#LivroNamanita – Parte 13

Leia todos os capítulos publicados aqui!

Capítulo 45

Sarah

Eu estou quase sempre atrasada e é claro que não seria diferente quando preciso pegar um avião para não ser deportada da Argentina. Ontem, quando me deitei, planejei acordar mais cedo do que o necessário, para que eu pudesse não só arrumar minhas coisas com calma, e diminuir as chances de esquecer algo importante, mas também me despedir do quarto que foi a minha casa nos últimos três meses. Meu voo está marcado para as 13h05, por isso, seria inteligente da minha parte chegar ao aeroporto lá pelas 10h. Só que eu acordei às 10h e meus planos foram por água abaixo. Literalmente pulei da cama assim que chequei o relógio do celular, vesti a roupa que deixei separada em cima da cadeira, escovei os dentes e terminei de guardar (socar seria um verbo mais adequado) as minhas coisas nas malas e na mochila. Confesso que olhar para o quarto, sabendo que eu não voltaria à noite, e fechar a porta pela última vez foi mais difícil do que eu esperava.

Quando apareço no hall do hotel, me equilibrando sobre a bota ortopédica e com as malas e a mochila do jeito que dá, o táxi que vai me levar ao aeroporto já está à minha espera. Esse é o check-out mais difícil da minha vida (e mais caro também) porque me falta tempo para fazer tudo o que eu quero. Quando saio na rua, olho rapidamente para o prédio que me abrigou durante um dos momentos mais difíceis e solitários da minha vida e faço uma promessa para mim mesma, de voltar em breve. Para a minha sorte, o trânsito não está tão ruim, mas as pausas são o suficiente para que o motorista queira conversar. “Primeira vez em Buenos Aires?”, “o que você veio fazer aqui?”, “gostou de morar na cidade?”, “pretende voltar em breve?”, “para morar ou apenas visitar?” são algumas das perguntas que ele me faz e eu respondo da forma mais sucinta, mas ainda educada, possível.

No final das contas, dou sorte e consigo chegar ao aeroporto um pouco antes das 11h. No entanto, assim que passo pelas portas automáticas, mudo de ideia, porque toda a vantagem que ganhei com o trânsito vai embora com o tempo que vou perder na fila do check-in. Tento me concentrar no fato de que as companhias aéreas pedem para que os passageiros cheguem com três horas de antecedência justamente para evitar que pessoas atrasadas, como eu, percam o voo. Mas e se não for verdade? E se o avião decolar sem mim? E se minha bagagem ficar presa na Argentina? Quando todas essas e outras dúvidas surgem na minha cabeça, a pessoa que está atrás de mim me cutuca e diz “acho que aquele moço quer falar com você”. Enquanto me viro para ver o que o tal moço quer, sinto a esperança crescer dentro de mim e peço, por favor, que seja o Nicolas. Mas, no segundo seguinte, eu lembro que estou com uma bota ortopédica, que me dá direito ao atendimento preferencial, que é exatamente o que o moço, também conhecido como funcionário da companhia aérea, quer me dizer. Que inocente eu sou.

Tento ser otimista e pensar pelo lado bom: ganhei uns bons 40 minutos e, agora, posso tomar um café e comprar minhas cruzadinhas antes de ir para a sala de embarque. E também já despachei as minhas malas, o que facilita a minha vida como usuária de bota ortopédica. Antes de subir para o segundo andar do aeroporto, decido avisar o meu pai sobre o voo. No entanto, depois de retirar praticamente tudo da minha mochila, não encontro meu celular, nem a minha carteira. Na pressa, devo ter enfiado tudo em uma das malas (espero), deixando apenas o passaporte na mochila (ufa). O que significa dar adeus às cruzadinhas e ao café e olá para a sala de embarque ainda mais cedo do que eu esperava.

Sem opções, começo a andar em direção à escada rolante que leva aos portões de embarque, pensando no que vou fazer para me distrair antes e durante o voo, sem celular e sem dinheiro. Assim que piso no primeiro degrau da escada rolante, já com certa dificuldade e desequilíbrio, sinto uma mão me segurar pelo ombro. Quero xingar a pessoa dona da mão por quase ter me feito cair, no entanto, assim que me viro para ver quem é, pronta para tirar satisfações, minha boca se abre, mas as palavras param no meio do caminho. Em seguida, sou envolvida por um abraço quente e familiar.

– Você veio! – é tudo o que eu consigo dizer.

– E você pensou mesmo que eu não viria? – o Nicolas responde, enquanto se afasta para me olhar nos olhos.

– Claro. Eu te liguei mil vezes, mandei mensagens, deixei recados e até fui no seu apartamento com essa bota ortopédica. Mas você não me retornou nem pra me mandar tomar no…

– Eu precisava valorizar o meu passe, me fazer de difícil – ele me interrompe e sorri, enquanto saímos da escada rolante – mas a grande verdade é que eu queria te dar um gelo, só que esqueci que você já ia embora essa semana. O que aconteceu com seu pé?

– Você não me odeia? – respondo, ignorando a pergunta do Nicolas.

– Odeio, sim. Mas a vontade de saber o que você queria comigo foi maior – ele diz e sorri.

– Eu queria pedir desculpas. De novo.

– Pelo que? Por ter ido embora daquele jeito? Por não ter atendido aos meus telefonemas e não ter respondido às minhas mensagens, nem me recebido no hotel? – ele me provoca.

– Não. Quer dizer, também. Mas principalmente por ter feito você de idiota. Eu não queria fazer você de idiota, só fiquei… feliz demais.

– E por isso você fugiu?

– Acho que sim…

– Você é a primeira pessoa que foge de algo que te faz feliz demais.

– Eu sei. Mas eu mudei – eu digo e me odeio por falar uma frase tão clichê.

– Tão rápido?

– Eu quero mudar – corrijo – sabe, eu achava que a minha mãe tinha desistido de mim. Que eu não tinha valido a pena nem mesmo pra ela. E quando você disse que me amava e ficou tão claro que você estava disposto a me ajudar a superar tudo isso… eu acho que não quis aceitar que alguém pudesse me amar e estar comigo incondicionalmente, quando minha própria mãe não foi capaz.

– Sarah, eu não posso falar pela sua mãe, mas eu tenho certeza de que…

– Eu sei – interrompo – agora eu sei.

– O que você sabe?

– Que ela me amava e que ela não desistiu de mim – eu digo e as lágrimas já não me obedecem mais – eu encontrei um bilhete dela para mim, em que ela dizia que iria me amar pra sempre, mesmo do “outro lado”. E eu sei que é idiota, porque é só um bilhete bobo, que foi escrito sei lá quando, mas eu tenho certeza de que ela jamais mentiria pra mim.

– Não é idiota, Sarah. E, mesmo que sua mãe tivesse desistido de você, isso não impediria, a mim e a ninguém, de amar você incondicionalmente.

– Talvez não. Mas depois que eu encontrei esse bilhete, as coisas ganharam outro sentido. Eu acho que saber que minha mãe me amou até o fim, e que talvez ainda me ame, se existir o “outro lado”, permite que outras pessoas também me amem. Meu Deus, será que isso faz algum sentido?

– Claro que faz – o Nicolas diz, pacientemente.

– Mas eu ainda tenho medo.

– De ser feliz?

– É, acho que é. De ser feliz agora e, depois, nunca mais.

– Teria valido a pena, não?

– Sim, mas como eu poderia viver em paz depois disso?

– Sarah – o Nicolas entrelaça os dedos nos meus e me olha nos olhos – eu sei que é difícil pra você, depois de tudo o que aconteceu, aceitar que você pode ser feliz. Parece até que é proibido e que, se você for feliz agora, vai ser três vezes mais infeliz depois – faço que sim com a cabeça – você tá tão preocupada em não merecer a felicidade que esquece que você não vai ser feliz para sempre.

– Como assim?

– A questão é que você pensa que não, mas sabe lidar muito bem com as tristezas e as angústias. E é por isso que ser feliz te assusta tanto. Porque você pensa que é uma coisa viciante e que, uma vez que você experimentar, irá precisar dela o tempo todo – ele diz e envolve meu rosto com as mãos grandes e quentes – mas eu vou te contar um segredo: a felicidade é igualzinha à tristeza. Às vezes, você fica tão triste que chega a pensar que nunca mais vai superar a dor. Mas você sabe, muito melhor do que eu, que, de uma forma ou de outra, a gente não apenas supera, como ainda arranja outros motivos para ficar triste muitas outras vezes, não é? – de novo, faço que sim com a cabeça – e com a felicidade é a mesma coisa. Você sempre vai procurar, e encontrar, razões para ser feliz de novo. Todos os dias.

– Mas e se eu for feliz com você e você for embora? Como eu vou ser feliz depois?

– É meio autoajuda, mas você só vai ser feliz comigo, ou com qualquer pessoa, se for feliz com você mesma. Se eu te deixar, o que não vai acontecer nos próximos 100 anos, você talvez fique triste, arrasada, devastada. Mas, se quiser, sempre vai descobrir outra forma de ser feliz.

– Então, será que, todo esse tempo, eu fiquei escolhendo ser triste?

– Não posso dizer que sim ou não porque, por mais incrível que pareça, eu te conheço há alguns meses apenas. Mas o que você fez quando fugiu do meu apartamento foi isso, sim. Preferiu ficar triste logo, porque você sabia que uma hora  iria superar, do que correr o risco de ser feliz…

– Ou infeliz, mas em um momento em que eu não pudesse escolher e fosse pega de surpresa – completo, porque tudo começa a fazer sentido.

– Exatamente, Sarah – ele diz, parecendo um professor satisfeito – mas eu prometo pra você que…

– Não – interrompo o Nicolas e coloco a mão sobre a boca dele – eu não quero que você prometa nada.

– Mas eu quero prometer.

– Não, por favor. Eu não entendo como as pessoas podem prometer coisas que fogem do controle, coisas que elas nem sabem se vão mesmo poder cumprir. Prometer é tipo mentir. Ou, pior, cumprir por obrigação

– Mas as promessas não são feitas pra durar pra sempre, Sarah. Elas só precisam ser verdadeiras enquanto forem cumpridas.

– Então por que as pessoas prometem que vão amar alguém pra sempre?

– Porque, naquele momento, ela deseja amar a outra pessoa para sempre. Naquele momento, é verdade, faz sentido.

– Tá vendo, que idiotice? Por isso continuo achando inútil prometer.

– Tudo bem, então eu NÃO prometo que vou te fazer feliz.

– Combinado. E eu NÃO prometo que não vou fugir.

E, assim, eu e o Nicolas transformamos o “não prometo” em promessa. Mas eu não me importo mais porque finalmente entendi que o que vale não é ser feliz para sempre. É ser feliz de verdade, tanto faz se por um segundo ou por um século. Porque é a felicidade que se transforma em eternidade e não o contrário.

Capítulo 46

Sarah

A minha vida realmente adora me lembrar que não é uma comédia romântica. Mesmo quando uma cena típica do gênero acontece de verdade, tem que ter um lembrete. Em um filme, eu e o Nicolas nos avistaríamos de longe e ao mesmo tempo. E, então, correríamos elegantemente pelo hall do aeroporto e nós reencontraríamos em um abraço digno de cinema. Na vida real, o cenário foi a escada rolante, que não deixa muita margem para a criatividade, e, mesmo que deixasse, com a bota ortopédica seria impossível dar mais do que alguns passos mancos. Na comédia romântica, após a reconciliação, o Nicolas me levaria para casa, que eu aceitaria prontamente dividir com ele, e nós tiraríamos o dia (ou a semana) de folga. Na vida real, precisamos nos despedir porque eu não quero ser deportada e ele não pretende ser demitido.

– E agora, o que a gente faz? – perguntei, com um pouco de medo da resposta.

– Agora você vai para o Brasil e eu te encontro lá.

– Não é simples assim, Nic.

– Claro que é – ele respondeu, enquanto afastava fios de cabelo do meu rosto – você volta agora e eu volto o mais rápido possível. Você sabe que meu contrato é de seis meses, mas vou ver o que posso fazer.

– Mas você não gosta daqui?

– Adoro. Mas descobri que não pra morar. Só foi legal porque eu tinha você.  

– Puxa-saco – eu disse e dei risada – mas e se você não conseguir voltar antes dos seis meses?

– Será que você consegue parar de querer controlar o futuro só por um minuto? – ele disse, mas não estava bravo.

– Ok, desculpa, vou tentar.

– E se, por acaso, eu não conseguir dar um jeito no meu contrato, você NÃO promete me esperar por três meses?

– Claro que não!

– Então é isso – o Nicolas sorriu, otimista – eu vou ver o que posso fazer, mas, de qualquer forma, vou para o Brasil te visitar em breve. Que tal?

– Não promete?

– Não prometo.

Ele finalmente me beija e eu sinto todos os meus medos e dúvidas se dissolverem. Não porque o beijo me faz acreditar em finais felizes e amores eternos, mas porque me faz ter certeza de que essa é a coisa certa a se fazer agora. Não sei por quanto tempo, mas, às vezes, não saber pode ser uma coisa boa.

Assim que sento na poltrona do avião, me arrependo por não ter pedido para o Nicolas comprar uma cruzadinha para mim. Sem meu celular, papel ou caneta, a única distração da viagem será a refeição, que só deve acontecer daqui a, pelo menos, uma hora. Assim que o avião decola, olho para Buenos Aires pela última vez, pelo menos por enquanto, e começo me perguntar se eu cumpri a minha missão. Todo mundo sabe, por mais que eu não quisesse admitir, que o meu maior objetivo era esquecer o Douglas ou fazê-lo sentir a minha falta. E eu consegui as duas coisas – ainda que ele tenha sentido a minha falta pelas razões erradas. Mas o que eu realmente conquistei com essa viagem foi a minha independência. Não a física ou a financeira, mas a emocional. E eu sei que vou precisar batalhar todos os dias para mantê-la, que haverá momentos melhores e piores e até mesmo horas em que vou querer desistir. Mas se eu queria começar por algum lugar, eu consegui.

Em algum momento em meio a esses pensamentos, que mais parecem um balanço de final de ano, eu acabo caindo no sono e, assim como quando cheguei a Buenos Aires, só acordo com o tranco das rodas do avião no solo. Como sempre, espero quase todos os passageiros saírem antes de pegar a minha mochila, que está debaixo do banco da frente. Passo pela imigração, recupero as minhas malas e ignoro o free shop, porque não é fácil me equilibrar em cima dessa bota ortopédica. Quando passo pelas portas automáticas do desembarque, avisto duas pessoas familiares, segurando uma plaquinha, onde está escrito “Bem-vinda, senhorita Sarah Silver”. Dou risada e, do jeito que posso, corro até eles.

– O que aconteceu com o seu pé? – pergunta a Rebeca, assim que se desvencilha do nosso abraço coletivo.

– Longa história. Posso contar depois?

– Você tem muitas longas histórias para contar depois, Sarah – diz o Lipe, como sempre, bem-humorado.

– Eu sei e eu vou contar, não se preocupem. Mas o que vocês estão fazendo aqui?

– Surpresaaaa! – a Rebeca grita com certo atraso e algumas pessoas nos olham com desconfiança – bom, nós fizemos mais ou menos as contas e, depois, eu liguei para o seu pai pra confirmar a data e o horário do seu voo.

Eu sei que o Lipe e principalmente a Rebeca ficaram chateados por eu ter dado tão poucas notícias durante os últimos três meses. E me sinto mal por eles ainda se importarem tanto comigo ao ponto de enforcar o trabalho para vir me buscar no aeroporto. Mas logo passa porque eu também faria o mesmo e eu sei que eles entendem que eu simplesmente precisava desse tempo para me reencontrar e, então, poder voltar para eles em uma versão melhor de mim mesma. Mais uma vez, lembro do bilhete da minha mãe e, enquanto observo meus melhores amigos carregarem a minha bagagem, sorrio porque, pela segunda vez no mesmo dia, me sinto não apenas digna de ser amada. Mas amada de verdade.

Há três meses, eu estava desesperada para deixar esse apartamento. Muita coisa mudou durante esse tempo, eu mudei, mas hoje percebi que estou feliz por estar de volta à minha casa, ao meu lar. Encaixo a chave na fechadura, giro a maçaneta e, quando abro a porta, um perfume familiar acaricia meus sentidos. Largo minha mochila na mesa da pequena sala de jantar e me jogo no sofá, enquanto o Lipe e a Rebeca levam minhas malas até o quarto. Em seguida, eles se despedem, dizendo que preciso descansar e que no sábado à tarde estarão de volta para um dos nossos finais de semana especiais. Tento protestar para que eles fiquem mais um pouco, mas, realmente, estou tão cansada que acabo nem levantando para me despedir. Cinco minutos depois, a campainha toca e eu reviro os olhos enquanto penso que eles esqueceram alguma coisa. Quando abro a porta, me assusto.

– Oi querida.

– Oi pai. Que surpresa!

– Encontrei seus amigos saindo do prédio. Acho que não foi boa ideia eu ter vindo, não é? Você deve estar cansada.

– Claro que foi, pai – respondo, enquanto o abraço, feliz de verdade por vê-lo – estou cansada, sim, mas nada demais.

– Não pretendo demorar, de qualquer maneira. Mas trouxe alguns petiscos – sorrio ao pegar as sacolas da mão dele.

– Que ótimo, estou mesmo com fome.

Se fosse antes da visita do meu pai em Buenos Aires, a conversa entre nós provavelmente não fluiria tão bem. Na verdade, se fosse antes, ele provavelmente nem teria se dado ao trabalho de vir até o meu apartamento no dia da minha chegada e ainda trazer coisas gostosas para comermos. Ainda é estranho realmente conversar com o meu pai, em vez de falar apenas o essencial, mas, enquanto conto para ele uma versão resumida de quase tudo o que aconteceu nos últimos três meses, sorrio por dentro, satisfeita.

– E agora, o que você vai fazer?

– Acho que preciso procurar um emprego, né? – respondo e dou uma risada sem graça.

– Ótimo. Gostaria de fazer uma proposta.

– Qual? – pergunto, com um pouco de medo da reposta.

– Quero saber se você quer abrir um negócio.

– Que tipo de negócio?

– Qualquer negócio que te faça feliz.

– Ah, não sei se devo aceitar, pai. Você já me deu demais, não acha? A faculdade, o carro, o apartamento, as viagens… – digo e não para que soe como um discurso maduro e consciente, mas porque realmente acredito que chegou a hora de assumir minhas responsabilidades.

– Eu sabia que você diria isso e é aí que entra a proposta – ele diz, parecendo animado – essa vai ser a última coisa que eu vou dar a você. A partir daí, você caminha com suas próprias pernas. Que tal?

– Eu realmente não sei…

– Aceite, por favor – ele me interrompe – eu sei que parece que estou querendo “comprar” você, como sempre fiz, mas é diferente desta vez. Eu quero te orientar, te ajudar, te ensinar.

Se há alguns minutos eu sorri por dentro, agora, sorrio também por fora. Porque, com essa proposta, fica claro para mim que meu pai entendeu que eu não preciso de dinheiro e, sim, de alguém que olhe por mim. Porque, talvez, nós nunca mais falemos sobre aquela conversa em Buenos Aires, mas eu tenho certeza de que ela significou a mesma coisa para nós dois: um recomeço.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s