Resenha de Carrie, a estranha – Stephen King

Carietta White, ou simplesmente Carrie, é uma menina de 17 anos que sofre com a opressão por parte da mãe religiosa fanática e é alvo da crueldade dos adolescentes da escola. O que quase ninguém sabe é que Carrie é portadora da telecinésia, a capacidade de mover um objeto com a força da mente, e pode usar o seu poder para se vingar de todos os que a fizeram sofrer.

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Em Carrie, a estranha, Stephen King faz uma crítica ao fanatismo religioso e à interpretação conveniente das crenças. O autor também retrata o bullying, uma questão tão discutida atualmente, 40 anos após a publicação da obra, e mostra que a prática acontece não apenas na escola, entre adolescentes, mas também em casa, causando efeitos ainda mais devastadores.

Uma das maiores qualidades de Carrie, a estranha é a narrativa não-linear e em terceira pessoa, que é mesclada com trechos de livros, depoimentos, teses, investigações e reportagens, todos materiais fictícios. O recurso torna a obra mais dinâmica, ao mesmo tempo em que reforça o clima de suspense e evidencia a incompreensão do caso. Além disso, o autor ainda “entra” na mente de Carrie e dos outros personagens, deixando o medo e a raiva sempre fortes e iminentes.

Como uma boa história de horror, a obra de Stephen King conta com “cenas” repulsivas e um tom sarcástico e, por vezes, doentio. O final, outro ponto alto da obra, é macabro de uma forma sutil e deixa a história, de certa forma, em aberto.

Título original: Carrie
Editora: Suma das Letras
Autor: Stephen King
Ano: 1974
Páginas: 199
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 3 estrelas

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11 pensamentos sobre “Resenha de Carrie, a estranha – Stephen King

  1. Como te falei, fiquei chocada em saber que a história é tão antiga e, mesmo assim, trata de assuntos tão novos pra gente, como o bullying e o fanatismo (seja qual for). Realmente SK pra mim agora é um autor conhecido pelas histórias nojentas, aff! hahaha Como também te falei, agora entendo porque ele é o mestre do horror e não do terror! =*

  2. Eu adorei a leitura. Achei bem melhor que o filme, principalmente pela mãe.
    A mão no livro é muito mais intensa, quero dizer, louca mesmo!!
    Adorei a resenha!! Nossa opinião foi bem parecida!!!

    Bjkas

    Lelê Tapias

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