Resenha de A Zona Morta – Stephen King

Um grave acidente de carro deixa Johnny Smith em coma por quatro anos e meio. Quando quase ninguém mais acredita que possa se recuperar, ele contraria todas as expectativas e acorda do sono profundo. Em quase meia década, muitas coisas mudaram, mas o mais estranho é que, agora, Johnny é capaz de ver o passado, o presente e o futuro de uma pessoa com apenas um toque. Muitos consideram o “poder” uma dádiva, no entanto, Johnny acha que está mais para maldição – principalmente quando ele descobre que o mundo pode estar em perigo.

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Eu já li uma quantidade considerável de livros de Stephen King, e confesso que está cada vez mais difícil de escrever as resenhas. Porque o autor é dono de um estilo muito característico e marcante, que se faz presente em todas as suas obras – pelo menos as que li até aqui. E isso está longe de significar que suas histórias sejam repetitivas, mas, como evito entregar spoilers, o que fica repetitivo na verdade são as minhas resenhas.

Enfim, mais uma vez, Stephen King nos presenteia com personagens complexos e totalmente reais. Desde o início de A Zona Morta, Johnny Smith se mostra um cara bom, divertido e generoso. E isso torna plausível que ele não seja engolido pelo poder que sua recém-adquirida habilidade paranormal pode oferecer, se tornando um verdadeiro anti-herói. Em termos de complexidade, Vera Smith, a mãe de Johnny, também se destaca, representando a crítica ao fanatismo religioso.

Stephen King criou outras duas tramas paralelas, que, no início, tornam a leitura um pouco truncada – motivo pelo qual não dei 5 estrelas para A Zona Morta. No entanto, ao longo da leitura, tudo vai se encaixando e fazendo ainda mais sentido dentro de um contexto muito maior e mais rico. E o resultado não poderia ser diferente: uma história repleta de possibilidades e que realmente leva o leitor à reflexão e aos dilemas morais que o autor tanto gosta!

Ao criar uma trama rica e complexa, Stephen King manipula e realmente envolve o leitor com a história. E o fato de Johnny ser tão bondoso e cativante só faz com que a gente se apegue ainda mais à trama e aos personagens. Por isso, o final do livro não apenas surpreende e satisfaz, como também emociona.

Título original: The Dead Zone
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Ano: 1979
Páginas: 479
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 4 estrelas

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