Resenha de Coraline – Neil Gaiman

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Desde que se mudou para um novo apartamento com os pais, Coraline tem se dedicado a explorar o local e, em uma de suas andanças, encontra uma porta misteriosa que está sempre trancada. Quando finalmente convence a mãe a abri-la, Coraline descobre que, do outro lado, existe apenas uma parede de tijolos. No entanto, ao destrancar a porta novamente, e sozinha, ela se depara com um cômodo exatamente igual ao de sua casa e, logo, conhece seus “outros pais”, idênticos aos de verdade, mas com estranhos botões no lugar dos olhos. No início, Coraline acredita que os “outros pais” sejam mais interessantes do que os seus, que muitas vezes podem ser entediantes. Mas, quando eles a convidam para ficar para sempre do outro lado da porta, Coraline percebe suas verdadeiras intenções e decide recusar o convite. Mas não será nada fácil escapar de sua outra mãe.

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Sempre tive curiosidade de ler um livro do Neil Gaiman e decidi começar por Coraline. Confesso que estaria mentindo se dissesse que tive minhas expectativas completamente atendidas ou superadas. Não estou dizendo que é um livro ruim, não me entendam mal. No entanto, talvez pelo fato de muita gente elogiar demais a obra de Gaiman, eu a tenha superestimado antes de conhecê-la e gerado expectativas altas demaisNo entanto, o que mais me incomodou em Coraline é praticamente um detalhe: apesar de ser uma história curta e uma leitura fácil, o livro não me envolveu completamente e, por isso, demorei mais para terminá-lo do que gostaria.

Eu não quero tudo o que eu quiser. Ninguém quer. Não realmente. Que graça teria ter tudo o que se deseja? Em um piscar de olhos e sem o menor sentido.

Durante a leitura de Coraline, lembrei bastante da série Só perguntas erradas, de Lemony Snicket. As histórias em si não têm muito em comum, mas a forma como Gaiman retratou a inocência, a perspicácia e a sabedoria, com a pureza que é tão característica das crianças, talvez seja a responsável por essa associação. No entanto, ao mesmo tempo em que é super fantasioso e, de certa forma, infantil, Coraline também retrata um universo paralelo que assusta e intriga até “gente grande”.

As ilustrações de Dave McKean captam os melhores momentos da trama e, com traços bastante sombrios, contribuem para criar aquela “má impressão” característica das histórias de horror. Originalmente, Coraline é um livro infantojuvenil e de fantasia, no entanto, a moral da história não poderia ser mais real e atemporal, afinal, o mundo paralelo que a protagonista encontra nada mais é do que uma analogia àquilo que nos move: o bem ou o mal, o amor ou ódio.

Título original: Coraline
Editora: Rocco
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2002
Páginas: 156
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 3 estrelas

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8 thoughts on “Resenha de Coraline – Neil Gaiman

  1. Oi Nádia, eu também sempre vejo comentários positivos demais sobre a obra do autor, então a curiosidade bate e, quando eu for ler algo dele, sei que as expectativas serão altas também.
    Você não é a primeira pessoa que vejo comentar sobre a semelhança com Lemony Snicket. Deve ser mesmo! rsrs

    Beijos

    1. Oi Julia,
      Não tem como evitar criar altas expectativas em relação às coisas que todo mundo fala bem, né? Espero que você goste quando for ler :)
      E eu não sabia que as pessoas comentavam sobre a semelhança com Lemony Snicket! Bom saber, por um momento, pensei que estava viajando, haha!
      Beijo

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