Os livros que mais me decepcionaram em 2017

Vamos terminar de falar sobre as leituras de 2017? Na última semana, compartilhei meu top 10 e, para hoje, preparei uma lista com os livros que mais me decepcionaram. Meus escolhidos não são obras necessariamente ruins e a maioria me desapontou mais pelo fato de eu ter os autores em alta conta. De qualquer forma, aí vão meus eleitos:

Até que a culpa nos separe, Liane Moriarty
Depois de O Segredo do Meu MaridoPequenas Grandes Mentiras, tinha como controlar as expectativas em relação a Até que a culpa nos separe? É claro que não! E o que aconteceu? Me decepcionei, óbvio! Narrado no passado e no presente, o mais recente livro de Liane Moriarty é fluido e envolvente até a parte em que revela o grande mistério. Depois disso, a história fica arrastada e até perde um pouco do propósito. E depois de páginas (na minha opinião) desnecessárias, o final é tão simplório e fácil, que é difícil dizer que valeu a pena. O que realmente salva Até que a culpa nos separe são os personagens tridimensionais, que são uma das especialidades da autora.

Crave a marca, Veronica Roth
Quando li Divergente, em 2014, a série se tornou uma das minhas favoritas de todos os tempos. Então, é claro que, depois de 3 anos, eu estava mega ansiosa para ler a nova obra de Veronica Roth. Eu já sabia que Crave a marca não iria superar a saga de Tris Prior, mas não achei, nem de longe, que seria um dos piores livros de 2017 – e independente de altas expectativas! O que mais me incomodou foi o fato de que a autora pareceu ter querido recriar Tris e Four com Avok e Cyra. Mas a verdade é que os protagonistas de Crave a marca não são tridimensionais, tampouco carismáticos. E o resultado foi uma história fraca e extremamente previsível. Uma pena!

Hoje vai ser diferente, Maria Semple
Conheci o trabalho de Maria Semple em 2014, quando li o incrível Cadê você, Bernadette?. Então, achei que já sabia mais ou menos o que esperar da nova obra da autora. Mas não foi bem assim… Diferente dos livros acima, Hoje vai ser diferente não foi uma leitura arrastada e cansativa. Pelo contrário: foi descontraída e divertida. No entanto, a história me pareceu um pouco sem propósito e o final realmente não me agradou.

Meu coração e outros buracos negros, Jasmine Warga
Sempre tive a sensação de que Meu coração e outros buracos negros seria um bom livro sobre suicídio. E não foi exatamente ruim, mas tudo na história é muito previsível e os protagonistas, Aysel e Roman, não convencem. No entanto, o que realmente me incomodou foi a forma como Jasmine Warga banalizou e até romantizou o suicídio.  Isso porque, no final, tudo se resolve fácil demais e muitas pontas ficam soltas. A impressão que fica é que a ideia de se matar não passava de um capricho, especialmente por parte de Aysel.

Morte no Nilo, Agatha Christie
Como fã de livros de suspense e mistério, eu precisava conhecer Agatha Christie! Tudo começou com O Caso dos Dez Negrinhos  (ou E não sobrou nenhum), que eu simplesmente amei! Depois, veio Assassinato no Expresso do Oriente, que eu também gostei, mas não tanto. E então, li Morte na Mesopotâmia, que já foi uma leitura mais arrastada. Achei que Morte no Nilo, que é um dos clássicos da autor, poderia tirar essa “impressão ruim” que o livro anterior havia deixado. Mas foi exatamente o contrário! Achei que faltou ritmo para a história, o que me fez demorar muito mais do que gostaria para terminá-la. E o pior: desvendei o mistério, não porque sou um gênio e, sim, porque a resolução do caso ficou muito óbvia mesmo.

Piano Vermelho, Josh Malerman
Assim como Caixa de Pássaros, Piano Vermelho é intrigante e envolvente desde as primeiras páginas. No entanto, diferente do primeiro livro de Josh Malerman, o segundo perde completamente o ritmo após a metade e culmina em um desfecho totalmente anti-clímax. Essa parece ser uma característica do autor, que recebeu muitas críticas pelo final de Caixa de Pássaros. No entanto, na minha opinião, a estratégia que até funciona no primeiro livro faz com que o leitor se sinta ludibriado em Piano Vermelho.

Um amor incômodo, Elena Ferrante
Depois de A Filha Perdida, eu queria ler até a lista de supermercado de Elena Ferrante. Por isso, fiquei tão surpresa por detestar Um amor incômodo. Achei a história arrastada, confusa e e, alguns momentos, até sem propósito. Não consegui me conectar com Delia, a protagonista, que me enervou com sua sinceridade vulgar – do tipo que parece ter o único objetivo de (tentar) chocar o leitor. Ao lado de Crave a marcaUm amor incômodo foi o pior livro de 2017.

Já leram alguns dos livros que citei? O que acharam?
E quais foram os livros que mais decepcionaram vocês em 2017?

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