Relendo Joyland: minha opinião mudou?

Joyland foi meu 3º livro de Stephen King e também o 1º que li depois de ser arrebatada por It. Na época, gostei bastante, mas quando o escolhi para o projeto #LeiaMais2020, da @stebookaholic, fiquei com receio de reler e não gostar tanto. E hoje, vim contar para vocês como foi a experiência.

Antes de mais nada, a sinopse: é verão em 1973, e Devin Jones aceita um emprego temporário no parque de diversões Joyland. Alguns anos antes, o local foi o palco do assassinato de Linda Gray. O caso permanece sem solução e, segundo boatos, a garota assombra o trem fantasma do parque, onde o crime aconteceu. Intrigado e a fim de libertar o espírito de Linda, Dev inicia uma investigação por conta própria. E para isso, irá contar com a ajuda de Mike, um garoto ímpar com um dom paranormal e uma doença terminal.

Revisitar Joyland foi uma experiência curiosa. Afinal, depois de 30 livros lidos do King, é natural que minha visão sobre o conjunto da obra tenha mudado. De acordo com a minha resenha, escrita em 2015, “senti falta de mais atividades paranormais, que parecem ter perdido espaço para uma descrição super detalhada, e às vezes demasiada, do dia a dia do parque de diversões”. E, desta vez, nada disso me incomodou – pelo contrário.

Também lembro de pensar que Joyland era, provavelmente, uma história “fora da curva” para King: mais sensível do que aterrorizante. Isso porque, há 5 anos, eu ainda esperava abrir um livro dele e ver o sangue escorrer. Porém, durante a releitura, percebi o quanto a jornada de Devin Jones é exatamente o que, hoje, eu espero de uma história do autor – uma combinação ímpar entre o belo e o sinistro.

King é quase sempre prolixo, e admito que, em mais de 50% de Joyland, você pode se perguntar: “por que ele está contando isso?”. No entanto, quando estamos acostumados à escrita dele, sabemos o quanto os detalhes falam sobre suas histórias. Gostar ou não é pessoal, e eu entendo quem não gosta. Mas se tem algo que eu aprendi sobre King é que ele não tem o costume de desperdiçar palavras.

Já leram Joyland? Como é a relação de vocês com releituras?

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