Semana Especial Jojo Moyes: o livro preferido

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Hoje começamos mais uma Semana Especial em parceria com a Intrínseca! O tema escolhido foi Jojo Moyes e o assunto do primeiro post é o meu livro preferido da autora. Conheci o trabalho da Jojo em 2013, com A Última Carta de Amor. Eu me apaixonei pela capa e ia comprar o livro, quando o ganhei de aniversário da Karina (do blog Cotidiano Aleatório). Esperava um romance açucarado e, de certa forma, foi o que encontrei. Mas também fui surpreendida com uma história envolvente, intrigante e muito bem amarrada, que retrata o amor nos dias de ontem e de hoje. A Última Carta de Amor me conquistou e não pensei meia vez para ler Como eu era antes de você. E esse… Meu Deus, esse me destruiu e se tornou o meu favorito de Jojo Moyes – e um dos preferidos da vida! Então, hoje, nós vamos falar sobre a história de Will Traynor e Louisa Clark.

Eu li Como eu era antes de você pela primeira vez em 2013 e posso dizer que a obra mexeu comigo de um jeito que poucos livros foram capazes. Pela história de amor? Também. Mas muito mais pela lição de vida. E quando falo em lição de vida, não me refiro à forma como Will lida com a tetraplegia – até porque, vamos combinar, não é uma maneira especialmente inspiradora, embora completamente real e compreensível. O que realmente me tocou em Como eu era antes de você foi a forma como Jojo Moyes abordou o suicídio assistido por diferentes pontos de vista.

O principal é o de Lou, primeiro como a funcionária que se sente de certa forma ludibriada pelos patrões ao descobrir o trato entre Will e a mãe. Depois, como a mulher apaixonada e desesperada, que faz de tudo para que ele mude de ideia.  E, por último, como alguém que não entende nem aceita, mas respeita a decisão do homem que ama e faz o que pode para apoiá-lo, por mais que isso lhe custe mais do que acha que pode aguentar. E a maior lição que Lou nos dá é que é preciso saber a hora de “desistir”. Porque quando se faz tudo o que pode por alguém, não existe remorso ou arrependimento. Apenas paz de espírito, apesar da vontade de que a história fosse diferente.

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Outra perspectiva que me marcou muito foi a de Camilla Traynor, a mãe de Will. É inegável que ela é insuportável e arrogante. Mas, desde o início, tentei me colocar no lugar da personagem e, então, ficou um pouco mais fácil compreendê-la. Poderia ter lidado com a situação de maneira mais leve, especialmente tendo alguém como Lou ao lado? Sim. No entanto, eu, mesmo tentando, não consigo imaginar o que é estar na pele dela. O que é ver um filho, antes independente e cheio de vida, preso à uma cadeira de rodas e, o pior de tudo, infeliz ao ponto de preferir morrer – literalmente.  Uma situação complicada e delicada, em que todo o dinheiro do mundo não tem a menor utilidade. Jojo não explora tanto a dor de Camilla, mas o faz o suficiente para que o leitor solidarize com a personagem. Como eu era antes de você também mostra o sofrimento da mãe de Lou, que não concorda, tampouco aceita a decisão de Will. E, mais do que isso, não admite que a filha seja, de certa forma, “cúmplice” da situação.

O desfecho da trama sempre foi motivo de polêmica e até revolta. Quem lê muitos livros de chick lit, por exemplo,  está acostumado a finais felizes e, em Como eu era antes de você, a esperança fica viva até o final. Ironicamente, Will não narra nenhum capítulo da obra. O que, para mim, foi a forma que Jojo encontrou de mostrar que, embora a história gire em torno dele, sua opinião parece ser a que menos importa – tanto para os outros personagens, quanto para o leitor. Confesso que eu teria comemorado se Lou tivesse conseguido convencer Will a desistir do suicídio assistido. Mas também admito que o livro teria perdido boa parte de seu poder.

Em Como eu era antes de você, o principal exercício é se colocar no lugar de Lou, para se aproximar de Will e, então, entender sua decisão. Não se trata de uma história de amor incondicional ou de superação. A obra (-prima, na minha opinião) de Jojo Moyes fala sobre o amor como forma de respeito. E sobre como amar muitas vezes é justamente abrir mão daquilo que mais querermos ter por perto.

Qual o livro da Jojo é o preferido  de vocês?

selo2016

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6 thoughts on “Semana Especial Jojo Moyes: o livro preferido

  1. Ai menina vi você comentando e corri aqui para ler, e olha, chega veio aquela emoção de quando eu estava lendo o livro. Simplesmente disse tudo. Lembro que quando li eu recebi spoiler do final (maldita essa pessoa kkk) e mesmo assim ainda fiquei emocionado, abalado. Mas o que mais me marcou mesmo foi a forma com que as pessoas ao redor viam a atitude dele. AMO FORTEMENTE.

  2. Eu li Como eu era antes de você em 2013 também se não me engano. Realmente ninguém é o mesmo depois de ler esse livro. Tenho um carinho gigante por ele porque foi o primeiro que li, Mas o meu preferido mesmo é A garota que você deixou pra trás. Esse livro me deixou simplesmente sem chão, sem eixo, sem estruturas! Ele é brilhante.
    Outro pelo qual tenho paixão é A última carta de amor. Eu fui lendo e vislumbrando todo um filme, no melhor estilo Diário de uma paixão. Torço muito para que ele seja adaptado.
    Mas se tratando de Jojo é difcil escolher um só. Ela consegue dar uma boa reviravolta até em livros como Baía da Esperança que é mais morno.

    1. Ah, nossa, eu queria muito que A Última Carta de Amor virasse filme! Seria a coisa mais elegante e linda, haha!
      E a Jojo é realmente deusa, mas eu não consigo não escolher Como eu era antes de você como o preferido!

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