Ser Feliz – Will Ferguson

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Quando recebeu o manuscrito de O que aprendi na montanha, de Tupak Soiree, o editor de livros de autoajuda Edwin de Valu automaticamente colocou o material na “pilha de baboseiras”. No entanto, assim que Mr. Mead, seu chefe, anunciou que precisaria de um livro do gênero para tapar um buraco no catálogo da temporada, Edwin resolveu resgatar o manuscrito. Após uma verdadeira jornada para salvar o material, que já havia ido para o lixo, Edwin consegue publicá-lo e tem a maior surpresa de sua carreira quando os ensinamentos de Tupak Soiree realmente funcionam e levam felicidade a toda a população.
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Ser Feliz é narrado em terceira pessoa, principalmente sob a ótica do anti-herói Edwin de Valu. O humor ácido e a ironia estão presentes na história desde a primeira página e podem ser considerados algumas das maiores qualidades da obra. No entanto, a trama demora um pouco para engrenar e o ritmo segue lento até quase a metade do livro. A história de Will Ferguson ainda retrata, de forma sincera e divertida, as dificuldades do mundo corporativo.
Pelo título, Ser Feliz parece até autoajuda, mas, na verdade, é ficção – e das boas. Embora não seja uma distopia típica, com grupos de resistência se rebelando contra o sistema e atos de violência, a obra de Ferguson se encaixa no gênero, afinal, não deixa de retratar um futuro apocalíptico e uma espécie de pandemia.
No entanto, quem pensa que Ser Feliz é uma história sobre felicidade está enganado. Na verdade, o livro aborda justamente a importância das dificuldades e questionamentos inerentes ao ser humano e mostra como seria caótico – e, ironicamente, triste – um mundo em que a felicidade fosse constante. Ao mesmo tempo, retrata como pode ser simples e fácil alienar uma grande parcela da população com ideias que, de forma conveniente, podem ser alvo de identificação da maioria.

Título original: Happiness

Editora: Companhia das Letras 
Autor:
 Will Ferguson
Ano: 2003
Páginas: 397
Tempo de leitura: 5 dias
Avaliação: 4 estrelas
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3 thoughts on “Ser Feliz – Will Ferguson

  1. Eu nunca tinha visto esse livro por aí, mas achei a capa simples e linda. Entendo bem esse conceito de “ironicamente triste” da felicidade, que também é abordado em Fahrenheit 451. Gostei da sinopse, e com certeza leria.

    Beijos

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