Resenha de Todas as coisas belas – Matthew Quick

Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a melhor jogadora do time de futebol da escola e já tem bolsas praticamente garantidas em ótimas faculdades. Mas a verdade é que ela ainda não descobriu quem realmente é e, por isso, nunca encontrou algo a que pertencer. No entanto, tudo se transforma quando seu professor favorito a presenteia com o livro O Ceifador de ChicletesA história encanta Nanette de tal forma, que ela acaba se tornando amiga de Booker, o autor da obra. O escritor a apresenta a Alex, e a conexão entre eles é instantânea. Mas será que encontrar seu lugar no mundo poderia ser tão simples e fácil assim?

De todos os livros de Matthew Quick publicados no Brasil, só não li Garoto 21. Amo O Lado Bom da Vida Perdão, Leonard Peacock quase sem restrições. E apesar de ter gostado de Quase uma rockstar A Sorte do Agora, lembro de ter achado as duas histórias um tantinho exageradas em alguns aspectos, o que dificultou a identificação do leitor. Por isso, estava com um pé atrás em relação a Todas as coisas belas. Mas, apesar de ter uma atmosfera de certa forma utópica, o novo livro do autor nos leva de volta aos “bons tempos”.

Todas as coisas belas é um retrato perfeito do coming of age: da dificuldade de se descobrir e, principalmente, de se perceber diferente de certos padrões. Mas Matthew Quick não aborda esse aspecto de maneira radical, o que só torna a obra ainda mais democrática. Isso porque as diferenças que Nanette enxerga em si podem ser sutis, quase imperceptíveis, mas são o suficiente para que ela se sinta à parte do (seu) mundo. Por isso é tão fácil se identificar com a personagem! Diferente de Bartholomew (de A Sorte do Agora) e Amber (de Quase uma rockstar), Nanette poderia ser uma pessoa da vida real. E as questões que ela enfrenta provavelmente não diferem tanto das que nós também enfrentamos!

Com o senso de humor característico e muitas frases de efeito, Matthew Quick mostra que, às vezes, se descobrir pode ser solitário, assustador e até cruel. Mas é libertador e, acima de tudo, é verdadeiro! Em alguns momentos, precisamos encarar o clichê de que é necessário se perder para se encontrar. Mas, de todas as coisas belas, a mais bonita e preciosa é nos permitir ser quem realmente somos.

Título original: Every Exquisite Thing
Editora: Intrínseca
Autor: Matthew Quick
Ano: 2016
Páginas: 272
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 4 estrelas

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