Meus 10 autores favoritos: o que mudou?

Além do Livro já vai fazer 4 anos (!!!), então, tem alguns posts que já não fazem mais tanto sentido para mim. Recentemente, sempre que tenho um tempinho sobrando, estou corrigindo algumas coisinhas em textos antigos. Eis que me deparei com o post Meus 10 autores favoritos, que escrevi em 2015, e descobri que muita coisa mudou! Eu sabia que isso aconteceria, mas ler o texto foi uma experiência engraçada. Por isso, não resisti e decidi escrever um post comentando minhas escolhas de dois anos atrás!

Em 2015…
Colleen Hooverautora das séries Métrica Hopeless, Colleen Hoover é sempre“too much”. Muito amor, muito drama, muita tragédia, muita surpresa, muita reviravolta e, principalmente, muita, muita, muita mas muita intensidade mesmo. E pode até ser cansativa, mas é essa overdose que torna as obras da autora tão marcantes e inesquecíveis. Além desse estilo peculiar, Colleen sempre aborda temas delicados e sempre atuais (que não vou listar aqui para evitar spoilers).

Em 2017…
Eu estava realmente disposta a ler até a lista de mercado de Colleen Hoover. Até que Confess não apenas me decepcionou, como também me levou do amor ao ódio. Desde então, peguei o famoso “bode” e nunca mais consegui sequer querer ler um livro da autora. E ao que tudo indica, essa situação não deve mudar.

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Em 2015…
David NichollsUm Dia é e sempre será um dos meus livros favoritos, uma das minhas grandes paixões literárias, principalmente por conta da maravilhosa narrativa epistolar. As outras obras de David Nicholls, Resposta Certa e O Substituto, não são tão incríveis quanto a história de Emma e Dexter, mas são boas o suficiente para garantir o lugar do autor entre os meus preferidos.

Em 2017…
Um Dia ainda é um dos meus livros favoritos da vida, mas talvez David Nicholls tenha perdido seu posto entre meus autores preferidos. Em partes porque Nós, o outro livro que li dele, não me cativou muito. Mas também porque, desde 2015, conheci muitos outros autores que acabaram conquistando um lugar especial no meu coração de leitora.

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Em 2015…
E. LockhartE. Lockhart tem váááários livros para crianças, jovens adultos e adultos. Eu li apenas dois, Mentirosos O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks, e sei que pode ser injusto listar a autora entre os meus favoritos. Mas eu não consigo evitar porque, apesar de as duas obras serem bastante diferentes entre si, são igualmente incríveis. Mentirosos é simplesmente um dos livros mais surpreendentes que já li, além de contar com uma narrativa muito rica, cheia de metáforas e analogias. Já O Histórico de Frankie Landau-Banks aborda assuntos pertinentes de uma maneira esclarecedora e inteligente, nunca pedante.

Em 2017…
Minha opinião sobre Mentirosos (que, inclusive, reli ano passado) e O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks  não mudou. Mas, antes de decidir se E. Lockhart continua ou não no meu top 10, preciso ler o novo livro da autora, Fraude Legítima

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Em 2015…
Emily Giffin: confesso que ando meio cansada de chick lit, mas acho que é seguro dizer que nunca enjoarei de Emily Giffin. A autora consegue abordar os dilemas que a maioria das mulheres têm em comum sem “mimimis” e de uma maneira completamente realista.

Em 2017…
Já faz mais de 2 anos que não leio um livro de Emily Giffin (isso precisa mudar com urgência!!). Mas acredito que ela tenha tudo para continuar na minha lista de preferidos. Isso porque não lembro de, nesse meio-tempo, ter encontrado um autor/uma autora que saiba explorar os dilemas femininos de maneira tão honesta, realista e envolvente.

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Em 2015…
Gillian Flynngosta de thrillers e suspenses? Leia Gillian Flynn. Inteligente, sarcástica e ácida, a autora de Garota Exemplar é capaz de criar tramas envolventes, dúbias e cheias de reviravoltas.

Em 2017…
Nos 2 anos desde a última vez que li Gillian Flynn (O Adulto não conta!), fiquei chocada com as reviravoltas de alguns livros. Mas a verdade é que Garota Exemplar Lugares Escuros sempre terão um lugar especial na minha lista de thrillers favoritos. Então, sim, Gillian continua no meu top 10!

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Em 2015…
John Green: confesso que, no auge da minha febre chamada John Green, eu superestimei o autor. Isso porque, depois de um tempo, percebi – ou admiti – que Cidades de Papel O Teorema Katherine são, na verdade, bem normais e, às vezes, até cansativos. A Culpa é das Estrelas e Quem é você, Alasca? também têm seus altos e baixos, mas os altos são tão incríveis que provavelmente sempre farão de John Green um dos meus preferidos.

Em 2017…
A cada dia que passa, considero John Green mais e mais superestimado. Ainda amo A Culpa é das Estrelas (e amei de novo quando reli), mas confesso que tenho medo de reler Quem é você, Alasca? e não saber exatamente porque gostei tanto do livro em 2013. E quanto mais penso sobre Cidades de PapelO Teorema Katherine, mais tenho certeza de que provavelmente odiaria eles hoje em dia (já não gostei tanto na época…). Ou seja, John Green definitivamente saiu do meu top 10. Mas o novo livro do autor, Tartarugas até lá embaixo, vai me dar uma ideia melhor do que pensar dele.

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Em 2015
Jojo Moyes: com uma narrativa delicada, reviravoltas corajosas e uma proposta romântica, mas não clichê, Jojo Moyes me conquistou com A Última Carta de Amor Como eu era antes de vocêAdmito que A garota que você deixou para trás não me cativou e que Um mais um até me desapontou. Mas também é verdade que poucas obras mexeram comigo como os dois livros supracitados… aiai <3

Em 2017…
É verdade que Jojo Moyes não atendeu minhas expectativas com livros como Um mais um Baía da Esperança. Mas uma autora que é capaz de escrever histórias como Como eu era antes de você (que reli em 2016) e A Última Carta de Amor (que quero muito reler em breve) merece minha eterna gratidão. Além disso, em 2017, tive a chance de conhecer Jojo pessoalmente ela é tão, mas tão fofa, que é impossível não admirá-la ainda mais.

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Em 2015…
Lionel Shriver: Precisamos falar sobre o Kevin já seria o suficiente para considerar Lionel Shriver uma das autoras mais brilhantes que já li. Mas daí vem Grande Irmão O Mundo Pós-Aniversário e confirmam que ela é, realmente, uma das melhores de sua geração, graças ao realismo cruel de suas obras, a acidez, a inteligência e aquela capacidade enervante, mas viciante, de mergulhar nas profundezas dos sentimentos humanos.

Em 2017…
Faz quase 2 anos que não leio nada de Lionel Shriver. Mas acho que é seguro dizer que a autora sempre estará no meu top 10. Afinal, ela é uma das escritoras (e escritores em geral) mais incríveis que já tive o prazer de ler Precisamos falar sobre o Kevin é simplesmente genial!

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Em 2015…
Stephanie Perkinsos livros young adult podem ser cansativos muitas vezes (especialmente para quem tá mais pra “old adult”, como eu), mas Stephanie Perkins consegue fugir dos clichês, ainda que sem sair exatamente do lugar comum. Ficou difícil entender? Leia Anna e o Beijo Francês e Isla and the Happily Ever After e prepare-se para suspirar.

Em 2017…
É com dor no coração que eu digo que, provavelmente, Stephanie Perkins terá que sair do meu top 10. Ainda penso tudo o que escrevi há 2 anos, mas, como a autora não lançou mais nenhum livro (solo, pelo menos), acabou perdendo espaço no meu coração. No entanto, se ela escrever mais uma história encantadora como Anna e o Beijo Francês, isso pode mudar…

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Em 2015…
Truman Capote: Truman Capote é autor de vários romances, peças e contos (incluindo Bonequinha de Luxo, que deu origem ao clássico estrelado por Audrey Hepburn). Eu, porém, li apenas A Sangue Frio, o pioneiro romance de não ficção do autor, e simplesmente sei que poucas coisas na vida podem superar esta obra-prima.

Em 2017…
Acredito que Truman Capote seja mais ou menos como Lionel Shriver: sempre terá cadeira cativa na minha lista de favoritos. No entanto, diferente de Lionel, eu li apenas um livro do autor – o arrebatador A Sangue Frio – e até quero mudar essa situação. Mas, por enquanto, acho que ele fica na categoria de menções honrosas.

MENÇÕES HONROSAS

Em 2015…
Veronica Roth: Divergente é apenas uma das (se não “a”) minhas séries favoritas, mas, antes de incluir Veronica Roth no hall de autores favoritos, quero ver o que ela irá aprontar em sua próxima série – possivelmente sobre “um mundo futurista, no estilo Star Wars”.

Em 2017…
Eu ainda sou apaixonada por Divergente e pretendo reler pelo menos o primeiro volume ainda em 2017. No entanto, depois de ler Crave a marca (o primeiro livro da série sobre “um mundo futurista, no estilo Star Wars“, que citei em 2015), fica praticamente impossível defender Veronica Roth.

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Em 2015…
Michelle Hodkin: o mesmo vale para Michelle Hodkin, que me destruiu (de um jeito bom, se é que isso é possível) com a trilogia Mara Dyer.

Em 2017…
Continuo amando a série Mara Dyer, no entanto, como não li mais nada da autora, fica difícil mantê-la na lista de favoritos. Mas quem sabe ela volte um dia?

E aí, o que vocês acharam das mudanças no meu top 10? Em breve, vou refazer a minha lista de autores favoritos!

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