se o livro começa na capital francesa, com o previsível, porém fofo Paris para um, é lá também que a obra termina, com Lua de mel em Paris. A short story é perfeita para quem ama A garota que você deixou para trás, já que conta um pouco mais sobre os casais principais do livro, Liv e David e Sophie e Édouard. O conto não revela nada de bombástico sobre a trama, mas traz um retrato mais leve dos quatro personagens, antes de tragédias, guerras e caos. Enfim, Paris para um e outros contos é uma delícia de leitura, especialmente para quem adora Jojo Moyes!

Título original: Paris for one and other stories
Editora: Intrínseca
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2016
Páginas: 281
Tempo de leitura: 1 dia
Avaliação: 4 estrelas

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Resenha de O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones #4) – Helen Fielding

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Bridget Jones continua solteira e, mais do que nunca, sonha em ser mãe – até porque seu relógio biológico já não tem mais todo o tempo do mundo! Depois de dias especialmente movimentados, ela descobre que está, enfim, grávida! O único detalhe é: Bridget não sabe quem é o pai e tem duas apostas – Mark Darcy ou Daniel Cleaver?

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A série de Helen Fielding é sempre uma surpresa na minha vida de leitora. Li O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones: no limite da razão em 2006. E, na época, não gostei muito dos livros – sempre preferi os filmes! Hoje, acho que foi por causa da idade – eu tinha 18 anos e provavelmente não me identificava tanto com as situações que Bridget enfrentava. Já em 2013, foi lançado Bridget Jones: louca pelo garoto, que não tem “apenas” Mark Darcy. Chiei, chorei e esperneei. Mas decidi ler e, para a minha surpresa, amei! E então, chegou a hora de ler O Bebê de Bridget Jones, que se passa antes do terceiro livro.

Bridget é a típica personagem de chick lit. Mas, apesar de fazer milhares de besteiras, nunca me irrita. Talvez seja por ser tão engraçada e divertida – sempre rio, literalmente, com as viagens dela! No quarto volume da série, temos mais uma vez o embate entre Mark Darcy e Daniel Cleaver. O que poderia ser cansativo, se não fossem… bem, Mark, Daniel e Bridget. E, claro, sabemos quem vai “vencer” no final. Mas, como disse na resenha de The boy is back, não tenho problemas com histórias previsíveis, desde que eu não esteja esperando por uma trama surpreendente. E, no caso de séries como Bridget Jones, a gente QUER ter o “controle” sobre o que vai acontecer… Pelo menos comigo é assim.

O Bebê de Bridget Jones é tão fluido e fácil de ler, o  único defeito é ser tão curtinho! Provavelmente, se fosse maior, não faria sentido – a trama gira basicamente em torno do mistério em torno do pai, sem muitas subtramas. Mas de Mark e Bridget nunca é suficiente <3

Título original: Bridget Jones’s Baby
Editora: Paralela
Volumes anteriores: O Diário de Bridget Jones, Bridget Jones: no limite da razãoBridget Jones: louca pelo garoto
Autor: Helen Fielding
Ano: 2016
Páginas: 203
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Resenha de The boy is back (Série Garoto #4) -Meg Cabot

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À frente do bem-sucedido negócio da família e em um relacionamento sério e maduro, Becky Flowers não poderia estar mais feliz! No entanto, tudo muda quando Reed Stewart, seu ex-namorado e estrela do golfe, retorna à cidade depois de 10 anos “exilado”. Becky jura que não sente mais nada por Reed, até ser obrigada a dividir o mesmo espaço com ele. É quando ela percebe que o tempo não é capaz de curar tudo.

Vou ser bem sincera: eu nem sabia que a série Garoto teria um novo volume, até me deparar com The boy is back na livraria. Como o livro estava barato, decidi levá-lo – e foi uma ótima leitura para espairecer depois de Drácula! Seguindo o padrão dos três livros anteriores, a história de The boy is back é contada por meio de e-mails, mensagens de celular e recortes de jornal. Ou seja, mais uma vez, Meg Cabot não deixa dúvidas de que está sempre atualizada quando o assunto são as novas tecnologias!

Regado a bom humor de sempre da autora, o quarto volume da série Garoto é previsível, sim. No entanto, isso só seria um problema caso eu tivesse começado a leitura esperando uma história realmente inovadora e surpreendente. Não foi o caso. Mas como Meg Cabot é quem é e raramente decepciona, The boy is back pode ser previsível, mas também é muito bem amarrado. E embora tenha muitas doses de romance, não é um “fofo meloso”, do tipo que enjoa. A história de Becky e Reed convence, diverte e distrai.

Título original: The boy is back
Companion books: O Garoto da Casa ao Lado, Garoto Encontra Garota e Todo Garoto Tem
Autor: Meg Cabot
Ano: 2016
Páginas: 400
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 4 estrelas

Paris for one – Jojo Moyes

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Aos 26 anos, Nell não faz o tipo aventureira e nunca esteve em Paris. No entanto, quando encontra passagens de trem em promoção, ela não pensa duas vezes antes de convidar o namorado para ir à Cidade Luz. Mas será que o final de semana será tão romântico e especial quanto ela imaginou?

Eu já saiba da existência de Paris for one, mas nunca havia me dado ao trabalho de ir atrás do conto de Jojo Moyes. Eis que, durante a viagem à Florianópolis, encontrei o livro por míseros R$ 7 na Livraria Saraiva, e aí não tive motivos para resistir! Pois bem, como já era de se esperar, Paris for one é um chick lit com direito a todos os ingredientes típicos. Para começar, Nell é a personagem padrão de livros do gênero: romântica incorrigível, um tanto previsível e com pitadas de ousadia e coragem, ainda que à sua maneira. Ou seja, não surpreende e não cativa, mas também não irrita.

Como quase todo chick lit, Paris for one é previsível, mas também envolvente. Quem acompanha o blog sabe que, depois de ler MUITOS livros do gênero, dei uma enjoada. Então, o fato de que a short story tem apenas 95 páginas (e letras bem grandes) foi o segredo para que eu não cansasse da leitura. Apesar de tudo ser muito fofo e conveniente, a trama tem um bom ritmo e tudo acontece no timing certo. Pedida perfeita para respirar e suspirar um pouco depois de uma leitura mais densa.

Título original: Paris for one
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2015
Páginas: 95
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 3 estrelas

Veja mais livros de Jojo Moyes

Com amor, Anthony – Lisa Genova

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Após a morte do filho autista Anthony, Olivia se divorcia do marido, David, e se refugia na ilha de Nantucket, onde espera encontrar a paz que precisa para superar a dor da perda. Enquanto isso, Beth, que vive na ilha há muitos anos, não pensa duas vezes em se separar de Jimmy, seu marido e pai de suas três filhas, após descobrir a traição de longa data. Sem saber da existência uma da outra, Olivia e Beth tentam reencontrar a si mesmas, sem saber se isso é possível após tantas reviravoltas da vida. É quando o caminho das duas se cruzam e, de formas inesperadas, elas encontram respostas para muitas de suas perguntas.

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Eu já havia lido Para Sempre Alice Nunca Mais Rachel, em que Lisa Genova aborda o mal de Alzheimer e a Negligência Esquerda, respectivamente, e adorado a escrita direta da autora e a forma como ela, que é neurocientista, explica as doenças de maneira didática e dinâmica. Por isso, eu já sabia mais ou menos o que esperar de Com amor, Anthony, mas Lisa conseguiu não apenas atender minhas expectativas, como também superá-las. A forma como a autora narrou e conectou as histórias de Beth e Olivia me lembrou bastante o estilo de Liane Moriarty, o que é um elogio e tanto, já que adoro O Segredo do Meu Marido Pequenas Grandes Mentiras

Seguindo a linha dos outros dois livros, Com amor, Anthony aborda o Autismo. No entanto, embora seja o assunto central da trama, a doença não é o ponto principal da história. Vou tentar explicar melhor: eu confesso que nunca soube exatamente como a condição “funcionava” e, depois de ler o livro, posso dizer que tenho uma noção muito melhor; no entanto, ao mesmo tempo em que dá detalhes sobre a doença, Lisa Genova também é capaz de se aprofundar em outras temáticas, tornando a obra muito mais rica em termos literários, interessante e tridimensional.

Em Para Sempre Alice Nunca Mais Rachel, a autora já abordou temas como vida a dois (principalmente em relação às consequências das doenças) e maternidade, e em Com amor, Anthony ela não apenas se aprofunda ainda nestas temáticas, como também trata de outros assuntos polêmicos, como traição e luto. No entanto, para mim, o maior mérito da obra é a forma como a autora focou menos na interação marido e mulher e mergulhou no universo em que suas personagens não são mais esposa ou mãe, o que, apesar de todas as dificuldades e da tristeza, lhes devolve a liberdade e a possibilidade de serem apenas Beth e Olivia. E é por isso que o livro não pode ser considerado “simplesmente” uma obra sobre o Autismo. Com amor, Anthony é uma história sobre se redescobrir e sobre o amor em toda sua complexidade, e as inúmeras formas, boas e ruins, que existem de demonstrá-lo.

Título original: Love Anthony
Editora:
Nova Fronteira
Autor:
 Lisa Genova
Ano: 2012
Páginas: 304
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 4 estrelas

Veja mais livros de Lisa Genova

Suddenly One Summer – Julie James

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Filha de pais separados e bem-sucedida advogada especializada em divórcios, Victoria Slade não acredita em “felizes para sempre”. Ford Dixon é jornalista investigativo e, por conta da relação conturbada com o pai, não consegue se entregar a nenhum relacionamento. Mas é claro que tudo pode mudar quando os dois – apesar de terem se odiado a princípio – decidem se unir para encontrar o homem que engravidou Nicole, a irmã de Ford, e desapareceu.

Confesso que Suddenly One Summer não seria um livro que eu leria hoje em dia, seja pelo título, gênero ou sinopse. Mas uma amiga com quem gosto muito de trocar ideias sobre leituras insistiu tanto para que eu o lesse que, mesmo tendo demorado, resolvi dar uma chance. Não vou dizer que me arrependi, porque a obra de Julie James passa longe de ser ruim. Mas, depois de ter lido apenas chick lits por muitos anos, confesso que não tenho mais paciência para a fórmula que a maioria dos livros do gênero parece seguir.

Narrado sob o ponto de vista de Victoria e de Ford, Suddenly One Summer é envolvente, sim, mas também extremamente previsível e regado a muitos clichês. Aos olhos de Victoria, Ford é um garanhão egocêntrico e que tem medo de relacionamentos. Já ele a enxerga como uma mulher fria que não tem tempo para mais nada além de seu bem-sucedido negócio. E nem é preciso dizer que, ao longo da história, as impressões ruins e equivocadas são reforçadas por mal-entendidos nada surpreendentes. Chega a ser enervante.

O desfecho do romance de Julie James também não é nada inesperado e, na minha opinião, Victoria e Ford vão de um extremo a outro e se transformam com muita facilidade. No entanto, nem tudo está perdido. Com a dose certeira de romance, Suddenly One Summer provoca suspiros e seria exatamente o tipo de livro que teria me deixado apaixonadíssima há 5 anos, quando eu só lia chick lits. Ou seja, se é por isso que você procura, essa é uma boa pedida!

Autor: Julie James
Ano: 2015
Páginas: 291
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3 estrelas

Depois de você (Como eu era antes de você #2) – Jojo Moyes

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Após perder Will Traynor, Louisa Clark luta para cumprir a promessa que fez a ele: a de apenas viver. No entanto, o simples fato de respirar parece difícil demais em um mundo que já não abriga mais o homem que aprendeu a amar. Depois de viajar por alguns países, Lou compra um apartamento em Londres e passa a trabalhar como garçonete no pub do aeroporto. É quando um acidente transforma novamente sua vida, fazendo-a voltar para a casa da família e encarar novos desafios, que incluem desde a difícil tarefa de superar o luto até encontrar um novo amor.

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Quando Jojo Moyes anunciou que lançaria Depois de você, simplesmente detestei a ideia, porque sempre acreditei que Como eu era antes de você era um stand alone redondo e perfeito. Para agravar ainda mais a situação, Um mais um, o mais recente livro da autora, me decepcionou demais e ficou difícil esperar algo realmente bom de Depois de você. Mas é claro que a curiosidade de saber o que aconteceria com Lou Clark crescia a cada dia e foi até difícil esperar o livro sair em português. E eis que, para a minha felicidade e alívio, a continuação de Como eu era antes de você poderia até ser dispensável, mas é absolutamente encantadora.

A primeira coisa a ressaltar é a coragem de Jojo Moyes. Primeiro por querer escrever Depois de você (porque vamos combinar que Como eu era antes de você chega a ser traumatizante). E depois por envolver Lou em uma nova história de amor – que, verdade, não chega nem aos pés de Will, mas, ao mesmo tempo, também não o “desrespeita”. Will, aliás, é uma presença constante no livro, que o reconstrói e, ao mesmo tempo em que leva o leitor de volta a Como eu era antes de você, também apresenta novas facetas do personagem.

… nenhum de nós segue em frente sem olhar para trás. Seguimos em frente sempre levando aqueles que perdemos.

Apesar de conter romance, sim, Depois de você é muito mais uma história sobre perda e reconstrução – e não apenas de Lou. Sempre chamei a atenção para o ponto de vista de Camilla Traynor, que foi extremamente desagradável em muitos momentos, mas que talvez estivesse sofrendo de formas inimagináveis. E em Depois de você, fica claro o quanto perder um filho da maneira como ela perdeu pode derrubar até mais forte das mulheres. Lou também se redime e é importante frisar que suas transformações não acontecem de uma hora para outra, adicionando aquela pitada de realidade à história.

Previsível e ao mesmo tempo surpreendente, a sequência de Como eu era antes de você é repleta de reviravoltas e tramas paralelas. E mais do que uma continuação desnecessária, é um passo a passo doloroso e cheio de saudade sobre como nunca superamos a perda daquelas que amamos, apenas nos acostumamos e, entre recaídas, aprendemos a conviver com essa cicatriz. No final das contas, Depois de você é um tributo a Will e ao luto, que só existe porque houve vida e muito amor.

Título original: After You
Editora: Intrínseca
Volume anterior: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2015
Páginas: 318
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 5 estrelas

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