Resenha de Coraline – Neil Gaiman

Desde que se mudou para um novo apartamento com os pais, Coraline tem se dedicado a explorar o local e, em uma de suas andanças, encontra uma porta misteriosa que está sempre trancada.

Quando finalmente convence a mãe a abri-la, Coraline descobre que, do outro lado, existe apenas uma parede de tijolos. No entanto, ao destrancar a porta novamente, e sozinha, ela se depara com um cômodo exatamente igual ao de sua casa. Lá, ela conhece seus “outros pais”, idênticos aos de verdade, mas com estranhos botões no lugar dos olhos.

No início, Coraline acredita que os “outros pais” sejam mais interessantes do que os seus, que muitas vezes podem ser entediantes. Mas, quando eles a convidam para ficar para sempre do outro lado da porta, Coraline percebe suas verdadeiras intenções e decide recusar o convite. Porém, não será nada fácil escapar de sua outra mãe.

Coraline é uma história simples, no melhor sentido da palavra. E, exatamente por isso, é tão poderosa! O universo paralelo criado por Neil Gaiman não apenas assusta e intriga crianças e adultos, como também propõe reflexões pertinentes para as duas faixas etárias. Além disso, Coraline é corajosa e ousada, portanto, toda idade é perfeita para se sentir inspirado por ela!

O livro me lembrou da série Só perguntas erradas, de Lemony Snicket. As histórias em si não têm muito em comum, mas a forma como Gaiman retratou a perspicácia e a sabedoria das crianças, assim como a inteligência inocente que é tão característica delas, talvez seja o motivo dessa associação.

Em se tratando de Gaiman, não é surpresa que a fantasia seja o ponto de partida da trama. Mas a moral da história não poderia ser mais real e atemporal. Afinal, o mundo paralelo explorado por Coraline faz uma bela analogia àquilo que nunca nos deixa impassíveis: o bem e o mal, o amor e o ódio.

Título original: Coraline
Autor: 
Neil Gaiman
Tradutor: Bruna Beber
Editora: Intrínseca
Ano: 2002

2 comments

  1. Livro lindo, Nádia!
    Eu também estou lendo.
    Assisti ao filme e sou apaixonada por essa história!
    Abraços,
    Drica.

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