O Diário da Princesa, a Mia Thermopolis e eu

Já contei milhares de vezes que O Diário da Princesa foi o primeiro livro que comprei e li por livre e espontânea vontade e que, por isso, ele sempre será considerado o responsável por essa minha paixão. Comecei a série de Meg Cabot em 2005, aos 17 anos, e só terminei seis anos depois. Até hoje a Mia Thermopolis, o Michael Moscovitz e cia. ocupam um lugar especial no meu coração de leitora, no entanto, a gente realmente cresce, amadurece e passa a se interessar por outras coisas. Felizmente, isso não quer dizer, porém, que precisamos esquecer ou ignorar nosso passado, nossas origens. É por isso que, mesmo não tendo paciência para reler a saga de Mia e fazer resenhas decentes, eu não poderia deixar de falar sobre ela por aqui. Então, fiz este post-pessoal-sinopse-guia para registrar o quando eu gostei e ainda gosto de O Diário da Princesa. 

Mia Thermopolis é uma adolescente de 15 anos que vive em um loft em Nova York com a mãe e sonha em ser escritora. Ela costumava ser “invisível”, até o dia em que descobre ser a única herdeira do trono, ou seja, a princesa de um pequeno país chamado Genovia. Esta poderia ser a realização de um sonho para muitas meninas, mas não para Mia. Para se transformar em uma verdadeira princesa, ela irá reencontrar o pai, que não vê há muito tempo, ter aulas de etiqueta com a rígida avó, com quem não tem muitas afinidades, e até mesmo carregar um guarda-costas à tiracolo. Isso tudo em meio ao auge das turbulências típicas da adolescência.

A série O Diário da Princesa conta com 11 volumes*, além de quatro short stories** e três guias***, que acompanham Mia a partir dos 15 anos. E acho que essa é a maior sacada da série mais popular de Meg Cabot: o fato da personagem principal evoluir junto com a leitora e praticamente em tempo real. Afinal, Mia pode até ser uma princesa, mas, antes de qualquer coisa, é uma garota como outra qualquer. E nos 11 livros da série, a autora aborda temas recorrentes da adolescência e que transformam o título real em mero detalhe: amizades, autoestima, meninos, sexo, exposição, frustrações, aspirações e responsabilidade são apenas alguns dos assuntos tratados por Cabot em toda a saga de Mia.

Até o lançamento de O Casamento da Princesa, em 2015, a Mia já não era mais uma referência para mim. Era mais como aquela amiga de quem a gente se distancia, mas jamais vai deixar de gostar. Nunca vou esquecer o quanto me diverti com suas trapalhadas e me angustiei com seus dilemas e como aguardei ansiosamente pelo lançamento de cada volume. Na verdade, agora, eu espero muito pelo dia em que a minha sobrinha terá idade o suficiente para ler O Diário da Princesa. Será como dividir uma parte importante de mim mesma.

*O Diário da Princesa; A Princesa Sob os Refletores; A Princesa Apaixonada; Princesa à Espera; A Princesa de Rosa-Shocking; A Princesa em Treinamento; A Princesa na Balada; A Princesa no Limite; Princesa Mia; Princesa Para Sempre; e O Casamento da Princesa.
**Valentine Princess (para ler entre os livros 4 e 5; não publicado no Brasil), Project Princess (para ler entre os livros 4 e 5; não publicado no Brasil),  O Presente da Princesa (para ler entre os livros 6 e 7) Sweet Sixteen Princess (para ler entre os livros 7 e 8; não publicado no Brasil).
***Lições de Princesa, Perfect Princess (não publicado no Brasil) e Holiday Princess (não publicado no Brasil).
****Em 2011, a editora Record publicou o romance de época escrito por Mia Thermopolis, Liberte Meu Coração.
*****
Em 2001, O Diário da Princesa foi adaptado ao cinema, com Anne Hathaway na pele de Mia e Julie Andrews como sua avó. O longa tem muitas diferenças em relação ao livro, mas é fofo e divertido. Em 2004, foi lançada a sequência, O Diário da Princesa 2, que nada tem a ver com as obras de Meg Cabot.

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17 pensamentos sobre “O Diário da Princesa, a Mia Thermopolis e eu

  1. Que absurdo, não sabia da existência desses livros extras :0 preciso ler! hahahhaa
    E bem, li com 23 e ainda sim gostei da história, obviamente não se espelhou na fase em que eu vivia, mas foi divertido por ser nostálgico e mostrar que na adolescência a gente sofre com cara besteira haha

  2. Oi Náh!
    *-* aaah essa série é ótima! <3
    Realmente marcou a adolescência de muitos.
    Confesso que comecei a ler meio tarde e não li todos, mas é algo que sempre recomendo às minhas priminhas leitoras, elas são mais novas que eu e acho bacana elas lerem algo que as ajude a enfrentar essa fase tão difícil da aborrecência ;)
    Os filmes também são ótimos, já não consigo ler sem imaginar Anne ;)

    Beijo ;*
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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