Resenha de Não conte a ninguém – Harlan Coben

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David e Elizabeth Beck estavam comemorando o 13º aniversário do primeiro beijo quando foram vítimas de um ataque brutal e misterioso. Nocauteado por um taco de beisebol, ele caiu inconsciente no lago, mas sobreviveu, enquanto ela foi raptada e assassinada pelo que acreditavam ser um serial killer. Oito anos depois, a polícia descobre dois corpos corpos enterrados no local do crime, ao mesmo tempo em que Beck recebe um e-mail que só pode ter sido enviado por Elizabeth. E, então, é inevitável revirar o passado para desvendar o presente.

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Vou começar a falar sobre Não conte a ninguém com uma confissão: sempre tive um preconceito completamente gratuito com Harlan Coben – nem me pergunte o porquê, juro que não sei. Mas, quando li a sinopse deste livro após uma recomendação, fiquei muito curiosa e resolvi dar uma chance. E o resultado não poderia ter sido melhor: fui super envolvida pela história, fiquei tentando resolver o mistério de qualquer maneira e devorei a obra!

Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.

Amigos bem-intencionados – esses são os piores – diziam os clichês usuais, por isso posso alertar você: simplesmente exprima suas profundas condolências. Não me diga que ainda sou jovem. Não me diga que vou ficar bem. Não me diga que ela está num lugar melhor. Não me diga que sua morte faz parte de algum plano divino. Não me diga que tive a sorte de viver aquele amor. Cada um desses lugares-comuns me deixava furioso.

Como era de se esperar, o suspense permeia a trama inteirinha e não apenas com o enredo central – vários pequenos mistérios são lançados e aos poucos revelados e, conforme a história avança, se amarram em uma série de fatos inteligente e muito bem arquitetada. Embora tenha Beck como protagonista, Não conte a ninguém é narrado também por outros personagens, que às vezes ainda nem sabemos exatamente quem são. E esse recurso não apenas enriquece a trama e fortalece o suspense, como também abre espaço para os irresistíveis cliffhangers, que tornam praticamente impossível largar o livro.

Um thriller psicológico com todos os ingredientes que se espera dos livros do gênero, Não conte a ninguém envolve o leitor com mistérios e reviravoltas, mas também explora o lado emocional ao retratar a perda de Beck de maneira eficiente e realista. Com surpresas até literalmente a última página, a obra de Harlan Coben não apenas me surpreendeu, como me fez engolir o preconceito – e eu adoro quando isso acontece!

Título original: Tell No One
Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
Ano: 2000
Páginas: 251
Tempo de leitura: 2 dias
Avaliação: 5 estrelas

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7 thoughts on “Resenha de Não conte a ninguém – Harlan Coben

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