Resenha de Salem – Stephen King

Será que a pequena cidade de Salem pode sobreviver à chegada de Ben Mears, Mark Petrie e Kurt Barlow?

Ben é um escritor que passou parte da infância na cidadezinha e, depois de alguns anos longe, decide voltar para enfrentar fantasmas do passado – literalmente. Mark é um garoto aficionado por monstros e filmes de terror e, em Salem, vai descobrir que nem tudo é pura ficção e fantasia. E Barlow, por sua vez, é um homem enigmático que se muda para a Casa Marsten, mesmo com sua fama de ser assombrada.

Após a chegada dos três, Salem se transforma. Um garoto é encontrado morto e vários moradores simplesmente desaparecem. Além disso, muitos dos que permanecem na cidade contraem uma misteriosa doença. Talvez, a melhor alternativa para Ben e Mark seja fugir. Mas há muito mais em jogo do que suas próprias vidas.

É bem provável que a palavra “Salem” faça a maioria pensar automaticamente em bruxas. Mas a Salem de Stephen King parte para o universo dos vampiros – não é spoiler, já que o livro também foi publicado no Brasil como A Hora do Vampiro. E, como esperado, o autor não decepciona!

É impossível ler Salem e não pensar em Drácula, de Bram Stoker. Mas King parte da premissa da maior história de vampiro que já existiu para criar uma versão contemporânea (para a época em que foi escrita) e, claro, com seus ingredientes característicos – como o terror em cidades pequenas, a amizade e a lealdade surgindo nas relações mais inesperadas, a forma como os humanos lidam com tudo isso, entre outros. E, por isso, o resultado é uma obra original e autêntica, ao mesmo tempo em que é também um tributo a Stoker.

Outra clara referência que encontramos é Shirley Jackson. Uma das autoras favoritas de King, ela é influência constante nas obras do autor. Mas, em Salem, a inspiração se transforma em homenagem. Afinal, é evidente que o icônico A Assombração da Casa da Colina, de Jackson, inspirou toda a criação da atmosfera e da “lenda” da Casa Marsten.

Um livro fluido e frenético, Salem não entrou para os meus favoritos de King por um único motivo: senti falta da profundidade dos personagens – um dos meus aspectos favoritos na obra do autor. Não que eles sejam superficiais, longe disso. São bem construídos e tridimensionais. Mas senti que Salem foca muito mais nos acontecimentos em si do que em como os personagens lidam com eles. E não deixa de ser ótimo por isso, mas acabou ficando para trás se comparado a outros livros de King.

Leitura imprescindível para quem ama histórias de vampiro e também boa aposta para quem não é tão fã assim das criaturas!

Título original:Salem’s Lot
Autor: 
Stephen King
Tradutor: Thelma Médici Nóbrega
Editora: Suma
Ano: 1975

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