10 mortes literárias que não consigo superar

Não existe nada mais reconfortante para um leitor do que compartilhar as alegrias, tristezas e reviravoltas que uma história traz. E isso foi essencial para que eu sobrevivesse à leitura de Harry Potter, hahaha! Foi daí que surgiu a ideia para este post, e comecei a pensar em maneiras de escrevê-lo sem dar major spoilers. Claro que é praticamente impossível, mas tomei alguns cuidados para não entregar tudo de bandeja, como não colocar o nome do livro nos subtítulos e não destacar nenhuma parte do texto. No entanto, antes de clicar no Continuar lendo, saiba que este post está lotado de spoilers!

O clássico “I didn’t see it coming”
Quando você começar a ler A Culpa é das Estrelas, já imagina que lágrimas irão rolar. E, realmente, é quase impossível não chorar! No entanto, John Green consegue manipular a gente direitinho e, quando você descobre que é Augustus Waters que morre e não Hazel Grace (pelo menos não “durante” o livro), meu deeeeeeeus! Eu tive uma síncope. Mas a verdade é que essa é a grande sacada do livro! Afinal, é assim que Gus mostra a Hazel que a vida vale a pena, ainda que seja curta e esteja “condenada”. Ao mesmo tempo, ela prova a ele que o esquecimento é inevitável, sim, mas os grandes feitos ficam para sempre.

E depois de tudo…
Não é exagero dizer que a trajetória de Einar Wegener/Lili Elbe, de A Garota Dinamarquesa, é uma verdadeira saga. Ainda mais quando paramos para pensar que o livro conta a história real da primeira  mulher transexual a se submeter à cirurgia genital. A obra de David Ebershoff termina com a morte de Lili (em uma “cena” linda, aliás), que foi o que aconteceu também na vida real – ela foi vítima de complicações de uma das muitas cirurgias que fez. E é inevitável pensar “poxa, mas depois de tudo isso…”. No entanto, ao mesmo tempo, é muito bom saber que Lili lutou para ser o que realmente era e deixou o mundo como a mulher que deveria ter sido.

Não queria que fosse assim, mas não havia alternativa
Não tem como começar a ler Como eu era antes de você e não ter uma ideia do que vai acontecer. Mais ou menos na metade do livro, então, é praticamente impossível não “prever” o final. Por isso, a minha leitura foi permeada por mixed feelings. Ao mesmo tempo em que eu torcia para que Lou fizesse Will mudar de ideia, eu sabia que só existia um final possível para a história. Afinal, se Will tivesse desistido do suicídio assistido, Como eu era antes de você perderia a força e nos faria refletir muito menos. Então, digamos que ele foi sacrificado por um bem maior!

Eu já sabia, mas doeu mesmo assim
Eu até que consegui fugir de muitos spoilers sobre Harry Potter. Mas já comecei a leitura sabendo que, em algum momento, Dumbledore morreria. E posso dizer com toda a certeza que saber disso não fez com que doesse menos quando aconteceu. Por três razões principais: 1. por ele ser tão sábio, generoso e nobre; 2. por ter acontecido em Enigma do Príncipe, que é o livro em que ficamos (nós e Harry) mais “próximos” dele; 3. e pela forma como foi, pelas mãos de Snape (eu já imaginava o verdadeiro motivo, mas não deixa de ser chocante quando acontece!). Mas, mais uma vez, a morte do personagem fez todo o sentido e só deu mais força para a história!

Lá se foram 6 anos e, até hoje, não aceitei
Um Dia é um livro delicioso e foi o responsável por me fazer voltar a ler de verdade, lá em 2011. Mas eu nunca, nunca, nunca vou perdoar David Nicholls pela morte de Emma Morley. Eu fui completamente pega de surpresa e tive que reler a página umas 5 vezes para ter certeza de que eu não estava entendendo errado. Mas a verdade é que o fato do autor conseguir nos pegar totalmente desprevenidos é uma grande sacada. Passamos a história toda tão focados  no vaivém da relação de Emma e Dexter, que esquecemos de todo o resto. E, de repente, vem o livro e nos dá um tapa na cara – exatamente como a vida!

Oi?
Sabe “puta falta de sacanagem”? É a expressão que melhor descreve a morte de Tris Prior, de Divergente. Eu não esperava por isso e foi um golpe duro. Sinceramente, não sei até que ponto era necessário e o quanto acrescentou à história. Mas confesso que admirei a coragem de Veronica Roth ao matar a protagonista de uma série young adult distópica. Além disso, a “cena” em que Tris morre é muito “bonita” e comovente, no entanto, acho que o mais doloroso é ver a reação do Four.

Desnecessário, mas real
Quando Helen Fielding anunciou que Mark Darcy não estaria em Bridget Jones: louca pelo garoto porque havia morrido, eu fiquei chocada e brava. Até pensei em não ler o livro, mas a curiosidade falou mais alto. E não é que fez sentido? Eu acho, sim, que a autora poderia ter escrito uma história tão boa quanto com a presença de Mark Darcy. Mas quer saber? Matar o “mocinho” fugiu dos padrões e deu um toque de realidade à trama, que só fez com que nos conectássemos ainda mais à Bridget!

Não queria que fosse assim, mas não havia alternativa – Parte 2
Por Lugares Incríveis é mais um livro que você começa já imaginando qual será o final. É claro que você torce para que Violet “salve” Finch, no entanto, mais uma vez, se isso acontecesse, não faria sentido. Mas isso não quer dizer que não seja triste, né? Então, já prepare os lencinhos e aprenda a lidar com a situação.

Diz que é mentira!
Eu li Quem é você, Alasca? depois de A Culpa é das Estrelas, então já sabia que John Green não tem dó de matar seus personagens. Mesmo assim, fiquei surpresa com a morte de Alasca (ainda mais da forma que foi) e, na verdade, fiquei até o final do livro torcendo para que ela tivesse enganado todo mundo e reaparecesse. Diferente de outros casos da lista, isso não prejudicaria tanto a história e até combinaria com a personalidade da protagonista.

Tinha que ser assim?
Toda luz que não podemos ver se passa durante a Segunda Guerra Mundial, então já é de se esperar que algumas mortes ocorram. E elas realmente acontecem, deixando cicatrizes no nosso coração de leitor! Mas a verdadeira maldade de Anthony Doerr está na morte de Werner. Não contente em matar o doce protagonista, o autor o faz 1. de forma tão boba que chega a doer; 2. em um momento em que já estamos relaxados, achando que nada mais vai acontecer. No entanto, como quase todas as mortes de personagem, a de Werner também traz mais significado à história, o que faz com que valha a pena.

E vocês, quais mortes não conseguem superar? Só cuidado com os spoilers!

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4 pensamentos sobre “10 mortes literárias que não consigo superar

  1. A de Um dia é ABSURDA. eu também reli as páginas várias vezes achando que tinha perdido alguma coisa. foi horrível hahaha.
    e não tem nenhuma morte de HP??? nossa, eu não superei VÁRIAS até hoje.

  2. Oies Nádia! Adorei seu post e tenho o mesmo sentimento em vários livros que você citou, como “A culpa é das estrelas”, “Divergente”, “Um dia”, “Quem é você, Alasca?”, “Como eu era antes de você”, dá até um aperto no coração :( <3 Bjos

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