Resenha de Drácula – Bram Stoker

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Designado para prestar apoio jurídico ao Conde Drácula, o jovem advogado Jonathan Harker viaja às montanhas de Cárpatos para assisti-lo em uma transação imobiliária. Quando chega ao castelo do Conde, Harker fica encantado pelos bons modos deu seu anfitrião, embora intrigado com seu comportamento peculiar. No entanto, aos poucos, as peculiaridades de Drácula se revelam mais do que hábitos misteriosos – elas são perigosas e até mortais. É quando Harker se dá conta de que é, na verdade, um prisioneiro do Conde.

Por ser um dos maiores clássicos do terrorDrácula vive em nosso imaginário desde sempre, da mesma forma que Frankenstein. Mas, assim como a obra de Mary Shelley, a de Bram Stoker se revela muito mais complexa do que pensamos. Desde o começo, o leitor sabe quem é o Conde Drácula. No entanto, graças à habilidade do autor em construir um personagem que pode tanto ser um homem peculiar, quanto uma criatura do mal, isso não faz com que a história perca a graça. Até porque ela é muito mais do que isso.

A história é narrada sob diferentes pontos de vista, por meio de cartas, diários e recortes de jornal. O recurso permite o desenvolvimento de diferentes subtramas, que, apesar de serem independentes, se conectam entre si e ao ponto principal da trama – as vilanias de Conde Drácula. E com tudo isso, não restam dúvidas de que Bram Stoker sabe muito bem como criar ótimos cliffhangers e plot twists!

Drácula é considerada por muitos uma obra machista. O que, infelizmente, é natural, já que foi escrita no final do século 19, quando os costumes e valores eram diferentes dos de hoje – o livro retrata a mulher como o “sexo frágil” e considera como “diferenciada” aquela que procura ser mais do que mãe e esposa. Mas não tem jeito, é como sempre digo: é preciso levar em consideração a época em que a obra foi escrita.

Título original: Dracula
Autor: Bram Stoker
Ano: 1897
Páginas: 399
Tempo de leitura: 8 dias
Avaliação: 4 estrelas

12 pensamentos sobre “Resenha de Drácula – Bram Stoker

  1. Adorei a resenha! Tenho uma edição muito bonita também que comprei de capa de couro, versão nacional mesmo, mas esta sua é um luxo total! Ansioso para ler assim que sobrar um tempinho (o que estou tentando arrumar a tempos kkkk).

    1. Amo essas edições com capa de couro, pena que a maioria é clássico e sabe como eu sou com clássicos… Hahaha!
      E nem me fala em tempo… Dracula eu ganhei no meu aniversário, em junho, mas sabia que ia ser uma leitura densa, então esperei o fim do ano. Mas foi difícil, hahaha!

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