Leitura de viagem: experiências, dicas e sugestões de livros

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Eu sempre pensei que viagens eram ótimos momentos para ler muito: no aeroporto, durante o voo, antes de dormir, à beira do mar, entre um mergulho e outro na piscina, enquanto toma sol, na banheira do quarto do hotel… Eis que, quando comecei a viajar com mais frequência, descobri que, pelo menos para mim, ler durante a viagem é um verdadeiro desafio. Não gosto de andar de avião, então fico tensa antes e durante o voo e não consigo focar na história – leio, leio e não absorvo nada! Não sou muito fã de praia, então sempre viajo para cidades e acabo não parando para contemplar a paisagem e um bom livro. E, quando chega à noite, por algum motivo também não consigo me dedicar de verdade à leitura. Ou seja… Sempre volto com os livros quase intocados.

Quando fui para Buenos Aires/Ushuaia em 2013, levei Precisamos falar sobre o Kevin, que era minha leitura atual na época. E foi um erro. Todo mundo que me conhece está careca de saber o quanto eu amo a obra-prima de Lionel Shriver, mas a história é muito pesada e cheia de detalhes. Resumindo: eu não conseguia focar na leitura e captar cada nuance. E, longe de casa, a história ficou ainda mais densa do que já era. O lado bom foi que duas amigas que viajaram comigo acabaram adotando o Kevin e adoraram o livro! E quando voltei para casa, a leitura passou a fluir e acabou se tornando uma das minhas favoritas da vida!

Ainda em 2013, fui passar férias em Buenos Aires e Montevidéu e levei O Substituto, de David Nicholls. E, mais uma vez, se li 30 páginas, foi muito. É verdade que o livro não é o mais interessante do mundo, mas é o tipo de leitura que, em condições normais, fluiria normalmente. Já no ano passado, quando fui para Rosário, o pior aconteceu. O escolhido foi 1984, o clássico distópico de George Orwell que eu estava curiosíssima para ler! E eu até li umas 40 páginas, mas 1. se você me perguntar o que eu li, eu não lembro; 2. achei tudo muito chatinho; 3. o mais grave: cansei do livro de uma forma que nunca terminei a leitura e, até hoje, não sinto vontade nenhuma! Não sei se o livro realmente não me agradou ou se foi o fator viagem que me atrapalhou. Mas eu tenho fé que em breve reunirei forças para tentar de novo!

Hoje, estou indo viajar mais uma vez. E como sou teimosa e persistente, vou levar pelo menos um livro. O escolhido foi Biblioteca de Almas, de Ransom Riggs. Estou receosa porque os dois primeiros volumes da série O lar da Srta. Peregrine para crianças peculiares não foram os mais fluidos do mundo para mim. Mas, por motivos de cronograma, eu realmente preciso ler esse livro logo e talvez essa “pressão” ajude a leitura a engrenar. Oremos!

6 dicas para escolher o livro certo para a viagem
Apesar do meu péssimo histórico como leitora de viagens, eu sei que SEMPRE vou levar um  livro comigo! E baseada nos meus fracassos até aqui, fiz uma lista com 6 dicas para (tentar) acertar na escolha!

  • Aposte em um livro leve e descontraído. Como eu disse lá em cima, eu AMO Precisamos falar sobre o Kevin, mas sei que é o tipo de história que é muito difícil ler longe de casa e fora da rotina. Prefira histórias que exigem menos do leitor. Sugestões: Fangirl, de Rainbow Rowell; O Garoto da Casa ao Lado, de Meg Cabot; e O Noivo da Minha Melhor Amiga, de Emily Giffin;
  • Escolha uma história que você está LOUCO para ler. Sabe aquele livro novinho do seu autor preferido? É uma boa pedida para levar na viagem, afinal, motivação para ler não vai faltar. Além disso, as chances de você não gostar ou de “bodear” da obra para sempre são bem menores. O que eu levaria hoje (se não tivesse que ler Biblioteca de Almas): Escuridão total sob estrelas, Stephen King.
  • Que tal uma releitura? Geralmente, quando decidimos reler um livro, é porque gostamos muito dele. Então, fazer uma releitura durante a viagem é garantir que você vai ler uma história que te agrada. E sem aquela pressão de gostar da obra e já sabendo tudo o que vai acontecer, pode ser que a leitura flua muito bem. Releituras que eu fariaMentirosos, de E. Lockhart; Quem é você, Alasca?, de John Green; e Sorte ou Azar, de Meg Cabot.
  • Leve um livro que tenha a ver com a viagem (ou compre um durante a estadia!). Eu simplesmente sei que quando eu for para Paris, vou levar Anna e o Beijo Francês – só não sei ainda se vou relê-lo antes de ir ou durante a viagem. Agora, imagina que delícia estar no “mesmo lugar” que os personagens da história e poder ir pessoalmente a pontos citados nela? SugestõesCadê você, Bernadette?, de Maria Semple, se passa em Ushuaia; O Amor Segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller, que se passa (dã!) em Buenos Aires; e Um Dia, de David Nicholls, que tem muito de Londres e Edimburgo.
  • Escolha um thriller. Levar um thriller pode ir um pouco contra a história de escolher um livro leve para a viagem. Mas vale sugerir, né? Sabe aquela história que simplesmente não dá para parar de ler? Pois é. Talvez você fique um pouco aflita e ansiosa durante os passeios da viagem (porque vai querer voltar logo para ler), mas não vai poder reclamar que não conseguiu ler durante as férias, hahaha! É uma questão de escolha! SugestõesAté você ser minha, de Samantha Hayes; Lugares Escuros, de Gillian Flynn; e O Sorriso da Hiena, de Gustavo Ávila.
  • Invista no Kindle. Não consegue decidir que livro levar para a viagem ou vai passar muitos dias fora? Leve todas as obras possível em um único dispositivo: o Kindle (não, isso não é um publi. É amor mesmo, hahaha!).

Agora quero saber de vocês: quem consegue ler durante a viagem? Como vocês escolhem que livro levar? Quais obras vocês sugerem?

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6 thoughts on “Leitura de viagem: experiências, dicas e sugestões de livros

  1. Oi, Ná!

    Me identifico com vc… Sempre teimo em levar alguma coisa, mas raramente consigo engrenar alguma coisa. Principalmente se estou viajando com outras pessoas. Não dá.
    Mas eu costumo ler bastante no avião. Sem querer ser metida, mas como eu sempre acabo indo pra fora, são muitas horas de voo em uma poltrona mto desconfortável para dormir. Então, sempre leio muito e assisto algum filme.
    Minha escolha é sempre levar o kindle e na hora vejo o que estou no clima para ler. E se no fim não ler nada, pelo menos não foi peso a toa na mala.

    Beijos!

    1. Oi Ká!!! Quanto tempo não passa por aqui!
      A viagem mais longa de avião que fiz foi de 7 ou 8 horas. Mas como tinha conexão, escala, etc., dá para focar menos ainda. Agora, quando for voo longo e direto, talvez eu consiga ler… Ou talvez eu precise dormir mesmo, pra manter a sanidade, hahaha! De qualquer forma, acho que vai ser melhor pra mim assistir a um filme, precisa de menos atenção.
      E o Kindle é sempre ótima opção pra viagens, né? <3
      Beijos!

  2. Hmmmmmmm
    Stalk and mimimi kkkkkk
    Eu até consigo ler quando viajo! Principalmente antes de dormir. Ainda não tive problemas, mas faz tanto tempo que não viajo que não sei bem quais são meus problemas reais com as leituras!

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