Resenha de Minha vida (não tão) perfeita – Sophie Kinsella 


Cat Brenner nasceu em Somerset, mas sempre sonhou em morar em Londres. Quando finalmente se muda para a capital, ela começa a viver a vida que sempre quis – ou, pelo menos, é nisso que ela quer que os outros acreditem. Mas só Cat – ou seria Katie? – sabe que sua vida não é tão perfeita quanto seu Instagram mostra: o flat que ela divide com outras duas pessoas é minúsculo; seu trabalho em uma agência de publicidade é burocrático e sua chefe, Demeter, é uma megera; e as fotos do Instagram não refletem exatamente sua realidade. Quando a vida (já não tão perfeita) de Cat começa a desmoronar, a começar pela sua demissão, ela decide voltar à cidade natal para ajudar o pai e a madrasta a tocar o novo negócio. Mas é claro que ela não irá revelar à família e aos amigos que, na verdade, sua vida perfeita nunca existiu.

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Assim como Meg CabotSophie Kinsella foi uma das responsáveis por eu me tornar leitora! Então, é claro que a autora tem um lugar especial no meu coração. No entanto, o sexto volume da série Becky BloomO Bebê de Becky Bloom, me cansou de uma forma que eu não consegui terminar a leitura e fiquei um pouco decepcionada com a Sophie. Li os livros que ela lançou depois (Fiquei com seu númeroA Lua de Mel), mas nossa “relação” ficou abalada. Eis que a autora decidiu entrar no universo young adult, com À Procura de Audrey, e, para a minha surpresa e felicidade, me reconquistou. Então, quando ela voltou aos chick lits com Minha vida (não tão) perfeita, não pensei duas vezes antes de adicioná-lo à minha lista de leitura. Claro que rolou aquele medinho de me decepcionar novamente, mas a história de Cat Brenner não deixou a desejar em nada!

Se tem uma coisa que Sophie sabe fazer é ser divertida. E Minha vida (não tão) perfeita já começa arrancando risadas – literalmente. Como todas as personagens da autora, e de chick lits, em geral, Cat é a única culpada pelas encrencas em que se mete – e isso costuma me irritar bastante quando leio livros do gênero. No entanto, ela é tão, mas tão real que, apesar de dar aquela vontade de matá-la, se identificar é quase inevitável! Talvez você não faça as coisas que Cat faz, mas com certeza já se sentiu como ela e já enfrentou os mesmos dilemas.

Como todo bom chick litMinha vida (não tão) perfeita tem doses de romance e o par de Cat convence. Mas o grande ponto alto da trama é Demeter. Assim como Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada, a chefe de Cat é daquelas personagens que você abomina, ao mesmo tempo em que admira. Além disso, Demeter tem uma dubiedade envolvente, que faz com que toda a história não só faça sentido, como também ganhe importância. No entanto, o mais interessante sobre a personagem é que ela representa muito bem a sociedade atual e, apesar de ter uma vida completamente diferente da de Cat, tem um grande ponto em comum com ela: a necessidade de viver de aparências.

A protagonista também tem sua tridimensionalidade, que enriquece ainda mais a história. O medo absurdo de se tornar uma “fracassada” de certa forma faz com que Cat cave a própria cova. E na tentativa de não ferir seu orgulho (na verdade já ferido), ela não se deixa ser ajudada por ninguém. É tudo isso que leva Cat e “mentir” para que seus seguidores do Instagram, amigos e familiares acreditem que ela realmente tem uma vida dos sonhos. Mas, ao mesmo tempo em que não se permite ser menos do que perfeita, a protagonista é ótima em enxergar o melhor das pessoas, ainda que dentro de toda a complexidade e imperfeição.

Previsível? Sim. Fofo? Também. No entanto, o mais interessante em Minha vida (não tão) perfeita é a discussão (divertida, mas pertinente) que a história propõe sobre as redes sociais: devemos compartilhar apenas o incrível ou também o não tão bom, mas real”? Qual é o meio-termo? Damos valor demais à conclusão que as pessoas tiram a partir do nosso feed? Pessoalmente, adoro ver fotos lindas e inspiradoras na timeline, mesmo que não sejam 100% reais. O importante para mim é lembrar sempre que aquela é apenas uma pequena parcela da vida das pessoas. Mas essa é uma looonga discussão…

Título original: My (not so) perfect life
Editora: Record
Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2017
Páginas: 406
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas

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6 pensamentos sobre “Resenha de Minha vida (não tão) perfeita – Sophie Kinsella 

  1. Oies! Mulher eu tenho o mesmo sentimento em relação a Sophie, rs … Eu juro que não aguento mais os mesmos dramas da Becky Bloom, mas Fiquei com seu número e O segredo de Emma Corrigan são os meus preferidos! Eu adorei À procura de Audrey, e esse último lançamento tbm foi muito bom! Bjos ;)

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