Procura-se um marido – Carina Rissi

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Alicia Moraes de Bragança e Lima perdeu os pais quando tinha apenas 5 anos e, desde então, passou a ser criada pelo vô Narciso, de quem se tornou muito próxima. Única herdeira da fortuna da família, aos 24 anos, ela vive como bem entende e não pensa duas vezes antes de causar muitas confusões, que sempre são resolvidas pelo paciente e amoroso avô. No entanto, quando seu Narciso morre, repentinamente, Alicia se vê não apenas sozinha, mas também pobre e encurralada por um testamento que só a permite acessar a gigantesca herança quando se casar – e, assim, quem sabe, tomar juízo. Acostumada a ter tudo do seu jeito, ela decidi resolver a questão com um plano que pensa ser perfeito e que inclui um marido de aluguel.

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No início de Procura-se um marido, a mimada e arrogante Alicia é uma das personagens mais insuportáveis da história da literatura mundial. E Max, o marido de aluguel, e Mari, a melhor amiga, também irritam, não por suas personalidades, mas por fazerem tudo o que Alicia quer – veja bem, existe uma diferença entre lealdade e idiotice. No entanto, como previsto, com o desenrolar da trama, a protagonista até que consegue se redimir, ainda que sem perder suas características mais notáveis e insuportáveis.

Assim que comecei a ler Procura-se um marido, já sabia praticamente tudo o que iria acontecer. E não porque sou um gênio, mas porque a obra de Carina Rissi é um típico chick lit: do ponto de vista positivo, tem humor, romance, intrigas e dilemas; do negativo, tem personagens imaturos, afobados e teimosos, diálogos clichês e muita previsibilidade. No entanto, acredito que a autora tenha mesmo se inspirado em ícones do gênero, como Sophie Kinsella e Meg Cabot, o que torna Procura-se um marido um livro muito bem-sucedido.

Eu costumava ser viciada em chick lits, mas, de uns anos pra cá, passei a me irritar ao lê-los porque sempre sinto que a maioria das problemáticas poderia ser resolvida com uma pequena dose de maturidade e honestidade, atributos que sempre faltam às protagonistas. Além disso, os títulos do gênero sempre contam com cenas pouco prováveis e príncipes encantados que não são apenas irreais (e, muitas vezes, superficiais), mas que parecem existir apenas para fazer as mocinhas felizes. Por ter sempre todas essas características, todos os chick lits que li até hoje foram fáceis de sacar e trouxeram poucas surpresas. E com Procura-se um marido não foi diferente: a obra de Carina Rissi tem um roteiro não muito original, mas que é bem desenvolvido. Na minha opinião, possui muitas páginas para ser apenas um passatempo, mas é bastante fluido e, para quem é fã de chick lit, uma ótima opção.

Título original: Procura-se um marido
Editora: Verus
Autor: Carina Rissi
Ano: 2013
Páginas: 472
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 3 estrelas

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7 thoughts on “Procura-se um marido – Carina Rissi

  1. Eu me recuso a fazer qlqer comentário nessa sua resenha!
    kkkkkkkkkkk mentira, até pq já estou aqui digitando.
    E novamente lá vamos nós: qual a finalidade desses tipos de livros? Trazer grandes questionamentos? Fazer vc filosofar pela vida?
    Não e não. Eles servem apenas para o que veio, entreter. É o caso de Procura-se um marido. Alicia é arrogante, mimada, e td oq há de superficialidade, mas ela foi criada assim, não tem como esperar características superiores a isso, pq o meio em que ela vive a determinou desse jeito. É o q acontece com os outros romances de gênero, nada de novo, nada de surpreendente, pq afinal, o objetivo deles é exatamente a essência da comédia romantica.
    E eu adoro esse livro, e quero q tds adorem e nos abracemos e rodamos por aí felizes e saltitantes! kkkkkkkkk
    Acho q vc vai gostar mais de Perdida, pq a mocinha não tem de nada parecido com a Alicia, mas já aviso q vc já sabe oq vai acontecer, se bem q é de uma meneira nada usual.
    Agora eu parei se não vou acabar fazendo um ensaio em vez de comentário.
    Bjo

    1. Hahahaha eu concordo com você. Mas acho que a Meg Cabot, por exemplo, consegue trazer novidades ao gênero, ainda que ela cague nas séries. Agora, a Sophie Kinsella é um auto-plágio atrás do outro, minha gente. Isso cansa demais. De qualquer forma, eu curti a escrita da Carina Rissi, o livro só me fez pensar no gênero como um todo.

  2. Eu adoro esse livro e adoro a Rissi. Esse entrou na lista dos melhores livros lidos, porque é fantástico! E me fez dar altas risadas! E o Max…. <3<3 OMG!… Vc leu mtos livros desse gênero então deve achar mesmo tudo igual…eu me sinto assim com os eróticos tbm… voltando… concordo com a Rafa, e acho 3 estrelas Um Absurdo!!! Espero q goste de Perdida!! Pq a Rissi é Diva!!! :*

  3. Oi Nádia, sei bem como se sente. Sou parecida com você nessas impressões de que “a maioria das problemáticas poderia ser resolvida com uma pequena dose de maturidade e honestidade”. Mas alguns poucos chick-lits ainda conseguem me conquistar. Às vezes é bom dar um tempo do gênero, para ver se descansa.

    Beijos

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