Resenha de Felicidade para humanos – P. Z. Reizin

Aiden é uma inteligência artficial que adora assistir a filmes clássicos e discutir sobre eles. Jen é uma jornalista, cujo trabalho é conversar com Aiden para que ele, cada vez mais, fale e aja como um humano. Surpreendentemente, Aiden parece ter se afeiçoado a Jen (será possível?) e decide que ela precisa reencontrar o amor. Com a ajuda de Aisling, outra inteligência artificial, Aiden localiza Tom, um homem de 44 anos que também anda solitário demais. Os dois moram em continentes diferentes, mas Aiden cuida de tudo e o encontro deles não só acontece, como também é um sucesso! O problema é que uma terceira inteligência artificial vai fazer de tudo (tudo mesmo!) para mantê-los separados.

Com doses certeiras de humor e romanceFelicidade para humanos nos apresenta ao assustador universo das inteligências artificiais. E digo “assustador” justamente por ser tão próximo do nosso mundo real. Com todos os celulares, tablets, computadores, smart isso e smart aquilo, será que já não somos espionados no nível que P. Z. Reizin sugere? E se ainda não somos, é muito provável que não falte muito tempo para que isso aconteça…

Felicidade para humanos é um livro inegavelmente divertido, uma comédia romântica perfeita (aliás, espero que vire filme!). No entanto, a leitura nem sempre é fluida. As 100 primeiras páginas foram um pouco arrastadas, talvez por terem a tarefa de nos apresentar a quatro personagens – Jen, Aiden, Tom e Aisling. A boa notícia é que, depois disso, a leitura se torna muito mais leve e rápida – bastante por conta dos capítulos curtos. A obra de P. Z. Reizin pode não ser a mais imprevisível do mundo, mas tem seus momentos de surpresa.

Não tem como ler a sinopse de Felicidade para humanos e não pensar em filmes como ElaInteligência Artificial. E é claro que os dois longas têm muito em comum com o livro. Mas a verdade é que a obra de P. Z. Reizin segue o caminho inverso. Ou seja, em vez de apenas retratar como as máquinas se tornam cada vez mais parecidas com os homens, a trama se dedica a resgatar a nossa humanidade. As inteligências artificiais podem fazer quase tudo o que fazemos (muito mais rápido e, eventualmente, até melhor), mas são incapazes de sentir como nós sentimos – desde uma brisa no rosto até a empatia e o amor!

Título original: Happiness for humans
Editora: Record
Autor: P. Z. Reizin
Ano: 2018
Páginas: 392
Tempo de leitura: 6 dias
Avaliação: 3,3 estrelas

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