Livro x Filme: A Garota Dinamarquesa

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A minha vontade de ler A Garota Dinamarquesa surgiu justamente por causa da adaptação cinematográfica. Como disse no Instagram, sempre gostei muito do Eddie Redmayne, mesmo sem nunca ter assistido a um filme com ele. Além disso, a transformação que o ator sofreu para viver Einar Wegener/Lili Elbe teria me chamado a atenção de qualquer maneira. Então, assim que terminei de ler o livro, tratei de assistir logo ao filme, que, para a minha satisfação, é fiel à essência da obra de David Ebershoff.

E se Eddie Redmayne foi, ao lado da história real de Einar/Lili em si, o grande motivo para que eu lesse e assistisse A Garota Dinamarquesa, posso dizer que sua atuação fez tudo valer ainda mais a pena. Além de se transformar fisicamente, o ator foi capaz de captar toda a complexidade da história e de seus personagens (sim, porque são duas pessoas diferentes). É verdade que o Einar de Eddie é um pouco mais extrovertido do que o do livro, mas nada que comprometa a essência da trama. Já a Lili interpretada pelo ator é completamente perfeita, em toda sua delicadeza, determinação e coragem. E aqui, uma confissão: eu torci para que Leonardo DiCaprio enfim ganhasse o Oscar por O Regresso, mas sempre tive a sensação de que Eddie merecia ainda mais a estatueta por A Garota Dinamarquesa.E, na minha humilde opinião, não estava errada ( Leo, por sua vez, deveria ter sido premiado por O Lobo de Wall Street). Além da atuação em si, Eddie mostrou, por meio tanto de Lili, quanto de Einar, toda a sua versatilidade – afinal, um ano antes ele havia interpretado Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

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E o que dizer de Alicia Vikander? Greta é uma personagem incrível e uma das mais tridimensionais que já “conheci”. E posso dizer que Alicia realmente mereceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por incorporar de forma tão perfeita todas as características da personagem. Admito que a Greta do filme não é tão complexa quanto a do livro, no entanto, acho que a personagem foi “transportada” da obra original da forma mais fiel e coerente possível. Se mais aspectos de Greta fossem abordados, o longa correria o risco de perder o ritmo e até um pouco do propósito.

Isso se aplica também aos detalhes do livro que foram ignorados pelo filme. Senti falta de alguns personagens e também de todo o contexto e passado que David Ebershoff criou. No entanto, devo admitir que a “edição” do que entraria ou não foi certeira e nada que pudesse mudar o rumo da trama foi deixado de lado. Uma alteração curiosa foi a substituição de Anna por Ulla, o que acabou não impactando muito na história. Isso porque Ulla desempenhou o mesmo papel de Anna no livro e a atuação de Amber Heard foi ótima – provavelmente, chegaram à conclusão de que a atriz parecia mais com uma bailarina do que com uma cantora de ópera…

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A direção ficou por conta de Tom Hooper, que, novamente na minha humilde opinião, sabe muito bem como contar histórias que exigem certa sensibilidade (ele também dirigiu Os Miseráveis e ganhou o Oscar de Melhor Diretor por O Discurso do Rei, que eu amo de paixão!). Ou seja, apesar de todas as pequenas mudanças,  A Garota Dinamarquesa é um filme quase tão incrível quanto o livro.

Título original: The Danish Girl
Diretor: Tom Hooper
Ano: 2015
Minutos: 119
Elenco: Eddie Redmayne, Alicia Vikander e Amber Heard
Avaliação: 4 estrelas

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