Resenha de A Seleção – Kiera Cass

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Em Illéa, antigos Estados Unidos, onde a desigualdade social é incitada pela divisão em castas, a Seleção pode ser a grande oportunidade para garotas de todo o país tentarem um futuro mais promissor. Mas apenas 35 delas ganham a chance de disputar o coração do príncipe Maxon e o posto de princesa e futura rainha de Illéa. America Singer, da casta Cinco, não tem o sonho de estar na Seleção, mas acaba sendo sorteada e, devido às dificuldades financeiras que sua família enfrenta, se vê obrigada a deixar seu grande amor, Aspen, para trás e participar da competição. Ela não tem intenção de lutar de verdade pela coroa, no entanto, quando descobre que Maxon é totalmente diferente do que havia imaginado, suas intenções pode mudar.

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Para quem já leu outras distopias, é impossível não fazer comparações e encontrar coincidências entre as obras. A divisão em castas, por exemplo, pode ser comparada à separação em facções, de Divergente, enquanto o amor proibido de America e Aspen lembra a relação entre Lena e Alex, de Delírio. Já o clima de reality show e o triângulo amoroso de A Seleção remetem automaticamente a Jogos Vorazes. A grande diferença entre a obra de Kiera Cass e outros títulos do gênero é que é bem provável que, pelo menos em um primeiro momento, o leitor fique do lado do governo, e não dos rebeldes, o contrário do que geralmente acontece.

I hope you find someone you can’t live without.I really do. And I hope you never have to know what it’s like to have to try and live without them.

America não é uma personagem extremamente cativante, mas é uma pessoa justa, corajosa e autêntica, o que a torna imediatamente interessante. Já Aspen tem um bom coração e nutre sentimentos sinceros pela protagonista, mas é uma vítima do sistema. O príncipe Maxon, no entanto, não é apenas “fofo” ou “gentil e educado”: com seus próprios questionamentos, é um personagem profundo e tridimensional, que mostra o “outro lado” da vida aparentemente glamourosa do palácio. Ao longo do livro, Maxon se torna a grande estrela da trama.

A Seleção não é minha distopia favorita, mas é um ótimo passatempo do gênero. No primeiro volume da saga, Kiera Cass deixa vários caminhos em aberto, como os ataques dos rebeldes ao palácio, a dúvida de America entre Aspen e Maxon, a relação do príncipe com o rei, além de, claro, a competição em si. E eu espero que, em A Elite e A Escolha, a autora consiga explorar bem cada uma dessas ramificações.

Título original: The Selection
Editora: Seguinte
Volumes seguintes: A Elite, A EscolhaA Herdeira, Felizes para sempre e A Coroa
Leituras complementares: O Príncipe, O GuardaA Rainha A Favorita 
Autor: Kiera Cass
Ano: 
2012
Páginas: 
336
Tempo de leitura:
 4 dias
Avaliação: 
3 estrelas

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15 pensamentos sobre “Resenha de A Seleção – Kiera Cass

  1. Eu gosto tanto do primeiro e o segundo livro!
    Team Maxon sempre!! E se alguém disser q não gosta dele, desconfie de cara! Essa pessoa não é confiável! Sério! kkkkkk
    Eu gosto da America, mas as vezes ela é insuportável tbm… é meio complicado essa relação kkkkk
    Mas já digo de antemão, não crie altas expectativas.
    Ahh e a rainha é mto amor!

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