#LivroNamanita – Parte 5

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Capítulo 18

Nicolas

Decido tirar a quarta-feira para visitar alguns dos meus lugares favoritos em Buenos Aires, pois sei que, depois que começar a trabalhar, será difícil arranjar um tempo livre para fazer esse tipo de coisa. Quando estou no metrô, a caminho do estádio do Boca Juniors, resolvo fugir um pouco do roteiro e desço no centro da cidade. Digo para mim mesmo que é um desvio inocente, que fiquei com vontade de visitar o Obelisco. Mas, assim que entro na rua Lavalle, sei o que estou procurando. Me sinto um pouco ridículo por ter caído nessa armadilha que eu mesmo criei e também porque existem inúmeros cafés nessa rua, e eu não pretendo entrar em um por um até encontrá-la. Mas já estou aqui, então, adoto uma estratégia aleatória: observo alguns estabelecimentos de fora em busca de uma cabeça loira e entro em outros, como quem não quer nada. Já cheguei até quase a metade da rua e ainda não avistei nenhuma garota parecida com a Sarah entre as garçonetes. Me sinto ainda mais estúpido a cada minuto que passa e, quando penso que é hora de desistir, vejo o Leo saindo de um café.

– E aí, cara? – ele diz e dá pra saber que não queria falar comigo, mas não teve opção.

– Opa, tudo bem?

– Tudo certo.

– E a namorada? – “a namorada” é o último assunto sobre o qual quero falar, mas também é o primeiro. Não consigo evitar.

– Namorada? – ele responde e solta um riso amargo e forçado.

– A Sarah?

– Nunca foi minha namorada. E nunca esteve mais longe de ser.

– Ah, entendo. Bom, sinto muito.

– Não era nada demais – o Leo diz e é óbvio que está mentindo – aproveitando que encontrei você, quero me desculpar por sexta-feira. Fiquei estressado com problemas do trabalho e acabei sendo desagradável.

– Ih, cara, relaxa. Depois da ajuda que me deu, você tem créditos – digo em uma tentativa de agradar, mas percebo que apenas confirmei que ele realmente foi desagradável.

– Ótimo. Bom, a gente se fala – ele se despede e fica claro que, provavelmente, nunca mais vamos nos falar.

Nada confirma que este é o café onde a Sarah trabalha, mas memorizo a porta da qual vi o Leo saindo mesmo assim. Sigo em frente, fingindo que estou indo para outro lugar, mas, depois de atravessar duas ruas, volto e entro no estabelecimento. Me sento em uma das mesas para dois próximas à janela e peço o cardápio. Ainda nenhum sinal de Sarah. Peço um cappuccino e uma “medialuna” com manteiga e, enquanto como, continuo observando os funcionários. Tento me lembrar se ela realmente disse que era garçonete ou se há chances de estar dentro da cozinha. Se ainda não é seu turno ou se este nem é o café onde ela trabalha. Para não perder a viagem, enquanto estou pagando minha conta, pergunto para a garçonete que está me atendendo, uma mulher mais velha, se alguma Sarah trabalha por lá.

– Trabalhou, mas não está mais no nosso quadro de funcionários – ela responde, em um tom indiferente.

– E a senhora sabe onde posso encontrá-la?

– Tenho o telefone e o endereço dela, sim, mas temo que sejam informações confidenciais.

– Entendo – respondo, mas tenho vontade de insistir.

– Mas por que você não volta nos próximos dias? Acredito que ela estará de volta – ela diz, desta vez, em uma voz mais suave. Sorrio e agradeço.

Nunca acreditei em sinais do destino e continuo não acreditando. Mas, se realmente existem, esse definitivamente foi um deles.

Capítulo 19

Sarah

Chego ao café antes das 8h e faço questão de agradecer à dona Juliana por ter aceitado me contratar de volta. Ela explica que o Leo contou que a culpa pelo “escândalo” foi dele e não para de repetir que odeia cometer injustiças. “Mas eu vou me redimir”, ela diz, em um tom brincalhão, mas dá para dizer que fala sério. Dou risada e começo o meu expediente, anotando o pedido de um casal que acabou de entrar no café. Fico chateada ao perceber que, em apenas dois dias, já esqueci alguns itens do cardápio, mas isso também quer dizer que logo vou recuperar a prática. Cometo erros de iniciante – o que eu sou, em dose dupla -, mas nem isso me desanima. Passar apenas dois dias sem ter o que fazer foi mais do que o suficiente pare entender que não é pelo dinheiro que estou aqui.

– Sarah – a dona Juliana me chama assim que tiro o avental para ir embora – eu sei que disse que sua vida pessoal não pode interferir no trabalho. Mas vou abrir uma exceção para você, para compensar a injustiça que cometi.

– Ah, imagina, dona Juliana, não precisa se preocupar, eu realmente… – começo a dizer, mas ela me interrompe.

– Ontem, um garoto procurou por você aqui no café.

– Um garoto? – pergunto, tentando não soar desesperada – ele disse o nome?

– Não.

– E como ele era? – pergunto novamente, já sem disfarçar o interesse.

– Alto, magro, nem loiro nem moreno… bonito – ela responde e dá uma risadinha, que a faz parecer uma adolescente.

– E o que ele disse?

– Perguntou se você trabalhava aqui. E eu disse que não mais.

– Só isso? – por que ela não conta tudo de uma vez?

– Perguntou se eu sabia onde encontrar você. E eu disse que não poderia dar seu telefone ou endereço – ela responde e parece culpada. Deve ter notado minha expressão de decepção – fiz mal?

– Não, imagina. Não se preocupe, dona Juliana – eu digo, mesmo querendo chutá-la por um momento.

– Mas eu disse que ele poderia voltar outro dia, que você provavelmente estaria aqui – ela diz e seu rosto se ilumina – eu ainda não tinha ligado para você, sabe como é. Mas algo me diz que ele vai voltar.

– Bom, então vamos esperar. E, se eu não estiver, dê meu telefone a ele, tudo bem?

– Claro, querida – dona Juliana dá risada – mas essa é a única vez que vou deixar sua vida pessoal interferir no trabalho, ok?

Assim como quando disse que iria se redimir, dona Juliana fala em tom brincalhão, mas também sério. Estou feliz por saber que, apesar de levemente temperamental, ela é justa e honesta. E mais feliz ainda por perceber que não recuperei apenas o meu trabalho, mas também a chance de rever o moço dos cabelos da cor do outono.

A sexta-feira foi corrida. Além de cumprir o meu expediente, precisei cobrir o turno de uma das garçonetes que teve que faltar. Mal sobrou tempo para ir ao banheiro, o que foi bom porque eu só percebi que o Nicolas não me procurou quando cheguei ao hotel. No fim de semana, fiz o meu primeiro “extra” e, embora tenha sido mais calmo do que a sexta, também não tive muitas oportunidades para lembrar que nenhum garoto alto, magro, nem loiro nem moreno perguntou por mim. É quando me ocorre, pela primeira vez, que, talvez, ele não esteja atrás de mim para me convidar para sair. Ele pode querer falar comigo sobre o Leo, afinal, eles são amigos. Na segunda-feira, porém, a história é diferente. Pouco depois das 8h, o café ainda está vazio, então começo a lavar algumas xícaras e pires na pia do balcão.

– Sarah? – diz uma voz que não me é familiar, nem desconhecida. Levanto o rosto para saber quem é e vejo indecisão entre o loiro e o moreno, o verde e o mel e os cabelos da cor do outono.

– Oi! Tudo bem? – eu digo, tentando não parecer feliz demais.

– Oi, tudo bem e você?

– Tudo ótimo! Quer uma mesa? – eu pergunto e me sinto idiota porque tem aproximadamente 20 mesas disponíveis e não acho que ele precisaria de ajuda caso quisesse se sentar em uma delas.

– Na verdade, queria falar com você – ele responde e sorri. E, de novo, eu sei que estou mais perdida do que há um minuto.

– Pode falar – eu digo, sorridente, mas lembro que ele pode querer falar sobre o Leo.

– É meio complicado, talvez você ache estranho…

– Tudo bem, já entendi – o interrompo, enquanto enxugo as minhas mãos – você veio falar sobre o Leo.

– Ah, não, não. Na verdade, eu queria, sei lá, o seu telefone.

– Meu telefone? – digo, um pouco na defensiva.

– É, mas entendo se você não quiser – ele passa as mãos pelos cabelos – a coisa toda com o Leo e tal… faz pouco tempo. Eu entendo.

– Ah, imagina, não tem problema – eu respondo, aliviada, enquanto escrevo meu número à moda antiga, em um pedacinho da minha comanda de garçonete.

– Que ótimo! Bom, eu te mando uma mensagem, então, daí você guarda meu número também – ele sorri e faz uma pausa bem-humorada – ou não.

Fico olhando enquanto o Nicolas passa por entre as mesas, a caminho da saída. Sei que ele pode se virar a qualquer momento e me pegar observando-o. Mas não me importo porque gosto dos homens que não têm medo de olhar para trás. E quando ele o faz, sorrio, satisfeita.

20

Nicolas

Continuo achando que os sinais do destino são uma tremenda besteira, mas, se ver o Leo saindo do café foi uma pista de que o universo conspira a meu favor, não encontrar a Sarah talvez tenha sido uma forma de me dizer o oposto. Por isso, faço um trato comigo mesmo: vou esperar mais quatro dias e, se eu não achar que tudo isso é loucura até lá, tento encontrá-la mais uma vez. E é tudo o que vou fazer.

Vou dormir no domingo com a certeza de que, antes mesmo de estrear como correspondente internacional, preciso ir ao centro da cidade e acabar logo com esta história. Aproveito e vejo se encontro alguma pauta no meio do caminho. É idiota, mas estou nervoso quando desço do metrô e caminho em direção à rua Lavalle. E eu sei que não é pelo que vou dizer caso encontre a Sarah. É justamente pelo que vou deixar de dizer, caso ela não esteja lá. Tento não pensar na segunda hipótese enquanto ando, cada vez mais rápido, e agradeço pelo frio não me permitir transpirar. Quando avisto a porta da qual vi o Leo sair há quase uma semana, respiro fundo e, assim que entro, avisto uma cabeça inconfundivelmente loira atrás do balcão. Ela está lavando louça e, até assim, parece incrível.

– Sarah? – digo e, de repente, me ocorre que, talvez, ela nem me reconheça

– Oi! Tudo bem? – ela responde de imediato e me pergunto se ela é sempre feliz assim às 8h da manhã.

– Oi, tudo bem e você?

– Tudo ótimo! Quer uma mesa?

– Na verdade, queria falar com você.

– Pode falar – ela diz e sorri, mas, aos poucos, o sorriso some, como se ela tivesse lembrado de algo ruim naquele momento.

– É meio complicado, talvez você ache estranho…

– Tudo bem, já entendi – ela me interrompe, parecendo irritada, e a pouca confiança que eu tinha me abandona – você veio falar sobre o Leo.

– Ah, não, não. Na verdade, eu queria, sei lá, o seu telefone – eu digo, aliviado, e, então, pedir o número dela parece algo simples demais.

– Meu telefone? – ela pergunta, na defensiva.

– É, mas entendo se você não quiser a coisa toda com o Leo e tal… faz pouco tempo. Eu entendo.

– Ah, imagina, não tem problema – ela parece feliz de novo e, na mesma hora, começa a escrever o número em um papel. Os cabelos loiros caem nos olhos.

– Que ótimo! Bom, eu te mando uma mensagem, então, daí você guarda meu número também. Ou não – eu digo e me arrependo pela minhas últimas palavras.

Enquanto ando por entre as mesas em direção à porta, sinto o olhar da Sarah, como se aqueles olhos verdes pudessem queimar as minhas costas. E, sem perceber, eu me viro para olhá-la mais uma vez. Ela sorri e, então, eu penso que, se isso tudo for loucura, talvez eu não seja o único louco.

No fim, a pauta do dia estava exatamente a poucos metros do café onde a Sarah trabalha. Minha primeira cobertura como correspondente internacional foi um daqueles protestos que as mães fazem em frente à Casa Rosada, pedindo por notícias sobres os filhos desaparecidos durante a ditadura. Assim que envio a reportagem para o jornal, pego o celular e mando uma mensagem para a Sarah. Não sei bem o que escrever, então, digo apenas um “ei”, que ela responde com um “oi”, alguns minutos depois.

Nicolas: então esse é meu número, se você quiser salvar no seu celular.

Sarah: já salvei. ou não :)

Nicolas: é bom tomar cuidado porque, além de ter o seu telefone, sei onde você trabalha.

Nicolas: eu tô brincando.

Sarah: eu sei que tá brincando, demorei para responder porque fui desligar a torneira da banheira.

Nicolas: não quero ser direto demais, mas, tenho a noite livre na quarta-feira, será que você quer sair para jantar?

Sarah: prefiro as pessoas diretas demais :) vamos jantar, sim.

Nicolas: ótimo. Mas eu ainda não tenho carro, então a gente pode ir em algum lugar perto da sua casa.

Sarah: pode ser. Tem um restaurante de empanadas ótimo aqui perto.

Nicolas: onde é sua casa?

Sarah: na verdade, eu meio que moro num hotel… mas fica em frente ao Obelisco.

Nicolas: às 19h30 na Plaza de la Republica, então?

Sarah: combinado :)

Fico surpreso pelo fato de as coisas serem muito mais simples e fáceis do que eu imaginava. E, então, me sinto mal por toda a complicação que eu causei à Débora.

Capítulo 21

Sarah

É difícil me concentrar no trabalho antes do encontro e acabo cometendo vários erros pequenos, mas que eu não deveria, como trocar os pedidos algumas vezes e servir o sal em vez do açúcar. Por sorte, consigo consertá-los antes que alguém perceba e, às 18h em ponto da quarta-feira, estou saindo do café. Antes que eu possa pisar na rua, ouço a dona Juliana me chamar e, com um sorriso malicioso, me deseja “boa sorte”. Não faço ideia de como ela sabe, ou se realmente sabe, do encontro, mas aceito suas palavras mesmo assim, porque sinto que vou precisar de sorte. Enquanto caminho até o hotel, penso em como a normalidade me faz falta. Em como eu queria estar indo para a minha casa, onde encontraria meus pais sentados no sofá, assistindo televisão. Então, eu passaria apressada por eles e minha mãe me seguiria até o quarto, louca para saber detalhes sobre o encontro pelo qual ela tanto torceu. Antes de sair de casa, meu pai me mediria de cima a baixo, avaliando se deveria ou não pedir para que eu colocasse algo mais comprido ou menos justo. E, então, eu me pergunto se é possível sentir saudade de algo que eu nem conheço.

Meu primeiro primeiro encontro de verdade foi aos 16 anos, com o André, que também foi meu primeiro namorado sério. Como sempre, minha família estava passando por “momentos delicados” e eu não era exatamente uma prioridade na vida dos meus pais. Quando o André me convidou para sair, durante a aula de educação física, eu apenas avaliei se queria ou não aceitar e, quando concluí que a resposta era “sim”, assenti e esperei o dia chegar. Poucas horas antes do combinado naquele sábado nublado e frio, eu avisei à minha mãe, que estava deitada na cama, como na maior parte do tempo, que teria o meu primeiro encontro. Ela sorriu um sorriso fraco e me desejou boa sorte. Meu pai estava no trabalho, como na maior parte do tempo, e não teve a oportunidade de decidir se minha roupa era ou não apropriada. A maioria dos meus colegas da escola achava o máximo a liberdade que eu sempre tive, enquanto eu invejava, ainda que em segredo, a “chatice” dos pais deles. Porque, para mim, não se tratava de chatice e, sim, de carinho e preocupação.

Quando entro no elevador do hotel, afasto estas lembranças da minha cabeça porque sei que preciso aceitar o fato de que eu sempre fui e talvez sempre seja uma pessoa livre e independente, ainda que não por vontade própria. O que transforma toda a minha liberdade e independência em solidão.

São 19h45 e eu continuo sentada na Plaza de la Republica, sozinha. Começo a pensar que o Nicolas desistiu do jantar e esqueceu de me avisar. Ou que ele cancelou por uma mensagem que nunca chegou. Ou ainda que foi atropelado durante o trajeto. Às 19h53, estou pensando em me levantar, atravessar a rua e voltar para o quentinho do meu quarto, quando o vejo do outro lado da avenida. Acho que ainda não me viu porque tem uma expressão preocupada, de quem está atrasado, no rosto. As mãos estão nos bolsos da jaqueta de couro e os cabelos são bagunçados pelo vento, mas ele não parece se importar. E, então, eu percebo que, no meu próprio rosto, descansa um sorrisinho bobo, que eu prefiro não saber ainda por que está ali. Quando finalmente me vê, ainda longe demais para me cumprimentar de verdade, Nicolas diz “ei”, como no WhatsApp, e eu respondo com um “oi”. Quando chega mais perto, ele pede desculpas pelo atraso e me dá um beijo no rosto. É apenas a terceira vez que nos tocamos, mas parece, ao mesmo tempo, a primeira e a milésima. Começamos a caminhar até o restaurante de empanadas e ele me conta que calculou mal o tempo que levaria para sair de Palermo e chegar ao centro da cidade. Gosto de como ele não procura por desculpas esfarrapadas, de como é simplesmente sincero. E do fato de que, apesar de ter me medido de cima a baixo, ele não deixa escapar um elogio-clichê.

– Quando você começou a trabalhar? – pergunto assim que terminamos de comer, com medo do silêncio constrangedor e de para onde ele pode nos levar.

– Na segunda-feira.

– Então ainda é cedo para dizer se está gostando ou não?

– Não exatamente. Eu costumo saber de cara do que eu gosto ou não – ele responde e algo em seu sorriso me diz que não é exatamente sobre o trabalho que ele está falando.

– Então, você não está gostando tanto assim, senão já saberia, certo?

– É, você está certa. Acho que não tenho todo esse faro de repórter que os jornalistas costumam ter.

– Bom, de qualquer forma, três dias é pouco para ter certeza. Mas, se esse não era tipo um sonho profissional, então por que você aceitou vir para cá? – pergunto, me sentindo mais desinibida por conta do vinho.

– É complicado, um dia eu te explico. E você, como estão as aventuras?

– Ah, você está sendo generoso em chamar a minha vida aqui de aventura – digo e dou risada.

– Mas o que exatamente te trouxe até aqui?

– Eu amo Buenos Aires, é uma das minhas cidades preferidas no mundo – eu respondo e, embora eu ainda tenha vontade de contar toda a verdade para ele, me seguro porque não foi o que ele fez quando teve a oportunidade – e eu realmente queria sair de casa, mudar de vida.

– Problemas com seus pais?

– Não, eu moro sozinha.

– E por que você ainda tá num hotel? Não pretende ficar pra valer?

– E você ainda acha que não tem faro jornalístico? – dou risada, mas não me importo com as perguntas – eu não sei se quero ficar ou se quero ir embora daqui dois meses. Por enquanto, está bom do jeito que está. E você, pretende ficar pra valer?

– Não. Mas pretendo ficar mais do que três meses, até porque o meu contrato é de pelo menos seis – ele diz e fica quieto, mas não porque o assunto acabou.

E eu quero e não quero o que vem depois.

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