Meu Troféu Literário 2015

Quando chega o final do ano, é tão irresistível quanto clichê fazer uma retrospectiva dos últimos 365 dias. E para nós, leitores assíduos, é também a época perfeita para fazer um balanço do que andamos lendo e começar a pensar no que vamos apostar no ano que vem. Por isso, eu e a Ká, do Livros & Escritos, criamos o Troféu Literário, que nada mais é do que uma forma divertida de relembrar as histórias (boas, ruins, engraçadas, assustadoras, etc.) de 2015. Tentei não repetir os livros nas categorias nem usar releituras, mas, como vocês vão perceber, não fui 100% bem-sucedida. Bom, chegou a hora de revelar os vencedores do meu Troféu Literário :) Espero que gostem!

OS MELHORES E PIORES
O melhor livro:
Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr | Nunca é fácil escolher o melhor livro do ano, mas acho que, desde que li Toda luz que não podemos ver, ficou bem claro quem seria o vencedor de 2015.
O pior livro: Innocents, Cathy Coote | Apesar de não ter lido muitos livros ruins neste ano, a disputa foi acirrada. No entanto, escolhi Innocents porque as expectativas eram altas e, até certa parte da história, estavam sendo atendidas. De repente, tudo começou a desmoronar e terminei a leitura com aquela sensação de “por que eu perdi meu tempo com esse livro mesmo?”.
O livro com a melhor capa: Tampa, Alissa Nutting | Li muitos livros com capas incríveis em 2015, mas, apesar de não ser a mais bonita, a de Tampa é a mais inteligente.
O livro com a pior capa: Primeiro e Único, Emily Giffin | Não é raro a Novo Conceito usar fotos de bancos de imagens para fazer as capas de seus livros. E, quando isso acontece, não é raro também que o resultado seja ruim – Primeiro e Único tá aí pra provar minha tese, hahaha!
O livro que rendeu a melhor adaptação cinematográfica: A Esperança, Suzanne Collins | Jogos Vorazes é a prova de que é possível uma adaptação criar um universo à parte, ao mesmo tempo em que se mantém fiel à obra original. Além disso, A Esperança – O Final fechou a franquia com chave de ouro.

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O livro que rendeu a pior adaptação cinematográfica: Lugares Escuros, Gillian Flynn | Depois da ótima versão cinematográfica de Garota Exemplar, fiquei mal acostumada e achei que todas seriam assim, perfeitas. Ledo engano. Lugares Escuros não apenas deixa a desejar enquanto adaptação, como também é um filme bem meia-boca.
O título mais genial: O Leitor do Trem das 6h27, Jean-Paul Didierlaurent | Que leitor assíduo não ficaria com vontade de ler esse livro?
O título mais nada a ver: Mosquitolândia, David Arnold | Sério, esse título não me diz absolutamente nada e, se não fosse a capa super fofa, eu dificilmente teria vontade de lê-lo.
O melhor enredo: O Mundo Pós-Aniversário, Lionel Shriver | Talvez eu tenha lido livros com melhores enredos, mas o que mais me chama atenção em O Mundo Pós-Aniversário é a forma como (a “gênia”) Lionel Shriver executou a ideia. Simplesmente perfeita!
O pior enredo: Um mais um, Jojo Moyes | Me dói bastante colocar a Jojo nessa categoria, mas é justamente por ela ser tão criativa e original em suas tramas que o previsível e sem graça Um mais um me decepcionou tanto :(

OS QUERIDINHOS
O meu personagem queridinho: Peeta Mellark, de Jogos Vorazes, Suzanne Collins | Desculpa, mas não tem como reler Jogos Vorazes e não se apaixonar de novo, de novo e de novo pelo Peeta <3
O personagem que me deu nos nervos: Connie, de Nós, David Nicholls | O trio protagonista de Nós – Douglas, Connie e Albie – me deu muito nos nervos, mas nenhum deles superou ela. Sério, muito mala, egoísta e egocêntrica!
O meu casal queridinho: Violet e Finch, de Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven | Não tenho muito o que dizer sobre esses dois, apenas <3

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O casal que me fez querer vomitar: Auburn e Owen, de Confess, Colleen Hoover | Vou reproduzir aqui um trecho da minha resenha: “Não sei dizer se sou eu ou se ela realmente exagerou na dose de intensidade, mas o puxa-saquismo e a idolatria entre Auburn e Owen ultrapassam não apenas os limites da realidade, mas também da saúde mental e do fofo. Cansativo e enjoativo, só para começar.”
O personagem coadjuvante que roubou a cena: Daniel LeBlanc, de Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr | Daniel LeBlanc não é o único personagem coadjuvante que roubou a cena no romance de Anthony Doerr. Mas, como é preciso escolher um, escolhi aquele que reproduziu os quarteirões da cidade em miniatura para que a filha cega pudesse, de alguma forma, voltar a enxergar <3
O personagem coadjuvante que eu mataria: Lucy, de Primeiro e Único, Emily Giffin | Que personagem mais chata! Ela é a melhor amiga da protagonista e você fica pensando qual exatamente foi a intenção da autora ao cometer essa atrocidade!

AS SURPRESAS E DECEPÇÕES
O autor que mais me surpreendeu:
Stephen King | Sempre achei que o rei do terror fosse superestimado, mas, depois de ler alguns livros dele este ano, entendi o porquê de tantos elogios – e concordo com todos, por enquanto!
O autor que mais me decepcionou: Colleen Hoover | Neste ano, a Colleen foi de uma das minhas autoras favoritas àquela que me faz querer gritar “booooooring” a cada leitura. Nem vou colocar a culpa toda nela, talvez eu tenha mudado como leitora. Mas não deixa de ser uma decepção…

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O livro que mais me surpreendeu: Frankenstein, Mary Shelley | Sempre fico com receio de ler um clássico, mas Frankenstein não apenas me agradou, como também me surpreendeu com uma trama super envolvente e bem amarrada.
O livro que mais me decepcionou: A FebreMegan Abbott – Não sei se fui eu que elevei demais as expectativas ou se A Febre realmente deixa a desejar. Levando em consideração os comentários internet afora, fico com a segunda opção :(

AS SENSAÇÕES
O beijo que me fez suspirar: O Casamento da Princesa, Meg Cabot | Nem teve um beeeeeijo específico em O Casamento da Princesa, mas… é Mia e Michael, né? <3
O trecho que mais me marcou: “Quando perdi a visão, Werner, as pessoas disseram que eu era corajosa. Quando meu pai foi embora, as pessoas disseram que eu era corajosa. Mas não era coragem; eu não tinha escolha. Acordo todos os dias e vivo minha vida. Você não faz a mesma coisa?” – Marie-Laure, em Toda luz que não podemos ver.
A história que mais me inspirou: A Resposta, Kathryn Stockett | Assim como O Sol é para todos, A Resposta é uma história sobre segregação racial. No entanto, diferente da trama de Harper Lee, a de Kathryn Stockett é, de certa forma, mais real e, portanto, mais inspiradora.
O livro que acabou com as minhas lágrimas: Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven | Eu continuo chorando com muitos dos livros que leio, mas Por Lugares Incríveis bateu o recorde de lágrimas em 2015.

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A trama que me causou arrepios: It: A Coisa, Stephen King | Nunca pensei que, na minha vida, eu fosse ler um livro com mais de mil páginas. Não apenas li, como amei, me emocionei, me assustei, me surpreendi e, claro, me arrepiei.
O livro que me deixou mais curioso: MiniaturistaJessie Burton | Muitos livros me deixaram curiosa em 2015 e Miniaturista talvez não tenha sido o que mais me intrigou, mas com certeza foi um dos.
A obra que me fez gargalhar: Hyperbole and a Half, Allie Brosh | Apenas que nunca ri tanto com um livro na minha vida inteira!
A história da qual eu sinto mais saudades: Jogos Vorazes, Suzanne Collins | Apesar de ter sido uma releitura, a série Jogos Vorazes me deixou com saudades (de novo), principalmente por conta da estreia do último filme da série :'(
O crime que me pegou de surpresa: A verdade sobre o caso Harry Quebert, Joël Dicker | Foram tantas reviravoltas durante o livro que, no final, eu já nem sabia mais quem eu era, hahaha!

OS “MAIS”
A leitura mais difícil: A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne | Além de ser um clássico em todos os sentidos da palavra, A Letra Escarlate é um livro muito chato e terminá-lo foi um verdadeiro desafio.
A leitura mais fácil: A Sorte do Agora/Quase uma rockstar, Matthew Quick  | Apesar de achar que Quick tem deixado a desejar no quesito criatividade, é sempre muito fácil ler os livros dele.

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O livro que li mais rápido: Maus, Art Spiegelman | Não era minha intenção, mas Maus me envolveu de uma forma que foi impossível não lê-lo em uma tacada.
O livro que mais demorei para ler: O Pintassilgo, Donna Tart | Embora tenha gostado do livro, a leitura foi de certa forma cansativa e precisei dividi-la em duas partes.

E POR FIM…
Em 2015, minha meta era ler 75 livros e terminei o ano com 82 leituras.
Para 2016, minha meta é ler 70 livros.

Espero que tenham gostado do Troféu Literário e aqui fica o meu muito obrigada a quem participou – e não se esqueçam de se inscrever nos sorteios de Toda luz que não podemos ver e A Rainha Vermelha. Ano que vem tem mais \o/

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13 pensamentos sobre “Meu Troféu Literário 2015

  1. Oi, Ná!!

    Adorei suas escolhas e, como vc já viu, escolhemos alguns iguais!!
    Hyperbole and a half é divertido demais msm… Além de super rápido e fácil de ler. Espero que publiquem logo o segundo por aqui!
    Será que 2016 vai ser o ano que lerei Stephen King? Espero que sim.
    Mais uma vez, obrigada pela parceria e que venha nosso desafio 2016! <3

    Beijos!!

    1. Verdade!
      Eu também espero que publiquem Hyperbole 2 logo, mas, sinceramente, acho que vai demorar :(
      E ler Stephen King foi uma das melhores coisas que fiz na vida literária! Isso porque só li três (além de Carrie, que eu não gosto e que li em 2014) e, tirando o It, nem são os mais clássicos. Espero ler muito mais coisas dele no ano que vem!
      Uhu, que venha 2016 e mais parcerias e projetos :)

  2. Adorei as escolhas e olha só, colocamos o mesmo livro na mesma categoria. Gostei muito de O Pintassilgo, demorei mais por preguiça (vergonha) hahah
    Quanto ao Stephen King li dois livros dele esse ano e pensava o mesmo, que era um autor superestimado. Não me arrependo nenhum pouco de iniciar as obras dele, já pretendo ler vários outros livros dele. Beijos!

    1. O Pintassilgo é um livro estranho… é envolvente, mas, ao mesmo tempo, cansativo. Mistérios, haha! E eu também não vejo a hora de ler mais coisas do King. Quero ler O Iluminado em breve!
      Beijos

  3. Oie!!!!
    Eu concordo e assino embaixo que a adaptação de Jogos Vorazes, principalmente o último filme, ficou show e muito fiel a obra de origem.
    Curti muito ler sobre suas leituras do ano, muito bacana.
    Parabéns por ter ultrapassado sua meta, torço para que em 2016 você consiga ler tanto quanto nesse ano e que seu blog também cresça mais e mais.
    Um grande abraço

  4. Batemos com a resposta de melhor enredo!! Lioneeeel Lioneeeel!

    Nossa, eu tentei gostar de Colleen, sabe? Mas foi isso…”boooooring”. Muito nhenhenhe demais para mim! hahahah

    Na, eu adorei participar!!! Esse ano tem mais, né?

    1. Ah, eu amava ela em 2013/2014. De repente, enjoei e cansou demais! Tanto que não li quase nada dela em 2015 e, em 2016, não pretendo, haha! Já a Lionel… affe, mulher foda!
      Anoca, obrigada por participar, foi muito legal! Esse ano tem mais, sim. E se reclamar, faço no meio do ano também, hahaha!

  5. Oi, Ná. É a primeira vez que visito o blog e adorei! Ainda não li nenhum dos que você colocou no troféu, mas vários estão na minha lista para 2016 hahaha

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