O meu Museu da Civilização

Inspirada pela história de Estação Onze, de Emily St. John Mandel, a Editora Intrínseca convidou os blogs parceiros a criar o próprio Museu da Civilização – no livro, um dos personagens reúne objetos como celulares, laptops e livros para lembrar de como era a vida antes da pandemia que exterminou quase toda a humanidade. Então, cá estou para contar do que eu sentiria mais falta e quais objetos eu levaria para o Museu da Civilização. Bom, vamos por partes, porque a tarefa parece fácil, mas na verdade é bem difícil!

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Obviamente, eu sentiria falta de muitas coisas, afinal, às vezes não nos damos conta de como nossa vida é cheia de confortos e facilidades. Entre o que consideramos necessidades básicas hoje, acho que eu sentiria muita falta de água quente (adoro cozinhar no banho, mesmo não sendo indicado), de roupas limpas e quentinhas e de comida boa e fácil. Entre as futilidades, a maior baixa seria, com certeza, meu iPhone. Não sou viciada em tecnologia, mas confesso que rola uma ansiedade quando fico longe do celular por muito tempo – imagina pra sempre? Além de nos conectar ao mundo, esse aparelhinho ainda tira fotos e armazena músicas, que são outras duas coisas que gosto muito.

Agora, meu Museu da Civilização. Olha, tive que pensar bastante, porque eu não queria levar coisas que, apesar de imprescindíveis para mim hoje, não teriam utilidade nesse futuro apocalíptico, em que não há eletricidade. E como o próprio museu de Estação Onze já conta com dispositivos como celulares e notebooks, tentei fugir dos aparatos tecnológicos – mas não obtive muito sucesso, haha!

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Meu primeiro item seria, obviamente, um livro. Como apaixonada por literatura, eu não poderia deixar de levar um exemplar e escolhi A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. E aí você me pergunta “por que esse?”. Além de ser um dos meus favoritos de todos os tempos, A Menina que Roubava Livros celebra a eternidade e o poder das palavras e histórias, exatamente como Estação Onze. Então, além de ser um objeto fisicamente eterno e servir como distração sem depender de eletricidade, o livro seria um lembrete de que, se sobreviver não é suficiente, sempre haverá as palavras para nos amparar.

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Entre os objetos que não precisam de eletricidade, escolhi um perfume, que é uma coisa que, hoje, consideramos básica, mas que seria um luxo nesse futuro apocalíptico; e meus óculos escuros, que são meus xodós e mais um exemplo de que, no passado, a vida era repleta de futilidades, hahaha!

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Entre os aparatos tecnológicos, não resisti ao Kindle e ao iPhone. O Kindle porque, se já seria incrível ver um livro nesse futuro apocalíptico, imagina saber que existiu um dispositivo eletrônico dedicado unicamente ao hábito da leitura? E o iPhone porque, para mim, esse aparelho é muito mais do que status ou futilidade. É, literalmente, um pedaço da minha vida, onde está, de certa forma, um pouco de tudo o que amo – amigos, fotos, viagens, músicas, etc.

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E, pra finalizar, eu levaria uma fotografia (mais um lembrete de que algumas coisas, desde a foto em si até o momento que ela registra, podem ser eternas) e uma câmera.

Agora é a vez de vocês responderem: do que sentiriam mais falta e o que levariam para o Museu da Civilização?

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6 thoughts on “O meu Museu da Civilização

  1. Ai muito difícil…
    Eu acho que levaria algo pra fazer minha playlist de música, tipo top 2000… vai saber que ano estaria né!? Imagina relembrar o que fez sucesso nos dias atuais…hahahahaha
    Vai ter tecnologia então, acho que levaria algo bem rústico pra falar tipo: af como alguém conseguia utilizar isso aqui? tipo caderno e caneta, porque certeza que vai ter algo que vai substituir essas coisas no futuro né?!
    E levaria chocolate porque sim. ahuahauhauahua
    Muito difícil essa brincadeira hein.
    É acho que isso seriam meus itens básicos de recordações.
    Um beijo

  2. Bom, eu já respondi no Instagram, mas eu não sabia que não ia ter energia.
    Acho que levaria um livro (Harry Potter), um caderno, canetas, fotografias, um travesseiro, espelho, escova de cabelo, meu iphone e kindle.

    Quero levar tudo na verdade. rsrsrsrs
    Beijos!!

  3. Nossa, que tarefa difícil, não sei!!! hahahahaha

    Adorei a sua escolha de livro, já que a Segunda Guerra é algo que seria muito interessante nunca ser esquecida, mesmo que tempos posteriores fiquem tão difíceis quanto. De livro, eu com certeza, no dia de hoje, deixaria O Conde de Monte Cristo hihihi. Não só porque é o meu preferido, mas é porque é um livro que engloba muitas situações e sentimentos, acompanha todo o crescimento de um ser humano frente a adversidades e tal…:D

    De resto não sei, preciso pensar BEEEEM mais hahaha!

    Beijos!

    Ps: quero muito ler esse livro :s

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