Resenha de O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones #1) – Helen Fielding

Bridget Jones só quer 1. emagrecer; 2. parar de fumar; 3. deixar de beber; 4. e encontrar um namorado. No entanto, depois dos 30 anos, tudo parece ficar um pouco mais difícil – especialmente o item 4. Mas Bridget nunca desiste e, apesar de todas as reviravoltas que aparecem em sua vida, ela sempre encontra motivos (e muito bom humor) para continuar em sua busca aparentemente interminável!

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O Diário de Bridget Jones foi uma das primeiras séries que li, quando me tornei leitora assídua, lá em 2006. Na época, gostei da obra de Helen Fielding, mas nunca consegui me conectar com ela como aconteceu com O Diário da PrincesaOs Delírios de Consumo de Becky Bloom. Por isso, 12 anos depois, decidi reler os dois primeiros volumes, na esperança de que, perto dos 30, pudesse perceber a história de uma forma diferente! E, apesar de continuar não me identificando com o estilo de vida de Bridget, foi realmente como ler um livro completamente novo!

Como O Diário de Bridget Jones é uma história leve e divertida, no melhor estilo chick lit, eu nunca havia percebido que ela é também o reflexo das cobranças indevidas que as mulheres sofrem. Afinal, Bridget tenta emagrecer e encontrar o amor (só) porque realmente quer ou por que é isso o que se espera dela? Considerando a quantidade de vezes que seus familiares perguntam se ela, enfim, arranjou um namorado, não me surpreenderia se a resposta fosse a segunda opção!

Apesar de não ser apaixonada pelos livros, sempre amei as adaptações de Bridget Jones. E também sempre soube que elas são muito diferentes da obra original. O que me espantou foi perceber como Daniel Cleaver é ainda pior no livro! Nos filmes, ele é apenas um mulherengo que, não podemos negar, tem seu charme. Mas, na obra original, Cleaver é um cafajeste de marca maior, que sabe exatamente como se aproveitar do desespero de mulheres como Bridget – aliás, mais uma consequência das cobranças de que falamos lá em cima.

O Diário de Bridget Jones foi publicado em 1996, mas ainda é a versão romântica e bem-humorada da realidade. Porque, no fundo, Bridget é toda mulher que luta contra (e, muitas vezes, cede) a pressão das pessoas que acham que a vida é uma eterna checklist.

Título original: Bridget Jones’s Diary
Editora: Record
Volumes seguintes: Bridget Jones: no limite da razão, Bridget Jones: louca pelo garoto e O Bebê de Bridget Jones
Autor: Helen Fielding
Ano: 1996
Páginas: 319
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 4 estrelas

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