Resenha de O fazendeiro, o pistoleiro e o demônio – Gustavo Quadros

O fazendeiro, o pistoleiro, o demônio e um plot twist de respeito.

Quando encontram o xerife Thomas Holt, o único sobrevivente de uma emboscada, os irmãos Márquez não pensam duas vezes antes de resgatá-lo. Os acontecimentos daqueles dias, porém, vão transformar a vida de todos. E 10 anos depois, tudo o que o pistoleiro que é vingança.

“Um western nos moldes clássicos“, como diz a quarta capa do livro, O fazendeiro, o pistoleiro e o demônio foi minha primeira leitura do gênero. E posso dizer que a experiência me surpreendeu positivamente!

Acredito que seja impossível ler o título e não pensar: quem é o fazendeiro? Quem é o pistoleiro? E principalmente, quem é o demônio? E, claro, o livro gira justamente em torno dessas três perguntas que, aos poucos, se transformam em descobertas. A trama se desenrola em dois momentos distintos – em 1870 e em 1880 -, recurso que funciona perfeitamente, tanto para nos contar a história, quanto para aguçar nossa curiosidade.

O início da leitura é um pouco mais lento. Afinal, é preciso se ambientar no século 19, no Velho Oeste e, especialmente, em todo o contexto do enredo. Mas, conforme avançamos, as primeiras páginas passam a fazer mais e mais sentido. E logo, o ritmo da leitura s torna frenético, especialmente quando se trata dos acontecimentos de 1870. Já os capítulos que narram o “presente” seguem em uma crescente, culminando em um clímax bem construído e que, ao longo da história, acaba se tornando bastante esperado.

Admito que senti falta de um maior aprofundamento nos personagens. Ao mesmo tempo, sei que a proposta do livro é justamente nos entreter com a caçada em si – eu é que sempre gosto de refletir sobre tudo. Além disso, os próprios acontecimentos e a forma como os personagens lidam com eles já dizem muito sobre suas personalidades e motivações.

A poucas páginas do fim, porém, O fazendeiro, o pistoleiro e o demônio me acertou em cheio com uma reviravolta que eu realmente não esperava. Não vou me alongar para não deixar escapar nenhuma pista sobre o plot twist. Mas posso dizer que foi um grande bônus e o “aquecimento” perfeito para o encontro pelo qual ansiamos durante quase todo a trama.

Como leitora inexperiente de livros western, arrisco dizer que O fazendeiro, o pistoleiro e o demônio é uma boa indicação para quem já está familiarizado com o gênero. Mas é com toda a certeza que digo: é ótima porta de entrada para iniciar uma bela viagem pelo Velho Oeste.

Autor: Gustavo Quadros
Editora: Lura Editorial
Ano: 2019

*parceria paga com Gustavo Quadros

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