10 autores que todo mundo deveria conhecer

Há algum tempo, fiz um post com meus 10 autores preferidos. Mas, como de lá pra cá, alguns nomes mudaram, decidi refazer a lista! Como sou uma leitora muito eclética (brincadeira, haha!), tem opções para diferentes gostos: terror, Young Adult, chick lit, thriller, romance e por aí vai… Espero que gostem!

Anthony Doerr
De Anthony Doerr, li apenas Toda luz que não podemos ver. Mas o livro é tão bonito e arrebatador que foi o suficiente para que o autor entrasse para essa lista. Amo o estilo de Doerr, que é poético e profundo, mas também fluido e contemporâneo. E o que mais me chamou a atenção na escrita do autor foi a experiência sensorial que ele proporciona. Como Marie-Laure é deficiente visual, Doerr tem razões infinitas para explorar cores, formas, aromas e sensações – e o faz perfeitamente!

E. Lockhart
Li apenas dois livros de E. Lockhart – Mentirosos O Histórico Infame de Frankie Landau-BanksMas não é preciso muito para notar duas características da autora: a forma como ela democratiza temas pertinentes e delicados; e a escrita rica, elegante e repleta de metáforas, analogias e sinestesia. Além disso, mesmo depois de quase 3 anos (e uma releituraMentirosos ainda é um dos livros mais surpreendentes que já li. E O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks tem uma mensagem bem interessante sobre o papel da mulher na sociedade, ou seja, super atual!

Elena Ferrante
Elena Ferrante é o típico “mal te conheço, mas já te considero pacas”. Li apenas A Filha Perdida, mas foi o suficiente para entender que tipo de autora ela é: de escrita, ao mesmo tempo, rica e fluida, Elena vai direto ao ponto e não tem medo de “incomodar” o leitor com suas reflexões e questionamentos. Adorei especialmente a forma honesta como a autora retrata a maternidade, junto com as expectativas e frustrações que ela traz.

Emily Giffin
Gosto de dizer que Emily Giffin é especialista em “chick lit real”. Isso porque a autora aborda os dilemas da mulher moderna, mas sem ser melosa e/ou fantasiosa demais. Romance, maternidade e traição? Temos. Carreira, amizade e casamento? Também! Sem falar que a escrita de Emily é super fluida, e seus personagens são sempre tridimensionais e, de novo, extremamente reais.

Meu livro preferido de Emily Giffin: Questões do Coração

Gillian Flynn
Depois de ler quatro livros de Gillian Flynn, é seguro dizer que ela é especialista em surpreender o leitor. As tramas da autora são sempre inteligentemente dúbias, com muitas doses de sarcasmo e acidez. Ou seja, must read para quem ama thrillers.

Meu livro preferido de Gillian Flynn: o óbvio – Garota Exemplar

Jojo Moyes
Jojo Moyes é especialista em romance da melhor qualidade, mas sempre consegue fugir do óbvio. Para isso, ela cria dilemas quase impossíveis de resolver, personagens extremamente cativantes e tridimensionais e tramas que são verdadeiras lições de vida. E para completar, ainda cria panos de fundo para suas histórias com contextos sociais e até políticos!

Meu livro preferido de Jojo Moyes: difícil escolher entre A Última Carta de AmorComo eu era antes de você

Lionel Shriver
Não canso de dizer que Lionel Shriver talvez seja a autora mais genial que já tive o prazer de ler. Amo a sinceridade brutal com que ela narra suas histórias e a forma como mergulha nas profundezas dos sentimentos humanos – eu, definitivamente, não queria ser uma personagem dela, haha! Além disso, Lionel sempre, sempre, sempre foge do óbvio e nunca se contenta com o básico. Profundidade é a palavra-chave quando se trata dos livros da autora.

Meu livro preferido de Lionel Shriver: Precisamos falar sobre o Kevin

Meg Cabot
Meg Cabot foi a grande responsável por eu ter me tornado uma leitora assídua, lááá em 2005. E só por isso, já mereceria um lugar especial no meu coração. Mas, apesar de já ter me decepcionado algumas vezes, a autora é tão criativa, inovadora e divertida, que tem todos os méritos para estar nessa lista. Então, se você gosta de chick lit da melhor qualidade, se aventure com Meg Cabot!

Meu livro preferido de Meg Cabot: muito difícil decidir, porque li provavelmente umas 30 obras da autora. Mas acho que fico com A Hora Mais Sombria ou Crepúsculo, da série A Mediadora.

Stephen King
Sempre achei que Stephen King era superestimado. E meu primeiro livro dele, Carrie, a estranha, não ajudou a mudar essa impressão. Até que decidi dar uma segunda chance ao autor (quem eu penso que sou, né?), e me aventurei com It: A Coisa. E o resultado foi que devorei o livro (apesar das mais de mil páginas) e paguei minha língua, me apaixonando por King. Quase 2 anos depois, já li mais de 10 livros do autor. E a cada leitura, entendo mais e mais por que Stephen King é tão cultuado!

Meu livro preferido de Stpehen King: gosto muito de O Iluminado, mas vou ficar com o épico It: A Coisa.

Truman Capote
Truman Capote é autor de vários romances, peças e contos, inclusive o icônico Bonequinha de Luxo. Mas o fato de ter escrito o pioneiro romance de não ficção, A Sangue Frio, um dos meus favoritos da vida, já seria o suficiente para colocá-lo na minha lista de must read!

E vocês, quais autores acham que todo mundo deveria conhecer?

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Sobre Colleen Hoover

Minha história com Colleen Hoover começou em 2013, quando a Karina, do Cotidiano Aleatório, me falou sobre Métrica. Sem saber exatamente do que se tratava (como sempre), comecei a leitura, e acabei devorando o livro e me apaixonando. Apesar de ter achado a história um pouquinho dramática demais, lembro de ter me identificado bastante com as questões de Layken e com a relação dela com Will. E foi por isso que Métrica (ao lado da sequência, Pausa) se tornou tão especial para mim e me fez querer ler tudo de Colleen Hoover.

E então veio Um Caso Perdido (e Sem Esperança), com Holder (amor eterno <3) e Sky abalando completamente as minhas estruturas. Novamente, achei que a autora exagerou um pouco na dose de drama (sério, eles demoram praticamente o livro todo pra dar UM beijo). Mas, além de ter gostado bastante da história, adorei a forma como CoHo explorou um assunto-tabu com responsabilidade, ao mesmo tempo em que manteve a “aura” Young Adult do livro.

Depois, no final de 2014, veio o  O Lado Feio do Amor, em que Colleen mostra todo o seu talento para a literatura erótica. Como não sou fã do gênero, fiquei um pouco incomodada com o excesso de detalhes. Mas também admito que a autora soube mesclar cenas (BEM) quentes com uma trama bem amarrada e toques surpreendentes. Ou seja, agradou a gregos e troianos. Devorei o livro e me emocionei tanto, mas tanto, que foi aí que a autora se tornou uma das minhas preferidas EVER.

Mas, então, tudo começou a desmoronar. Talvez porque eu tenha decido fazer uma maratona das obras de CoHo, praticamente emendando um livro no outro. O seguinte foi Talvez um dia, que, mais uma vez, me irritou um pouco com o excesso de drama. No entanto, é preciso ressaltar que a autora foi muito corajosa ao criar Ridge (não vou ser específica para não dar spoiler), fazendo com que a intensidade da história tivesse certa justificativa. O problema, nesse caso, foi que não me identifiquei nem um pouco com os personagens. Então, os elementos que me incomodaram nos livros anteriores me irritaram muito mais nesse.

Never Never: Part One, que Colleen assina com Tarryn Fisher, foi uma experiência intrigante e a trilogia tinha tudo para ser interessante. Mas, no segundo e terceiro livros, a história degringolou e perdeu o rumo. A conclusão a que cheguei é que ela poderia ter sido melhor aproveitada se não tivessem insistido em dividi-la em três partes. Uma pena!

E, enfim, chegou o momento em que meu amor por Colleen Hoover entrou em óbito: Confess. Meu Deus, que história clichê, que personagens chatos, que melação desnecessária!! O que realmente me incomodou na trama (além dos protagonistas, haha!) foi o exagero de tragédia, drama e mistério. A autora quis tanto manter o suspense em torno do acontecimento central do livro, que, em muitos momentos, a leitura perde o propósito. Ao longo da história, Auburn e Owen (chatooos!) acumulam problemas e mais problemas. E, no final, tchanam: tudo se resolve de maneira mágica! Resultado: peguei “bode irreversível” de CoHo.

Ainda é difícil entender como Colleen Hoover foi de deusa, diva, maravilhosa a uma autora de quem eu não pretendo ler mais nenhum livro na vida. A verdade, nua e crua, é que eu realmente não gostei de apenas um livro de CoHo. Mas, por algum motivo, foi o suficiente para me desanimar completamente em relação às outras obras da autora.

E toda vez que alguém posta uma foto no Instagram, morrendo de amores pela Colleen, eu lembro que gostaria muito de escrever esse post. Não para criar polêmica ou “julgar” quem gosta da autora. Cada um gosta do que gosta, e não tem por que discutir. Mas acho que eu queria desabafar (é muito triste passar a detestar um autor que amamos, táááá?) e saber se alguém já passou pela mesma situação.

Semana Especial Jojo Moyes: as lições que tiramos

Para finalizar a Semana Especial Jojo Moyes, vamos falar sobre as lições que aprendemos com as histórias da autora. Acredito que sempre tiramos bons aprendizados de livros, mesmo daqueles que não amamos tanto. Mas é claro que alguns se destacam entre tantos! E as obras de Jojo são do tipo que não apenas nos ensinam lições valiosas, como também nos dão um tapa na cara! Apesar de retratar situações que a maioria de nós nunca irá enfrentar, a identificação é fácil porque, no fundo, todos os livros da autora falam de um assunto: o amor.

O que eu mais gosto nos livros de Jojo é a forma como ela retrata a essência do amor verdadeiro sem criar histórias românticas ou açucaradas demais. Para isso, ela sempre desenvolve dilemas complicados, tramas paralelas, enredos originais e nunca peca no quesito contextualização – algumas vezes até social e política. As obras da autora não se resumem a um tipo de amor avassalador e sem fundamentos. Elas nos mostram como o sentimento surge de maneira gradual e sempre tem o companheirismo e o respeito como base.

Eu poderia passar dias falando sobre os livros de Jojo – principalmente A Última Carta de Amor Como eu era antes de você. Mas seria redundante e até desnecessário. Porque, para mim, a maior lição das histórias da autora é a força do amor. Ainda dizem que as mulheres são o sexo frágil. E eu não vou entrar nessa discussão. No entanto, os livros de Jojo Moyes reforçam uma ideia que sempre tive: as mulheres podem até ser mais fracas do que os homens em alguns aspectos, mas, se existe algo que nos faz forte, e mais forte do que tudo, é o amor. Sempre o amor. Só o amor.

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Semana Especial Jojo Moyes: a relação entre passado e presente

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Estamos chegando ao fim da Semana Especial Jojo Moyes :( E como o dia de hoje era livre, escolhi falar sobre uma característica da autora que logo me chamou a atenção e que eu amo: a ligação entre passado e presente. Além de explorar os vários pontos de vista de uma história, Jojo adora traçar duas linhas no tempo e conectá-las ao longo da trama.

Em A Última Carta de Amor, a ligação entre passado e presente é fundamental para o enredo. A obra narra as histórias de Jennifer, que se passa em 1960, e de Ellie, ambientada na época atual. As duas tramas vão se desenvolvendo paralelamente, até se encontrarem nos dias de hoje, o que, claro, é o grande clímax do livro. Gosto muito da dinâmica desse formato e, no caso de A Última Carta de Amor, duas épocas tão distantes ajudam Jojo a mostrar como, apesar de todas as mudanças que ocorreram ao longo dos anos, o amor continua atemporal.

A garota que você deixou para trás me fez ter certeza que Jojo realmente gosta desse tipo de estrutura. No livro, ela mesclas as histórias de Sophie, que se passa durante a Primeira Guerra Mundial, e de Liv, quase 100 anos depois. As duas estão conectadas pelo quadro, cujo nome dá título ao livro, em uma trama original e muitíssimo bem amarrada. Assim como em A Última Carta de AmorA garota que você deixou para trás mostra que Jojo não se preocupou apenas em criar romances intensos e reviravoltas. As histórias são muito bem contextualizadas social e politicamente, o que, inclusive, tem certa influência sobre os enredos.

E se ainda falta alguma prova de que Jojo adora relacionar passado e presente, Baía da Esperança é mais uma evidência. A diferença em relação às outras duas obras citadas é que, nessa história, o antes e o depois têm curto espaço de tempo entre si e são conectados através da mesma personagem.

O que vocês acham dessa conexão entre passado e presente?

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Semana Especial Jojo Moyes: os cenários das histórias

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Chegamos ao terceiro dia da Semana Especial Jojo Moyes e o tema de hoje são os cenários das histórias da autora. Vou começar por A Última Carta de Amor, que foi o primeiro livro de Jojo que li e que tem Londres como pano de fundo. Apesar de não conhecer a capital inglesa (ainda), sou apaixonada pela cidade desde 2004 e, enquanto lia as histórias de Jennifer e Ellie, um verdadeiro filme se passava pela minha cabeça. A parte de Ellie não me chamou tanto a atenção por se passar nos dias atuais. Já a de Jennifer me encantou por ter os anos 60 como ambientação. E o glamour da vida social da protagonista contribuiu para a criação da atmosfera boêmia e sofisticada de Londres.

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Depois, veio Como eu era antes de você e as ruelas da pequena cidade do interior da Inglaterra. Como eu adoro lugares pitorescos, é claro que me encantei pela Granta House e pelo castelo da família Traynor. E o fato de ter visto o cenário ganhar vida na adaptação cinematográfica só fez com que eu me apaixonasse ainda mais! No filme, o centro histórico de Pembroke, no País de Gales, foi a locação escolhida para a cidade natal de Lou e Will. O Castelo de Pembroke (que aparece na primeira cena de um dos trailers) fez as vezes da propriedade dos Traynor, enquanto Wytham Abbey, em Oxfordshire, ficou com “o papel” da Granta House.

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Em A garota que você deixou para trás, Jojo nos leva a Paris. A capital francesa é mais um destino pelo qual sou apaixonada antes mesmo de conhecer – graças a Anna e o Beijo Francês. No entanto, no romance da autora, todo o brilho da Cidade Luz é encoberto pela poeira da Primeira Guerra Mundial, que é o pano de fundo da história. Por isso, é impossível apreciar Paris em todo o seu esplendor, mas vale a pena pela contextualização história que Jojo criou.

Londres, interior da Inglaterra, Paris… E, então, vamos à Austrália. Em Baía da Esperança, a autora desenvolve uma história que tem muito mais do que um cenário. Isso porque a comunidade de Silver Bay, onde toda a trama se desenrola, se torna paraticamente uma personagem do enredo. Não sou muito apaixonada por praia, mas imaginar o local paradisíaco que Jojo descreve foi inspirador!

De qual vocês gostam mais?

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Semana Especial Jojo Moyes: a personagem favorita

O tema do segundo dia da Semana Especial Jojo Moyes, em parceria com a Intrínseca, é a personagem favorita criada pela autora. Não quero falar de Como eu era antes de você a semana inteira, mas a verdade é que não preciso pensar duas vezes antes de eleger Louisa Clark a minha preferida.

Aos 26 anos, Lou está sem rumo. Trabalha em um café onde não existem perspectivas e leva um relacionamento baseado em comodidade.No entanto, o fato de não saber o que fazer da vida não quer dizer que a protagonista de Como eu era antes de você não saiba quem é por trás de todas as convenções sociais. Muito pelo contrário! E ela faz questão de demonstrar a forte personalidade por meio das roupas divertidas e extravagantes.

E, então, Will aparece para tirar Lou de sua zona de conforto – em todos os aspectos. O primeiro é que a personagem deixa de ser a atendente de um café para se tornar a cuidadora de um homem tetraplégico. E como se não bastasse depender dela para tudo, o homem em questão ainda é um mal-humorado que adora ser desagradável! Diferente dos outros, Will não se rende ao alto-astral de Lou, que na verdade chega a irritá-lo. E, então, ela precisa encontrar outra forma de se aproximar dele.

Acostumado às mulheres “normais”, Will não aprova os looks de Lou e faz questão de deixar isso claro. Ela não se acanha, mas obviamente não se sente tão confortável em sua própria pele. Quando ela se acostuma ao temperamento do patrão, até parece que ele faz questão de tirá-la de sua nova zona de conforto. E, então, depois de tantos anos ao lado de um homem insosso como Patrick, a  protagonista deixa seus domínios por completo quando se descobre apaixonada por outro, mesmo sabendo que ele está prestes a tirar a própria vida. E eu acho que não existe forma mais dolorosa de tirar alguém da zona de conforto do que essa…

Sei que estamos falando sobre o livro, mas não posso deixar de dizer que a adaptação cinematográfica só me fez amar Lou ainda mais. Emilia Clarke ficou perfeita na pele da personagem e em todos os sentidos: as expressões, a caracterização, a alegria e, principalmente, a determinação. Logo que a atriz foi anunciada para o papel de Lou, fiquei receosa por não conhecer o trabalho dela. No entanto, hoje não consigo pensar em escolha melhor!

Voltando à obra de Jojo Moyes… Mais uma vez, Como eu era antes de você nos mostra que o amor é mesmo feito de contradições. Ao mesmo tempo em que discorda de Lou em vários aspectos, Will a aceita exatamente como é. Com as roupas excêntricas, o otimismo inabalável, as meias listradas e tudo o mais. E, por fim, a tira de sua zona de conforto de maneira definitiva. Porque pensar em Will nunca será confortável. E não viver a vida  quando se tem escolha também.

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Semana Especial Jojo Moyes: o livro preferido

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Hoje começamos mais uma Semana Especial em parceria com a Intrínseca! O tema escolhido foi Jojo Moyes e o assunto do primeiro post é o meu livro preferido da autora. Conheci o trabalho da Jojo em 2013, com A Última Carta de Amor. Eu me apaixonei pela capa e ia comprar o livro, quando o ganhei de aniversário da Karina (do blog Cotidiano Aleatório). Esperava um romance açucarado e, de certa forma, foi o que encontrei. Mas também fui surpreendida com uma história envolvente, intrigante e muito bem amarrada, que retrata o amor nos dias de ontem e de hoje. A Última Carta de Amor me conquistou e não pensei meia vez para ler Como eu era antes de você. E esse… Meu Deus, esse me destruiu e se tornou o meu favorito de Jojo Moyes – e um dos preferidos da vida! Então, hoje, nós vamos falar sobre a história de Will Traynor e Louisa Clark.

Eu li Como eu era antes de você pela primeira vez em 2013 e posso dizer que a obra mexeu comigo de um jeito que poucos livros foram capazes. Pela história de amor? Também. Mas muito mais pela lição de vida. E quando falo em lição de vida, não me refiro à forma como Will lida com a tetraplegia – até porque, vamos combinar, não é uma maneira especialmente inspiradora, embora completamente real e compreensível. O que realmente me tocou em Como eu era antes de você foi a forma como Jojo Moyes abordou o suicídio assistido por diferentes pontos de vista.

O principal é o de Lou, primeiro como a funcionária que se sente de certa forma ludibriada pelos patrões ao descobrir o trato entre Will e a mãe. Depois, como a mulher apaixonada e desesperada, que faz de tudo para que ele mude de ideia.  E, por último, como alguém que não entende nem aceita, mas respeita a decisão do homem que ama e faz o que pode para apoiá-lo, por mais que isso lhe custe mais do que acha que pode aguentar. E a maior lição que Lou nos dá é que é preciso saber a hora de “desistir”. Porque quando se faz tudo o que pode por alguém, não existe remorso ou arrependimento. Apenas paz de espírito, apesar da vontade de que a história fosse diferente.

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Outra perspectiva que me marcou muito foi a de Camilla Traynor, a mãe de Will. É inegável que ela é insuportável e arrogante. Mas, desde o início, tentei me colocar no lugar da personagem e, então, ficou um pouco mais fácil compreendê-la. Poderia ter lidado com a situação de maneira mais leve, especialmente tendo alguém como Lou ao lado? Sim. No entanto, eu, mesmo tentando, não consigo imaginar o que é estar na pele dela. O que é ver um filho, antes independente e cheio de vida, preso à uma cadeira de rodas e, o pior de tudo, infeliz ao ponto de preferir morrer – literalmente.  Uma situação complicada e delicada, em que todo o dinheiro do mundo não tem a menor utilidade. Jojo não explora tanto a dor de Camilla, mas o faz o suficiente para que o leitor solidarize com a personagem. Como eu era antes de você também mostra o sofrimento da mãe de Lou, que não concorda, tampouco aceita a decisão de Will. E, mais do que isso, não admite que a filha seja, de certa forma, “cúmplice” da situação.

O desfecho da trama sempre foi motivo de polêmica e até revolta. Quem lê muitos livros de chick lit, por exemplo,  está acostumado a finais felizes e, em Como eu era antes de você, a esperança fica viva até o final. Ironicamente, Will não narra nenhum capítulo da obra. O que, para mim, foi a forma que Jojo encontrou de mostrar que, embora a história gire em torno dele, sua opinião parece ser a que menos importa – tanto para os outros personagens, quanto para o leitor. Confesso que eu teria comemorado se Lou tivesse conseguido convencer Will a desistir do suicídio assistido. Mas também admito que o livro teria perdido boa parte de seu poder.

Em Como eu era antes de você, o principal exercício é se colocar no lugar de Lou, para se aproximar de Will e, então, entender sua decisão. Não se trata de uma história de amor incondicional ou de superação. A obra (-prima, na minha opinião) de Jojo Moyes fala sobre o amor como forma de respeito. E sobre como amar muitas vezes é justamente abrir mão daquilo que mais querermos ter por perto.

Qual o livro da Jojo é o preferido  de vocês?

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